Capa do Romance O Preço do Meu Sacrifício

O Preço do Meu Sacrifício

9.1 / 10.0
Após doar um rim para salvar Isabella, Pedro é traído e deixado para morrer em um hospital. Enquanto sofre uma falha renal fatal, ele assiste, como espírito, sua namorada ignorar seu sacrifício para favorecer o amante, Carlos. A crueldade atinge o ápice quando sua sogra é agredida e difamada pelo vilão. Somente após a morte de Pedro e a quase perda da mãe, Isabella descobre as manipulações de Carlos. Consumida pela culpa e pelo horror de seus atos, ela inicia uma busca por vingança.

O Preço do Meu Sacrifício Capítulo 1

O cheiro de desinfetante no hospital era forte, mas o que me atingia era o frio interno, dos meus órgãos parando.

O médico olhou para mim e depois para Isabella, minha namorada, com uma expressão grave.

"A intoxicação alcoólica aguda causou falha renal. O único rim que ele tem está entrando em colapso."

Isabella, por quem doei um rim há um ano, nem me olhou. Lixava as unhas, entediada.

"E daí? Ele nem aguenta umas bebidas a mais para ajudar o Carlos a fechar um negócio? Pra que serve esse pobretão?"

Eu via tudo, não podia gritar que o rim que falhava era o único que me restava, o outro estava nela.

Minha sogra, Sra. Helena, a única que me amava, entrou correndo, os olhos inchados. Ela implorou a Isabella para assinar os papéis da cirurgia de emergência.

Isabella pegou o documento, riu e o jogou no lixo.

"Deve ser mais um truque sujo dele para me conquistar."

Sra. Helena, desesperada, ajoelhou-se no chão frio, humilhando-se pela minha vida.

Isabella, furiosa, gritou que não se lembrava de me amar, que amava Carlos, e fez os seguranças arrastarem Sra. Helena para fora.

A amnésia dela era uma farsa. Ela me usou como "escudo de bebida" para Carlos, esperando se livrar de mim depois. Mas subestimou minha capacidade de morrer.

Comecei a perder a visão. Minha alma se desprendeu do corpo.

Eu flutuava perto do teto, vendo meu próprio rosto pálido e Isabella mandando mensagem para Carlos.

Relembrei o dia da doação do rim. Eu daria minha vida por ela e, de fato, dei.

Meus sonhos de ser arquiteto, sacrificados.

O médico retornou. "O coração dele está parando. É a última chance."

Isabella disse, com desdém: "Já disse que não. Ele não é nada para mim. Deixem-no em paz."

O médico, chocado, sabia do rim. A história do meu sacrifício era conhecida. Agora, terminava de forma sórdida.

Minha alma era uma testemunha impotente da minha própria morte, orquestrada por ela.

A linha do monitor cardíaco, antes viva, tornou-se reta.

"Hora da morte: 23h42" , disse o médico, desligando o monitor.

Lá fora, Sra. Helena implorava para entrar, para me salvar, mas foi impedida.

"A acompanhante responsável nos deu ordens claras. Não podemos fazer nada."

Ela buscou ajuda administrativa, mas o poder de Isabella e Carlos já havia tomado conta do hospital.

Desesperada, Sra. Helena pegou o celular para chamar a polícia.

Uma sombra surgiu atrás dela. Carlos.

Ele a agrediu violentamente, socando-a e chutando-a, enquanto me difamava, chamando-me de "peso morto" .

Minha alma se contorcia de raiva. Eu era um espectro, incapaz de defender a única pessoa que se importava.

Carlos destruiu o celular dela, quebrando a última chance de ajuda.

Ela cuspiu, ensanguentada: "Você... você é um monstro."

Ele riu, cruel. "Estou apenas limpando a bagunça. O Pedro já era."

Ele a pegou pelos cabelos.

"Ou talvez seja hora de você se juntar a ele."

A ameaça era fria e mortal. Ele silenciaria qualquer um que chorasse por mim.

Ele ligou para Isabella. "Sua mãe ficou completamente louca! Ela me atacou!"

Vi Carlos arranhando a própria cara, sem soltar Sra. Helena.

