— Qual o seu maior fetiche? — Me sento ao lado dele.
Desde o início do evento, esse idiota não para de me observar. Ele parece sentir muito prazer nisso, e isso é o que deixa tudo mais interessante.
— Eu... Acho que... Fazer um ménage. — Fico desapontada ao ouvir sua resposta. Sempre respondem as mesmas coisas.
— Que merda. — Me aproximo um pouco mais. — Ménage é uma ambição que a maioria nas pessoas tem. Eu estou falando daquele fetiche que você nunca assume porque acha que é um absurdo, mas que no fundo é o que vai fazer você subir pelas paredes.
Ele engole seco e me encara com o olhar ainda mais profundo, como que pensasse bastante antes de resolver revelar.
— É... Eu tenho vontade de ser fodido por uma mulher. — Assume e logo em seguida abaixa a cabeça, envergonhado.
— E por que você está me observando desde que chegou aqui?
— Porque eu te achei muito gata. — Não acredito que o deixei sem graça.
— Eu acho que você está me observando desde cedo, imaginando como seria se eu comesse você. Deixa eu te falar. —Sussurro. — Eu iria te foder tão forte que você não conseguiria andar direito nos próximos dois dias, e eu só iria parar quando suas pernas estivessem falhando.
Me encara, surpreso com o que acabou de ouvir de alguém que ele mal conhece.
— Eu sou o Michael. — Quebra o gelo, depois de um minuto sem saber o que falar. — Quer uma bebida?
— Muito prazer... Afrodite. — Rio. — Obrigada. Mas, não estou muito afim de beber.
— Qual é?! Me deixa pagar uma bebida para você. — Insiste.
— Já disse que não estou afim. — Levanto. — E mais... Não costumo beber na minha boate. — Saio, o deixando surpreso. O que me leva a crer que ele não sabia que eu sou a dona da Escarlate.
Vou até o palco e pego o microfone.
— Boa noite. — Chamo a atenção do pessoal. — Sejam muito bem vindos a Escarlate. Para as pessoas que me elogiaram devido a festa, agradeço muito mas o elogio de vocês deveriam ser direcionados para a Ingrid Cooper, que foi quem realizou tudo. — Aponto para minha melhor amiga, que é tímida demais para subir num palco. — Enfim, vamos ouvir agora o do evento. O cantor, Michael, que assinou o contrato recentemente com a gravadora Smithers.
Todos aplaudem ao vê-lo subindo no palco.
Continua me encarando. Porém, dessa vez é diferente. Parece envergonhado pelo fato de eu saber algo tão intimo.
— Parabéns pelo contrato com a gravadora. — Lhe entrego o microfone.
Assim que desço do palco, sou abordada pela Indie.
— Você Está doida? Eu estava procurando um buraco para enfiar minha cabeça.
— Relaxa. — Rio. — Eu não posso levar o mérito de um trabalho que foi seu. — Me defendo.
— Mas, você sabe que sou tímida demais pra ser apresentada assim a todos. — Insiste.
— Você sabe que eu te amo não é? Eu quero que todos vejam a pessoa foda que você é.
— Eu também te amo, sua doida. — Me abraça, e rimos juntas. — Vamos assistir um pouco do show.
Depois de ajustar os equipamentos, o Michael começa a cantar, e enquanto ouço sua voz, imagino o que me falou a alguns minutos atrás. Mal sabe ele que isso é mais comum do que ele pensa. Às pessoas seriam mais interessantes se aceitassem os desejos que elas acham absurdos, desde que não atinja negativamente outra pessoa.
— Ah... E obrigada por ceder o espaço. Ele me procurou muito encima da hora e eu não consegui outro lugar. — Ingrid agradece como se eu estivesse salvo sua vida.
— Não precisa me agradecer. Aqui está aberto pra você o quanto quiser. — Penso um pouco. — Aliás, até que estou gostando de um evento privado aqui. Se quiser, podemos nos juntar e fazer mais vezes. Aqui pode ser um espaço fixo do seu buffet. O que acha?
— Eu adorei. — Fica super empolgada com a ideia. — Simplesmente perfeito.
— Amanhã a gente resolve isso. Vamos curtir o resto da festa. — Me animo ao ver o DJ subir no palco.
