Capítulo 2

— O quê? — Fica confuso.

— Vai ser meu presente para você.

— Você está falando sério mesmo?

— Claro. — Confirmo. — Por que eu estaria brincando?

— Não sei.

— Bom, isso vai te ajudar a se soltar um pouco. Pelo menos até você ter coragem de deixar alguém te comer. — Explico.

— Você é meio doida não é?! — Ri e eu balando a cabeça em sinal de confirmação.

— Eu gosto que as pessoas façam o que dão prazer a elas, desde que não seja crime. É óbvio.

— Na verdade, eu achei que você iria querer me comer aqui. — Ri, envergonhado.

— Só se você quiser. — Vejo sua expressão mudar ao me ouvir.

— Sério? — Confirmo. — Não sei se estou pronto pra fazer isso.

— Relaxa. Esse presente é exatamente pra te ajudar com isso. Se você não está pronto, não precisa fazer. O corpo é seu, e você tem que respeitar ele. Está tudo bem.

— Você é boa com as palavras. — Ri.

— Acho que sou melhor com a boca. — Espero uma resposta, mas depois de alguns segundos olhando em meus olhos, ele avança e me beija.

— É. — Sussurra ao se afastar — Concordo. — Afirma e voltamos a nos beijar.

Ele parece animado com a situação. Sinto seu pau, duro, pressionando minha virilha.

Jogo os dildos em cima da mesa e com as mãos livres, passeio em seu corpo.

Começando pelo pescoço e indo até a nuca, entrelaço os dedos em seus cabelos e puxo, levemente.

— Pode puxar mais forte. — Sussurra.

Faço o que pediu e ouço ele soltando um leve gemido, desço as mãos, passando pelas suas costas e logo em seguida chego em sua bunda. Automaticamente, ele joga a cabeça pra trás e suspira forte quando eu aperto.

— Você quer que eu te foda? — Sussurro em seu ouvido. — Quer que eu te jogue naquele sofá e te coma até você dizer chega?

— Por que está fazendo isso comigo? — Sussurra, quase num gemido.

— Por que quero que você goze como nunca gozou na sua vida. Quero fazer você realizar esse desejo, e ver na sua cara o quanto está gostando.

— Você está me deixando louco.

— É exatamente isso que eu quero. — Ponho as mãos dentro da cueca e continuo apertando sua bunda.

Quando mais eu acaricio, mais ele se entrega a mim.

— O primeiro. — Fala e eu fico sem entender.

— O quê?

— Eu quero o primeiro — Deixo escapar um sorrisinho malicioso ao finalmente me tocar a que ele se refere.

— Tranca a porta. — Mando e ele vai tão rápido que parece estar com pressa para ser comido. — Agora tira a roupa.

Sigo até a gaveta e pego um lubrificante que estava junto com os dildos.

Tiro meu vestido e aprecio seu rosto ao me ver com um conjunto de renda na cor marsala.

— Você é muito gostosa. — Me olha de cima a baixo.

Pego o vibrador de quinze centímetros e jogo no sofá, junto com o lubrificante.

— Vem aqui. — Sigo até o sofá e espero ele se aproximar.

Volto a beijá-lo, passeando as mãos por todo o seu corpo, que agora está nu.

Ele treme quando os lugares mais sensíveis são tocados. Puxo uma de suas pernas e a ponho sobre o sofá, me ajoelhando logo em seguida para chupar seu pau.

Enquanto o chupo, pego um pouco de lubrificante e passo no meio de sua bunda, fazendo ele gemer ao sentir o meu dedo.

Começo a introduzir o dedo, lentamente, enquanto chupo seu pau e ele parece ir aos céus e voltar. E a cada movimento que faço com o dedo, ele geme mais alto.

— Isso... É... Muito bom. — Levanto e o beijo novamente. — Dói, mas é bom.

— Ajoelha no sofá.

Enquanto pego um pouco mais de lubrificante, ele ajoelha como pedi e vira as costas. Deixando o corpo dele totalmente a minha disposição.

Lubrifico o vibrador e vejo ele apertando o sofá quando eu encosto na sua entrada.

Começo a fazer força e ele grita.

— Quer que eu pare?

— Não. Continua, por favor. — Suplica e eu enlouqueço ao ouvir sua voz, carregada num tom de puro tesão.

Ao enfiar completamente, espero um pouco, pra ele acostumar com a sensação. Beijo suas costas e passeio com meu dedos levemente em sua coxa.

— Assim você vai me deixar louco. — Fala, quase sem fôlego.

Começo a movimentar devagar e vou acelerando gradativamente.

Sinto um frio entre as pernas ao vê-lo mordendo uma almofada, na tentativa de não gemer tão alto. Porém, falha miseravelmente quando enfio forte, e logo em seguida acelero o movimento.