Isabella, impaciente, ouviu os murmúrios de sua mãe, a acusando.

Carlos aumentou a pressão sobre Sra. Helena, que gemeu.

Isabella, convencida de que ela enlouquecera, se apressou.

Carlos escondeu Sra. Helena machucada sob um lençol.

Isabella mandou tirar o lençol, desconfiada de um bracelete.

Carlos inventou uma mentira grotesca: Sra. Helena tentava roubar joias de mim e caiu da escada.

Isabella acreditou na farsa, e sua dúvida virou fúria.

Ela chutou o amontoado sob o lençol. Um osso quebrou.

"Sua ladra! Sua desgraça! Você é nojenta, mãe!"

Minha alma gritava. A mulher que a criou estava sendo tratada como um animal.

Carlos a arrastou como lixo, mas Sra. Helena esticou a mão em um último e desesperado ato de amor.

Isabella voltou ao meu quarto. O cheiro de morte começava.

"Pedro? Pare de brincar."

Ela me tocou. Frio. Pânico.

"Não era pra ser assim. Eu só queria... eu não queria isso."

Em puro desespero, ela se esbofeteou.

"O que eu fiz? O que eu fiz?"

O arrependimento, tardio, era palpável.

Mas um médico de Carlos entrou, sorrindo.

"Morto? Não, ele é um ator. Ele diminui os batimentos. Maquiagem ajuda. Ele planejou tudo isso para você sentir culpa e voltar pra ele."

A mentira, elaborada, extinguiu a centelha de humanidade em Isabella, substituindo-a por fúria.

"Aquele... desgraçado! Ele se atreve a me enganar desse jeito?"

Ela trancou a porta. "Não deixe ninguém entrar. Ninguém."

Uma enfermeira correu. "Sra. Helena está em estado gravíssimo. Múltiplas fraturas, hemorragia interna. Não parece bom."

Isabella franziu a testa. "Minha mãe é uma ótima atriz, assim como o Pedro. Deve estar fingindo."

O celular de Isabella tocou. Carlos, fingindo estar doente.

"Oh, meu amor! Onde você está? Estou indo para aí agora mesmo!"

Ela correu, sem olhar para trás.

Minha alma, pesada, encontrou Sra. Helena jogada em uma maca, esquecida.

"Me perdoe. Tudo isso é minha culpa."

Isabella chegou ao apartamento de Carlos, que gemia dramaticamente.

Um médico particular, pago por Carlos, diagnosticou um "resfriado forte" .

Carlos, mestre da manipulação, pediu Isabella em casamento.

Ela hesitou: "Eu ainda sou casada com o Pedro."

"Então nos livramos do papel. Ele já te traiu."

Isabella ligou para o advogado, pedindo o divórcio, transformando meu fim em tortura psicológica.

Isabella voltou ao meu quarto com os papéis do divórcio.

"Acabou a peça, Pedro. Quero o divórcio."

Ela me chutou, sacudiu, jogou água no meu rosto. Nada.

O copo caiu. A negação dela se quebrou.

Ela buscou um pulso. Nada. Pressionou o ouvido no meu peito. Nada.

"Não... não. NÃO!"

Um grito gutural. Ela caiu, olhando meu corpo.

Ele não estava fingindo. Ele estava morto.

E a culpa era dela.

"Fui eu. Eu te matei."

Ela se arrastou até a cama.

"Seu rim… você me deu seu rim… e eu te matei."

A verdade e a culpa a esmagaram.

"Minha mãe..."

Ela correu para a emergência. Sra. Helena estava entubada, cercada por monitores perigosos.

"As lesões internas são graves. A fratura perfurou um pulmão. Estamos perdendo-a."

Pânico genuíno. "SALVEM-NA! Não me importo com o custo!"

Enquanto Sra. Helena era levada à cirurgia, Isabella tremeu. Se o médico de Carlos mentiu sobre mim, Carlos...

"A queda... Não foi uma queda."

Uma nova fúria. Ela marchou para a sala de segurança.

"Mostre-me as gravações do corredor da emergência de ontem à noite."

Ela viu Carlos agredir Sra. Helena. Viu Carlos mentindo para ela. E viu, com horror, ela mesma desferindo o chute final.

