Capítulo 2

Joaquim lê em voz alta e vejo seus olhos dilatarem. Um silêncio surge me deixando em pânico.

- Mamãe, era pra ele ficar assim?

Dulce pergunta me olhando.

- Acho que não, filha.

Digo inclinando o rosto tentando ver a expressão dele e achar alguma coisa.

- Ele esta respirando?

Pergunta passando a mão no rosto do Joaquim, que pela primeira vez se move e solta um suspiro. Seus dedos passam de leve por cima do teste e vejo uma lágrima cair de seu rosto.

- Joaquim...

Chamo por ele e assim que se vira para mim, vejo um novo tom em seus olhos, esse eu nunca tinha visto.

- É sério?

Pergunta com um bico lindo.

- Sim, papai! A mamãe plantou sua sementinha no umbigo dela.

Joaquim abre um enorme sorriso, assim como eu.

- Na verdade plantei muitas sementinhas.

Digo lembrando como nossa vida sexual se tornou ativa, nos últimos dois meses. Ele me puxa para a sua boca e sela nossos lábios sorrindo.

- Tem noção de como me faz feliz?

Nego com a cabeça.

- Filha, vamos ter um bebê.

Ele grita para Dulce que pula na cama toda sorridente.

- Vamos ter um bebê!

Grita ainda mais empolgada do que ele.

- A mamãe merece um prêmio por nos dar esse presente, não acha?

Diz me olhando daquele jeito que me queima por dentro.

- Ela merece beijos de amor.

Dulce fala pulando com Joaquim em cima do meu corpo, me jogando no colchão. Os dois vão beijando meu rosto e não consigo parar de rir. Joaquim vai descendo os beijos pelo meu corpo, parando em meu ventre. Levanta minha blusa e observa atento a minha barriga. Seus olhos brilham e um enorme sorriso surge.

- Oi bebê!

Dulce vai para o outro lado e também sorri vendo a minha barriga.

- Ele pode ouvir a gente, papai?

- Não sei filha, mas acho que se falarmos todos os dias com ele, vai se acostumar com as nossas vozes.

Estão em seu momento com o bebê e isso é lindo demais. Sinto meus olhos arderem pelas lágrimas e mordo os lábios rindo. Dulce enfia a boca na minha barriga me fazendo cócegas. Diz alguma coisa para o bebê, mas é impossível entender, uma vez que sua boca esta colada na minha barriga. Joaquim começa a rir alto.

- Filha, assim ele não vai entender. Tenta falar sem colar a boca na barriga da mamãe. Assim!

- Aqui é o papai.

Ele diz próximo ao meu umbigo.

- Entendi.

Se aproxima do meu umbigo.

- Aqui é a Dulce, sua irmã mais velha. Antes de nascer quero te dizer algumas regras.

Joaquim me olha achando graça.

- Nada de brincar com as minhas bonecas preferidas. Eu escolho os canais de desenho e...

Bate com o dedo na bochecha.

- Tem que comer todos os legumes do prato.

Me sento puxando ela para o meu colo, dando beijos por todo o seu rosto.

- Já disse que te amo hoje?

- Sim mamãe, mas pode falar mais que eu gosto.

- Eu te amo, cerejinha!

Aperto-a em meu peito e sinto Joaquim nos envolver em seus braços.

- Obrigado!

Beija a minha cabeça e ergo meus olhos, tentando entender o porquê de estar agradecendo. Ele sorri entendendo a minha cara de perdida.

- Por me fazer o homem mais feliz do mundo.

Sussurra colando nossos lábios.

**********

Depois do jantar e de responder a mil perguntas de Dulce, a levo para o quarto dela.

- Mamãe, você acha que ele vai gostar de mim?

Pergunta se deitando na cama. Cubro-a com a coberta e beijo sua testa.

- Eu não acho, tenho certeza que ele vai te amar, assim como eu te amo.

- Só não gostei da ideia de esperar meses pelo bebê. Ele podia tipo, nascer amanhã.

- Filha, ele precisa estar forte para sair de dentro da mamãe.

- Entendi! Vou tentar esperar.

Abre a boca bocejando.

- Eu te amo, bebê!