— Eu quero o de dezoito. — A essa altura, ele mais geme do que fala.

— Vem cá. — Chamo ele até a mesa. —Deita.

Volto a chupá-lo enquanto lubrifico o que pediu.

Enquanto o chupo, introduzo devagar e ele geme um pouco mais alto que antes.

Acelero e sinto as pernas dele tremerem. Continuo o movimento e me satisfaço apenas ao vê-lo gozando em minha frente.

Ele geme ainda mais gostoso e suas pernas tremem como se estivesse congelando, porém, estão quase pegando fogo.

Retiro o dildo e dou a volta na mesa, apenas para lhe dá um beijo.

— Temos que voltar pra festa.

— Preciso recuperar o fôlego primeiro. — Aparenta estar esgotado.

Vou até meu armário pegar um envelope, e ponho os dois dildos dentro, em seguida, coloco em cima da mesa.

— Pra você. — Rio ao ver sua cara de surpresa. — É só um presente.

— Obrigada. Ainda parece com vergonha. — Realmente foi a melhor gozada da minha vida.

Nos vestimos e voltamos a festa, que já está quase no fim.

— Onde você se meteu? — A Indie me aborda, nada sutilmente.

— Me meti lá no escritório. — Rio ao fazer uma piada com um duplo sentido que só eu entendo. — Enfim, aconteceu alguma coisa?

— Temos outra festa para daqui a dois dias.

— Isso é incrível. — Comemoro um tanto discreta, já que tem várias pessoas ao redor.

— Vem. Vou te apresentar a cliente. — Me puxa pelo braço. — Ela quer te conhecer.

Fico encantada ao nos aproximarmos de uma mulher ruiva, olhos claros, rosto com sardas e mais ou menos 1,60 de altura.

— Essa aqui é a Mari. — Indie a apresenta.

— E você é a Afrodite. Muito prazer. — Me estende a mão.

— O prazer é todo meu, Mari. — Lhe cumprimento gentilmente.

— Então, deixamos pra acertar os detalhes amanhã, porém, ela já me adiantou que será festa de gala, e que será uma despedida de solteira. — Indie parece bem empolgada.

— Ótima escolha. — Elogio. — E pode confiar nas mãos dela. Ela faz um trabalho incrível. — Me refiro a Indie.

— É. Estou vendo. — Passa o olhar ao redor da festa. — Esse evento está maravilhoso.

Tenho certeza que a Indie está com o rosto completamente vermelho, devido aos elogios, mas fica imperceptível, já que as luzes da boate também são dessa cor.

Capítulo 3

Acordo com o celular vibrando sem parar.

Não me lembro de ter colocado alarme para tocar a essa hora.

Me irrito ainda mais ao ver um número que não conheço, na tela do celular.

— Alguém morreu? — Atendo mal humorada. E minha voz de sono não engana.

Cheguei da boate exausta. O sol já estava dando bom dia e eu nem tinha dormido ainda.

— Me desculpa. Eu te acordei?

— Mari? — Reconheço a voz, tímida e o mais educada possível.

— Sim. — Afirma e eu logo me arrependo da grosseria. — Me desculpa. Eu realmente não queria ter te acordado.

— Relaxa. — Tento fazer com que ela não se culpe. — Foi bom você me acordar, eu estava tendo um pesadelo. — Brinco, e ouço seu riso do outro lado da linha.

— Acho que esqueci meu celular na boate. — Parece muito preocupada. — Na verdade, estou torcendo para estar lá. Porque se não estiver, eu com certeza perdi ele.

— Calma. Podemos ir lá dá uma olhada. — Penso em quando estávamos no bar, conversando. — Acabei de lembrar que quando trocamos contato, realmente estávamos no bar. Você colocou o celular no balcão, eu só não me recordo se você pegou de volta.

— Exatamente o que eu estava pensando. — Parece aliviada por um instante.

— Vou tomar um banho e nos encontramos daqui a pouco.

— Eu estou de carro. — Informa. — Posso ir te buscar?

— Claro. Vou te mandar o endereço.

Envio o endereço como tinha dito e saio do conforto da minha cama, lamentando as poucas horas de sono que tive. Tiro a roupa da noite passada, o que não tive disposição pra fazer ao chegar da boate, e vou tomar um banho.

Depois de quase uma hora, recebo sua mensagem avisando que tinha chegado e desço. Entro no carro da Mari e vamos em direção a boate.

— Você está bem diferente. —  Ela me olha de cima a baixo.

— É que não costumo usar vestido de gala às oito da manhã. — Rimos. — Principalmente para ir até a cafeteria. — Logo vejo seu olhar confuso. — Vou passar para tomar um café. Vamos?

— Claro. — Se anima com a ideia. — Desde que acordei, estou tão preocupada em encontrar o meu celular que nem lembrei de comer alguma coisa.

