amigo não vão me influenciar a nada, a carne é fraca apenas se você não ama a que come.
— Oque me garante que você...- Solto um suspiro abaixando a minha cabeça, sentindo meu peito ficar então um pouco mais leve — Me desculpa eu estou cansada, passei parte da tarde ouvindo a Alana reclamando em áudios sobre o divorcio por mensagens e... olha pra você, tão forte bonito e viril, tão grande que poderia trabalhar como segurança de seus seguranças.
— E olha pra você, magra de bunda durinha igual a um pêssego e farta que colocaria qualquer homem aos seus pés. - Ele diz dando um sorriso — É só você estalar os dedos que tem qualquer cara que seu coração doce desejar, assim como tem a mim.
— Eu não sou tão bonita assim. - Digo levantando o rosto e dando um passo para trás e afastando as mãos de seu corpo.
— Ah! Você é. - ele diz com clareza enquanto me olhava nos olhos. — Eu não vou ser uma vítima dos meus hormônios como o Élton foi, porque eu só quero você. E a única bunda que eu anseio ver todas as quintas feiras é a sua.
Com aquela declaração, me veio um desejo tímido, nossos momentos íntimos eram raros e também curtos. Por isso eu queria saber dele se teríamos como prolongar um pouco mais.
— Então...- viro meu rosto deixando uma mecha cobrir um pouco —Tem como durarmos...mais de trinta segundos? Você é atlético, forte, não é comum que tenha uma ejaculação tão rápida.
— Nossa, e você quer que dure quanto?
— Não sei, talvez ao menos cinco minutos no máximo sabe? Não cronometrado mas que fosse mais duradouro.
— Eu vou fingir que não ouvi isso. - ele diz virando-se de costas para mim e ia andando — Porém vou procurar melhorar a minha duração de ereção. Tem mais alguma coisa que a minha rainha queira de mim? Seu humilde servo espera por mais uma ordem..
— Sim, tem sim! Eu quero que você meu servo e querido marido passe mais tempo comigo.
— Oh, mais tempo com você?
— Sim.
— Está me punindo por que? —Ele diz colocando as mãos na cintura me encarando.
— Daniel! Eu tô falando sério.
— Adoraria minha querida, se é o que você quer -ele diz se virando enquanto jogava-se no sofá. — E eu vou conseguir durar sim mais que trinta segundos. Você vai ter um touro de trinta minutos.
— Eu nunca vi isso. - Digo caminhando querendo tirar aqueles sapatos que machucavam meus pés. —E não tome nenhuma substancia que vá te deixar broxa depois. Eu fui clara?. - digo entrando em nosso quarto.
— Olha pra mim, mulher. A substância química que eu preciso é de você nua na cama me pedindo por mais.
— Então ande, venha para cama comigo agora.
Eu disse estalando os dedos enquanto caminhava para o quarto, começando a me despir no meio do caminho.
Estávamos nós dois deitados na cama. Ele com a cabeça repousada em seu travesseiro com a mão posta em meu quadril, apenas nos olhávamos - era isso que ele queria dizer sobre passarmos mais tempo, juntos? - me questionei. Por instante era bom, um homem tão bonito, mas tão frio, meu marido que eu estava a tanto tempo parecia um enigma para mim. Ele afirmava que não tinha nenhuma outra mulher, mas ele era tão estranho para mim. Eu o amava, porém, nossa relação nunca teve nada impulsiva, nada fora do ''normal'' ou padrão. Talvez a minha exigência tivesse nos levado a esse rumo, eu nunca permiti sexo oral, ou qualquer mudança de posição além de papai-e-mamãe e quando ele ergueu minhas pernas um dia fazendo um frango assado reclamei, me senti envergonhada e imunda.
Eu sempre fui assim, criada por uma família evangélica que me fazia seguir regras, estilo de vestir ''adequado'' me fez criar alguns tabus como não me masturbar ou masturba-lo, ele sempre respeitava isso e me tratava como uma princesa na cama - Literalmente-quando uma vez sugeriu usarmos nossas bocas para algo mais além de beijar recusei, o acusando de loucura. Uma leve fobia de germes me fez pensar que sexo oral era totalmente inadequado e errado. Mas ele respeitava minhas formas de pensar inadequada e também não se colocava sobre mim seus fetiches ou regras, e para falar a verdade eu nem sabia se ele tinha algum fetiche.
— Você quer sair agora a noite? - Questiona ele.
