Capa do Romance Sua Esposa-Troféu, A Predadora Alfa

Sua Esposa-Troféu, A Predadora Alfa

8.1 / 10.0
Arthur exigiu o divórcio após três anos, humilhando minha origem e oferecendo pouco para me descartar por sua amante. Ele ignorou que salvei seu império da falência e, para não pagar minha parte bilionária, armou uma acusação falsa de lavagem de dinheiro contra mim. Diante da traição e da tentativa de prisão, parei de protegê-lo das sombras. Rasguei o acordo medíocre e acionei meus contatos em Wall Street. O jogo mudou: agora ele descobrirá quem é a verdadeira predadora.

Sua Esposa-Troféu, A Predadora Alfa Capítulo 1

— Assine, Jett. Não vamos tornar isso mais feio do que precisa ser.

A voz de Arthur ecoou pelas janelas que iam do chão ao teto da cobertura em Manhattan.

Lá fora, as luzes do Central Park se transformavam em um borrão de ouro e preto.

Lá dentro, o ar estava denso e sufocante.

Jett estava parada, imóvel, ao lado da ilha de mármore.

Seu peito mal se movia enquanto ela inspirava lenta e comedidamente.

O aroma atingiu o fundo de sua garganta instantaneamente.

Era uma mistura pesada e enjoativa de jasmim branco e baunilha sintética.

O perfume personalizado de Serena.

Arthur nem sequer se deu ao trabalho de tomar banho antes de vir para casa para terminar o casamento de três anos.

Ele jogou um envelope pardo e grosso sobre o mármore frio.

O papel pesado deslizou pela superfície lisa e parou a centímetros dos dedos de Jett.

— Tenho uma reunião do conselho às oito amanhã — disse Arthur, com um tom de voz monótono e exausto.

Ele passou a mão por seu cabelo perfeitamente penteado, bagunçando os fios da frente.

Era o seu tique. Ele só fazia isso quando tentava forçar uma sensação de controle que, na verdade, não possuía.

— Apenas leia, assine a última página, e minha assistente cuidará da logística.

Jett olhou para o envelope.

Seu estômago se contraiu, deixando um espaço frio e vazio atrás de suas costelas.

Ela estendeu a mão e abriu o fecho de metal.

Ela puxou a pilha grossa de documentos legais.

Seus olhos percorreram os parágrafos densos, pulando o jargão jurídico padrão e focando nas cláusulas que importavam.

Seu olhar parou na página quatro.

A caixa ao lado da cláusula "Renúncia Completa dos Bens Conjugais" estava marcada.

Um "X" preto e nítido, impresso com tinta forte.

Arthur estava exigindo que ela saísse sem nada.

— Cinco milhões de dólares — anunciou Arthur, com o queixo empinado enquanto apoiava o peso na beirada do balcão.

— É uma indenização generosa. Considere como uma compensação pelo seu tempo e uma taxa por um rigoroso acordo de confidencialidade.

Ele cruzou os braços sobre o peito.

— Não tente arrastar isso para a mídia, Jett. Você sabe como a família Vanderbilt lida com sanguessugas.

Jett encarou o número impresso na página.

Cinco milhões.

Um som áspero e seco arranhou sua garganta ao subir.

Era uma risada, desprovida de qualquer humor real.

O som fez o maxilar de Arthur se contrair.

— Algo é engraçado? — ele rosnou, as veias em seu pescoço começando a pulsar contra o colarinho.

Jett pegou a pesada caneta-tinteiro com gravação personalizada que repousava perto da fruteira.

Ela rolou o metal frio entre o polegar e o indicador.

— Você estava na gala de Wall Street ontem à noite — disse Jett, sua voz baixando para um tom perigosamente calmo.

— Você ficou com a mão na parte inferior das costas de Serena a noite inteira. As fotos dos paparazzi já são tendência em três blogs de fofoca diferentes.

O rosto de Arthur corou em um vermelho opaco e raivoso.

— Serena vai se mudar para este apartamento na próxima semana — ele afirmou, abandonando qualquer pretensão de culpa.

— A família precisa de um herdeiro com um pedigree adequado. Um Sinclair. Não alguém que pegamos de um subúrbio de classe média para consertar uma crise temporária de relações públicas.

Jett parou de rolar a caneta.

Seus dedos se apertaram ao redor do corpo de metal até que seus nós dos dedos ficassem de um branco-osso nítido.

Ela largou a caneta.

Ela bateu no mármore com um estalo agudo e final.

— Eu não vou assinar isso — disse Jett.

