A hierarquia. O peso opressor nos meus ombros. Desde a minha infância, esse fardo me traumatiza. Saber que sou o único destinado a ocupar a cadeira do meu pai pode ser profundamente frustrante. Isso não me permite ter expectativas ou chances de sonhar.
Quem teria tempo para sonhar com tantas empresas para administrar? É por isso que, desde cedo, fui moldado pelos punhos de ferro do meu pai para assumir o seu cargo.
Cresci em um ambiente onde a pressão e as expectativas eram constantes. Ouvia o Sr. Fox falar sobre o legado da nossa família, sobre a importância de manter a empresa funcionando com eficiência e sucesso. Ele via em mim a continuidade dessa linhagem de liderança, e eu, por minha vez, internalizei essa responsabilidade como uma verdade incontestável.
A cada passo que eu dava, sentia o peso da hierarquia sobre mim. A pressão para corresponder às expectativas era avassaladora. Os sonhos que poderiam ter florescido no meu coração foram sufocados pela necessidade de me adequar a um papel pré-determinado.
O meu pai me ensinou a dureza dos negócios desde muito cedo. Ele me exigia dedicação extrema, perfeccionismo implacável e uma sede insaciável por conhecimento e aprendizado. O caminho para a cadeira do poder era íngreme e impiedoso, e eu tinha que demonstrar a minha capacidade de lidar com os desafios.
Os anos se passaram, e eu me tornei um produto desse sistema de crenças. Tornei-me um líder frio e implacável, cuja única ambição era manter a empresa no topo. As emoções foram sufocadas, substituídas por estratégias e decisões calculadas. A competitividade estava no cerne do meu ser, e eu me esforçava para superar todos os obstáculos que se interpunham no meu caminho.
Mas, em meio a toda essa pressão e rigidez, uma parte de mim se perguntava se haveria algo mais além da hierarquia, algo mais autêntico e significativo.
Um desejo profundo de encontrar o meu próprio propósito e paixão, longe das amarras do destino preestabelecido.
Contudo sabia que esta realidade estava distante, e precisava ficar sufocado, não poderia deixar o legado de anos para trás. O meu pai jamais me perdoaria.
Olho pela janela e vejo a chuva caindo na Austrália. Comando as quatro empresas deixadas por meu pai, enquanto a quinta é administrada por minha mãe, a única coisa que ela manteve após o divórcio.
Apesar das discordâncias entre os meus pais, sei que ela é capaz de lidar bem com os negócios. Meu pai sempre teve dificuldade em aceitar a sua partida, mas não posso julgá-lo sem antes ter perdoado a ambos. Na época, eu era apenas um menino que precisava de uma mãe presente.
No entanto, prefiro deixar essas memórias do passado para trás e aproveitar o que me resta. Mesmo com uma vida agitada e repleta de belas mulheres ao meu redor, preciso viajar semanalmente entre países para supervisionar o andamento das empresas. É uma rotina exigente, mas necessária para garantir o sucesso dos empreendimentos.
Apesar de todo o luxo e conforto que acompanham a minha posição, às vezes me pego pensando se essa vida é realmente o que desejo. A solidão que acompanha o sucesso muitas vezes se torna esmagadora, e uma sensação de vazio pode surgir em momentos de uma reflexão, sobre como levo a minha vida, será que é somente isso que o dinheiro pode proporcionar?
Sinto que erramos a muitos anos atrás, e perdemos a maneira certa de viver.
Eu não gostava de sair da minha zona de conforto e nem de mudar a minha rotina. Eu era um homem sistemático e organizado, não tinha tempo para contratempos. Mas a minha mãe precisava de férias, segundo ela, e não tinha nada que eu pudesse fazer, além de cobrir as suas férias, pois não tinha um irmão para sustentar essa carga. Meu pai tinha os seus plenos 60 anos, um homem rígido que comandava as suas empresas com mãos de ferro.
Mesmo agora que sou o CEO, era nítido as suas intromissões em todo acordo que eu fechava. Ele nunca de fato se aposentou, sempre metendo o bedelho, e esse era um dos motivos que eu havia aceitado vir tomar conta da empresa da minha mãe, na Austrália, mesmo que fosse por pouco tempo, seria bom respirar longe dele.
