Capítulo 2

DEIXEM O VOTO?.

Pedro Alves

Depois da proposta que o Jota me deu eu pensei bastante, mais vou falar com a minha mãe primeiro.

Eu: Mã...Mãe mãe -me apavorei com a cena que vi- levanta daí mãe, não morre não -falei chorando e coloquei ela no sofá-

Eu fazia de tudo, mexia ela, gritava por ela e minha mãe não acordava, ela estava com sangue, mataram a minha mãe, na nossa própria casa.

Sai de casa com o corpo da minha mãe em mãos e me deparo com o dono do morro e o sub.

Jota: O que aconteceu garoto? -perguntou-

Eu: A minha mãe , quando eu entrei em casa ela ela já estava assim -falei gaguejando-

Jota: Calma, calma - disse calmo-

Hugo: Chama um carro porra -o sub do morro gritou-

Cabeça: Vamo -falou um cara dentro de um carro-

Levamos ela pro postinho do morro mesmo, já faz uma hora que ela ta lá dentro e ninguém da notícia.

Cabeça: Calma moleque, calma -falou me abraçando-

Hugo: Foi alguém do morro rival Jota -sussurrou pro Jota e eu escutei-

Eu: Eu vou! -Jota me olhou confuso- eu vou aceitar o que você me ofereceu, vou me vingar de quem fez isso com a minha mãe -saí do hospital sem escutar a resposta dele e fui pra casa-

Peguei as minhas roupas, eram poucas mais eu tinha, peguei as coisas da minha mãe, coloquei na mochila e fui pro hospital.

Katherine Borges

Fiquei um bom tempo chorando até que acabei dormindo. Acordei no meio da noite e resolvi da uma passeada pela praia, o Rj é lindo a noite, pelo menos a praia.

Eu: Olá - vi o Pedro de costa-

Pedro: Oi -os olhos dele estava inchados e profundos-

Eu: O que aconteceu? -falei me sentando do lado dele-

Pedro: Mataram a minha mãe -falou e começou a chorar-

Eu: Vem cá -me encostei em uma pedra enorme e coloquei a cabeça dele no meu colo- quer contar como foi? -ele assentiu e começou a falar-

Pedro: Eu não sei quem matou ela, ela era uma mulher do bem poxa -falou secando as lágrimas-

Eu: Meu pai ta com câncer -falei baixo observando o mar-

Pedro: Que pesado né, minha mãe morre e seu pai tem câncer

Eu: Você vai dormir aqui hoje? -perguntei inocentemente-

Pedro: Nem eu sei se vou dormir, quem dirás aonde -falou sincero-

Eu: Olha -dei uma pausa- Tem a minha casa, você pode dormir lá... Eu sei que você é um bom menino... Pelo menos é o que parece -falei olhando ele-

Pedro: Sério? -assenti- mas é que sei lá...Não ficaria estranho?

Eu: Não -falei óbvia-

Pedro: Já que você implora tanto pela minha ótima companhia eu vou -fez graça e eu ri-

Eu: Vamos que é exatamente -olhei no meu relógio- uma e quarenta e quatro da manhã -falei limpando a minha bunda-

Pedro: Vamo princesa -riu e me abraçou- obrigado pela conversa

Eu: De nada, minha ótima companhia -joguei o cabelo pra trás e ele riu- ajuda qualquer um

Pedro: Só pra deixar claro -jogou o cabelo pra trás me imitando- a ótima companhia é a minha

Fomos conversando pra casa.

Eu: Vem entra -abre a porta e dei espaço pra ele entrar-

Pedro: Licença novamente -fez graça e entrou-

Lúcia: Menina aonde você tava - apareceu e Pedro deu um pulo-

Pedro: Ai meu Deus não me leva agora senhor -falou imitando um pastor- eu não posso morrer com fome Deus -eu e a Lúcia começamos a rir

Lúcia: Calma menino -tocou nele e ele se assustou- eu sou a empregada-

Pedro: Ufa senhor, obrigado Deus -falou e a gente deu risada- Oi senhora

Lúcia: Senhora? Ta me chamando de velha? -Correu atrás da gente com o pano de prato-

Eu: Corre Pedro corre -falei rindo e entramos no meu quarto-

Pedro: Meu Deus que foi isso -falou ofegante e rindo-

Lúcia: Cês querem comer alguma coisa? -falou entrando no quarto-

Eu: Eu quero Lú e o Pedro também

Pedro: Não quero não -negou mais eu sabia que ele queria-

Eu: Lúcia trás por favor -ela assentiu e saiu- então, aqui é meu quarto -falei me sentando-

