Capítulo 2

Pov Eduardo

―Está tudo pronto?

―Sim senhor, as rosas estão na camionete, como o senhor pediu,

―Okay obrigado, pode sair Sebastian.

―Licença Patrão.

...

―Querido...

―Mãe por favor, não me venha com isso de novo.

―Filho pare com isso por favor. Essa vingança não faz sentido algum,é ridículo.

―Eu jurei destruí-los, um por um e é o que vou fazer

―Essa vingança não é sua meu amor, quem deveria vingar, já não existe mais,

―A partir do momento que jurei no túmulo de meu pai, essa vingança passou a ser minha.

―Ele não pediu para que você o fizesse Eduardo.

Seu pai queria que você fosse feliz, assim como ele foi. Apesar do que ele passou na infância, ele conseguiu seguir adiante e ser feliz enquanto viveu. Esse ódio em seu coração vai destruí-lo, e me destruir também, pois eu não suporto vê-lo assim, desperdiçando sua vida dessa forma tramando vingança pelos cantos dessa casa.

―Eu vou ficar bem dona Inês, não se preocupe comigo. Não faço isso só por meu pai, que desde criança sofreu com tudo que aconteceu. Um homem que foi o maior exemplo de ser humano pra mim. Sempre honrado e bondoso. Mas aquela família maldita o fez sofrer muito, por diversas vezes eu o vi chorar ao se lembrar de seu pai, meu avô, ou ter pesadelos madrugadas a fora com tudo que aconteceu, e além do mais, não foi só isso que eles fizeram a nossa família, a senhora bem sabe disso.

―Você não tem provas disso querido,

―Não tenho, mas um dia eu vou provar.

―Está bem! Eu não vou falar mais nada. Não tocarei mais nesse assunto, mas não me peça para te ajudar me ouviu? Não vou compactuar com isso, com esse absurdo. Eu amava seu pai mas nunca seria capaz de machucar alguém por vingança... Com licença, eu vou me retirar, esse assunto até atacou minha enxaqueca, não aguento mais discutir com você sobre isso.

Suspiro fundo cruzando os braços enquanto minha mãe sai desapontada por não conseguir me convencer do contrário. Ela me deixa sozinho em meus pensamentos que estão agitados com a aproximada do que irá ocorrer.

Meu primeiro passo será dado hoje.

Desde que minha família veio para essa cidade, não tiveram paz. Meu pai desde menino sofreu muito, até mesmo parou de frequentar a escola devido as perseguições que sofria, assim como eu, que também tive que parar de frequentar as aulas. Conclui meus estudos em casa com minha mãe que foi professora no Brasil. Eu sofria muito principalmente na mão dos Williams que me apelidavam de diversos nomes. Ficamos isolados de todos para não sofrermos mais.

As histórias que meu pai contava, eram absurdas, revoltantes.

Meu pai lutou muito para conseguirmos tudo que temos hoje. Meu avô morreu ainda jovem, foi assassinado em um "assalto" , pelo menos é o que todos acham.

Ele deixou assim minha vó e meu pai com apenas 10 anos sozinho no mundo. Depois de alguns dias minha avó se suicidou. Meu pai era apenas um menino quando a encontrou morta no quarto.Ele então ficou sem seus pais, foi criado pelos tios. Lutou, batalhou e fez tudo isso aqui crescer mesmo com tão pouco estudo. Conheceu minha mãe e se casaram, e hoje eu lidero nossa empresa, que é a maior do país, no ramo de plantas ornamentais, flores e decorações. Possuímos floriculturas e plantações espalhados pelo mundo afora.É muito difícil vir de outro país com poucos tostões no bolso e começar do zero em um lugar com tão pouca oportunidade, com pessoas racistas e preconceituosas.

Mas vencemos e hoje eu estou pronto para começar a destruir todos aqueles que um dia nos pisaram.

...

Desço as escadas da mansão e me dirijo a minha camionete. Minha mãe está no jardim,suspira fundo baixando seu olhar fazendo sinal negativo com a cabeça.

―Vamos Sebastian! digo a ele que assente com o olhar. Entramos na camionete e partimos.

...

Chegamos na cidade um pouco atrasados, o festival já havia começado a alguns minutos. Mas essa era minha intenção chegar quando toda cidade estivesse reunida.

Caminhamos lentamente até o festival e sem ao menos perceber estou parado próximo a uma banca de flores logo na entrada da cidade observando uma bela jovem com seus belos cabelos castanhos soltos apenas com um flor vermelha presa próxima a orelha, pele bronzeada,

usando um vestido tipo cigana rosa, deixando seu ombro à mostra com um sorriso doce e encantador.