— Sr. Giovanni, chegamos. — avisa o motorista da minha mãe.
— Ok, obrigado. — respondo rapidamente, sem ter tempo para ouvir a resposta, pois um dos seguranças abre a porta do esportivo.
Subo as escadas do edifício da empresa da minha mãe e logo na entrada percebo o quanto ela deixa os funcionários à vontade. Risadas e o aroma do café circulam enquanto passo pela recepção principal. No elevador, ouço conversas sutis e disfarçadas. Não sei se essas pessoas sabem que sou filho da dona ou se simplesmente me acharam atraente. Mas como não me importo com isso, sigo em frente até o andar da presidência.
As portas se abrem, revelando um corredor impecavelmente decorado. Quadros elegantes adornam as paredes, retratando momentos importantes da história da empresa. A cada passo, sinto o peso da responsabilidade que herdei e a pressão de manter o legado da minha mãe, tanto quanto o do meu pai.
Chego à porta da sala da presidência, feita de madeira escura e com uma placa de metal polido indicando o nome da minha mãe. Respiro fundo antes de abrir a porta e entrar no espaço que era o centro de poder da empresa. A sala é espaçosa e bem iluminada, com uma vista impressionante da cidade através das janelas amplas.
A decoração reflete o estilo sofisticado de Rosa com móveis elegantes e uma grande mesa de mogno no centro da sala. Ao redor da mesa, cadeiras de couro aguardam a próxima reunião.
O meu olhar percorre a sala, encontrando fotografias familiares emolduradas em prateleiras. Lembro-me dos momentos felizes que compartilhamos juntos, foram poucos nas minhas lembranças, mas ela parece guardar muitos aqui.
Sento-me na cadeira de couro atrás da mesa, colocando as minhas mãos sobre ela, sentindo a solidez que ela representa. Olho para a imponente cadeira do presidente, vazia agora, mas que em breve seria ocupada por mim.
Respiro profundamente mais uma vez, preparando-me mentalmente para as responsabilidades que me aguardam.
Cheguei cedo à empresa naquele dia, sabendo que ela logo chegaria. Avisei-a de que viria diretamente do aeroporto, e os poucos minutos de silêncio que se seguiram foram interrompidos pela entrada da minha mãe na sala. A mesma cena se repetia sempre, despertando a dor e a saudade no meu peito. A mágoa por ter sido criado por um pai tirano e mágoa dela por ter me abandonado estavam presentes, mas a saudade também se fazia presente, lembrando-me dos poucos momentos que passamos juntos.
Cumprimentei Rosa, minha mãe, enquanto a indiferença transbordava no meu ser. Eu não queria que ela percebesse o quanto estava feliz em vê-la; eu queria que sentisse a minha indiferença, assim como fez ao me abandonar. Aproximei-me dela, tentando manter uma expressão neutra no rosto.
— Oi, mãe.
— Oi, Filho, Como foi a viagem? — A sua voz acolhedora soou ao responder. Ela não me abraça, esses contatos foram interrompidos á muitos anos, por mim.
— A viagem foi tranquila, obrigado.
— Estou feliz em te ver.
Era exatamente o tipo de resposta que eu esperava, uma demonstração de afeto que me deixava confuso. Por um momento, a guarda que ergui para proteger o meu coração começou a enfraquecer, mas eu rapidamente a fortaleci.
Não permitiria que ela visse a minha vulnerabilidade. Queria que ela sentisse o vazio que me consumia desde o seu abandono.
— Que bom. — respondi automaticamente, tentando ocultar qualquer traço de emoção. — Precisamos discutir alguns assuntos relacionados à empresa. Podemos conversar mais tarde?
Ela assentiu, compreendendo a frieza nas minhas palavras. Não sabia o quanto me afetava, ou talvez simplesmente não se importasse. Aquilo só reforçava a imagem de uma mãe indiferente que eu havia construído na minha mente.
A saudade apertava cada vez mais o meu peito, mas eu precisava me manter firme. Era a única forma que eu conhecia para lidar com a dor que ela havia me causado.
