Capítulo 1

Série Cowboys, volumes 6 e 7

Ísis está muito ocupada e pede para sua amiga enfermeira ir cuidar de Adalberto, pois a outra enfermeira ainda não chegou.

— Faz essa gentileza amiga? — Pede Ísis entregando o prontuário dele.

— Sem problemas. — Juliana pega o prontuário do Adalberto. — Soro, medicação... hum, banho? Tenho que ir preparada. Amiga como vou dar banho nele sozinha? Infelizmente não vou poder te ajudar, mais acredito que você consegue dar um jeitinho.

— Tá bom. Vou pegar as coisas e ir até ele, beijos.

— Beijo.

Juliana segue até o leito do rapaz e ao entrar o vê todo entubado, chega perto, observa o quanto ele é bonito.

— Uau... Você é perfeito! — Juliana fica envergonhada por ter se interessado pelo rapaz e vai até seu carrinho arrumar as coisas para começar o banho. — Droga, como vou fazer isso sozinha? Como se a tivesse escutado aparece um enfermeiro.

— Bom dia Ju. — Fala o enfermeiro.

— Ai meu coração!

— Mulher, tem muita gente passando para lá e para cá, como se assusta assim?

— Eu estava com a cabeça em outro lugar.

— Com tanto que não esteja nas nuvens na hora de dar a medicação.

— Foi sem querer. É que esse paciente é incrivelmente lindo.

O enfermeiro começa os preparativos para o banho.

— Venha, Ísis pediu para te ajudar e estou cheio de serviço.

— Muito obrigada por vir.

Eles dão banho no Adalberto e Juliana volta a ficar sozinha.

Pega a medicação do rapaz, ela tem a sensação de que alguém a está olhando. 

Olha para o homem e ele está do mesmo jeito, olha para trás e uma sombra sai do quarto.

— Ah Deus! — Fala tremendo de medo, do nada uma mão segura a sua. — Eu vou desmaiar, ainnn.

Ela olha e a mão de Adalberto cobre a sua. Como ele faz isso sem consciência?

Tremendo consegue tirar a mão da dele Se está com esse medo todo trabalhando de dia imagina quando começar a trabalhar a noite que seu horário será mudado?!

— Devo estar sonhando. É isso, devo estar sonhando. — Pega a medicação e coloca no soro, ainda está tremendo, mais o medo passou.

Assim que termina, olha o rapaz novamente e sai do quarto, na sala de medicação ela encontra Ísis passando.

— O que aconteceu? Está estranha.

— Menina se eu falar você não vai acreditar.

— Vem, vamos tomar um café. — Ísis a chama preocupada.

No refeitório elas se servem de café e bolacha.

— Não posso demorar, tenho que trocar a bolsa de sangue de um paciente. Mais me diga, o que aconteceu?

— Eu tive a sensação de estar sendo vigiada. E quando olhei para a porta vi uma sombra saindo. E para quase ter um infarte a mão do paciente Adalberto segurou a minha em seguida, quase morri de susto.

— Que estranho, ele está em coma induzido. Inconsciente, mais apesar que...

— Apesar do quê? Você também viu alguma coisa? Me conta!

— A uns dias atrás ele abriu rápido os olhos e logo os fechou. O moço é muito gato e queria saber a cor de seus olhos, parecia até que estava dormindo e simplesmente acordou e voltou a dormir.

— Misericórdia, e que cor são?

— São azuis.

— Nossa, tirando o medo que estou dele agora, que gato.

— Verdade, gato é pouco.

— Bom, está dando meu horário, vou ver mais três pacientes e vou embora. Meu namorado quer ir ao cinema hoje.

— Humm, hoje tem, RS. — Fala Ísis rindo.

— É acredito que sim. RS 

— A tanto tempo não namoro, às vezes tenho uma vontade de fazer amor.

— Arruma um namorado gata e tira esse atraso.

Terminam o café e voltam para o trabalho, o dia se passa e as meninas vão para casa. 