A noite está um sucesso. Realmente, nunca tinha pensado em realizar um evento privado aqui na boate, porém, observando agora, foi uma ideia maravilhosa.
Trabalhei junto com a minha melhor amiga, a festa está um sucesso e a boate está bombando.
Reconheço que é meio sem noção perguntar sobre a vida sexual a alguém que mal conheço, mas, eu gosto de saber os desejos que as pessoas escondem à sete chaves, gosto de realizar esses desejos, por quê é exatamente isso que me excita. E o meus importante, ele estava demostrando interesse.
Realizar os fetiches e desejos sexuais mais profundos das pessoas e ver no rosto delas o quanto estão loucas de tesão. Esse é o meu desejo mais profundo.
Não entendo o por quê de algumas pessoas acharem que sou ninfomaníaca. O meu desejo de ver as pessoas sentindo prazer, não tem nada haver com uma doença.
— Está pensando em me comer? — Michael me desperta.
— Depende. — Entro na provocação. — Você vai querer realizar? — Aparenta estar envergonhado.
— É que... É meio estranho. Não entendo o motivo disso. — Explica. — Eu sei que não sou gay.
— É exatamente por isso que você quer ser comido por uma mulher. — Tento fazer ele entender. — Querer que uma mulher te coma, não te torna gay, sentir atração sexual por homem, sim. Independente se ele fosse ou não comer você.
— Por quê você veio me perguntar sobre o meu fetiche, aliás? — Questiona.
— Eu gosto de saber dessas coisas. — Respondo vagamente.
— Eu só não entendo por quê te falei isso. É algo que não costumo falar. Na verdade nunca falei para mulher nenhuma. Eu meio que sentir que podia te falar e não seria julgado.
— Quem disse? Eu estou super te julgado aqui dentro da minha cabeça. — Rimos e vejo ele relaxar um pouco. Parecia tenso. — Você já viu um pau de borracha?
— Não. — Me olha assustado com a pergunta.
— Vem comigo. — Estendo a mão.
Ele hesita por alguns segundos, mas acaba me acompanhando até o escritório.
Abro a gaveta da minha mesa e pego três dildos.
— Por que você tem paus de borracha na gaveta do escritório? — Fica incrivelmente surpreso.
— É sempre bom estar preparada para algumas ocasiões. — Brinco e ele ri. — Esse aqui é o menor, ele tem 15 centímetros e vibra de quatro maneiras diferentes, esse aqui não vibra, porém, tem dezoito centímetros e é muito bom, e esse roxo tem vinte e dois, ele é grande e grosso não é? — Rio. — E também não vibra.
— Wool. — Fica boquiaberto. — Nem sei o que falar.
— Escolhe um. — Rio ao ver sua cara de susto.
— O quê? — Fica confuso.
— Vai ser meu presente para você.
— Você está falando sério mesmo?
— Claro. — Confirmo. — Por que eu estaria brincando?
— Não sei.
— Bom, isso vai te ajudar a se soltar um pouco. Pelo menos até você ter coragem de deixar alguém te comer. — Explico.
— Você é meio doida não é?! — Ri e eu balando a cabeça em sinal de confirmação.
— Eu gosto que as pessoas façam o que dão prazer a elas, desde que não seja crime. É óbvio.
— Na verdade, eu achei que você iria querer me comer aqui. — Ri, envergonhado.
— Só se você quiser. — Vejo sua expressão mudar ao me ouvir.
— Sério? — Confirmo. — Não sei se estou pronto pra fazer isso.
— Relaxa. Esse presente é exatamente pra te ajudar com isso. Se você não está pronto, não precisa fazer. O corpo é seu, e você tem que respeitar ele. Está tudo bem.
— Você é boa com as palavras. — Ri.
— Acho que sou melhor com a boca. — Espero uma resposta, mas depois de alguns segundos olhando em meus olhos, ele avança e me beija.
— É. — Sussurra ao se afastar — Concordo. — Afirma e voltamos a nos beijar.
Ele parece animado com a situação. Sinto seu pau, duro, pressionando minha virilha.
Jogo os dildos em cima da mesa e com as mãos livres, passeio em seu corpo.
Começando pelo pescoço e indo até a nuca, entrelaço os dedos em seus cabelos e puxo, levemente.
