Ponto de Vista: Aurora Valença
Minha respiração ficou presa na garganta. Minha pombinha. Aquele nome. Era o nome que ele me chamava quando estávamos apaixonados, antes do acidente. Antes da amnésia. Antes de ele se tornar este estranho cruel.
Eu o observei, meu coração um pássaro frenético no peito. Um pingo de esperança, afiado e perigoso, perfurou minha resolução. Estava finalmente acontecendo? Ele estava se lembrando?
"Não", eu disse, minha voz monótona, desprovida de emoção. Forcei a mentira, esmagando aquela pequena centelha de esperança. "Você não me conhece, Sr. Ferraz. Não desse jeito. Nunca conheceu."
A tensão nos ombros de Caio visivelmente diminuiu. Ele passou a mão pelo cabelo, seus olhos ainda nublados, mas perdendo aquele olhar intenso e inquisitivo. Ele realmente parecia aliviado. Aliviado por eu não ser a mulher que ele um dia amou. Aliviado por não ter se enganado sobre mim todo esse tempo. A crueldade disso me queimou por dentro.
Jade, que nos observava com um beicinho confuso, aproveitou a oportunidade. "Caiozinho, o que foi isso? Ela é tão estranha. E meu pé ainda dói da massagem horrível dela! Meus seguidores vão pensar que tenho pés feios se eu não conseguir uma massagem decente." Ela se jogou na cama, exigindo sua atenção. "E este quarto é bom, mas não é o melhor. Ouvi dizer que a 'Suíte Real' tem uma piscina de borda infinita privativa. Por que não estamos na Suíte Real?"
Senti um cansaço profundo se abater sobre mim, um esgotamento que ia além da dor latejante no meu pulso. Meu corpo inteiro doía.
Nesse momento, a porta se abriu sem bater. Douglas e Ivone Ramalho, os pais de Caio, entraram como uma frente fria. Ivone, uma mulher cujos diamantes brilhavam quase tanto quanto seu desdém, foi imediatamente até Jade.
"Querida! Minha doce Jadezinha!" Ivone arrulhou, envolvendo Jade em um abraço. "Você está confortável? Está tudo do seu agrado?"
Douglas, um homem severo com olhos que sempre pareciam estar calculando, deu a Caio um aceno seco antes de pousar uma mão pesada no ombro de Jade. "Minha cara, você é o futuro da nossa família. Este lugar, este spa", ele disse a palavra com desgosto, "mal é digno de você."
Meu estômago se contraiu. Eu era invisível para eles. Tinha sido por cinco anos.
"E por falar em futuro", Ivone continuou, sua voz escorrendo uma doçura falsa, "Caiozinho, querido, temos uma coisinha para a Jade. Era para... bem, não importa. É dela agora."
Ela ergueu uma caixa de veludo. Dentro, brilhando contra o cetim preto, estava o colar de herança da família Valença. O colar da minha avó. Meu dote. Aquele que eles me prometeram quando me casei com Caio, antes de ele perder a memória.
Eu olhei para ele, minha mente girando. Aquele colar deveria ser meu. Era um símbolo do legado da minha família, um pedaço da minha história. Agora, estava sendo dado a Jade, a mulher que roubou meu marido e minha vida.
"Olha, Jadezinha, não é requintado?" Ivone se derramou em elogios. "Perfeito para a verdadeira matriarca da nossa família."
Douglas interveio, sua voz fria. "Aurora, você nos decepcionou por tempo demais. Nenhum herdeiro. Nenhuma presença na sociedade. Apenas este... seu pequeno negócio. Jade, por outro lado, nos dá esperança para o legado dos Ferraz." Suas palavras eram como pequenos picadores de gelo, lascando o pouco de dignidade que me restava.