Ainda no hospital o dono chega e passa pela recepção, sério.

— Boa tarde a todos. — Fala Cristiano ao chegar na recepção.

— Genteeeee... — Fala um enfermeiro. — Quem é o cara?

— Ele é o dono do hospital, e ficará conosco como diretor. — Fala a recepcionista.

— Mulher do céu, um tremendo gato. — Fala uma enfermeira.

— Gente será que essa delícia é gay? Se for vou me candidatar. — Fala o enfermeiro.

— Entra na fila. — Avisa a enfermeira que também se interessou.

— Ele é muito sério, não tem cara que se envolve com tanta facilidade. E até onde sei só namora mulheres famosas. Modelos, atrizes o cara é exigente. — Fala a recepcionista.

— Exigente até demais. — A enfermeira fala desiludida.

— Também achei. — Fala o enfermeiro.

Cristiano entra no escritório sua mesa está cheia, recebe uma mensagem no celular.

— Já chegou? — Pergunta o Dr. Marcos.

— Sim.

— Vou até seu escritório.

— Ok. — Cristiano arruma a papelada enquanto aguarda.

— Boa tarde Cristiano.

— Boa tarde Marcos, como vai?

— Muito bem amigo. Preciso de uma opinião com relação a um paciente.

— Claro.

— Aqui está o prontuário.

Cristiano pega e examina.

— Vamos até o leito dele. — Fala Cristiano.

— Claro, vamos.

No leito de Adalberto, Cristiano analisa todos os prós e contras.

— Repita amanhã todos os exames, depois me mostre os resultados e veremos se está na hora de tirar esse rapaz do coma induzido.

— Sim, senhor diretor. Vamos tomar um café?

— Eu aceito. Com certeza minha noite será longa.

— RS, poderia trabalhar durante o dia.

— De dia tenho outra empresa. — Fala Cristiano.

— Ok, cuidado para não ficar doente.

Capítulo 2

Cristiano anda pelo hospital todo, verifica todas as alas e resolve os problemas que passam por suas mãos.

Não conseguirá ficar muitas horas trabalhando, seu dia foi bem cansativo.

Mesmo cansado, presta atenção nas mulheres do hospital, é um homem com um imenso apetite sexual e se mudando para essa cidade deixou todas suas paqueras para trás.

Demorou para começar a paquerar na cidade nova, passa pelos corredores olhando tudo e todos com seus olhos de águia.

— Ainda por aqui? — Cristiano pergunta.

— Hoje é meu plantão, tenho uma noite longa pela frente. — Responde Dr Marcos.

— Como você se diverte por aqui?

— Nessa cidade ainda tem mais coisas que a cidadezinha do lado. Lá é muito monótono.

— Tá namorando?

— Tô nada, mais estou de olho numa gatinha aqui do hospital.

— Espero que não atrapalhe seu serviço nem o dela.

— Sei separar as coisas já tenho 36 anos, caso você não tenha reparado sou um homem bem crescido.

— RS, cheio de graça. Meu irmão é da cidade vizinha, onde você diz que não tem nada. Aluguei uma casa, ou melhor, um sítio na divisa das cidades e como não fui ainda na outra cidade ver ele, não sei como as coisas estão por lá.

— Como disse não perde nada. A única coisa que sei que tem na cidade vizinha é um Bar muito famoso a anos, e lá tem muita gata. Quer dar um pulo lá?

— Como é o nome?

— Bar dos Primos, ele disse que o bar não é lá essas coisas, mais as garotas são as melhores da região.

— Ouvi falar. É estou precisando tirar a tensão. Estou aqui a uma semana e ainda não tive tempo de namorar.

— Vamos amanhã à noite.

— Droga preciso trabalhar.

— Seu hospital, seus horários. Dá uma bem, gostoso e depois volta para cá.

— Eu não sei se amanhã vai dar, mais eu te aviso qualquer coisa.

— Ok, se você não for eu vou.

— Tá bom.