— Pode puxar mais forte. — Sussurra.
Faço o que pediu e ouço ele soltando um leve gemido, desço as mãos, passando pelas suas costas e logo em seguida chego em sua bunda. Automaticamente, ele joga a cabeça pra trás e suspira forte quando eu aperto.
— Você quer que eu te foda? — Sussurro em seu ouvido. — Quer que eu te jogue naquele sofá e te coma até você dizer chega?
— Por que está fazendo isso comigo? — Sussurra, quase num gemido.
— Por que quero que você goze como nunca gozou na sua vida. Quero fazer você realizar esse desejo, e ver na sua cara o quanto está gostando.
— Você está me deixando louco.
— É exatamente isso que eu quero. — Ponho as mãos dentro da cueca e continuo apertando sua bunda.
Quando mais eu acaricio, mais ele se entrega a mim.
— O primeiro. — Fala e eu fico sem entender.
— O quê?
— Eu quero o primeiro — Deixo escapar um sorrisinho malicioso ao finalmente me tocar a que ele se refere.
— Tranca a porta. — Mando e ele vai tão rápido que parece estar com pressa para ser comido. — Agora tira a roupa.
Sigo até a gaveta e pego um lubrificante que estava junto com os dildos.
Tiro meu vestido e aprecio seu rosto ao me ver com um conjunto de renda na cor marsala.
— Você é muito gostosa. — Me olha de cima a baixo.
Pego o vibrador de quinze centímetros e jogo no sofá, junto com o lubrificante.
— Vem aqui. — Sigo até o sofá e espero ele se aproximar.
Volto a beijá-lo, passeando as mãos por todo o seu corpo, que agora está nu.
Ele treme quando os lugares mais sensíveis são tocados. Puxo uma de suas pernas e a ponho sobre o sofá, me ajoelhando logo em seguida para chupar seu pau.
Enquanto o chupo, pego um pouco de lubrificante e passo no meio de sua bunda, fazendo ele gemer ao sentir o meu dedo.
Começo a introduzir o dedo, lentamente, enquanto chupo seu pau e ele parece ir aos céus e voltar. E a cada movimento que faço com o dedo, ele geme mais alto.
— Isso... É... Muito bom. — Levanto e o beijo novamente. — Dói, mas é bom.
— Ajoelha no sofá.
Enquanto pego um pouco mais de lubrificante, ele ajoelha como pedi e vira as costas. Deixando o corpo dele totalmente a minha disposição.
Lubrifico o vibrador e vejo ele apertando o sofá quando eu encosto na sua entrada.
Começo a fazer força e ele grita.
— Quer que eu pare?
— Não. Continua, por favor. — Suplica e eu enlouqueço ao ouvir sua voz, carregada num tom de puro tesão.
Ao enfiar completamente, espero um pouco, pra ele acostumar com a sensação. Beijo suas costas e passeio com meu dedos levemente em sua coxa.
— Assim você vai me deixar louco. — Fala, quase sem fôlego.
Começo a movimentar devagar e vou acelerando gradativamente.
Sinto um frio entre as pernas ao vê-lo mordendo uma almofada, na tentativa de não gemer tão alto. Porém, falha miseravelmente quando enfio forte, e logo em seguida acelero o movimento.
— Eu quero o de dezoito. — A essa altura, ele mais geme do que fala.
— Vem cá. — Chamo ele até a mesa. —Deita.
Volto a chupá-lo enquanto lubrifico o que pediu.
Enquanto o chupo, introduzo devagar e ele geme um pouco mais alto que antes.
Acelero e sinto as pernas dele tremerem. Continuo o movimento e me satisfaço apenas ao vê-lo gozando em minha frente.
Ele geme ainda mais gostoso e suas pernas tremem como se estivesse congelando, porém, estão quase pegando fogo.
Retiro o dildo e dou a volta na mesa, apenas para lhe dá um beijo.
— Temos que voltar pra festa.
— Preciso recuperar o fôlego primeiro. — Aparenta estar esgotado.
Vou até meu armário pegar um envelope, e ponho os dois dildos dentro, em seguida, coloco em cima da mesa.
— Pra você. — Rio ao ver sua cara de surpresa. — É só um presente.
— Obrigada. Ainda parece com vergonha. — Realmente foi a melhor gozada da minha vida.
