No dia seguinte ao acordar, vem á imagem daquele lindo homem que me abordou ontem na festa.
Fico surpresa com esse pensamento, não me interessava por ninguém á tanto tempo, que me pergunto, porque isso está acontecendo agora.
Eu me espreguiço na cama, olho para o relógio, e vejo que são apenas sete da manhã.
Fico na dúvida se me levanto para correr um pouco, ou se continuo deitada, mas se eu permanecer na deitada, vou ficar pensando no que não devo, e eu não quero isso.
Então, rapidamente me levanto, escovo os dentes, ponho uma roupa confortável, e desço para correr.
Passo duas horas correndo na esteira da academia que montei em minha casa, me falta tempo e paciência para frequentar as academias de minha cidade, sempre estão muito cheias.
Quando termino, estou totalmente exausta, mas com a alma renovada para iniciar mais um dia no escritório.
Às dez e meia da manhã, entro no saguão do prédio, onde fica minha empresa, todos me cumprimentar educadamente, pego o elevador e vou até o vigésimo andar onde fica a diretoria.
Ao chegar, Claudia minha recepcionar, vem me entregar os recados.
- Bom dia Sra. Glover aqui está seus recados, a senhora Vera está lê aguardo em sua sala.
- Vera, a essa hora?! – Pergunto olhando para o meu relógio.
- Sim, ela disse que tem um assunto urgente para tratar com a senhora.
- Obrigada Claudia. – Digo me virando para entrar em minha sala.
Mau passo pela porta e ouço o grito estrondoso de Vera.
- Amigaaaaa tenho uma proposta para te fazer!
- Bom dia pra você também Vera!
- Desculpa amiga, bom dia! – Diz ela me dando dois beijinhos no rosto.
- Então, qual é a proposta?! – Pergunto curiosa.
- Vim te propor uma viagem no final de semana.
- Perai, me deixa ver se entendi bem! – Digo.
- Você vem a essa hora da manhã para me chamar para viajar no fim de semana?! – Digo incrédula, porque sei que Vera não se levanta antes do meio dia.
- Mas essa não será uma viagem qualquer! – Diz ela.
Ela continua...
- Será a viagem em que você irá desencalhar.
- Mesmo?! – Pergunto levantando uma de minhas sobrancelhas.
- Mesmo, aquele gato que você estava conversando na festa, gostou muito de você.
- Sério! – Debocho.
- Sério, tanto gostou que assim que você foi embora ontem, ele veio até mim, e fez perguntas sobre você.
- E você boazinha do jeito que é, falou tudo o que não devia. – Sussurro.
- Exatamente, Mas falei o que devia também.
Olho para ela sem acreditar, que ela me deu de bandeja para um homem que nem conheço.
- Aí amiga, deixa de ser uma velha de 100 anos, e escuta o que tenho a dizer.
- Muito bem, diga! – Sussurro sentando em minha cadeira.
- Bem, ele se mostrou muito interessado em você, e pediu para que Thiago e eu te convencesse dar uma chance a ele.
- Quem é Thiago?! – Pergunto.
Aí amiga, Thiago, meu peguete atual.
Eu olho para ela com um ar de deboche e digo:
- Nem pensar!
- Como nem pensar?! – Repente ela.
- Você nem quer dar a chance de conhecer uma pessoa legal, que talvez seja o grande amor da sua vida. – Diz Vera.
- Vejamos o quadro. – Digo.
- Você quer que eu vá passar um fim de semana com um homem que eu mal troquei duas palavras?!
- Sim, exatamente! – Diz Vera.
- E que você acha, e repito você achar, que ele possa ser o grande amor da minha vida – Digo.
- Sim, exatamente. – Repete ela.
- VOCÊ NÃO ESTÁ É LUCIDA! – Digo. Debochando dela
- A única com falta de lucidez aqui é você. – Diz Vera.
-Vera, eu não estou á procura de ninguém na minha vida, não tenho tempo pra isso agora. – digo.
Continou...
- E eu, terei que ficar sozinha com uma pessoa que mal conheço.
- Mas é essa a ideia! – Diz Vera com um sorriso nós lábios.
- E eu sei bem, que você gostou dele!
- Eu não gostei dele! – Digo.
- Não negue, eu te conheço bem.
- Eu vi como você olhava para ele.
- Eu olhei normal! – Digo.
- Olhou não, você olhou para ele com desejo, estava estampado na sua cara!
- Como você viu se estava em outra sala?! – pergunto curiosa.
- Você estava tão encantada com ele, quem nem me viu chegar á porta, e ficar olhando pra vocês dois. – Responde ela.
Não digo nada, porque sei que ela está falando a verdade, eu realmente olhei para ele com desejo.
- Vamos, se dê uma oportunidade de curtir um pouco, sei que você não vai se arrepender.
Penso um pouco antes de dar minha resposta final, então digo:
- Ok Vera, mas se eu me arrepender disso, a culpa será somente sua.
Vera pula da cadeira em que estava sentada, e vem me abraça com euforia.
- Saímos na sexta-feira depois do trabalho. – Digo
- Combinado, vou reserva os quartos! – Diz Vera.
- E para onde vamos mesmo? – Pergunto.
- A praia! – Responde Vera.
- Mas que ótimo, agora vou ter que ficar de biquíni na frente dele. – Digo soltando o ar bufando.
- Veja pelo lado bom, você vai poder conferir o corpo dele de novo, mas agora ele estará usando uma sunguinha. – Diz Vera aguçando minha curiosidade.
O fim de semana chegou mais rápido do que imaginei.
Por sorte, conseguir resolver tudo que estava pendente, meu único trabalho agora é arruma minhas coisas para essa tal viagem.