O mundo de Isabella desmoronou. Ela era parte da crueldade.

Suas mãos cerraram.

"Carlos..." Ela sibilar o nome dele, e não havia amor, apenas a promessa de uma retribuição terrível.

Continuar lendo

O Preço do Meu Sacrifício de Conteúdo

Ch. 1 Ch. 2 Ch. 3
Ch. 4
Ch. 5
Ch. 6
Ch. 7
Ch. 8
Ch. 9
Ch. 10
Ch. 11
all

Você pode gostar

Novos lançamentos de romances

Capa do Romance A Noiva dos Gêmeos da Máfia
8.2
"Você nunca deveria ter acordado na minha cama... mas agora você me pertence." O mundo de Lila Smith desmoronou na noite em que sua irmã a drogou para roubar seu noivo. Em vez disso, ela acordou nua na cama de Dominic Valencia, o chefe da máfia mais temido e perigoso da Costa Leste. Uma noite escandalosa arruinou sua vida. Desesperada para sobreviver ao escândalo, ela assina um contrato brutal: tornar-se esposa de contrato de Dominic e abrir as pernas para ele todas as noites até lhe dar um herdeiro. O que começa como terror lentamente se transforma em atração proibida. Dominic é às vezes brutal, às vezes perigosamente gentil. Mas uma noite, Lila descobre uma verdade chocante: ela não havia dormido apenas com um homem. Ela havia dormido com dois. Dominic tem um irmão gêmeo idêntico, chamado Dante. Ambos igualmente implacáveis, igualmente possessivos, e ambos os irmãos agora a reivindicam como sua. Nenhum deles está disposto a deixá-la ir. Presa entre dois machos alfa idênticos que se parecem, mas a tocam de maneiras diferentes. Todas as noites eles se revezam. Todas as noites seu corpo a trai. E todas as noites a linha entre o medo e o desejo pelo toque deles se torna tênue. Lila é arrastada para um mundo perigoso de poder, obsessão, desejo e traição. Em um mundo onde o amor é fraqueza e a posse é lei, uma pergunta decidirá tudo: Ela conseguirá sobreviver sendo propriedade de ambos... ou os gêmeos se destruirão tentando mantê-la?
Capa do Romance Atraída pelo CEO
9.3
Após se formar, Suzanne conquista o cargo de secretária executiva no prestigiado Grupo Hunter, gigante do setor imobiliário na Califórnia. Ao iniciar no emprego dos sonhos, ela é dominada por uma atração avassaladora pelo seu novo chefe. No entanto, o CEO é um homem viúvo, marcado pelo luto e decidido a fechar seu coração para o amor. Diante de tamanha frieza e resistência, Suzanne enfrentará o desafio de tentar curar as feridas emocionais desse poderoso empresário.
Capa do Romance Forçada a Te amar.
8.2
Lilian leva uma vida modesta no campo, mas o agravamento da saúde de sua mãe a coloca em desespero. Sem recursos para o tratamento médico, ela abandona a fazenda rumo à cidade grande, disposta a trabalhar incansavelmente para custear o hospital. Em meio à sua luta pela sobrevivência, o destino a coloca no caminho de Yuri, um jovem bilionário cuja presença transformará sua realidade de forma irreversível. Um encontro inesperado que mudará tudo em sua jornada.
Capa do Romance O motorista da CEO arrogante
9.1
A vida de Pablo tornou-se uma sucessão de tragédias insuportáveis. Após sofrer perdas dolorosas de entes queridos, ele se vê desempregado e enfrentando uma miséria absoluta, sem qualquer recurso financeiro para sobreviver. Diante do desespero e da falta de alternativas, ele encontra uma única oportunidade de recomeço: aceitar o cargo de motorista particular de uma CEO prepotente. Agora, ele precisará lidar com a arrogância da patroa para tentar reconstruir seu destino.
Capa do Romance Pecadora
9.4