Consciente da minha postura rígida, continuei a conversa sobre assuntos profissionais, desviando o foco do que realmente importava: a reconciliação com a minha mãe.
Tínhamos uma reunião marcada para o primeiro horário do dia, mas teríamos que atrasar por conta da assistente pessoal da minha mãe. Embora Rosa fosse muito boa para os outros, a sua bondade nunca havia chegado até mim, e o atraso da sua assistente já havia feito com que ela perdesse todos os poucos pontos que teria comigo.
Continuamos a conversar, mas fui interrompido quando a porta se abriu, revelando uma miniatura de mulher em roupas sociais. O seu vestido chamativo acentuava as suas pernas volumosas para o seu tamanho, e o seu cabelo caía sobre os seus ombros de maneira charmosa. Não era um corte Chanel tão chique, mas ainda assim era atraente.
Os meus olhos se fixaram na sua boca carnuda, pintada de vermelho, e me perdi ainda mais nos seus olhos verdes.
Eu não conseguia desviar o olhar dela, sentindo a minha atenção ser atraída cada vez mais para ela enquanto se aproximava. De repente, me senti um pouco sem graça por estar tão distraído por sua aparência, mas não conseguia evitar.
Enquanto a miniatura de mulher se aproximava, eu senti o meu coração acelerar um pouco. Eu não conseguia entender o porquê, pois normalmente não me sentia tão abalado por uma simples presença feminina. Talvez fosse o fato de ela ser tão confiante e segura de si, ou talvez fosse apenas a maneira como se vestia e se movia.
Os meus olhos imediatamente se fixaram nos dela. Eram olhos verdes, como os meus, mas tinham uma intensidade e vivacidade que eu nunca havia visto antes. Eles brilhavam com uma luz que eu não emanava, uma alegria contagiante que me fez sentir como se pudesse sorrir, se estivesse em um ambiente diferente, apenas olhando para ela.
Eu continuei olhando, hipnotizado pela beleza de seus olhos. Eles eram cristalinos, verdes como esmeraldas, e pareciam brilhar com uma vida própria. Me senti atraído para eles, como se pudesse perder-me na sua profundidade sem fim. Eles eram tão diferentes dos meus próprios olhos verdes, que eram frios e calculistas, sem vida.
Dona Rosa me levou até seu filho, Giovanni, ainda na sala de reuniões. Quando chegamos, ela me apresentou:
— Giovanni, essa é a Clarice, sua nova assistente. Ela é muito talentosa e tenho certeza de que vai ajudá-lo muito durante o período em que eu estiver fora.
Eu estendi a mão para cumprimentá-lo, mas ele não correspondeu. Eu me senti um pouco constrangida, mas tentei manter a compostura. Dona Rosa olhou para ele, um pouco preocupada.
— Giovanni, você não vai cumprimentar nossa convidada?
Ele olhou para mim, mas não disse nada. Eu me senti um pouco desconfortável, mas tentei sorrir e manter a conversa, os seus olhos verdes eram acusadores, e me traziam certo desconforto, não emoldurava á sua beleza, era algo que não batia.
— É um prazer conhece-lô. — Tento soar gentil.
Giovanni finalmente respondeu, com um tom um pouco frio.
— Bem, espero que você esteja à altura das minhas expectativas. — ele disse, quase como um desafio.
Eu engoli em seco, mas tentei manter a calma.
— Vou fazer o meu melhor, Giovanni. Estou aqui para ajudar e aprender. — respondi, sendo repreendida pelo mesmo.
— Senhor, não temos intimidade, é minha mãe que costuma dar corda para funcionários. - ele disse, de forma ríspida, os seus olhos verdes traziam magoas, mas sei que não eram direcionados para mim.
Dona Rosa olhou para nós com um olhar preocupado, sabendo que o seu filho não era o mais fácil de lidar.
— Como quiser, senhor Giovanni. — Tudo bem, eu sei que era apenas uma funcionaria, por mais que tomasse chá na casa da nossa CEO, ou ela jantasse muitas vezes em nosso apartamento, eu precisava me comportar perto do seu filho, tendo ciência de quem ele era.