Ela empurrou os papéis de volta pela ilha.

Arthur se desencostou do balcão, seus olhos se arregalando em uma mistura de choque e fúria crescente.

— Como é que é?

— Eu concordo com o divórcio — disse Jett, alisando a frente de sua blusa de seda com as duas mãos, exigindo simetria perfeita de sua roupa.

— Mas vou levar comigo meus quatro por cento de participação acionária original no Vanderbilt Group.

A sala ficou em silêncio total por exatos três segundos.

Então, Arthur jogou a cabeça para trás e soltou uma gargalhada alta e zombeteira.

— Sua participação? — ele zombou, batendo as palmas das mãos no mármore.

— Você está delirando? Você entrou neste casamento com um Honda alugado e um armário cheio de ternos de loja de departamento! Você não possui absolutamente nada!

Jett não piscou.

Ela calmamente pegou sua bolsa de couro preta que estava no banco ao seu lado.

Seus dedos passaram pela carteira e puxaram um único documento em papel, fortemente criptografado, impresso em papel de segurança com marca d'água.

Ela o colocou na ilha e o deslizou em direção a ele.

— Leia a assinatura do titular no final — instruiu Jett, seu tom congelando o ar entre eles.

Arthur arrancou o papel, um sorriso de escárnio ainda torcendo seus lábios.

Seus olhos correram para o final da página.

Sua respiração falhou.

O escárnio desapareceu, substituído por uma palidez súbita e violenta que drenou o sangue de suas bochechas.

O nome da firma de capital de risco offshore impresso no documento era um fantasma que assombrava a sala de reuniões dos Vanderbilt.

Dark Web Ventures.

— O que é isso? — sussurrou Arthur, com a voz embargada.

Seus olhos corriam de um lado para o outro pelo texto, seu cérebro tentando freneticamente processar os selos legais e as estruturas de truste de múltiplas camadas.

A matemática era impecável. A validade jurídica era à prova de balas.

— Você forjou isso — acusou Arthur, sua voz se elevando a um grito frenético.

Ele amassou a borda do papel em seu punho.

— Você forjou documentos financeiros para extorquir minha família!

— Três anos atrás, a crise de venda a descoberto do seu avô quase levou o grupo inteiro à falência — disse Jett, sua voz baixando para um sussurro mortal.

— Um misterioso fundo offshore injetou um resgate massivo para salvar seu legado patético. Você realmente achou que o dinheiro caiu do céu, Arthur?

O peito de Arthur arfava.

Ele encarou a mulher que pensou ter controlado por três anos.

Ele se recusava a acreditar. Seu preconceito, sua arrogância profundamente enraizada, simplesmente não permitia que seu cérebro aceitasse que sua esposa-troféu era a maior predadora de Wall Street.

— Vou fazer a equipe jurídica da família congelar cada conta bancária em seu nome! — Arthur rugiu, socando a ilha de mármore.

— Você não verá um único centavo! Vou enterrar você!

Jett virou-lhe as costas.

Ela se afastou da cozinha e foi direto para o closet do quarto principal.

Seu coração batia em um ritmo lento, constante e predatório.

Ela ignorou os gritos dele vindos da sala de estar.

Ela abriu seu cofre pessoal, pegou alguns drives criptografados essenciais e os jogou dentro de uma bolsa Birkin preta.

Ela voltou para a sala de estar, a bolsa pesada balançando ao seu lado.

— Prepare-se para um processo multibilionário, Arthur — alertou Jett, seus olhos fixos nos dele.

Arthur avançou.

Ele estendeu a mão, sua mão grande mirando o ombro dela para impedi-la fisicamente de sair com os drives.

Jett não vacilou.

Ela balançou a pesada bolsa Birkin para cima em um arco rápido e brutal.

As ferragens de latão maciço da bolsa bateram com força no antebraço de Arthur.

Ele soltou um suspiro agudo de dor e cambaleou para trás, agarrando o braço.

Jett invadiu o espaço dele, seus olhos ardendo com um peso frio e opressor que o forçou a dar outro passo para trás.

Ela se virou e empurrou a pesada porta da frente da cobertura.

Ela entrou no elevador privativo sem olhar para trás.

As portas de aço polido começaram a se fechar, cortando a visão do rosto vermelho e furioso de Arthur.

No momento em que as portas se fecharam, o silêncio do elevador a envolveu.

Jett enfiou a mão no bolso do casaco.

Ela tirou um pesado telefone criptografado preto-fosco.

Seu polegar pairou sobre a tela.

Era hora de acordar os monstros de Wall Street.

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