Pedro: Minha casa inteira em um quarto só! Uau -sentou no chão-

Eu: Olha, eu posso ser mimadinha e tals, mais pode sentar no sofá ta, ele não morde não -falei e ele sentou-

Pedro: Você já foi no morro? -falou se sentando-

Eu: Nunca fui, tenho curiosidade de ir mais tenho medo -falei pegando o celular- passa seu insta

Pedro: Eu não tenho -falou desconfortável-

Eu: Me desculpa mesmo -ele assentiu e Lúcia chegou com a comida-

Lúcia: Toma aqui seus morto fome -colocou a comida na mesa- se precisarem de algo não me chamem, estarei no meu sono da beleza -mexeu no cabelo e eu e o Pedro rimos-

Pedro: Valeu dona - falou e ela encarou ele-

Lúcia: É Lúcia menino -falou e ele riu-

Pedro: É Pedro menina -imitou ela e eu comecei a rir-

Lúcia: Esses adolescentes de hoje em dia viu -falou e saiu do quarto-

Comemos juntos.

Eu: Pedro, se quiser toma banho o banheiro ali -apontei pro banheiro-

Pedro: Ta vou lá -foi e eu comecei a arrumar a cama-

Ele tomou banho e eu fui no banheiro falar com ele.

Eu: Ô Pedro você -parei e comecei e olhei o abdômen dele-

Pedro: Oi? -acenou -

Pedro: É é, você vai dormir na minha cama comigo tá? -falei e ele assentiu-

Katherine, do céu como é que você entra no banheiro assim do nada?

Ele saiu do banheiro e sentou na cama.

Pedro: Então a princesa quer dormir com o plebeu?

Eu: Cala a boca e deita -ele deitou-

Ficamos conversando coisas aleatórias até que caímos no sono.

DEIXEM O VOTO?.

Beijinhos Da Giih?.

972

Capítulo 3

DEIXEM O VOTO?.

Pedro Alves

Acordei com uma cabeleira no meu rosto.

Eu: Kathe -falo tirando o cabelo dela do meu rosto-

Kathe: Hum -falou se virando pra mim- que foi?

Eu: Acorda, a gente tem que levantar -falei e ela abriu os olhos-

A gente tava um de frente pro outro, minha mão na cintura dela e ela me abraçando.

Kathe: É bom dia -falou levantando- 

Eu: Bom dia dorminhoca -fui pra o banheiro-

Kathe: Vai comer aqui comigo né? 

Eu: Sei lá -falei escovando os dentes-

Kathe: Come aqui e a gente vai lá pra onde você mora, você amostra o caminho -falei mexendo no celular-

Pedro: A, se sua família não se importar eu como aqui -falei saindo do banheiro-

Kathe: Vou me arrumar e a gente desce -entrou no banheiro-

Coloquei uma calça e uma blusa e descemos.

Kathe: Bom dia gente linda, bom dia tia -falou e sentou-

Eu: Bom dia família da Kathe -sentei do lado dela-

Xxx: Bom dia, quem é ele filha? -meu pai perguntou comendo-

Xxx: Deve ser mais um que ela pega -Lúcia encarou ela-

Kathe: PAI - falou firme- ele é um amigo meu, eu vi ele na praia e a casa dele é longe ai ele dormiu aqui -falou me servindo-

Xxx: Se é amigo da minha filha é meu amigo também, qual seu nome?

Eu: Pedro senhor -falei com vergonha-

Lúcia: Aqui seu café Pedrinho -colocou na minha frente e eu agradeci -

Kathe: Pai hoje eu vou pra casa do Pedro com ele ta -ele me olhou-

Xxx: Vai? -olhei pra ela-

Diego: E a escola filha?

Kathe: Amanhã eu faço o dever pai

Terminamos de comer.

Kathe: Pedro, eu vou ir buscar minha bolsa espera ai -assenti e ela subiu-

Diego: Olha Pedro, você aparenta ser uma boa pessoa, espero que não magoe minha filha.

Eu: Sua filha é uma menina muito legal, merece ser feliz -afirmou se sentando-

Kathe: Vamo Pedro? -desceu com a bolsa-

Eu: Bora -saímos-

Fomos de carro, ele a mostrou o caminho ao motorista e enfim chegamos a Rocinha.

Eu: Kathe, tem certeza que quer ir?

Kathe: Tenho! -falou autoritária-

Eu: Uai moça -rimos-

Kathe: Alfredo quando eu precisar eu te ligo, pode ir -ele assentiu e saiu- 

Katherine Borges

Quando a gente ia entrar um cara barrou a gente com o fuzil.