Eles vão até o refeitório tomar um café.

— Me fala dessa mulher que está de olho. — Fala Cristiano.

— É uma caipira, só quero transar e mais nada. O corpo e o rosto dela são lindos,

loura, olhos claros e uma bundinha, rapaz.

— Ela faz o que aqui?

— Estágio, é Técnica em Hemoterapia.

— Uma estagiária? Fala sério, ela deve ser muito novinha, achei ser uma mulher feita.

— Cara é uma mulher, 23 aninhos, linda que dói, pena que é caipira.

— Meu irmão também é chegado numa caipira, se casou com uma.

— Essa que estou falando é nervosinha. Deu um soco na cara de uma mulher que queria acabar com um casamento, kkk

— Se for pensar por esse lado, ela estava certa, RS.

— Sei lá, acho ela meia bruta. Deve ser uma tigresa na cama. Quando eu pegar rapaz, vou foder ela a noite toda.

— Bom proveito, vou para minha sala.

— Vou visitar o cara em coma induzido.

— Ok, até mais. — Cristiano volta para sua sala e tenta se livrar de todo aquele serviço acumulado, mais está muito cansado e acaba dormindo no meio da papelada.

Fazenda Dois Irmãos...

— Querida? — Christopher.

— Sim, bebê. — Responde Helena.

— A Ísis já te disse que vai começar a trabalhar a noite? Não gostei nada disso, sei que aqui a criminalidade é baixíssima, mais mesmo assim.

— Ela me disse sim.

— E está de acordo?

— Não, mas também não posso impedir.

— E o que pretende fazer?

— Ela terá que ir de carro, será mais seguro que de moto.

— Tá bom, ela vai no meu carro amanhã e amanhã mesmo vou comprar um carro para ela.

— Obrigada, querido.

— Ela é minha enteada querida. A trato como uma filha. Sei que não tenho idade o suficiente para ser pai dela, mais me considero como um. Não sei se ela sente afeto a esse ponto comigo, mais o jeito como ela me respeita para mim já está de bom tamanho.

— Eu sei que ela gosta muito de você meu amor. — No quarto, Helena se deita com o marido.

— Boa noite minha rainha.

— Boa noite meu rei. — Responde Helena se aconchegando no peito do marido.

Capítulo 3

No quarto, Ísis manda mensagem para Juliana.

— Como foi com seu namorado?

— Comum, sinceramente não gosto tanto de fazer amor com ele como antes. Porque será?

— Deve ser porque não é a pessoa certa ainda para você.

— Sei lá amiga, eu amo meu namorado.

— Certo, então talvez esteja de TPM ou muito cansada.

— É pode ser isso mesmo. E nossos horários mudam amanhã, vai ser mais cansativo ainda.

— Vai ser quase igual se você pensar bem. A escola vai ser de dia e o trabalho a noite.

— É...

— E esse horário vai definir se no fim do curso continuaremos nesse hospital.

— Espero que sim, gostei muito de trabalhar lá. — Juliana lembra do rapaz em coma. — Viu, e aquele deus grego em coma, será que ele sai dessa?

— Muito provável que sim, acompanho o caso dele desde o início.

— Você o conhece?

— Não, ele é capataz de um tio vaqueiro.

— Muito lindo, tive uma impressão estranha quando o vi.

— O quê?

— Deu uma leve sensação que já o conhecia. Mais estou ficando louca, sei que nunca o vi antes. Mais ainda tenho essa impressão.

— RS... tá endoidando mulher.

— Sei lá, pode ser, RS.

— Bom, vamos dormir que já é muito tarde.

— Verdade, estou muito cansada.

— Boa noite amiga.

— Boa noite.

De manhã Christopher vai atrás de um carro para a enteada na cidade vizinha.

— Ísis, filha acorda. — Helena bate na porta do quarto da filha.

— Vai chegar atrasada na aula.

Ela acorda cheia de sono:

— Hummm... já vou mamãe.

