Capa do Romance Amor Além do ódio (2)

Amor Além do ódio (2)

9.1 / 10.0
Conhecido por seu estilo de vida libertino, um magnata decide seduzir a influente empresária Molly Glover por puro capricho. O que começa como uma aposta arriscada e um plano de vingança culmina em um casamento marcado por segredos. Entre jogos de poder e mágoas profundas, ambos se veem presos em uma união conturbada. Agora, resta uma última e desesperada tentativa de resgatar o que sobrou da paixão e fazer o amor florescer acima de todo o ódio.

Amor Além do ódio (2) Capítulo 1

Estou em meu escritório, observando pela janela, a chuva cair lá fora.

Tento manter a paciência, enquanto aguardando meu assistente trazer uns documentos, que pedi a ele a uns dez minutos atrás.

De repente ouço a porta se abrir, e surge em minha frente, o desengonçado rapaz com um monte de pastas nas mãos.

- Desculpe a demora Sra. Glover.

- É que a documentação que a Senhora Pediu, estava em um lugar de difícil acesso lá no arquivo.

Eu olho para ele, e tento controlar minha insatisfação por sua demora.

Dou um longo suspiro e digo:

- Achei que tivesse que enviar uma equipe de buscar, para resgata-lo no arquivo.

O rapaz me olha desconcertado, e eu me sinto culpada por ter sido grossa.

E para suavizar a situação, eu digo:

- Obrigada Jonas, coloque as pastas em minha mesa.

Ele então se aproximar de minha mesa, mas ao tentar colocar as pastas, ele acaba deixando todas elas ciarem no chão, espalhando completamente os documentos.

Eu fecho os olhos, e mentalmente conto até dez, e quando os abro, não consigo desfaça a fúria que estou sentindo.

Jonas olha para mim, ajeita os óculos e diz:

- Me perdoe Senhora Por ser tão desastrado.

Eu não digo nada, pois se eu abrir minha, direi algo que me arrependerei em seguida.

Eu fico observando ele pegar as pastas do chão, e as colocar em cima da mesa.

E ao terminar, ele se vira para mim novamente, e me pergunta se desejo algo mais.

Eu em pensamento, digo que desejo, que ele desapareça da minha frente.

Mas contenho meus impulsos, pois sei o quanto o pobre rapaz fica nervoso perto de mim.

Eu agradeço, e digo que não preciso de mais nada.

Ele desaparece de minha frente como um raio, e eu suspiro aliviada por ter resistido a tentação de manda-lo direto para o RH.

Sei o quanto ele precisa desse emprego, e eu preciso ter mais paciência com as pessoas ao meu redor.

Eu sento em minha cadeira, pego as pastas, e começo a examiná-las.

Tenho que fechar contrato com uma empresa japonesa, seus representantes já estão aqui na cidade, á uma semana aguardando uma resposta minha.

Fechar contrato com eles será ótimo para os negócios.

Será uma oportunidade única, de mostrar para minha família, que papai não errou em me deixar no comando da empresa.

Ele sempre dizia que de todos os filhos, eu sempre fui á única com pulso firme.

E apesar, de ser a única mulher no meio de oito irmãos; Eu sou sim, a mais qualificada, a dirigir a empresa que tanto nosso pai lutou para transformar na maior exportadora do Brasil.

O dia passa lento, mas no final, consigo fechar contrato com os japoneses.

VITÓRIA!

Por volta das 19h40min da noite, ouço meu celular tocar.

Pego para ver quem é, e vejo que se tratar de minha amiga Vera.

Decido atende sua ligação.

- Diga vera!

- Como vai Molly, sua poderosa!

- Bem, e você?!

- Eu estou ótima, mas você com essa voz parece esta péssima.

- Você me conhece bem. – Digo.

- Exatamente gata, são anos de convivência.

Sorrio ao ouvir suas palavras,

Vera é uma amiga de longa data.

Há conheci, quando meus pais me obrigaram a fazer uma droga de acampamento de verão.

Se não fosse por Vera, e suas loucuras, meu verão daquele ano teria sido uma porcaria.

A partir daí, não nos largamos mais; Até faculdade fizemos juntas. Mas como Vera sempre foi louca, ela não concluiu o curso.

Saiu faltando pouco tempo para terminar, e largou tudo para ir atrás de um motoqueiro que conheceu em uma noitada.

Coisas de Vera.