— Bom, agora que vocês se conheceram, espero que possam trabalhar juntos e manter a empresa funcionando bem enquanto eu estiver fora. — Dona Rosa disse, tentando aliviar a tensão.
Eu assenti, sabendo que teríamos que encontrar uma maneira de trabalhar juntos, mesmo que Giovanni não fosse o mais simpático. Mas eu estava determinada a fazer o meu trabalho e ajudar a empresa a ter sucesso durante o período de ausência de Dona Rosa.
A reunião de empresa começou com Giovanni liderando a discussão, dona Rosa preferiu ir para a sua sala particular da presidencia, ela deu a desculpa de estar com dor de cabeça, mas eu sabia que já era o efeito dos seus remédios fortes.
Na reunião, Giovanni, parecia não estar interessado em ouvir as opiniões dos outros funcionários e estava focado em apresentar suas próprias ideias. Eu levantei a mão e pedi a palavra, mas ele parecia não querer me ouvir.
— Com licença, Senhor Giovanni. — eu disse, tentando chamar a sua atenção. — Eu gostaria de apresentar os pontos que Dona Rosa pediu para discutirmos.
Giovanni suspirou e olhou para mim com impaciência, o seu verde transbordava autoridade, como se somente ele tivesse permissão de falar.
— O que é, Clarice? Estou ocupado apresentando as minhas ideias.
— Eu sei que você está ocupado, Sr. Giovanni. — eu respondi, mantendo minha compostura, nós iríamos trabalhar juntos, queira ele ou não, nem que para isso eu precisasse lembra-lo que a empresa era da mãe dele, e não dele. — Mas esses pontos são importantes e precisamos discuti-los. — Completei, tendo a atenção dos demais investidores.
Ele parecia relutante em discutir esses assuntos e estava mais interessado em falar sobre as suas próprias ideias e planos, o que me frustrou um pouco. Mas eu não desisti.
— Sr .Giovanni, por favor. — eu implorei, quase chamando ele pelo primeiro nome, seria muita ousadia, mas Dona Rosa já havia falado tanto dele, que me sentia intima, ok, nem tanto. — Esses pontos são cruciais para a empresa e precisam ser discutidos. Podemos falar sobre as suas ideias depois. — Mesmo ele sendo filho da CEO, não estava na empresa assim como eu, todos os dias, ao menos não aqui.
Ele parecia contrariado, mas lentamente começou a ceder.
— Tudo bem, Clarice. Vamos discutir esses pontos primeiro e depois podemos falar sobre minhas ideias. — Pela minha insistência ele cedeu, mas as suas íris verde dizia que o projeto de CEO não estava contente com o meu direito de voz.
Durante a reunião, eu mostrei a minha determinação em cumprir o meu papel como assistente de Dona Rosa. Eu apresentei os pontos importantes que precisavam ser discutidos e tentei manter a discussão focada e produtiva, mesmo com as interrupções de Giovanni.
No final, a reunião foi bem-sucedida e os pontos importantes foram discutidos e resolvidos. Eu sabia que havia uma barreira entre mim e Giovanni, mas eu estava determinada a trabalhar com ele e ajudar a empresa a ter sucesso, mesmo que isso significasse enfrentar o seu mau humor e ser mais assertiva nas minhas opiniões, pois o seu olhar deixava claro que ele não facilitaria as coisas.
Depois de sair da reunião com Giovanni, eu respirei fundo e tentei relaxar. Era nitidamente claro que ele nasceu para isso, comandava tão bem a reunião que parecia que tinha sido feita para ele.
Confesso que nunca tinha visto nenhum daqueles empresários de idade falando tão bem quanto o jovem de 34 anos. Mas eu sabia que havia algo por trás daquela fachada de confiança e liderança.
Eu sabia muitas coisas sobre Giovanni, na verdade.
Mas mesmo com tudo isso em mente, eu ainda tinha esperanças de que pudéssemos trabalhar juntos e fazer a empresa prosperar. Eu sabia que seria uma tarefa difícil, mas eu nunca fugi de um desafio e estava determinada a fazer o que fosse preciso para ajudar a empresa e Dona Rosa.