Diz fechando seus lindos olhinhos e me pego chorando mais uma vez. Entro no quarto e vejo Joaquim saindo só de toalha do banheiro.

- Ela dormiu?

Pergunta me olhando e confirmo com a cabeça, observando seu corpo perfeito.

- Gostando do que vê?

- Muito.

Digo me aproximando dele, sorrindo.

- Antes de fazer o que esta pensando, preciso saber de algumas coisas.

Fala tocando meu rosto.

- Quando parou de tomar o remédio?

- Depois da morte do Marcelo.

Digo encarando seus olhos.

- Você esta há quase dois meses sem tomar remédio?

- Sim.

- Quando te pedi em nossa lua de mel para parar, você já tinha parado então?

- Sim.

- Por que não me contou?

Toco seu rosto sentindo sua barba nascendo.

- Não queria criar esperanças. Parei de tomar o remédio e estava agendando um horário com a minha ginecologista.

- Engravidou antes de passar com ela?

- Sim.

- Eu sou muito foda!

Joaquim diz rindo.

- Olha quem apareceu! JD o bom.

Me puxa para os seus braços.

- Quer ele hoje?

- Quero seu lado safado, pode deixar o lado ejaculação precoce e pinto pequeno de lado.

Começa a rir e roça seu membro duro em mim.

- Então deixe suas pelancas e sua tara pelo pinto mole bem longe de mim.

Me uno a ele na risada e coloco minha mão na toalha enrolada em sua cintura. Desfaço o nó que ele deu e a toalha vai ao chão, expondo sua linda ereção. Minha boca saliva e minha respiração se torna irregular. Ergo meus olhos e o vejo sorrindo para mim. Aproximo minha boca da dele e mordo seus lábios. Ele geme, me deixando ainda mais excitada. Desço beijos por seu pescoço e sigo pelo seu peitoral e sua barriga levemente definida. Me ajoelho a sua frente e observo seu lindo membro. Seus olhos se tornam escuros e sua boca esta levemente aberta. Seguro seu membro em minhas mãos e começo a acaricia-lo com calma. Ele fecha os olhos com o prazer e solta um grunhido rouco. Levo meus lábios até ele e começo a lamber e chupar.

- Merda!

Geme segurando minha cabeça e empurrando-o para dentro da minha boca. Seu sabor é tão gostoso e único. Começa um vai e vem dentro da minha boca e apenas o acolho.

Me puxa pelos ombros e cola a boca na minha, me beijando intensamente, percorrendo com sua língua todos os cantos da minha boca.

- Quero me perder em você.

Suas mãos arrancam a minha blusa, me pega no colo, me abraçando forte. O beijo com urgência o desejando loucamente. Me coloca na cama e puxa minha calça e calcinha de uma só vez. Sua boca trilha beijos em minhas pernas e fecho meus olhos, sentindo-o próximo do meu sexo. Sua língua me toca de forma tão calma e deliciosa. Beija e lambe, fazendo meu corpo todo tremer de prazer. Puxo-o pela cabeça e ele vem rindo.

- Chega! Quero você!

Digo selando nossos lábios e ele se enfia dentro de mim, me fazendo gemer alto de prazer. Começa a estocar fundo e isso é muito bom. Enrolo minhas pernas em sua cintura e o puxo para mim. Sua mão aperta meu seio e ao mesmo tempo que ele me penetra sem dó embaixo, sua língua me invade em cima. O orgasmo começa a tomar conta de mim e quando percebo já estou agarrada a ele, chamando seu nome em sua boca e ele se afunda gozando grunhindo como um louco. Minha respiração vai se acalmando assim como a dele, que deita a cabeça em meu peito. O aperto forte e fecho meus olhos, sentindo que nada no mundo pode estragar o que temos. Nada no mundo seria capaz de invadir essa bolha que criamos de amor.

Capítulo 3

NARRAÇÃO JOAQUIM

Sinto um maravilhoso cheiro de café e panquecas. Abro os meus olhos e vejo a cama vazia. Um sorriso surge em meus lábios sabendo exatamente onde a mulher da minha vida esta. Me levanto e estico o corpo todo para começar mais um dia incrível ao lado das minhas garotas. Sigo para a cozinha e posso escutar as duas conversando.