Eu ri, deitada ao lado da minha irmã, ambas apertadas na minha cama de solteiro, como costumávamos fazer nas manhãs de domingo. Era engraçado como Rebeca sempre me fazia sentir livre e solta como normalmente eu não era. Eu sempre tinha sido tímida e quieta; ela, extrovertida e espalhafatosa. - Você​ri?​-​Ela​me​empurrou​com​o​ombro, pressionando-me contra a parede. Empurrei-a de volta, e ela quase caiu. Gargalhamos. Então ela envolveu minha cintura com um braço e ergueu o rosto, olhando para mim e dizendo, inesperadamente: - Estou grávida. Gelei, muda. Virei minha cabeça sobre o travesseiro e busquei os olhos dela, pensando ser mais uma brincadeira. Mas ela estava séria. Deixou a cabeça cair no meu travesseiro e ficamos nos encarando. Senti medo por ela. Minha irmã é quase dois anos mais velha do que eu, mas ainda assim tinha só dezoito anos. Ameacei chorar, mas me segurei. Murmurei, angustiada: - Meu Deus... - Deus não tem nada a ver com isso, Isabel. Ou talvez tenha... - Ela deu de ombros. - Você vai ser titia. - Rebeca, você sabe que isso vai ser uma tragédia aqui em casa. - Eu me ergui e me sentei, tensa. - Papai e mamãe... - Vão querer me matar. Ou melhor, me casar - brincou ela, de novo. Ela se sentou também, passando a mão pelo cabelo curto, na altura do pescoço, em cachos desconexos. Era totalmente diferente do meu, que passava da cintura, como fora o dela um dia, antes de se revoltar e cortar tudo, episódio que quase lhe custara uma surra do nosso pai. - Casar com quem? Quem é o pai do bebê? - Como vou saber, Isa? - debochou ela. - Pode ser qualquer um dos dez ou vinte com quem transei nos últimos tempos. - Ah, Rebeca! - Segurei suas mãos, nervosa. Não concordava com muitas das loucuras dela, mas, no fundo, eu a entendia. E me preocupava, por sua causa e por nossos pais. - Você faz isso só para confrontar os dois! - Faço porque quero! Sou livre! Sou maior de idade e trabalho. Vou contar a eles sobre a gravidez, alugar um quarto e sair daqui. Vou me livrar dessa loucura toda! - Não é loucura. - Tentei justificar. - Papai é pastor e... - Loucura! - repetiu, irritada. - Opressão! É isso o que ele faz com essa igreja que ele criou. Isso não é religião, Isabel. Deus não é essa infelicidade toda que somos obrigadas a suportar. Conheço muita, muita gente cristã que está longe de viver oprimida como nós. Uma parte de mim pensava como ela. Mas, criada desde pequena de maneira rígida, eu tinha medo daqueles pensamentos. Temia também pela salvação da minha irmã, que eu amava mais do que tudo. - Escute... - Coloquei a mão em seu rosto, com carinho e preocupação. - Não precisa dessa revolta toda. Você se machuca e magoa nossos pais, Rebeca. Pode falar o que quiser sem... - Falar o que quero? Desde quando? Não me faça rir, Isa! - Ela suspirou, mas não se afastou. - Sabe que eles não aceitam! É aquela religião maldita deles. - Não diga isso - briguei com ela. - É a nossa religião!
Capa do Romance Plano de Sofia
8.8
Durante um jantar comum, o mundo de Sofia desmorona quando seu noivo, Pedro, confessa que engravidou a própria chefe. O choque se torna indignação quando ele revela um plano sórdido: usar o bebê para subir na empresa, alegando agir pelo futuro do casal. Diante da traição e da arrogância dele, a dor de Sofia se transmuta em uma fúria gelada. Sem hesitar, ela expulsa o traidor de seu apartamento e de sua vida, pronta para provar o erro fatal que ele cometeu ao subestimá-la.

Dramas Curtos Populares

Capítulos
Leia agora
Compartilhar
Minishorts Logo
Leia web novels, ficção online e histórias românticas em alta no MiniShorts. Descubra romances de bilionários, fantasia de lobisomens, drama e novelas de fantasia, além de conteúdos selecionados de dramas curtos inspirados nas tendências de narrativa mais populares.
MiniShorts YouTube
PRODUTOS E SERVIÇOS
Sobre nós
support@minishorts.com
©2026 MiniShorts Todos os direitos reservados. CHASINGTOP HK LIMITED