Sinto um frio na barriga ao observá-la, um suspiro sai lentamente e lembranças de Catarina passam em minha mente,pois nunca mais olhei para mulher alguma desde que ela se foi com nosso filho.

Mas esse moça...me fez sentir algo que a muito tempo eu não sentia.

Quando penso em me aproximar, vejo um cara chegar perto e abraçar sua cintura fina,depositando um beijo em seu ombro nu. Sinto algo estranho tomar conta de mim ao assistir tal cena que percebo fechar meu punho fortemente e sou despertado por Sebastian.

―Senhor é por aqui, já está tudo pronto. Já coloquei a sua rosa na posição que me indicaram. Ouço dizer que é a mais linda de todas. As pessoas estão encantadas. Nunca viram nada igual,todos perguntam de quem é essa rosa.

Um sorriso escárnio brota em meu rosto

―Perfeito! digo

Sebastian está só a alguns dias aqui trabalhando comigo. Ele trabalha em uma das minhas empresas na Inglaterra, mas como eu precisava de alguém para me representar no festival no primeiro momento, alguém que ninguém conhecesse por aqui,então eu o trouxe para passar um tempo por essa região. Quem não gostou muito foi Joaquim, meu homem de confiança,um amigo por assim dizer. Mas já está tudo resolvido entre nós.

Nos encaminhamos até o festival, as pessoas nos observam tentando decifrar quem somos. Escuto sussurros a minha volta mas não me importo com isso,só quero vencer esse festival e derrotar os Williams, afundando eles na falência de uma vez por todas.

O patriarca dessa família anda se envolvendo em dívidas imensas,ao qual eu o ajudei a fazer. Perdeu suas terras seus negócios,só possuem sua casa ao qual moram. Sim. Comecei minha vingança por ele. Maldito Joseph!

Lembro nitidamente quando eu era pequeno e ele era adolescente quase um adulto, me perseguia na escola,

me batia e ninguém nunca fez nada,pois eles eram a família mais poderosa da cidade na época,

Hoje parece que o jogo virou .

...

O prefeito é um dos juris, amigo dos Williams, somando assim cinco pessoas no total, o prefeito, o delegado que veio para a cidade a uns cinco anos, uma repórter da cidade vizinha,uma florista de Nova York e o radialista da cidade.

Fico de longe observando tudo até sentir alguém esbarrar em mim, me viro , é ela...

Está abaixada ajuntando alguns panfletos do chão, me abaixo para ajudá-la, ela fica constrangida,me olha assustada. Seus olhos são lindos, parecem que sorrir por si só, em tons castanhos, sua boca bem desenhada em tons avermelhado,

―Desculpe senhor eu, eu sou tão desastrada! ela diz envergonhada,

Sua voz sai como um som gostoso de se ouvir rouca,sensual e delicada quase que em um sussurro.

Nos levantamos e nossos olhares se encontram então sinto uma vontade de beijá-la. Sim, beijar uma mulher desconhecida que vi faz alguns minutos atrás.

Percebo então que ela também sentiu algo ao olhar em meus olhos,uma conexão forte entre nós se instalou. Quase que um beijo acontece, mas somos interrompidos por Sebastian,

―Senhor! Senhor! O senhor venceu!

Nem presto muito a atenção ao que ele fala, só consigo penetrar meus olhos naquele olhar que se entristecem ao ouvir Sebastian.

―Com licença eu preciso ir...

Ela diz e sai apressada quase que correndo,

―Senhor Eduardo, vamos estão chamando o vencedor.

Saio de meu transe, então me dirijo ao festival.

Caminho devagar, passando bem de frente onde estão sentados alguns dos Williams que não me reconhecem, ao qual eu também não reconheço todos ali, somente Joseph que está seriamente olhando meus passos com o mesmo olhar de arrogância e soberba de sempre. Mas eu mudei, mudei muito, tanto por dentro, quanto por fora.

Deixei o cabelo e a barba crescer,mudei o modo de vestir e meu olhar antes alegre, hoje frio e sombrio.

Sinto um leve amargor na boca ao perceber a moça que quase beijei a alguns instantes, se aproximar e depositar sua mão no ombro de Joseph.

Um calafrio percorre em minha espinha, contorço a mandíbula olhando friamente para eles.

Meu maior inimigo,Joseph Williams.

Não é possível! Não estou acreditando que um homem como ele teve a sorte de ter essa bela moça como filha ou seja lá o que ela for dele, meu pensamento quase que sai pela boca. Me desperto de meus devaneios e sigo em direção ao palco do festival

―Então senhor,pergunta o apresentador―Seu nome não está na lista só sua numeração.