- Mamãe se for menina posse escolher um nome?

Diana começa a rir.

- Por mim tudo bem. Depois pergunta para o papai.

- Ele vai deixar, ele é legal.

Seguro o riso me encostando na parede para ouvir as duas.

- Você já pensou em algum nome?

- Sim.

Dulce responde empolgada.

- E qual seria o nome?

- Queria um nome de princesa. Um nome bonito e fofo.

- Qual o nome?

- Rapunzel ou Bela.

Diana começa a rir e abafo minha risada com a mão. Com toda a certeza do mundo minha filha não teria nenhum desses nomes.

- Dulce, não acho que esses nomes combinam com sua irmãzinha. Acho que podemos pensar em uma princesa nova, sem ter que copiar as que já existem.

- Dar um nome novo de princesa?

- Sim.

Um silêncio surge e acho que minha pequena esta pensando.

- Sabia que seu nome e o meu começam com a letra D?

- Olha só. Isso é bem legal.

- O novo bebê poderia começar com a letra J igual ao do papai.

- E que nome de menina pensou com a letra J?

- Pensei em Julie. Combina com Dulce que sou eu.

- Julie é um lindo nome.

- Eu também gosto.

Digo entrando na cozinha e agarrando Dulce, beijando seu rosto.

- Minha Dulce e minha Julie.

Sigo com Dulce nos braços até a Diana e beijo seus lábios com ternura.

- Bom dia, Sra. Diniz!

- Bom dia, Sr. Diniz!

- Eu sou a pequena Diniz.

- Minha pequena Diniz.

Diana diz beijando Dulce. Me ajoelho e aponto para a barriga da dela.

- E o que é esse pequeno aqui dentro, filha?

- Miniminiminiminimini Diniz.

Fala com um biquinho fofo e a aperto em meus braços.

- Vamos dar um bom dia a ele?

- Sim.

Enfia o rosto na barriga da Diana que começa a rir.

- Bom dia, Miniminiminimini Diniz!

Grita e beija a barriga toda.

- Bom dia, filho!

Digo beijando a barriga de leve e assim que me levanto, vejo os olhos da minha mulher brilhando pelas lágrimas.

- Acho que são os hormônios.

Fala com um lindo e enorme sorriso, nos fazendo abraça-la forte.

- Ainda vai piorar.

- Eu sei. Vai aguentar minhas mudanças de humor?

- Sim. E prometo amar todos eles.

Me beija e seguimos para o café.

***************

Vejo a boca de Dulce toda lambuzada de calda e limpo com o guardanapo.

- Hoje tenho minha primeira consulta.

- Que horas?

Pergunto já colocando meu ultimo pedaço de panqueca na boca.

- Marquei para às 17:30h. Achei que gostaria de me acompanhar e marquei para depois do trabalho.

Beijo seus lábios e não tem como Diana ser mais perfeita.

- Pra mim está ótimo.

- Fecho a livraria, pego Dulce e te encontro lá.

- Por mim tudo bem. Vamos filha que hoje eu vou te levar para a escola.

- Mas eu queria a mamãe.

Dulce resmunga toda manhosa.

- Você não me ama mais?

- Amo e muito, mas eu queria a mamãe.

- Amanhã ela te leva. Hoje é o dia do papai.

Ela sorri e pula da cadeira.

- Vai me deixar subir nas suas costas de cavalinho?

- Sim, mas só depois de se arrumar.

Corre para o quarto gritando toda feliz.

- Já vou para a livraria.

Diana diz beijando meus lábios e levando as xícaras para a pia.

- Bom trabalho! Eu te amo!

- Eu amo mais.

Assim que chego ao jornal, sou recebido por um enorme sorriso.

- E ai garanhão?!?!?!??!

- Bom dia pra você também, Júlio.

- Fiquei sabendo que uma certa minhoca mole, acertou o alvo da Diana.

Soco seu braço rindo.

- Vou te mostrar minha minhoca mole. Para o seu governo, minha mulher o chama de Joaquimconda.

- Que porra de nome é esse?