- Estou com dor de cabeça, o dia hoje foi puxado. – Digo.

- Sei bem, o que pode dar fim nessa sua dor de cabeça.

- Uma festa! – Solta ela animada.

- Acho que você não me ouviu dizer, que estou com dor de cabeça.

- Ouvi sim, e acho que suas dores de cabeça são faltas de sexo. – Diz ela.

- Lá vem você com esse assunto de novo. – Sussurro.

- Mas é verdade, eu li em algum lugar que falta de sexo, provoca dores de cabeça constante.

- Não me diga! – Debocho.

- É verdade, então já posso dizer que achei a cura para suas dores de cabeça.

- Uma foda bem dada!

Solto uma gargalhada com seu comentário.

- Vera, só você mesmo para dizer essas coisas.

- Beleza, já que sabemos qual é a cura, vamos atrás do seu antídoto que estará te aguardando na festa.

- Não amiga, fica para próxima. – Sussurro.

- Já é a próxima, você vêm rejeitado meus convites á três meses. Hoje não vou aceitar não como resposta.

Ela tem razão, venho dispensando todos os seus convites, acho que dessa vez, não vou conseguir escapar.

Ando com tanto trabalho na empresa, que até me esqueço de sair para me divertir.

- Ok, eu vou a essa festa, mas não pretendo ficar muito tempo.

- Uhuuuuuu, enfim o Batman vai sair da caverna. – Comemora Vera do outro lado da linha.

- Me pegue as 22h00min em minha casa, e não se atrase.

- Beijos gata! – Diz ela encerrando a ligação.

Encosto minha cabeça na cadeira olhando para o teto e digo a mim mesma:

- Que droga, logo hoje que eu queria dormi cedo.

As 20h30min já estou em casa tomando uma chuveirada bem gelada.

Ao terminar, me enrolo em uma toalha e sigo para meu closet, procurar algo que me agrade a ir nesta festa.

Vou passando a mão pelos cabides, até que avisto um vestido vermelho que nunca cheguei a usar.

Pego ele, tiro da capa transparente que o protege, coloco ele enfrente ao corpo olhando no espelho, e decido usá-lo. Abro á gaveta de lingeries e escolho uma calcinha preta, não pego sutiã, porque o vestido tem um decote de V muito grande nas costas, que vai até o bumbum.

Faço a maquiagem leve, mas procuro ressaltar meus olhos azuis. Em meus cabelos, faço um rabo de cavalo.

Ponho alguns acessórios, como brincos, pulseiras. Coloco também um colar de brilhantes que ganhei ano passado de meu pai. Por essa joia me trouxe boas recordações.

- Que saudade meu pai, quanta falta você me faz. – Digo a mim mesma com um aperto no coração.

Olho-me no espelho para ver o resultado, e me agrado.

Pego minha bolsa, coloco documentos, cartões de crédito e um pouco de dinheiro que talvez eu possa precisar.

Saiu do closet, e sigo em direção ao primeiro andar de minha casa.

Ao descer as escadas, meu motorista pergunta qual carro iremos usar.

Eu peço a ele, para tirar o Porsche prata da garagem, ele faz rapidamente o que lhe peço.

Quando chego á frente de minha casa, Rogério meu motorista, já está me aguardando em pé ao lado do carro, eu digo a ele que irei sozinha, e que vá descansar.

Ele então, educadamente abre a porta do carro para que eu entre, e antes de eu arrancar com o carro, pede para que eu tenha cuidado.

Eu agradeço sua preocupação, e saiu com o carro passando pelos portões de minha casa a toda velocidade.

Chego ha casa de Vera 22h00min, e ela reclamar, pergunta como eu consigo me atrasar com um carro tão veloz.

Meia hora depois, estamos chegando ha tal festa.

Ao entrarmos, vejo que a festa se trata do aniversário do novo peguete da Vera.

- Acaba de chegar á mulher mais linda da festa! – Diz o cara, com tom apaixonado.

Vera se lança em seus braços, como se estivesse na seca á mil anos.

Eles começam a trocar beijos e carícias em minha frente, me deixando totalmente constrangida.

Os dois tarados, ficam trocando salivas por alguns segundos, até lembrarem que eu estou ali assistindo tudo aquilo de camarote.

- Que cafona! – Digo revirando os olhos.

Vera me olha toda sem graça, mais vermelha que um tomate diz:

- Desculpa o jeito amiga força do hábito.