Nos vestimos e voltamos a festa, que já está quase no fim.
— Onde você se meteu? — A Indie me aborda, nada sutilmente.
— Me meti lá no escritório. — Rio ao fazer uma piada com um duplo sentido que só eu entendo. — Enfim, aconteceu alguma coisa?
— Temos outra festa para daqui a dois dias.
— Isso é incrível. — Comemoro um tanto discreta, já que tem várias pessoas ao redor.
— Vem. Vou te apresentar a cliente. — Me puxa pelo braço. — Ela quer te conhecer.
Fico encantada ao nos aproximarmos de uma mulher ruiva, olhos claros, rosto com sardas e mais ou menos 1,60 de altura.
— Essa aqui é a Mari. — Indie a apresenta.
— E você é a Afrodite. Muito prazer. — Me estende a mão.
— O prazer é todo meu, Mari. — Lhe cumprimento gentilmente.
— Então, deixamos pra acertar os detalhes amanhã, porém, ela já me adiantou que será festa de gala, e que será uma despedida de solteira. — Indie parece bem empolgada.
— Ótima escolha. — Elogio. — E pode confiar nas mãos dela. Ela faz um trabalho incrível. — Me refiro a Indie.
— É. Estou vendo. — Passa o olhar ao redor da festa. — Esse evento está maravilhoso.
Tenho certeza que a Indie está com o rosto completamente vermelho, devido aos elogios, mas fica imperceptível, já que as luzes da boate também são dessa cor.
Acordo com o celular vibrando sem parar.
Não me lembro de ter colocado alarme para tocar a essa hora.
Me irrito ainda mais ao ver um número que não conheço, na tela do celular.
— Alguém morreu? — Atendo mal humorada. E minha voz de sono não engana.
Cheguei da boate exausta. O sol já estava dando bom dia e eu nem tinha dormido ainda.
— Me desculpa. Eu te acordei?
— Mari? — Reconheço a voz, tímida e o mais educada possível.
— Sim. — Afirma e eu logo me arrependo da grosseria. — Me desculpa. Eu realmente não queria ter te acordado.
— Relaxa. — Tento fazer com que ela não se culpe. — Foi bom você me acordar, eu estava tendo um pesadelo. — Brinco, e ouço seu riso do outro lado da linha.
— Acho que esqueci meu celular na boate. — Parece muito preocupada. — Na verdade, estou torcendo para estar lá. Porque se não estiver, eu com certeza perdi ele.
— Calma. Podemos ir lá dá uma olhada. — Penso em quando estávamos no bar, conversando. — Acabei de lembrar que quando trocamos contato, realmente estávamos no bar. Você colocou o celular no balcão, eu só não me recordo se você pegou de volta.
— Exatamente o que eu estava pensando. — Parece aliviada por um instante.
— Vou tomar um banho e nos encontramos daqui a pouco.
— Eu estou de carro. — Informa. — Posso ir te buscar?
— Claro. Vou te mandar o endereço.
Envio o endereço como tinha dito e saio do conforto da minha cama, lamentando as poucas horas de sono que tive. Tiro a roupa da noite passada, o que não tive disposição pra fazer ao chegar da boate, e vou tomar um banho.
Depois de quase uma hora, recebo sua mensagem avisando que tinha chegado e desço. Entro no carro da Mari e vamos em direção a boate.
— Você está bem diferente. — Ela me olha de cima a baixo.
— É que não costumo usar vestido de gala às oito da manhã. — Rimos. — Principalmente para ir até a cafeteria. — Logo vejo seu olhar confuso. — Vou passar para tomar um café. Vamos?
— Claro. — Se anima com a ideia. — Desde que acordei, estou tão preocupada em encontrar o meu celular que nem lembrei de comer alguma coisa.
Continuamos conversando até chegar em frente a Escarlate.
Peço para ela esperar no carro enquanto entro para confirmar se o aparelho realmente está onde achamos que estaria. E como eu havia imaginado, encontro o celular sobre o balcão do bar, onde conversamos a algumas horas atrás.
Fomos as últimas a sair da boate, e conversamos tanto que a essa altura, depois de tantas risadas, ela já estava se tornando mais do que apenas cliente.
Volto até o carro e entrego seu celular.