— Se não levantar em cinco minutos vou te puxar da cama, seu café está na mesa.

— Sim, senhora. — Ela sai da cama se arrastando e vai se arrumar. — Preciso ir dormir mais cedo...

Ela entra na cozinha ainda se arrastando:

— Ainn mamãe que sono.

— Eu também estou querida, dormi muito tarde ontem. Vamos tome seu café e saia, já está na hora.

— Tá bom.

Ísis vai para o curso e encontra Juliana que também está morrendo de sono.

— Estou vendo que não seremos muito produtivas hoje. — Fala Ísis.

— Que merda. Não gosto de dar mancada no trabalho.

— E eu? AFF amo trabalhar, não quero perder meu serviço.

— Também não amiga.

Na volta para casa, Ísis está com tanta fome que para na padaria para tomar um lanche. Estaciona a motoca e uma mulher está indo até ela.

— Olá, meu nome é Dara.

— Sou, Ísis Silva.

— Poderia ler sua sorte por algumas moedas. 

Ísis fica pensativa.

— Pode ser.

Sorrindo Dara pega sua mão:

— Ah querida! Vejo um amor não correspondido. Escuridão, muitas lágrimas, muito rancor... sinto muito.

— Mais...

— Se afaste da tentação querida.

— Certo...

Dara ainda segurando sua mão e pergunta:

— Tem tempo para ver uma dança?

Ainda pensando no que ela disse responde:

— Sim, aqui estão suas moedas. — Ísis lhe dá três notas.

— Muito obrigada!

Dara leva Ísis sorrindo, seu grupo já está tocando e dançando. Ela fica no meio da praça vendo os ciganos dançando alegres. Dara é exótica, lindíssima, ninguém da cidade a paquera por ser cigana.

Um fazendeiro passa pela praça para entrar na padaria, observa a dança dos ciganos. 

Assim que coloca seus olhos em Dara, ele para como se estivesse petrificado. A olhando o homem diz uma única palavra:

— Maravilhosa! — Fala Hugh para si mesmo.

Dara olha o homem e também para de dançar por um instante. Dara sabe seu destino e volta a dançar, rodopia e volta a sorrir. Ísis segue o olhar dela, que está em seu amigo fazendeiro Hugh, Ísis vai até o amigo o cumprimentar.

— Oi Hugh como está? Que, que é isso? Oiê! — Balança a mão na frente do rosto dele.

— Ah, é... o que foi Ísis?

— Tá aí babando como um cão raivoso.

— RS, como está garota?

— Muito bem! Você gostou da Dara, não é? RS.

— Ela é maravilhosa.

— Pede para ela ler sua mão, seria uma boa desculpa para chegar perto, RS. Vou indo estou caindo de fome.

Ísis sai e Hugh se aproxima de Dara.

— Licença bela dama.

— Senhor?

— Poderia ler minha mão?

Ela sabe que não pode recusar, mais quando está perto de segurar a mão de Hugh, seu irmão a impede.

Manolo

— Seria um prazer ler sua mão senhor. — Manolo segura a mão de Hugh no lugar de Dara.

— Mais...

— A leitura é a mesma senhor. — Insiste Manolo. Vejo uma fazenda que está crescendo é produtor de soja. Tem sua própria marca de óleo, meus parabéns, senhor.

Dara abaixa os olhos aguardando o irmão terminar a leitura.

— Não irá demorar a crescer senhor.

Hugh olha para Dara e pergunta para o cigano.

— E no amor? O que vê?

Manolo vê algo que não pretende contar ao fazendeiro então mente.

— Por agora ficará só, daqui a um tempo conhecerá uma filha de um fazendeiro e se casará.

Hugh olha decepcionado para Manolo.

Manolo lhe solta a mão e Hugh lhe dá uma nota alta.

— Eu pensei que...

— Entendo senhor, mais tem cultura que não pode se misturar. Obrigado senhor. Vamos meninas.

Dara sai de cabeça baixa, Hugh os observa irem.

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