Capa do Romance Casamento por contrato com o Mafioso

Casamento por contrato com o Mafioso

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Yakov aceita um matrimônio por conveniência com a filha de um poderoso líder da máfia mexicana para infiltrar-se em seus negócios escusos. No entanto, o plano sofre um revés quando Audreen some sem deixar rastros durante a lua de mel. Anos depois, ele a localiza em uma colina remota, mas ela não está sozinha: três crianças idênticas a acompanham. Diante da suspeita de ser o pai dos trigêmeos, Yakov confronta o passado e exige a verdade sobre o desaparecimento.

Casamento por contrato com o Mafioso Capítulo 1

Hoje é o nosso dia, o dia dos trigêmeos, como costumávamos chamar quando criança, eu Darya e Vas, estamos comemorando nossos 32 anos. E nada melhor do que celebrar de uma maneira nostálgica, retornando àquela floresta onde passávamos nossas férias quando éramos adolescentes e vínhamos acampar. Darya trouxe seus filhos, Maxime, Mathieu e a pequena Margot, além da filha de Vasily, Eleonora, todos com idades próximas. Era uma oportunidade perfeita para nos reconectar e, ao mesmo tempo, dar às crianças um gosto das nossas aventuras passadas.

Enquanto montamos as barracas e organizamos o acampamento, Darya pede às crianças para não se afastarem muito. Querendo que elas fiquem por perto, ao alcance dos nossos olhos, mesmo tendo nossos soldados postos a uma certa distância para a nossa segurança.

Estamos entre risos e conversas sobre nossa infância, lembranças que parecem tão vivas quanto o presente. Adoro o que faço como o Don da Máfia, mas é nesses momentos com os meus gêmeos que são um terço de mim e meus sobrinhos que me deixa completo.

— Lembram daquela vez que tentamos construir uma cabana na árvore e tudo desabou? — pergunta Darya, gargalhando.

— Como esquecer? — respondo. — Mamãe ficou furiosa quando viu a bagunça que fizemos.

— Ainda tenho a cicatriz no joelho — diz Vasily, mostrando a marca. — Mas valeu a pena.

Rimos.

— E aquele verão em que decidimos acampar no quintal? — indaga Vas, com um sorriso nostálgico. — Papai Luther nos trouxe marshmallows e ficamos contando histórias de terror até tarde da noite.

— Sim, e acabou que fomos todos dormir em casa porque alguém — olho para Darya com um ar de brincadeira — ficou com medo dos barulhos da noite.

Darya revira os olhos, mas não consegue esconder o sorriso.

— Eu era pequena! E aqueles barulhos eram realmente assustadores.

— Esses momentos são os que mais valem a pena — digo, ao piscar para ela. — Não importa o que o futuro traga, sempre teremos nossas lembranças e nossa família, sempre seremos nós.

Vasily acena com a cabeça.

— E vamos criar muitas mais, tenho certeza.

A conversa continua, e sou feliz por vê-los estão felizes seguindo com as suas próprias famílias, com seus companheiros e filhos. Por encontrarem o mesmo amor que os nossos pais encontraram.

As crianças, alheias às nossas histórias, brincam por ali, explorando a área ao redor. Enquanto eu e Vasily nos encarregamos de montar as barracas, Darya tenta acender o fogo e quando ela consegue, grita feliz após conseguir e se levantar, dando alguns pulinhos. Sinto um calor no coração que não sentia há muito tempo depois que perdi a minha esposa, ao vê-la tão feliz.

Quando eu e Vas, terminamos de montar as barracas e arrumar as cadeiras e a mesa entre as barracas, Maxime, Mathieu, Margot e Eleonora voltam correndo, acompanhados por três garotos idênticos, da mesma idade das meninas. Eles tinham cabelos castanhos claros e olhos azuis, e imediatamente me fizeram lembrar de mim mesmo quando era criança. Darya, sempre com seu humor característico, brinca:

— Yakov, esses meninos parecem miniaturas suas!

Sorri, mas algo nos garotos me intriga. Fico olhando para os três meninos e pensando que se ela ainda estivesse aqui comigo, se teríamos três crianças assim como eles, atualmente. Nossos filhos, brincando com os meus sobrinhos, sendo uma parte minha e sua. Me inclino para frente na cadeira com os meus cotovelos apoiados em meus joelhos. Eles eram tão semelhantes a mim que parecia impossível ser coincidência, totalmente surreal ou apenas é o destino querendo brincar comigo sobre a possibilidade que perdi e que nunca mais teria.

Mas deixo esses pensamentos de lado e volto a me concentrar na nossa tarde.

Vasily dirige-se à churrasqueira enquanto Darya pega biscoitos e marshmallows, solicitando a ajuda das crianças para colocá-los nos espetos e assá-los na fogueira a uma distância segura.

— Qual é o nome dos seus novos amigos? — ela pergunta à filha. Margot sorri e dá de ombros, e quem responde é Eleonora.

— São Rhavi, Gael e Arturo — ela diz, apontando para cada um deles, que concordam com um aceno de cabeça, com a boca toda suja de marshmallows e biscoitos.

— De onde será que veio esses meninos? — Vas nos pergunta. — Será que estão perdidos?