Continuamos conversando até chegar em frente a Escarlate.

Peço para ela esperar no carro enquanto entro para confirmar se o aparelho realmente está onde achamos que estaria. E como eu havia imaginado, encontro o celular sobre o balcão do bar, onde conversamos a algumas horas atrás.

Fomos as últimas a sair da boate, e conversamos tanto que a essa altura, depois de tantas risadas, ela já estava se tornando mais do que apenas cliente.

Volto até o carro e entrego seu celular.

— Não faz ideia do alívio que eu estou sentindo nesse exato momento. — Aproxima o celular do peito e o abraça apertado.

— Eu imagino. — Rio, revirando os olhos para o drama que está fazendo.

— Agora vamos tomar café, porque estou faminta.

— Vamos. — Entro no carro e ela dá partida.

[...]

Ao entrarmos, somos recebidas gentilmente pela dona da cafeteria.

— Oi, tia. — Dou um abraço caloroso.

— Tia? — Vejo o espanto no rosto da Mari.

— Ela me chama assim desde que era uma adolescente rebelde. — Não seguro o riso ao ouvir isso.

Eu vinha aqui com o meu irmão, desde que éramos pequenos, e como ele não está mais aqui, este virou o meu cantinho. Vir aqui, me traz boas sensações. Lembranças que um dia foram difíceis e que hoje me faz rir.

Sentamos na minha mesa, que é como a tia Regina se refere, devido ao fato de eu sempre sentar no mesmo lugar, e pedimos algo para comer.

Desde que nos conhecemos, Mari e eu, conversamos sobre nossas profissões, gostos musicais, infância. Nossas vidas!

Sinto como se a conhecesse a muito tempo.

Ela é inteligente, uma mulher com uma beleza incrível, uma ótima fotógrafa e não cansa de falar sobre o casamento, que passou seis meses planejando.

— Você já imaginou como será o seu casamento? — Me assusto com a pergunta.

— Não vou me casar. — Respondo. Deixando ela espantada. — Não pretendo.

Durante minha infância e adolescência, sempre fui muito decidida sobre o que eu queria ou não queria. Nunca quis casar ou ter filhos. São coisas que continuo não querendo.

— Ah, acho que talvez você não tenha encontrado a p...

— A pessoa certa? — Interrompo. — Alma gêmea? Príncipe encantado? Amor verdadeiro? — Rio. — Eu não duvido do amor só por que não quero me casar. É que pra mim, o amor vai muito além de dizer sim na frente de um padre e de pessoas que, talvez, vão sair por aí falando que a festa foi ruim.

— Uau. — Demonstra estar perplexa como que eu disse. — Não sei o que dizer.

— Eu não estou julgando o casamento. — Rio para quebrar o clima. — Acho maravilhoso ver as pessoas felizes e realizadas em seu casamento. Só que não é algo que eu quero pra mim.

— Eu entendo. — Rimos.

Tomamos nosso café e conversamos por mais de uma hora.

Normalmente não me aproximo tão rápido das pessoas por que não gosto de falar muito sobre a minha vida. Mas, como ela é totalmente diferente de mim, fala tanto sobre a própria vida, que nem sobra tempo pra falar sobre a minha. Por isso nos damos tão bem.

Depois de nós despedir, voltamos a boate para encontrar a Indie, já que marcamos uma reunião para resolver algumas coisas da festa.

— Sabe qual vai ser a melhor parte da festa? — Mari chama minha atenção.

— Qual?

— Nossas despedidas vão ter um vale night.

— Sério? — Fico extremamente surpresa ao ouvir isso.

— Sim. Combinamos que em nossas despedidas podem ter stripper, pegação e até boquete. — Explica, me deixando boquiaberta. — A única coisa que não permitimos é penetração. Não queríamos correr o risco de acontecer alguma gravidez.

— Bem interessante. — Brinco e ela ri. — Essa festa acaba de ficar mais divertida.

— Tem que ser incrível. Quero realizar algumas fantasias que não vou poder depois do casamento.

— Tipo o quê?

— Eu quero que um cara super gostoso, que não seja o meu noivo, usando apenas uma cueca e uma gravata borboleta me faça um lapdance.

— Isso com certeza vai ser maravilhoso. — Rimos mais ainda. — O que mais?

— Eu quero beijar algumas das minhas amigas para ver quem beija melhor.

— Essa festa vai ser perfeita. Mas, não tem algo que você sempre teve vontade, só que sempre achou que fosse loucura?

— Com certeza. — Parece lembrar. — Desde que eu era mais nova.

— Quer falar o que é? — Pergunto, na esperança de ela dizer que sim.

— Promete que não vai rir de mim.

— Por quê eu faria isso? Pode falar.

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