No entanto, eu não podia negar que havia uma barreira de gelo em volta de Giovanni. Ele era um homem difícil de se comunicar e parecia não querer se conectar com ninguém.
Eu voltei para minha sala e encontrei Debora esperando por mim. Ela segurava uma garrafa de água e parecia estar pronta para conversar.
— E aí, Clarice, como foi a reunião com o Sr. Giovanni? — ela perguntou.
— Ah, amiga, ele é um ogro arrogante e prepotente.— eu respondi, revirando os olhos. — Ele se acha o dono da razão e não parece estar interessado em ouvir as opiniões dos outros.
Débora riu.
— Não é assim tão ruim, Clarice. Ele pode ser um pouco difícil, mas você viu que ele é bom no que faz.
— Não importa o quão bom ele seja, ele ainda é um ogro. — eu respondi, cruzando os braços. — E aqueles olhos verdes penetrantes? É como se ele pudesse ver através de mim.
Debora riu novamente.
— Ai, Clarice, você está sendo dramática. E olha só para você, falando sobre os olhos dele e tudo mais. Você está claramente interessada nele.
— Eu não estou interessada nele, Debora! — eu protestei, sentindo meu rosto corar. — Eu estou apenas observando como ele age e tentando entender como podemos trabalhar juntos nas próximas semanas.
Debora riu mais uma vez, provocando-me com uma risadinha.
— Tudo bem, tudo bem, eu acredito em você. Mas não negue que ele é um cara bonito. Ele tem um porte físico impressionante.
Eu bufei, irritada.
— Debora, por favor, pare de falar sobre isso. Precisamos nos concentrar no trabalho e ajudar Dona Rosa a fazer a empresa crescer.
Debora riu mais uma vez, mas finalmente concordou em se concentrar no trabalho. Nós continuamos a conversar por mais alguns minutos, discutindo as nossas tarefas e projetos, mas eu ainda me lembrava do olhar penetrante de Giovanni e me perguntava como seria trabalhar com ele no futuro.
Na empresa de Dona Rosa, nós fabricamos tecidos finos para a alta costura. É um processo longo e trabalhoso, mas o resultado é incrível. Os tecidos são usados por estilistas renomados em todo o mundo, que fazem detalhes em cada peça para criar obras-primas exclusivas.
O processo começa com a escolha dos fios mais finos e nobres, que são tecidos em teares especiais. Cada tecido é inspecionado minuciosamente para garantir a melhor qualidade possível.
Depois disso, é feita o tingimento, que é uma arte em si mesma. As cores são escolhidas cuidadosamente e misturadas com precisão para criar a tonalidade exata que o estilista deseja.
Depois de tingidos, os tecidos são cortados e costurados para criar as peças finais. Os estilistas trabalham com cada detalhe, usando técnicas tradicionais e inovadoras para criar uma peça única e deslumbrante. É um processo caro e exclusivo, mas a beleza e a qualidade dos tecidos finos para a alta costura fazem valer a pena.
Durante a tarde, eu não pude tomar meu chá com Dona Rosa, já que ela havia se ausentado e seu filho, Giovanni, ocupava sua sala. Eu vi minha amiga Debora levando café e conduzindo os clientes até a sala de Giovanni. Alguns clientes mais importantes faziam questão de vir até a nossa empresa e ver os tecidos finos de perto.
No entanto, quando eu entrei na sala de Giovanni para entregar alguns documentos, ele me ignorou completamente e continuou falando com os clientes.
Enquanto eu observava Giovanni lidando com os futuros clientes, eu não pude deixar de notar como ele parecia confiante e seguro de si, mas também um pouco arrogante.
Eu me perguntei como seria trabalhar com Giovanni no futuro e como poderíamos nos entender, já que tínhamos personalidades tão diferentes.
Mas eu sabia que o trabalho precisava continuar e que Dona Rosa contava conosco para manter a empresa funcionando.
Eu me concentrei em minhas tarefas e fiz o meu melhor para ajudar, mesmo com a presença de Giovanni e sua atitude fria e distante durante todo o dia.