Darya chama por eles e pergunta a eles se estão perdidos e eles negam dizendo que moram aqui perto e que a mãe deles sabem que eles estão brincando.

— Vocês têm certeza que ela sabe onde vocês estão? — ela pergunta a eles que assentem mais uma vez, lambendo os lábios, em um gesto simultâneo tão igual que acabamos rindo. — Então está bem, mas não se afastem muito, está bem? — avisa Darya, com um sorriso carinhoso.

Os meninos voltam a brincar alegremente, correndo pelo gramado enquanto o sol começa a se pôr, tingindo o céu com tons de laranja e rosa. As risadas infantis ecoam pelo ar, criando uma atmosfera de pura felicidade e inocência.

Margot observa os novos amigos com curiosidade e, finalmente, se junta a eles, deixando-se levar pela energia contagiante.

Me aproximo de uma das caixas térmicas, pego as carnes e também os pães, colocando tudo na mesa perto de onde Vas está preparando a churrasqueira.

O tempo passa rápido, e o crepúsculo começa a tingir o céu de laranja e roxo. As crianças a brincar, mas já começando a mostrar sinais de cansaço.

A noite se aproxima lentamente, e as crianças começam a se reunir em volta de uma pequena fogueira que Vas acendeu. As chamas dançam ao vento enquanto todos se sentam em círculo, compartilhando histórias e rindo das aventuras do dia.

— Vamos contar histórias de fantasmas! — sugere Gael, com os olhos brilhando de excitação.

— Só se forem histórias engraçadas, nada de assustar ninguém — adverte Darya, piscando para Margot, que se entusiasma se sentando no seu colo.

— Eu não tenho medo! — a pequena no seu colo diz, se aninhando ainda mais no colo da mãe — Padrinho sempre me conta histórias de terror quando durmo na cada dele.

O rosto da minha trigêmea fica vermelho.

— Ah! É? Acho que terei que ter uma conversinha com o seu padrinho sobre isso. — ela diz, deixando um beijo nos cabelos da filha.

— Não conta nada, mamãe, eu prometi a ele que não te diria nada — ela faz um biquinho e Darya assente, mas eu e Vas sabemos que ela terá sim uma conversa com Antoine.

Começamos contar as histórias, vendo os olhos dos pequenos se arregalarem, assustados, os trigêmeos se abraçando e as meninas rindo, enquanto os olhos da pequena Margot, sempre tão curiosos, esperando por mais do desenrolar da história. Provavelmente essa aí, puxou a avó, o que dará uma bela dor de cabeça para a minha irmã e seu marido.

— Não é estranho que eles tenham ficado a tarde inteira aqui conosco e ninguém ter vindo procurar por eles, até o momento? — Darya nos pergunta a mesma dúvida que roda a minha mente depois de algumas horas que eles já estavam conosco. Anoiteceu e ninguém ainda veio a procura deles.

Chamo-os para virem até mim e pergunto-lhes onde residem. No início, eles parecem relutar em responder, mas, ao insistir, respondem-me que residem no alto da montanha, em uma cabana escondida, cercada pela mata e pela floresta do outro lado da colina. E fico me perguntando o mesmo que os meus irmãos, como foi que eles vieram parar aqui sozinhos?

Vas pergunta, mas eles apenas devolvem o silêncio para nós.

— Vamos, meninos. Vou levar vocês até lá — digo, enquanto pego uma lanterna ao me levantar e estendo a minha mão para eles — Seus pais devem estar preocupados com vocês três, estão bem longe de casa, como vieram parar aqui? — Faço a pergunta novamente, assim que começamos a caminhar para mais adentro da floresta onde estamos, dois dos meus soldados que estavam apostos mais a frente nos seguem.

Eles, como fizeram com meu irmão, não me respondem, ao olharem um para o outro e apenas arquearem os ombros. Ou eles não gostam de falar muito, ou seus pais os ensinaram a não falar com estranhos, embora eles tenham permanecidos em nosso acampamento e brincando com nossas crianças.

À medida que nos aproximamos da cabana, começo a ouvir gritos desesperados. Uma mulher chamando pelos filhos, gritando o nome das três crianças que se encontram comigo. A cada passo, meu coração bate mais forte, espero que ela não entenda mal, eu estar com os seus filhos. Quando finalmente chego, vejo uma mulher do lado de fora, claramente angustiada, passando as mãos na cabeça em um ato de desespero. As crianças correm para os braços dela, e ela começa a dar-lhes uma bronca por se afastarem tanto de casa, ao mesmo tempo que começa a chorar, verificando cada um deles em busca de algum ferimento.

É nesse momento que a mulher se vira, e eu fico paralisado. É Audreen, minha esposa, que havia sido dada como desaparecida há seis anos, e depois de dois anos de buscas incansáveis por mim e seu pai, acreditamos que ela estava morta. O choque é tão grande que mal consigo respirar. Ela também me ver, e seu rosto expressa o que é a surpresa, seus olhos se arregalando e seu tom de pele ficando pálido. Ela engole em seco ao se levantar, enquanto vou me aproximando cada vez mais dela.

— Audreen? — consigo dizer, minha voz tremendo. — Como… Como você está aqui?

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