Ela continua...

- Bem, esse é Thiago Carvalho, Thiago, essa é Molly Glover, minha irmã de alma.

- Prazer, Molly, seja bem-vinda a minha humilde residência. – Diz o simpático rapaz me beijando a mão.

- O prazer é meu Thiago, parabéns pelo seu aniversário.

- Eu não trouxe presente, pois não sabia que se tratava de uma ocasião especial.

- Imagina sua presença já é um presente valioso.

Thiago educadamente me oferece uma bebida, e ao decorrer da noite, Vera e ele me apresentam quase todos os convidados da festa.

Acredito que Vera e ele, estejam procurando algo, ou alguém que me chame atenção.

Mas até o momento não vi ninguém, que possa me fazer querer iniciar uma conversar interessante.

Eu me sentindo mal, por está ocupando o tempo deles.

Digo que vou dar uma volta para conhecer a casa.

Eles assentem, e parecem agradecidos por esse meu gesto.

Começo a caminhar pela enorme casa, e de repente umas gargalhadas chama minha atenção.

Sigo em direção as gargalhadas, e vejo que vem de uma sala que está com a porta entre aberta.

Eu paro em frente á porta, e á empurro um pouco mais, para ver quem está lá dentro.

Eu não calculo minha força, e a porta abre-se totalmente, revelando o grupo de homens que gargalhavam.

Eles param de repente, e passam a me olhar com curiosidade.

Eu os encaro, e eles me encaram de volta.

Eu então, me viro e Saiu dali sem nem ao menos cumprimenta-los.

Sigo a passos largos, em direção á sala que Vera e Thiago estão.

De repente ouço uma voz grave e sedutora dizer atrás de mim:

- Boa noite.

Viro-me para ver quem é, e me deparo com um dos homens mais lindos que já vi na vida.

- Boa noite. - Sussurro tentando ser indiferente com o belo homem a minha frente.

- Então você fala! – Diz ele em tom de deboche.

Eu não digo nada, somente o observo.

- Bem, deixe eu me apresentar, me chamo Eric Dornel.

- Muito prazer. – Diz ele estendendo sua mão.

Eu fico olhando para sua mão estendida, mas não retribuo seu cumprimento.

- Você não vai apertar minha mão?! – Pergunta ele.

- Não! – Respondo secamente.

Ele parece insatisfeito com minha resposta e diz:

- Eu não mordo, pode apera minha mão.

- Eu sei. – Digo me virando para seguir o caminho de volta para a sala em que Vera está.

Ele então, me pega pelo braço, e me dar um puxão me fazendo olhar para ele novamente.

- O que você tem de linda, você tem de mal educada.

Eu olho para ele com um olhar de fúria e digo:

- Peço que solte o meu braço, se quiser continuar gozando de boa saúde.

Ele solta uma gargalhada, e largando meu braço diz:

- Calma, eu só quero conhecer você.

Eu encaro seus lindos olhos verdes, que me encaram de volta.

De repente, eu começo a sentir um estranho desejo crescer dentro de mim.

Eu olho para seus lábios carnudos, que estão meio abertos; E percebo o quanto eles são tentadores.

Meus olhos continuam percorrendo por todo seu corpo, e quanto mais eu olho, mas crescer meu desejo por ele.

Ele é um homem bem alto, parece ter um metro e noventa de altura.

Seus cabelos são castanhos como os meus, mas são mais claro, quase beirando o loiro.

Ele tem também uma linda barba, e tem uma pele tão clarinha, que sua linda boca chega a ser rosa.

TENTADOR...

- Então, como ficamos? – Pergunta ele me tirando do meu delírio momentâneo.

- Como ficamos o que?! – Pergunto de volta.

- Você vai dizer seu nome sim ou não? – Pergunta ele impaciente.

- Não! – Digo me virando, e seguindo em direção á sala em que Vera provavelmente esteja fazendo alguma arte sexual com seu boy-man.

Dessa vez ele não vem atrás de mim, só fica observando eu me afastar.

E antes de entrar na sala, eu olho para trás, e ele me dar um sorriso malicioso.

Meia hora depois, me despeço de Vera e Thiago, e volto para casa.

Preciso acordar cedo, não tenho essa vida de boêmia dessa galera.

Tenho uma empresa para dirigir, mas antes de pegar no sono, me vejo pensando na naqueles lindos e tentadores olhos verdes.

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