— Não.- respondo fazendo um leve bico - Eu não quero acabar esbarrando no Élton com a ''namorada'' nova sabe? Ah, a Alana é minha amiga.
— É, eu consigo te entender. - ele desce a mão sorrateiramente pondo sobre minhas nádegas, dando um aperto que aos poucos aprofundava os dedos em minha carne por cima do tecido de minha saia. – Mas, já que nós dois estamos aqui.... podíamos fazer algumas coisas para apimentarmos nossa relação.
—Eu sei de algo bom, como orar, Por que não oramos juntos? - Questiono pegando a mão dele pondo sobre meu ombro, ele abre um sorriso neutro nos lábios enquanto me observa de forma maldosa.
— Ah, você não vai querer rezar comigo.
— Não entendi, por qual motivo não iria?
— Você quer saber oque peço a Deus quando rezo?- Ele questiona enquanto o olho e respondo movendo a cabeça afirmando. - ''Querido Deus, obrigado por me dar uma mulher incrivelmente gostosa qual eu sou louco por ela, e eu desejo que ela se solte comigo. Amém''
—Eu não entendi, eu não sou tão puritana assim. .Eu sou? - Questiono me sentando de joelhos na cama enquanto ele fazia o mesmo, abrindo mais a camisa – Não sou solta suficiente na cama?
— Meu amor, se você se soltasse um pouquinho mais, e deixasse com que eu chupasse essa linda parte íntima sua... Olha, seriamos um casal bem mais feliz. - ele diz pondo as mãos sobre as minhas.- Já somos casados a tanto tempo, eu sei que acabamos entrando em uma rotina. e quero sair dela. Olha esse divorcio do Élton também está mexendo comigo e eu não quero perder a mulher que amo.
— Eu também não quero te perder meu amor. - Digo me aproximando um pouco dele envolvendo os braços em seu pescoço - Eu te amo Dan. Eu te amo, e posso sim deixar de ser puritana por nós dois.
— ótimo! Então vamos fazer um acordo? O que acha.- ele diz ignorando minhas palavras de amor e tirando os braços envolta de meu pescoço. -Vamos a partir de agora tentar surpreender um ao outro, não vamos forçar, mas vamos tentar fazer coisas que não esperamos que o outro faça. Tem interesse na ideia?
— Me parece um bom acordo, eu aceito - digo abrindo um sorriso o dando um selinho gentil, e com essa proposta me veio uma ideia em minha cabeça, qual já imaginava que talvez ele iria gostar —- e quer saber, vou mostrar agora que posso ser soltinha.
— Ah é?- Ele se demonstrava ansioso após minhas palavras, com um sorriso maldoso, sinto meu rosto arder e queimar, Me levanto e o empurro onde acaba deitando-se sobre o travesseiro, pondo as mãos abaixo da cabeça. – Vamos nessa gatinha, me surpreenda.
— Tá. – a sensação da vergonha deixava meu rosto ardendo, mas engoli e crei coragem para fazer o que já havia visto em algum filme ou vídeo, Naquele momento eu me levanto e começo a tentar algum número sensual, movimentando os quadris em movimento de ‘’S’’ como se fosse uma serpente, . levo a mão para frente onde dou um rosnado como de um ''tigre''., porém saiu com falha.
— Raawr! — Grunhi
— Oque é isso, uma gatinha? – Sua gargalhada ecoa no quarto, mas sua alegria era bastante visível.
— Era pra ser uma tigresa, uma tigresa bem selvagem.. - digo movendo o quadril para o lado e nesse balançar ao dar um passo para trás meu pé enganchava no lençol levando-me ao chão em uma queda. Sentada, literalmente cai de bunda.
— Ai! A minha bunda.
— Nat! - ele diz descendo da cama rapidamente onde me ajuda a me levantar, e fico passando a mão na bunda.- você está bem? Machucou?
— Eu não acredito que quando tento fazer um strip-tease caio de bunda no chão.- digo querendo afundar meu rosto em meio aos travesseiros, mas o olhava juntando as sobrancelhas.
— Você não fez isso antes ou fez? Não se preocupe, eu gostei - ele questiona então me encolho bastante envergonhada, e puxa e me abraça, Conseguindo me confortarem seus braços torneados. - Estava linda, calma...