Estou sentada em meu closet, decidindo o que levar á mais de meia hora.
Fico observando as roupas no chão, pensando se tomei a decisão certa.
Pensei em Eric todos esses dias, e confesso que me apavora, a ideia de encontrá-lo novamente.
Faz muito tempo que não me interesso por ninguém, e de repente esse homem aparece mexendo com todos os meus sentidos.
Meu telefone toca, atendo rapidamente.
- Alô.
- Oi, como vai Molly?!
Não reconheço a voz, e nem o número.
- Quem fala?! – Pergunto curiosa.
- É o Eric Dornel!
Engulo em seco, como ele conseguiu meu telefone?
- Antes de qualquer coisa, por favor, não brigue com a Vera.
- Eu a convenci a me passar seu número.
- E não foi uma tarefa fácil, pois ela não queria me dá o seu número de jeito nenhum.
Ele continua...
- Mas sei ser bem persuasivo quando quero muito uma coisa.
- Não prometo nada! – Digo secamente, Pois a única vontade que tenho nesse momento é de matar a Vera.
- Bem, eu queria saber se a possibilidade de buscá-la?
- Assim poderíamos nos conhecer melhor durante a viagem até a praia. - Diz Eric educadamente.
- Eu agradeço, mas pretendo ir com meu carro.
- Mas como assim? Acredito que dois carros para a viagem, já estão de bom tamanho.
- Eu prefiro viajar no meu! – Digo rapidamente.
Ele da um longo suspiro e diz:
- Do que você tem medo?
Penso no que responder, pois não posso dizer que tenho medo dele.
- Eu já falei que não mordo, a não ser que você queira que eu o faça. - Diz ele com voz sedutora.
Sinto uma corrente elétrica percorrendo meu corpo, só de imagina-lo mordendo algumas partes minhas.
Que diabos está acontecendo comigo?!
Silêncio... Excitação... Desejo.
- Você não vai dizer nada?! Insiste ele.
- Desculpa, nos vemos no local combinado. - Digo encerrando a ligação.
- O que Vera está pensando?
- Como ela pôde passar meu número pra ele?! – Pergunto a mim mesma com irritação.
A vontade que tenho agora é de cancelar essa viagem.
Começo a recolher as roupas jogadas no chão, e joga-las de volta no armário.
Mas de repente, ouço meu telefone tocar novamente.
- Alô! – Digo irritada.
- Pelo tom de sua voz, percebo que o Eric já te ligou. – Diz Vera do outro lado da linha.
- EU NÃO VOU MAIS! – Grito.
- Calma amiga, o que houve para você desistir da viagem?!
- VOCÊ SABE MUITO BEM O QUE HOUVE! – Grito novamente.
- E você está dando um chilique por conta disso?! – Pergunta Vera com ar de deboche.
- Amiga, que tem demais o Eric te ligar, e te oferecer uma carona?
Ela continua...
- O cara só quer te conhecer, poxa amiga, ele gostou de você.
- Se der uma oportunidade de conhecer alguém que possa ser muito especial em sua vida.
Penso em minha irritação, e vejo o quanto estou sendo exagerada. E vejo que não há motivos para agir assim.
Pareço uma adolescente rebelde, chateada por ter quebrado a unha.
Eu simplesmente preciso sair da defensiva, e agir como a mulher que sou. Forte e sem medo de desafios.
- Me desculpe amiga, você sabe como sou, dou umas surtadas do nada.
- Sei bem como é amiga, só eu para entender sua cabeça. - Diz Vera com um tom doce e amigável.
- Mas você precisa para com essa mania, de espantar todo homem que tenta se aproximar de você.
- Nem todos querem farra, uns querem amor. – Diz minha amiga
- Será que seu amigo quer amor?! – Pergunto sem poder me segurar.
- Pelo esforço que ele está fazendo para te conhecer, acredito que queria até mais que isso.
- Dê um voto de confiança a ele! – Sussurra ela.
- Tudo bem, eu vou tentar.
- Ótimo, agora termine de arrumar suas coisas, que vou passar aí para te pegar em uma hora.
- Não Vera, eu quero ir com meu carro. – Digo.
- Mas por quer essa insistência de ir com seu carro?! – Pergunta ela levantando a voz.
- Porque pode acontecer alguma coisa, se eu precisar voltar com urgência. – Respondo.
- Se por acaso acontecer alguma coisa, voltamos todos juntos. – Diz ela me cortando.
- Em uma hora estarei aí, esteja pronta. - Diz ela encerrando a ligação.
Eu escolho algumas roupas rapidamente, pego uma mala grande e duas pequenas.
Na grande ponho as roupas e nas pequenas, coloco minhas maquiagens e meus acessórios.
Visto uma roupa bem leve para a viagem, pois está fazendo muito calor.
Desço para o andar de baixo, procuro pelo Rogério e peço para ele pegar minhas malas, e levá-las para a entrada da casa.
Chamo Joana, a governanta.
Digo a ela, que irei passar o fim de semana na praia, e peço para que ela dê folga para os outros funcionários.
Despeço-me dela, e sigo para a entrada de minha casa, quando passo pela porta principal.
Vejo o Eric parado encostado em seu carro.
Fico encantada com a vista que ele me proporciona, ele está usando uma camisa preta, calça jeans, e óculos escuro estilo aviador.
Quando me vê, ele me oferece um sorriso que me desmonta, sinto minhas pernas fraquejarem.
E quando ele se aproximar para me cumprimentar com um beijo no rosto, aspiro seu cheiro, e sinto meu corpo se arrepiar com seu delicioso perfume.
E rapidamente me vem ao pensamento:
- Puta que pariu, Eu sei que vou dar pra ele assim que ele pedir.
Solto um longo suspiro com esse pensamento.