Cristiano anda pelo hospital todo, verifica todas as alas e resolve os problemas que passam por suas mãos.
Não conseguirá ficar muitas horas trabalhando, seu dia foi bem cansativo.
Mesmo cansado, presta atenção nas mulheres do hospital, é um homem com um imenso apetite sexual e se mudando para essa cidade deixou todas suas paqueras para trás.
Demorou para começar a paquerar na cidade nova, passa pelos corredores olhando tudo e todos com seus olhos de águia.
— Ainda por aqui? — Cristiano pergunta.
— Hoje é meu plantão, tenho uma noite longa pela frente. — Responde Dr Marcos.
— Como você se diverte por aqui?
— Nessa cidade ainda tem mais coisas que a cidadezinha do lado. Lá é muito monótono.
— Tá namorando?
— Tô nada, mais estou de olho numa gatinha aqui do hospital.
— Espero que não atrapalhe seu serviço nem o dela.
— Sei separar as coisas já tenho 36 anos, caso você não tenha reparado sou um homem bem crescido.
— RS, cheio de graça. Meu irmão é da cidade vizinha, onde você diz que não tem nada. Aluguei uma casa, ou melhor, um sítio na divisa das cidades e como não fui ainda na outra cidade ver ele, não sei como as coisas estão por lá.
— Como disse não perde nada. A única coisa que sei que tem na cidade vizinha é um Bar muito famoso a anos, e lá tem muita gata. Quer dar um pulo lá?
— Como é o nome?
— Bar dos Primos, ele disse que o bar não é lá essas coisas, mais as garotas são as melhores da região.
— Ouvi falar. É estou precisando tirar a tensão. Estou aqui a uma semana e ainda não tive tempo de namorar.
— Vamos amanhã à noite.
— Droga preciso trabalhar.
— Seu hospital, seus horários. Dá uma bem, gostoso e depois volta para cá.
— Eu não sei se amanhã vai dar, mais eu te aviso qualquer coisa.
— Ok, se você não for eu vou.
— Tá bom.
Eles vão até o refeitório tomar um café.
— Me fala dessa mulher que está de olho. — Fala Cristiano.
— É uma caipira, só quero transar e mais nada. O corpo e o rosto dela são lindos,
loura, olhos claros e uma bundinha, rapaz.
— Ela faz o que aqui?
— Estágio, é Técnica em Hemoterapia.
— Uma estagiária? Fala sério, ela deve ser muito novinha, achei ser uma mulher feita.
— Cara é uma mulher, 23 aninhos, linda que dói, pena que é caipira.
— Meu irmão também é chegado numa caipira, se casou com uma.
— Essa que estou falando é nervosinha. Deu um soco na cara de uma mulher que queria acabar com um casamento, kkk
— Se for pensar por esse lado, ela estava certa, RS.
— Sei lá, acho ela meia bruta. Deve ser uma tigresa na cama. Quando eu pegar rapaz, vou foder ela a noite toda.
— Bom proveito, vou para minha sala.
— Vou visitar o cara em coma induzido.
— Ok, até mais. — Cristiano volta para sua sala e tenta se livrar de todo aquele serviço acumulado, mais está muito cansado e acaba dormindo no meio da papelada.
Fazenda Dois Irmãos...
— Querida? — Christopher.
— Sim, bebê. — Responde Helena.
— A Ísis já te disse que vai começar a trabalhar a noite? Não gostei nada disso, sei que aqui a criminalidade é baixíssima, mais mesmo assim.
— Ela me disse sim.
— E está de acordo?
— Não, mas também não posso impedir.
— E o que pretende fazer?
— Ela terá que ir de carro, será mais seguro que de moto.
— Tá bom, ela vai no meu carro amanhã e amanhã mesmo vou comprar um carro para ela.
— Obrigada, querido.
— Ela é minha enteada querida. A trato como uma filha. Sei que não tenho idade o suficiente para ser pai dela, mais me considero como um. Não sei se ela sente afeto a esse ponto comigo, mais o jeito como ela me respeita para mim já está de bom tamanho.
— Eu sei que ela gosta muito de você meu amor. — No quarto, Helena se deita com o marido.
— Boa noite minha rainha.
— Boa noite meu rei. — Responde Helena se aconchegando no peito do marido.
No quarto, Ísis manda mensagem para Juliana.
— Como foi com seu namorado?
— Comum, sinceramente não gosto tanto de fazer amor com ele como antes. Porque será?
— Deve ser porque não é a pessoa certa ainda para você.
— Sei lá amiga, eu amo meu namorado.
— Certo, então talvez esteja de TPM ou muito cansada.
— É pode ser isso mesmo. E nossos horários mudam amanhã, vai ser mais cansativo ainda.
— Vai ser quase igual se você pensar bem. A escola vai ser de dia e o trabalho a noite.
— É...
— E esse horário vai definir se no fim do curso continuaremos nesse hospital.