A dor era tolerável, mas causei um pouco de drama para poder então ter um momento duradouro com meu marido,. Por isso o jeito foi ter que me deitar na cama, ele por sua vez levanta minha saia e começa a passar um gel de massagem em minhas nádegas, movendo suas mãos grossas para cima e para baixo, fecho os olhos relaxando. era um gel de hortelã que causava uma leve refrescância na pele, o que me deixava bem relaxada.
— Não era assim que eu planejava passar a noite. - digo escondendo o rosto com meus cabelos. Enquanto na televisão assistíamos uma série de comédia romântica na televisão.
— Olha é uma forma bem gostosa para terminar essa ocasião, se você me permitir.. - ele diz e aperta levemente minha bunda , viro meu rosto o olhando por de trás de meu ombro.
— Está gostando disso, seu safado? — Perguntei tentando não rir.
—Sim, isso foi um belo incentivo para que eu possa durar mais que míseros 30 segundos.. - ele retruca. - Eu realmente gostei, é a primeira vez que você tenta fazer algo assim para mim.
— Na verdade, eu nunca fiz isso, nem sei como é. - digo empinando mais o bumbum e relaxando com um suspiro.
—Longe de mim querer incentivar esse tipo de comportamento para minha bela esposa religiosa e puritana, Mas, caso tenha interesse, existem muitos tutoriais de dança na internet, e se quiser pratica-los sobre meu pau, terei o prazer de ser sua ferramenta de estudo e prática.
— É mesmo? — Pergunto sentindo a malícia em suas palavras.
— Não brinco dizendo essas coisas — Ele bate forte em minha bunda, o estalo ecoa tão forte no quarto que parecia ter batido em algo elástico. Suspirei sem saber o que dizer.
— Então vou ter prazer em praticar na sua frente.
— Observarei com cuidado para que chegue na performance perfeita.
Encerramos aquele momento de malícia, quando ele me puxava então para perto de si e em meus lábios deferia um beijo, que era o ato mais ardente e apaixonado de meses, mas não passou disso, apenas fiquei acariciando sua nuca, roçando meus dedos com seus cabelos lisos passando pelos meus dedos e minhas unhas o arranhando.
Mesmo após aquele beijo quente, que despertava dentro de mim o desejo por ele, eu não tive coragem para fazermos amor naquela noite. Uma das coisas ruins de se estar casada e por conta de religião, não era todas as vezes por minha vontade, Na verdade eu apenas fingia estar interessada e dizer que queria, Ele não gostava disso, sempre tentava me excitar, pois uma vez que eu fiz igual vi a minha mãe fazer com meu pai usando uma frase como, ''Venha e faça sua vontade'' ele passou cerca de uma semana sem falar comigo além de ''bom dia, tarde e durma bem'', E quando voltamos a nos falar, ele olhou em meus olhos e me disse com toda frieza do mundo: ''Só vamos fazer quando você realmente estiver afim, não quero que se sinta obrigada a nada''. Como eu já disse antes, fui criada num lar onde mamãe sempre dizia que a mulher deveria obediência ao homem, onde papai era o ''macho alfa dominante''. Eu estava acostumada e por muito tempo cometi o erro de pensar assim também, Foi uma das coisas mais fora de suas expectativas que eu fiz, foi dar início a minha carreira, ter começado faculdade de medicina sem a aprovação — Onde papai tentou várias vezes me tirar, mas ao ver que minhas notas eram boas ele desistiu e ter feito sexo antes de me casar, mas cai entre nós. O Dan tinha um sorriso que me fazia pensar em cometer pecado.
Recordo-me da minha primeira vez perfeitamente. Aviamos tido um jantar agradável em um restaurante francês na zona sul de São Paulo, O clima não havia sido a nosso favor, estava chovendo bastante forte então o convidei para vir comigo para minha casa, foi como convidar o lobo para comer a ovelha indefesa. Ele não me agarrou, nem se quer tentou me seduzir, eu mesma que toquei no assunto, já estávamos namorando a oito meses, e nada havia acontecido. E ainda nem havíamos tocado no assunto. Ao entrarmos ele com a sua doce mania se sentou ao sofá, e eu me perguntava se era o certo a fazer, eu me sentia bem. Aproximei-me lentamente dele e me sentei ao seu lado, pondo as mãos sobre meus joelhos, eu usava uma saia longa e um blusa frouxa preta - nada elegante ou sensual.- e ele cruzou as pernas me olhando. ''Oque foi?'' ele questionou''. ''É que... estamos sozinhos em meu apartamento, está chovendo. e...'' Ele segurou meu rosto e me beijou, como nunca tinha me beijado antes, me pondo deitada no sofá e seu corpo quente sobre o meu, suas mãos ousadamente vinham tocando minhas coxas e apertando minha carne com firmeza. era a primeira vez que eu sentia um toque como aquele. Antes de Dan eu havia tido três namorados, todos da igreja e nada tão sério. Ele havia sido meu primeiro namorado desviado, e me desviou para rumo ao prazer naquela noite. Em meio aquele beijo ele desceu seus lábios pelo meu rosto, queixo até meu pescoço onde murmurei ''Eu nunca fiz isso''. e ele , subindo a mão por de baixo de meu vestido disse ''Oque, sexo no sofá?'' e deu um leve riso.