Isso também não era novo. Por cinco anos, suas constantes alfinetadas sobre meu "ventre estéril" e meu "fracasso como esposa" foram a trilha sonora da minha gaiola dourada. Cada feriado, cada reunião de família, uma nova enxurrada de insultos mal velados. Eu me tornei o saco de pancadas conveniente deles, o bode expiatório para a indiferença de Caio.
O telefone de Ivone tocou. Ela atendeu, seu rosto se iluminando. "Oh, meus anjinhos preciosos! Vocês acordaram!" Ela colocou o telefone no viva-voz. "Estão com saudades da vovó? Não? Oh, bem, adivinhem quem está aqui? Aquela mulher má que magoou a mamãe!"
Meu sangue gelou quando ouvi as vozinhas infantis do outro lado. "Tia Aurora é má! Tia Aurora é feia!"
"Ela é, não é?" Ivone ronronou para o telefone. "O que devemos fazer com a tia Aurora má?"
A voz de uma criança se manifestou: "Empurra ela!"
Antes que eu pudesse reagir, a mão de Ivone disparou, com uma força surpreendente. Ela me deu um tapa forte no rosto. A ardência aguda fez meu pulso bom voar para cobrir minha bochecha. Senti o gosto de sangue.
Eu não revidei. Não podia. Não mais. Eu estava indo embora. Em breve. Muito em breve. Esta era a última vez.
Caio, que estava observando tudo, de repente deu um passo à frente. "Mãe, já chega", ele disse, sua voz seca. Ele colocou a mão no braço de Ivone, puxando-a para trás.
Ivone pareceu surpresa, depois indignada. "Caiozinho, ela merece! Ela é uma desgraça!"
Mas Caio balançou a cabeça. "Depois. Agora não." Ele me lançou um olhar que não consegui decifrar, depois olhou para o meu pulso inchado, ainda pressionado contra o peito.
Aproveitei a oportunidade. "Se me dão licença, tenho outros hóspedes para atender", eu disse, minha voz tensa. Virei-me e praticamente corri da suíte, a humilhação queimando meu rosto.
Enquanto eu descia o corredor, meu celular vibrou novamente. Clara. *Sócio acabou de confirmar a transferência. Você está oficialmente livre, Aurora. Está feito.*
Uma onda de alívio, tão potente que quase dobrou meus joelhos, me invadiu. Feito. Eu finalmente estava livre. Agora, eu só precisava chegar em casa, pegar os últimos documentos e então... liberdade. Liberdade de verdade.
Apressei-me em direção à saída, minha mente correndo pela logística da minha fuga. Meu pai havia arranjado tudo. Um carro, um avião particular. Uma nova vida, longe dos Ferraz.
Mas quando saí para o ar fresco da manhã, duas pequenas figuras saíram de trás de um vaso, bloqueando meu caminho. Os filhos de Caio. Eram filhos de Jade, mas Caio os reivindicava como seus, um legado para seus pais.
"Lá está ela!" o menino mais velho, um mini-Caio com seus olhos frios, gritou. "A mulher má!"
"A mamãe disse que você a fez chorar!" a menina interveio, seu rosto contorcido em uma carranca infantil.
"Vão para casa, crianças", eu disse, tentando passar por eles. Meu pulso latejava. Eu só precisava sair.
"Não!" o menino gritou. Ele apontou uma pequena pistola de água colorida. "A mamãe disse para te dar uma lição!"
Antes que eu pudesse reagir, um jato de líquido transparente saiu do brinquedo. Atingiu meu rosto, meu pescoço, meu peito. Uma dor lancinante explodiu. Não era água.
Eu gritei. As crianças gritaram de rir, depois se viraram e correram, suas pequenas figuras desaparecendo na esquina.
Minha pele estava queimando. Arranquei minhas roupas, tentando limpar o líquido, mas parecia fogo. Minha visão embaçou, lágrimas escorrendo pelo meu rosto, misturando-se com o fluido corrosivo. Não era um líquido comum. Era ácido. Ácido forte e ardente.