- Coisas da Diana. Tenho até medo do que pode vir dela para os bebês. Dulce hoje já começou a escolher os nomes.

- Pode parando.

Fala com o dedo erguido.

- Diana me prometeu.

- O que ela te prometeu?

- No dia da merda toda com o Marcelo, me prometeu que daria meu nome ao pequeno Diniz Jordão.

- Júlio Diniz Jordão????

- Sim, o pequeno JD.

Fala e não consigo parar de rir.

- Isso nos lembraria o passado de como tudo começou.

- Sim, e me faria muito feliz.

- Vamos ver o que Diana acha disso. Nem sabemos ainda se é menino.

- Vai ser. O grande Júlio sente que vai vir o pequeno Júlio.

********************

O resto do dia passou voando e só consegui pensar na consulta e na possibilidade de ver nosso bebê pela primeira vez.

- Júlio, avise o James que já estou indo. Vou para a primeira consulta da Diana.

- Beleza! Manda um beijo para ela, Dulce e o pequeno Júlio.

Reviro os olhos rindo e ele ri da minha cara.

Entro no carro e sigo para a nossa consulta. Assim que paro o carro em frente a clínica, vejo Diana e Dulce me esperando.

- Demorou muito, papai.

- Mas ainda nem deu o horário, filha.

Ela sorri e pula no meu colo.

- Eu quero muito ver o bebê.

- Eu também, meu bem.

Beijo os lábios de Diana e ela me abraça.

- Vamos logo!

Afasta-se me puxando pela mão e sigo com Dulce no colo.

**********

Após fazer a ficha seguimos para a sala de espera.

- Júlio me contou sobre o acordo.

Diana me olha sem entender.

- Pequeno Júlio.

Ela começa a rir.

- Ele lembrou?

- Sim, e disse que vai cobrar.

- Ficaria estranho Júlio Jordão Diniz.

- Ele disse Júlio Diniz Jordão.

- JD?

- Sim, o pequeno JD.

Sorri e se aproxima da minha boca.

- Gosto de JD e aprovo Júlio.

- Também gostei, mas não diga isso a ele.

- Pode deixar.

- Diana Jordão.

Uma enfermeira surge chamando a Diana e seguimos para a sala da medica. Faz algumas perguntas sobre o medicamento que ela usava antes e como descobriu a gravidez.

- Então pelas suas contas esta de aproximadamente dois meses?

- Sim.

Diana diz radiante para a médica.

- Vamos verificar fazendo um ultrassom.

Minha mulher deita na maca com um avental e abre as pernas.

- Segura a minha mão mamãe, assim não vai doer tanto.

Dulce diz estendendo sua pequena mãozinha e Diana pega sorrindo. A médica inicia o ultrassom e então a imagem aparece. Faz algumas marcações e estou ansioso.

- Mamãe, você errou as contas.

A médica diz sorrindo e vejo pequenos bracinhos e pequenas perninhas se mexendo. Mexe em algumas coisas e parece achar graça.

- Você esta de quase quatro meses.

Diana me olha assustada.

- Você engravidou na nossa primeira noite.

Sussurro com um enorme sorriso.

- Tem certeza doutora?

- Sim.

Responde mostrando nosso bebê perfeito na tela e sinto que meu coração vai explodir de tanta felicidade. Me sento ao seu lado e beijo seu rosto.

- Nosso bebê esteve ai o tempo todo.

Digo beijando seus lábios e vejo-a chorando.

- O que foi?

- Nada, só estou muito feliz. Ele foi feito no dia mais lindo possível.

Seu sorriso é tão lindo que desejo que nosso bebê tenha o sorriso dela, assim como seus olhos. Então um som lindo ecoa na sala.

- Esse é o coraçãozinho batendo.

A médica anuncia e começo a chorar.

- Coração acelerado.

Comento sorrindo e vejo Dulce chorando.

- Eu amo o miniminimini Diniz.

Fala limpando o rostinho.

- Posso dar um palpite sobre o sexo. Querem?

- Sim!

Respondemos todos juntos.

- Diria que 80% de chance de ser um belo garotão. Olha aqui!

Aponta para um pequeno pipi e começo a rir.

- Nosso pequeno Júlio.

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