— Dan, eu nunca transei. - Respondi com a face ardendo em vergonha, ele parou de me tocar e ficou me olhando nos olhos com u ar mais gentil, foi sentando-se no sofá ao seu lado enquanto eu fechava bem as pernas.
— Você...tem vinte anos. - ele diz como se eu ja devesse ter feito, parecia estar surpreso enquanto acariciava meu ombro gentilmente — Então...realmente nunca?
— Nunca. - Falei com meus cabelos cobrindo um pouco meu rosto.
— Eu...só namorei três rapazes, todos eles da igreja, eles sim tentavam todo tempo e eu nunca quis, e já até fui traída. bom, por isso eu... me guardei até hoje para... Alguém que eu sinta que é importante, e que eu confie bastante para isso.
Claro que ele achou estranho, quando nos conhecemos foi em um evento, um daqueles eventos chiques onde só tem pessoas deprimidas, e eu estava com Alana, era casada com Élton ainda, recém casados e me lembro que ele já me olhava de longe, Eles eram amigos e Élton o conhecia e me lembro de ter falado bem, me recordo dele ter sussurrado algo no meu ouvido sobre querer me saborear para deixar a noite ainda mais animada. Respirei profundamente e juntei bem os dentes os rangendo um pouco.
— Olha...- Ele diz pondo a mão sobre a minha coxa — Está certo então, se você não quer, eu entendo e respeito sua vontade. Só, me deixa ficar perto de você... tudo bem?
— Hum!..- toco os joelhos e mordo meu lábio inferior tentando me acalmar — Se você me respeita, e me entende... Mas, me deseja. Qual a razão de nunca ter tentado avançar comigo?
— É que eu não sou um tarado, sabe? E também tem.... - Ele diz juntando as mãos — Alana me disse o seguinte quando começamos a namorar. ''Não tenta levar ela pra cama assim direto, ela gosta de fazer sexo só quando já se tem intimidade''
— Não, sério? Ela disse mesmo isso? - Questionei e ele afirmou com a cabeça.
—Disse mas, eu também queria ser mais intimo seu, pra quando a hora certa chegasse nós dois fizéssemos amor, e que... fosse bom, quando um confiasse ao outro, eu até achei bonito essa ideia de criar um elo com alguém antes de ir pra cama. Eu nunca havia feito isso. - Ele diz me olhando com carinho nos olhos e sinto meu rosto arder um tanto.
— desse modo você costuma levar as suas companheiras logo para o pecado sem mesmo conhecer elas direito?
— Eu tinha o costume de fazer isso, Mas o pecado eu encontrei quando bati meus olhos em você entrando naquele evento, parecendo perdida. eu só queria te conhecer, te dar carinho e também um certo nível de prazer. - Ele diz enquanto apertava minha coxa, mas quando olhei ele retirou, enquanto ainda me olhava. — Mas por você espero o tempo que precisar.
— Então eu acho que...- me viro pondo a mão em minha coxa levantando minha saia lentamente para mostrar minha coxa. — você não vai mais precisar esperar..
— Eu sou lento, isso foi um convite ou foi - Me aproximei dele, com meu coração acelerado, eu estava com tanto medo de o perder que me entreguei não só por amor, por medo de nunca mais o ver, o beijei na tentativa de um beijo mais ousado acabava passando a lingua em seus dentes que tinham um sabor da carne que havíamos comido a pouco tempo, ele cesso o beijo e parecia um pouco assustado. — Parece um convite, ninguém havia ainda lambido meus dentes.
— desculpa eu nunca beijei de língua antes. Eu te machuquei? Estou disposta aprender se quiser me ensinar - Digo passando a mão sobre a boca e ele solta um leve riso, se levantando e estendendo a mão para mim.