Minhas pernas cederam. Caí no pavimento branco impecável, o mundo girando ao meu redor. O cheiro de carne queimada encheu minhas narinas. Eles usaram ácido. Eles usaram ácido.
Ponto de Vista: Aurora Valença
A dor lancinante foi instantânea, absoluta. Minha pele parecia estar derretendo. Rasguei minha blusa, arrancando o tecido delicado da minha carne em chamas. Arranhei meu pescoço, meu peito, tentando limpar o líquido agonizante, mas isso só espalhou a agonia ardente. Era ácido. Um ácido forte e corrosivo.
Cambaleei, de alguma forma conseguindo me manter de pé, e me forcei a correr. Eu tinha que chegar em casa. Tinha que ir para um chuveiro. O spa tinha primeiros socorros, mas havia câmeras por toda parte. Não. Eu precisava de privacidade.
O curto trajeto para casa foi um borrão de dor excruciante e suspiros desesperados por ar. Minhas mãos, queimando pelo contato, se atrapalharam com a chave. Entrei pela porta, tirando minhas roupas pelo caminho, um rastro de tecido queimado e dor agonizante em meu encalço. Água fria. Era tudo em que eu conseguia pensar.
Praticamente caí no chuveiro, girando a torneira para a configuração mais fria. O jato gelado atingiu minha pele queimada, um choque que me fez gritar, mas era um tipo diferente de dor, uma dor purificadora. Fiquei ali, tremendo sob a água, até que o fogo agonizante em minha pele recuou para uma dor surda e latejante.
Meu corpo era uma tela de vergões vermelhos e raivosos. Meu pulso bom, ainda inchado pelo ataque anterior de Caio, latejava em protesto. A exaustão, física e emocional, ameaçava me consumir. Mas eu não podia parar. Tinha que pegar o resto das minhas coisas. Os documentos.
Enrolei-me em um roupão grosso e caminhei lentamente, dolorosamente, até meu escritório. A última caixa. Continha álbuns de fotos antigos, cartas, bugigangas de uma vida que eu mal reconhecia mais. Uma vida com Caio. O verdadeiro Caio.
Meus dedos roçaram um álbum de couro gasto. Eu o tirei. Nossos dias de faculdade. Nossa primeira viagem ao exterior. O dia do nosso casamento, antes do acidente de carro, antes da amnésia, antes de Jade. Estávamos sorrindo em todas as fotos, nossos olhos cheios de um amor feroz e juvenil. Meu coração doeu, uma pontada profunda e oca. Mesmo depois de tudo, mesmo depois da tortura, uma parte de mim ainda se agarrava ao fantasma daquele homem. A esperança, por mais fraca que fosse, de que ele um dia se lembraria. De que nós ressurgiríamos.
Mas essa esperança era uma mentira. Uma mentira perigosa e autodestrutiva. Era isso. Eu estava queimando tudo. Literalmente.
Peguei uma grande bacia de metal do armário e comecei a esvaziar o álbum, rasgando as fotos, picotando as cartas. Cada rasgo era um ato de desafio, um rompimento de laços. Este era meu ritual, meu adeus.
Com as mãos trêmulas, acendi um fósforo e o joguei na bacia. As chamas dançaram, consumindo as bordas do nosso passado. As imagens de nossos sorrisos se enrolaram e enegreceram, virando cinzas. Doeu, uma dor quase tão aguda quanto as queimaduras de ácido, mas era uma dor necessária. Uma dor de libertação.
De repente, a porta do escritório se abriu com um estrondo. Caio estava lá, seus olhos arregalados, seu peito arfando. Ele deve ter me seguido.
Seu olhar caiu sobre minha pele exposta, as queimaduras vermelhas e raivosas em meu pescoço e peito. Sua expressão mudou, a preocupação cintilando em seus olhos. "O que aconteceu com você?" ele exigiu, sua voz áspera. Ele deu um passo em minha direção, sua mão se estendendo.