Xxx: Quem é ela Pedro? -perguntou um cara loirinho dos olhos claros-

Pedro: Essa aqui é uma amiga, ela ta me acompanhando -falou e me abraçou de lado-

Xxx: É envolvida? -falou pegando a arma-

Eu: Ai moço por favor não me mata, eu sou muito nova, não posso morre virgem, eu moro nos apartamento da praia eu juro -falei quase chorando-

Xxx: Calma garota -ele e Pedro começaram a rir-

Pedro: Minha fia, cê ta bem? -Pedro falou rindo com o cara-

Eu: Hahaha -ri irônica-

Xxx: Podem subir -deu espaço e subimos-

Eu: Obrigado senhor Deus -sussurrei juntando as mãos- eu sempre soube que o senhor me ama -Pedro e o cara começaram a rir de novo-

Pedro: Kathe -me parou- calma minha fia -pegou na minha mão- cê não vai morrer não 

O cara não parava de rir.

Eu: Ta -fomos subindo-

Aqui era lindo, bem diferente do que eu imaginava, tinha crianças brincando, senhoras conversando, mais tinha caras armados, as pessoas aqui pareciam ser felizes, ou eram, eu vi que era totalmente diferente do que passava na televisão, aqui era bonito, as pessoas eram felizes de verdade e expressavam isso nos sorrisos.

Eu: Aqui é lindo -falei com os olhos brilhando- bem diferente do que se passa na tv

Jota: A tv mostra coisas que são reais, mais nem sempre coisas que acontece -o cara alto falou- aqui não tem muita maldade, só com as pessoas ruins

Pedro: Você ainda tem muito que conhecer aqui baixinha -falou e bagunçou meu cabelo-

Eu: Açaí -falei correndo para a barraquinha do moço-

Xxx: Que menina doida -os dois vieram atrás de mim-

Eu: Oi moço bom dia  -falei ofegante-

Xxx: Bom dia bela menina -falou me olhando-

Xxx: Da 3 açaí ai tio, no capricho - falou-

Eu: Ai obrigada -falei abraçando Jota - é quer dizer, valeu

Jota: Me chame de Jota

Eu: Prazer Katherine, me chame de Kathe -estende a mão e ele apertou-

Pedro: Jota e os bagulho da minha mãe? O enterro pode ser aqui? -ele mudou a expressão-

Jota: Olha menor, você não é envolvido, mais nós quebra esse galho pra tu, tua mãe considerava geral aqui e sempre ajudava a gente mesmo, escolhe o dia e a hora ta -Pedro assentiu-

Eu: Gente então, se eu comesse o de vocês o que vocês fariam comigo? -perguntei sorrindo-

Jota: Metia uma bala na tua testa -falou sério-

Pedro: Fazia tu compra outro pra mim -falou rindo-

Eu: Moço o senhor me da mais dois enquanto eu enrolo eles? -sussurrei e o cara assentiu-

Jota: Tio cadê nosso açaí - perguntou propositalmente-

Xxx: Tô terminando de fazer é que esse vai ser caprichado -Falou rindo-

Jota: A Kathe comeu né? -perguntou de propósito-

Pedro: I vai morrer -Jota pegou a arma-

Meu olho começou a encher de lágrima-

Eu: Não por favor, eu vou em bora e nunca mais volto, ai Deus -me ajoelhei-

Pedro: Levanta dai Kathe, meu Deus que vergonha - disse cobrindo o rosto-

Eu: Por favor Jota não me mata por favor -implorei quase chorando-

Jota: Tu conhece essa daí Pedro? -Pedro negou- nem eu vamo vazar -pegaram o açaí e foram saindo-

Eu: Seus palhaços -me levantei e o moço ficou rindo-

Jota: te conheço? -perguntou-

Eu: Aiai

Fomos subindo o morro no calor mesmo, chegamos na antiga casa do Pedro e ele começou a chorar vendo as coisas da mãe.

Eu: Pedro... Calma -abracei ele-

Pedro: Ela era inocente Kathe -falou chorando-

Do nada começou um barulho de foguete e vários tiros.

Xxx: Fica com ela Pedro -o cara saiu correndo com a arma-

Eu: Que é isso? -perguntei já com medo-

Pedro: Ta tendo invasão, vem -me puxou-

Eu: Aonde vamos? Vamos morrer? -falei correndo-

Pedro: Kathe -parou- sem perguntas ok? -apenas assenti e corri com ele-

Entramos em um tipo de cofre enorme e ficamos lá, eu estava muito apavorada.

Pedro: Toma -me entregou água-

Eu: Obrigado -bebi um pouco e dei a ele-

Pedro: Olha, fica tranquila ta -assenti e fiquei abraçada com ele-

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Beijinhos Da Giih?.

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