— Não faz ideia do alívio que eu estou sentindo nesse exato momento. — Aproxima o celular do peito e o abraça apertado.
— Eu imagino. — Rio, revirando os olhos para o drama que está fazendo.
— Agora vamos tomar café, porque estou faminta.
— Vamos. — Entro no carro e ela dá partida.
[...]
Ao entrarmos, somos recebidas gentilmente pela dona da cafeteria.
— Oi, tia. — Dou um abraço caloroso.
— Tia? — Vejo o espanto no rosto da Mari.
— Ela me chama assim desde que era uma adolescente rebelde. — Não seguro o riso ao ouvir isso.
Eu vinha aqui com o meu irmão, desde que éramos pequenos, e como ele não está mais aqui, este virou o meu cantinho. Vir aqui, me traz boas sensações. Lembranças que um dia foram difíceis e que hoje me faz rir.
Sentamos na minha mesa, que é como a tia Regina se refere, devido ao fato de eu sempre sentar no mesmo lugar, e pedimos algo para comer.
Desde que nos conhecemos, Mari e eu, conversamos sobre nossas profissões, gostos musicais, infância. Nossas vidas!
Sinto como se a conhecesse a muito tempo.
Ela é inteligente, uma mulher com uma beleza incrível, uma ótima fotógrafa e não cansa de falar sobre o casamento, que passou seis meses planejando.
— Você já imaginou como será o seu casamento? — Me assusto com a pergunta.
— Não vou me casar. — Respondo. Deixando ela espantada. — Não pretendo.
Durante minha infância e adolescência, sempre fui muito decidida sobre o que eu queria ou não queria. Nunca quis casar ou ter filhos. São coisas que continuo não querendo.
— Ah, acho que talvez você não tenha encontrado a p...
— A pessoa certa? — Interrompo. — Alma gêmea? Príncipe encantado? Amor verdadeiro? — Rio. — Eu não duvido do amor só por que não quero me casar. É que pra mim, o amor vai muito além de dizer sim na frente de um padre e de pessoas que, talvez, vão sair por aí falando que a festa foi ruim.
— Uau. — Demonstra estar perplexa como que eu disse. — Não sei o que dizer.
— Eu não estou julgando o casamento. — Rio para quebrar o clima. — Acho maravilhoso ver as pessoas felizes e realizadas em seu casamento. Só que não é algo que eu quero pra mim.
— Eu entendo. — Rimos.
Tomamos nosso café e conversamos por mais de uma hora.
Normalmente não me aproximo tão rápido das pessoas por que não gosto de falar muito sobre a minha vida. Mas, como ela é totalmente diferente de mim, fala tanto sobre a própria vida, que nem sobra tempo pra falar sobre a minha. Por isso nos damos tão bem.
Depois de nós despedir, voltamos a boate para encontrar a Indie, já que marcamos uma reunião para resolver algumas coisas da festa.
— Sabe qual vai ser a melhor parte da festa? — Mari chama minha atenção.
— Qual?
— Nossas despedidas vão ter um vale night.
— Sério? — Fico extremamente surpresa ao ouvir isso.
— Sim. Combinamos que em nossas despedidas podem ter stripper, pegação e até boquete. — Explica, me deixando boquiaberta. — A única coisa que não permitimos é penetração. Não queríamos correr o risco de acontecer alguma gravidez.
— Bem interessante. — Brinco e ela ri. — Essa festa acaba de ficar mais divertida.
— Tem que ser incrível. Quero realizar algumas fantasias que não vou poder depois do casamento.
— Tipo o quê?
— Eu quero que um cara super gostoso, que não seja o meu noivo, usando apenas uma cueca e uma gravata borboleta me faça um lapdance.
— Isso com certeza vai ser maravilhoso. — Rimos mais ainda. — O que mais?
— Eu quero beijar algumas das minhas amigas para ver quem beija melhor.
— Essa festa vai ser perfeita. Mas, não tem algo que você sempre teve vontade, só que sempre achou que fosse loucura?
— Com certeza. — Parece lembrar. — Desde que eu era mais nova.
— Quer falar o que é? — Pergunto, na esperança de ela dizer que sim.
— Promete que não vai rir de mim.
— Por quê eu faria isso? Pode falar.