"Não me toque", sussurrei, recuando. A lembrança de seu nojo, seu recuo violento do meu toque apenas algumas horas antes, ainda estava fresca.
Sua mão parou no ar. Então seus olhos caíram para a bacia. As chamas lambiam os últimos vestígios de uma foto. Uma foto nossa, jovens e rindo, em nossa lua de mel.
Seu rosto perdeu a cor. Seus olhos se estreitaram, uma raiva fria substituindo a preocupação. "O que é isso?" ele rosnou, chutando a bacia. As fotos restantes se espalharam, algumas ainda fumegando. Ele pegou uma do chão, seus dedos tremendo. Era uma foto nossa, nos beijando sob uma cerejeira.
"Você é realmente louca, não é?" ele cuspiu, sua voz carregada de veneno. Ele não perguntou. Ele acusou. "Tentando queimar minhas coisas? Você está tentando recriar alguma fantasia distorcida para me enganar?" Seus olhos se fixaram em minhas queimaduras. "Isso faz parte do seu plano doentio? Se machucar, para que a Jade pareça má? Para que eu sinta pena de você?"
Ele agarrou meu pulso ferido, aquele inchado por sua própria violência anterior, e apertou. Uma nova onda de agonia me atravessou. Eu gritei.
"Falsa!" ele gritou, empurrando meu braço para longe. "É tudo falso! Você está tentando incriminar a Jade, não é? Você sempre a odiou! Você sempre tentou machucá-la!"
"Eu nunca tentei machucar ninguém", eu ofeguei, lágrimas escorrendo pelo meu rosto. "Eu só queria ir embora."
Ele zombou. "Ir embora? Você? Você se agarrou a mim como uma sanguessuga por cinco anos, mesmo depois de não poder me dar o que eu precisava. Mudou de ideia agora? De repente quer ser livre? Qual é o seu plano, Aurora? Que esquema você está tramando agora?" Ele amassou a foto em sua mão, rasgando-a em pedacinhos. "Você me dá nojo."
Suas palavras me atingiram, piores do que qualquer golpe físico. Eram brutais, desdenhosas, totalmente desprovidas de reconhecimento. A esperança, aquela centelha perigosa, morreu uma morte final e definitiva.
"Você é patética", ele continuou, sua voz escorrendo superioridade. "Sempre buscando atenção, sempre tentando conseguir simpatia. Você quer que eu elogie sua beleza, Aurora? Quer que eu diga o quão desejável você é?" Ele se aproximou de mim, seus olhos escuros, predatórios. "É disso que se trata essa pequena exibição? Um apelo desesperado por validação masculina?"
Antes que eu pudesse responder, ele se lançou, empurrando-me rudemente para a cama. Gritei quando minha pele queimada raspou no lençol áspero. Lutei, mas ele era muito forte, muito rápido. Ele prendeu meu braço bom acima da minha cabeça, seu peso pressionando-me.
"Não", eu engasguei, uma onda de terror me invadindo. "Por favor, não."
Ele riu, um som frio e sem humor. "Não? Você acha que eu te quero? Acha que isso é sobre desejo?" Seus olhos percorreram meu corpo, as queimaduras, os hematomas, um olhar de profundo nojo em seu rosto. "Feche os olhos, Aurora. Você não vale a pena ser olhada."
Meus olhos se fecharam com força, lágrimas quentes escorrendo por minhas têmporas. Preparei-me para o terror, para a violação. Mas não veio.
Em vez disso, ele me ergueu rudemente sobre o ombro. Meu corpo gritou em protesto, cada queimadura, cada hematoma explodindo de dor. "Para onde você está me levando?" gritei, minha voz rouca de medo.
"Para um lugar de onde você não pode fugir", ele zombou. "Um lugar onde você aprenderá o seu lugar."