— Espero que sim, gostei muito de trabalhar lá. — Juliana lembra do rapaz em coma. — Viu, e aquele deus grego em coma, será que ele sai dessa?
— Muito provável que sim, acompanho o caso dele desde o início.
— Você o conhece?
— Não, ele é capataz de um tio vaqueiro.
— Muito lindo, tive uma impressão estranha quando o vi.
— O quê?
— Deu uma leve sensação que já o conhecia. Mais estou ficando louca, sei que nunca o vi antes. Mais ainda tenho essa impressão.
— RS... tá endoidando mulher.
— Sei lá, pode ser, RS.
— Bom, vamos dormir que já é muito tarde.
— Verdade, estou muito cansada.
— Boa noite amiga.
— Boa noite.
De manhã Christopher vai atrás de um carro para a enteada na cidade vizinha.
— Ísis, filha acorda. — Helena bate na porta do quarto da filha.
— Vai chegar atrasada na aula.
Ela acorda cheia de sono:
— Hummm... já vou mamãe.
— Se não levantar em cinco minutos vou te puxar da cama, seu café está na mesa.
— Sim, senhora. — Ela sai da cama se arrastando e vai se arrumar. — Preciso ir dormir mais cedo...
Ela entra na cozinha ainda se arrastando:
— Ainn mamãe que sono.
— Eu também estou querida, dormi muito tarde ontem. Vamos tome seu café e saia, já está na hora.
— Tá bom.
Ísis vai para o curso e encontra Juliana que também está morrendo de sono.
— Estou vendo que não seremos muito produtivas hoje. — Fala Ísis.
— Que merda. Não gosto de dar mancada no trabalho.
— E eu? AFF amo trabalhar, não quero perder meu serviço.
— Também não amiga.
Na volta para casa, Ísis está com tanta fome que para na padaria para tomar um lanche. Estaciona a motoca e uma mulher está indo até ela.
— Olá, meu nome é Dara.
— Sou, Ísis Silva.
— Poderia ler sua sorte por algumas moedas.
Ísis fica pensativa.
— Pode ser.
Sorrindo Dara pega sua mão:
— Ah querida! Vejo um amor não correspondido. Escuridão, muitas lágrimas, muito rancor... sinto muito.
— Mais...
— Se afaste da tentação querida.
— Certo...
Dara ainda segurando sua mão e pergunta:
— Tem tempo para ver uma dança?
Ainda pensando no que ela disse responde:
— Sim, aqui estão suas moedas. — Ísis lhe dá três notas.
— Muito obrigada!
Dara leva Ísis sorrindo, seu grupo já está tocando e dançando. Ela fica no meio da praça vendo os ciganos dançando alegres. Dara é exótica, lindíssima, ninguém da cidade a paquera por ser cigana.
Um fazendeiro passa pela praça para entrar na padaria, observa a dança dos ciganos.
Assim que coloca seus olhos em Dara, ele para como se estivesse petrificado. A olhando o homem diz uma única palavra:
— Maravilhosa! — Fala Hugh para si mesmo.
Dara olha o homem e também para de dançar por um instante. Dara sabe seu destino e volta a dançar, rodopia e volta a sorrir. Ísis segue o olhar dela, que está em seu amigo fazendeiro Hugh, Ísis vai até o amigo o cumprimentar.
— Oi Hugh como está? Que, que é isso? Oiê! — Balança a mão na frente do rosto dele.
— Ah, é... o que foi Ísis?
— Tá aí babando como um cão raivoso.
— RS, como está garota?
— Muito bem! Você gostou da Dara, não é? RS.
— Ela é maravilhosa.
— Pede para ela ler sua mão, seria uma boa desculpa para chegar perto, RS. Vou indo estou caindo de fome.
Ísis sai e Hugh se aproxima de Dara.
— Licença bela dama.
— Senhor?
— Poderia ler minha mão?
Ela sabe que não pode recusar, mais quando está perto de segurar a mão de Hugh, seu irmão a impede.
Manolo
— Seria um prazer ler sua mão senhor. — Manolo segura a mão de Hugh no lugar de Dara.
— Mais...
— A leitura é a mesma senhor. — Insiste Manolo. Vejo uma fazenda que está crescendo é produtor de soja. Tem sua própria marca de óleo, meus parabéns, senhor.
Dara abaixa os olhos aguardando o irmão terminar a leitura.
— Não irá demorar a crescer senhor.
Hugh olha para Dara e pergunta para o cigano.
— E no amor? O que vê?
Manolo vê algo que não pretende contar ao fazendeiro então mente.
— Por agora ficará só, daqui a um tempo conhecerá uma filha de um fazendeiro e se casará.
Hugh olha decepcionado para Manolo.
Manolo lhe solta a mão e Hugh lhe dá uma nota alta.
— Eu pensei que...
— Entendo senhor, mais tem cultura que não pode se misturar. Obrigado senhor. Vamos meninas.
Dara sai de cabeça baixa, Hugh os observa irem.