Capítulo 2

Capítulo 02

(Blanka Bianchi)

Eu não imaginava que depois daquela noite a minha vida fosse mudar completamente. Ou, que eu quase fosse quase perdê-la.

Sim! Naquela noite, por pouco eu não perdi a vida, eu só sobrevivi por causa de Zeus, meu belo cachorro grande, melhor do que certos seres humanos que eu conheço.

Não havia lua naquela noite. Noite escura, feita, breu e assustadora para quem se atrevesse a andar aquela hora pela cidade.

Eu já havia cansado. Já não aguentava mais ir buscar meu pai na porta dos bares, e trazê-lo se apoiando em mim, totalmente embriagado.

Era apenas eu e ele naquela casa. Era uma casa alugada. A casa pertencia a, madame Carrero, dona de um luxuoso bordel que existia fora da cidade e quase uma hora dali, de carro.

Aquela cidade ficava no fim do mundo, as entranhas do Brasil, onde o Judas havia perdido as botas.

Eu pensava em um dia sair dali, ir embora daquele lugar, conhecer a capital!

Mas, eu não pensei que fosse sair dali obrigada. Eu acreditava que fosse ir embora dali, com minhas próprias pernas e não comprada feito um objeto.

Meu pai trabalhava em uma mina de carvão e praticamente todo o pouco de dinheiro que ele ganhava, gastava em bebidas e eu, para não morrer de fome, lavava e passava para algumas senhoras ricas da cidade.

Eu estava com vinte anos, e minha mãe havia morrido há cinco anos. Ela morreu no dia do meu aniversário. Portanto, toda vez que eu fazia aniversário, fazia anos também de sua morte.

Eu percebi que a sua saúde não andava bem, quando ela começou a emagrecer rapidamente. Procuramos um médico, e ela ficou sabendo que estava com câncer no útero e já havia se espalhado.

Não havia nada a ser feito.

Eu havia prometido a mim mesma que não ia buscar mais o meu pai na porta de nenhum bar.

Por isso, naquela noite, depois de alimentar Zeus, eu fui deitar mais cedo.

Estava cansada e peguei rapidamente no sono. Zeus dormia ao meu lado da cama, no chão, sobre um tapete que eu havia comprado especialmente para ele.

Eu estava cansada, e não vi quando o meu pai chegou.

Capítulo 3

Capítulo 03

Zeus se levantou do lado da cama de Blanka, assim que ouviu a porta da sala se abrir.

Assim que ele chegou à sala, ele viu o homem entrar cambaleando, resmungando e falando palavrões.

-- Zeus, ai está você! Você sabia que você vale mais que eu? Eu sou um bêbado bosta! Um bosta fracassado! Sou um escroto, Zeus!

Zeus continuou olhando para ele, ouvindo o desabafo do bêbado.

-- Minha filhinha é tão linda, Zeus. Ela merecia uma vida de princesa!

Benedito Bianchi enfiou a mão no bolso a procura do cigarro e do isqueiro.

Depois desabou sobre o sofá, acendendo o cigarro.

Zeus continuava observando o homem.

-- A única coisa boa que eu fiz na minha vida, foi a minha filha! Blanka é o meu tudo, Zeus.

Dito Bianchi levou o cigarro a boca e deu uma longa tragada.

Cansado de ouvir as lamúrias do homem, Zeus voltou para o quarto e deitou-se sobre o tapete, ao lado da cama de Blanka.

Na sala, Dito Bianchi, com o cigarro na mão fechou os olhos. Alguns minutos depois ele roncava e o cigarro acabou escapando de seus dedos e caindo ao seu lado sobre o sofá.

O fogo começou bem fraquinho, e alguns minutos depois se tornou assustador, para quem pudesse ver!

No quarto, Zeus fechou os olhos, estava cansado, pois, havia corrido a tarde toda atrás do cachorro que morava na casa ao lado.

A fumaça começou a se espalhar pela casa, e como Zeus havia sentido alguma coisa diferente no ar, ele abriu os olhos, a tempo de ver a fumaça entrar ali no quarto, debaixo da porta.

Ele latiu!

Ele foi para a sala, mas o fogo já havia se alastrado, e Dito Bianchi, já havia sido envolvido pelo fogo, e não havia acordado por causa da forte fumaça.

Zeus voltou para o quarto e começou a latir desesperado para acordar a sua dona.

Ele puxava a roupa de Blanka, cutucava-a com a pata, mas a jovem não acordava.

Zeus olhava em pânico para a porta. Ele sabia que se o fogo passasse por ela, ele e sua dona não sairiam daquele quarto.

Zeus passou a pata de leve no rosto de Blanka. E latiu ao mesmo tempo!

Então ela começou a tossir, moveu um pouco a cabeça, e como uma drogada, abriu os olhos.

Ela estava tonta, percebeu assim que abriu os olhos.

-- Zeus!

O cheiro da fumaça entrou pelas suas narinas. Quando ela sentou na cama, com Zeus latindo desesperado, o fogo já havia passado pela porta.

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