Ele me levou para o porão, um espaço escuro e úmido que eu raramente entrava. Meu olhar caiu sobre uma engenhoca de metal no canto, uma estrutura estranha, parecida com uma mesa, com tiras e amarras. Meu sangue gelou. Era vagamente médico, cirúrgico. Ele guardava ferramentas ali, para suas invenções. Meu estômago revirou.
"Caio, por favor", implorei, minha voz falhando. "Me solte. Eu assino qualquer coisa. Eu vou embora, eu prometo. Você nunca mais vai me ver."
Seu aperto se intensificou, cravando em minha carne. "Nunca mais me ver?" Sua voz era um rosnado baixo. "Você acha que é tão fácil? Acha que vou simplesmente deixar você se afastar do império ao qual está legalmente ligada?" Ele me jogou na mesa de metal fria. O impacto enviou um choque de agonia fresca através da minha pele queimada. Ele rapidamente prendeu meus pulsos e tornozelos, me segurando firmemente.
"Caio, pare!" gritei, lutando contra as amarras. Mas meu corpo estava fraco, meus movimentos desajeitados. As queimaduras de ácido pulsavam com uma dor ardente.
Ele ignorou meus apelos. Ele caminhou até um painel na parede, seus dedos pairando sobre uma série de mostradores e alavancas. Meus olhos se arregalaram de horror. Este era um dispositivo que ele havia projetado, um "testador de estresse", como ele o chamava, para seus protótipos de tecnologia. Ele uma vez me mostrou, explicando como poderia simular pressão e desconforto extremos.
Ele se virou para mim, seus olhos frios desprovidos de qualquer emoção humana. "Você é minha esposa, Aurora. Minha esposa de fachada", ele declarou, sua voz assustadoramente calma. "E assim permanecerá. Você nunca irá embora."
Ele acionou um interruptor. Um zumbido baixo encheu a sala. Uma pressão estranha começou a se acumular em volta da minha cintura, uma força fria e constritora. Então, uma dor aguda e penetrante. Era uma pressão que parecia estar esmagando meus órgãos, espremendo a própria vida de mim. Eu não conseguia respirar. Minha visão turvou. Pontos pretos dançaram diante dos meus olhos.
Sangue. Senti um jorro quente, espalhando-se rapidamente debaixo de mim. Meu corpo se debatia, mas as amarras me seguravam firme. A dor estava além de qualquer coisa que eu já havia experimentado. Era uma ruptura interna, um rasgo.
Pouco antes de sucumbir à escuridão, uma imagem distorcida brilhou em minha mente. Não o Caio cruel e frio diante de mim, mas o Caio vibrante e risonho da faculdade. O Caio que me abraçou quando eu estava com medo, sussurrou promessas de para sempre. O Caio que uma vez prometeu me proteger de tudo.
"Heitor", eu engasguei, o nome um sussurro desesperado e fraco em meus lábios.
Caio congelou. Sua mão, ainda no painel de controle, se contraiu. Sua expressão, momentos antes uma máscara de prazer sádico, de repente ficou frouxa. Seus olhos, fixos em minha forma desfalecida, se arregalaram ligeiramente.
*Heitor?* Sua mente ecoou, um pensamento dissonante e desconhecido. *Heitor.* O nome. Estava ligado a um sonho que ele costumava ter. Um sonho de uma praia ensolarada, uma mulher de cabelos longos e escuros rindo, e um homem, uma sombra, chamando-a de minha pombinha enquanto segurava sua mão. O homem no sonho tinha um nome. Heitor.
Suas mãos voaram para os controles, puxando alavancas e girando mostradores freneticamente. O dispositivo zumbiu e depois desligou. A dor esmagadora recuou, deixando-me com uma dor fraca e insuportável.
Ele tropeçou em minha direção, seus olhos arregalados, frenéticos. Ele sacudiu meu ombro, sua voz áspera com uma urgência nova e perturbadora. "Aurora! Aurora, acorde! Quem é Heitor? Como você sabe esse nome? Nós... nós nos conhecíamos antes?"
O mundo permaneceu escuro.