―"Eduardo Ávilla González!!!" digo em alto e bom tom .

Todos param de falar me observando assustados.

Joseph se retira apressado do festival e sua família logo o segue. O apresentador que não me conhece leva na maior naturalidade minha resposta.

―Sr. González, parabéns!Sua rosa ganhou quase por unanimidade. Mas diga como o senhor conseguiu chegar a esse tom?

―Um bom mágico nunca diz seus segredos não é verdade? Mas vou dar algumas pistas,ela foi manipulada. Sua pigmentação foi retirada de outra flor,ou seja foi genéticamente modificada chegando a esse tom. E como vi nas regras do concurso que não era algo ilegal ou contra as regras, fiquei um ano estudando a respeito. Muitos teste e consegui chegar a esse tom.

―Ficou maravilhosa perfeita ! Parabéns Sr., aqui está seu cheque simbólico no valor de 50 mil dólares.

...

Saí do festival com sensação de dever cumprido.O primeiro passo da minha vingança foi dado. Mas sinto uma decepção por saber que aquela moça irá sofrer as consequências dos atos de sua família. Infelizmente, não posso parar por aqui. NEM POR ELA ,NEM POR NINGUÉM, eu não vou desistir! Vou seguir com meus planos

―Vamos Sr.? Pergunta Sebastian

Sinalizo que sim, e olho ao redor tentando vê-la pela última vez, mas a barraca ao qual ela estava antes está fechada. Provavelmente foi para casa consolar sua família pela derrota.

E eu preciso continuar

não vou parar enquanto não destruí-los.

ೋ❀ꦿೋ

Capítulo 3

―E agora? O que vou fazer?Como vamos pagar as dívidas? Vamos perder a casa,vamos ficar na rua,

―Você nos colocou nessa Joseph, quando se enfiou no vício do jogo, arriscando o futuro dos nossos filhos. Já não temos mais nada, você perdeu quase tudo que tínhamos,você nos levou a ruína.

―Como ousa falar assim comigo, Norma?

―Ouso da mesma forma que você ousou jogar e perder quase todo nosso patrimônio, nossas terras, nosso apartamento, tudo que lutamos tanto para conseguir,anos de luta,de trabalho e você em algumas noites perdeu tudo.

―Chegaaaaa!!! Não quero mais ouvir seus sermões. Tenho que pensar em algo..._ Já sei, é isso,a única forma de nos livrarmos dessas dívidas é apressando o casamento da Lyz,

―Como? Eu ouvi bem? Pai, você acha que eu sou uma moeda de troca ?

―Não minha querida, não é isso

―Pois foi o que eu entendi.

―Você não é isso minha filha, mas sim meu anjo, seu casamento com Oliver será vantajoso para todos nós.

―Mãe? Você está ouvindo o mesmo que eu?

―Sim querida, eu ouvi, e eu sinto muito por você estar ouvindo esse absurdo.

―Ah Norma, não seja hipócrita. Todos nós sabemos que esse casamento será vantajoso. O Oliver é rico, poderoso e apaixonado, fará tudo o que ela pedir..Lyz como esposa pode usar isso ao nosso favor,ajudar seus pais e sua família.

―Meu Deus...Como o senhor pode falar isso pai de mim?Eu estou sem palavras, nunca pensei em escutar isso do senhor.

Eu preciso sair daqui, eu estou sem condições, suas palavras me causam náuseas.

―Lyz, espere minha filha...

―Eu vou ficar bem mãe, só preciso caminhar um pouco,respirar, sair desse ambiente,eu preciso ficar sozinha ...

...

_Preciso caminhar e arejar minhas idéias, me doeu muito ouvir meu pai falar daquela forma.Ele sempre foi um pai duro, com firmeza mas nunca pensei que pensasse assim, com intenções de praticamente vender a filha. É horrível pensar nisso, pensar no que meu pai seria capaz de fazer por dinheiro,não estou o reconhecendo. Talvez seja por causa da competição ou devido as dívidas que ele possui, mas nada justifica ele falar dessa forma...

...

"Lyz subiu em sua bicicleta,amarrou o cabelo em um pequeno laço de cetim e seguiu seu caminho. Andar de bicicleta a acalmava e a fazia refletir,meditar. Sentir o vento refrescar seu rosto suado a fazia bem, ela sentia uma sensação de liberdade e paz, como se nada mais a sua volta importasse. Enquanto pedalava pelas ruas de Ametyville, ela percebia alguns olhares curiosos a seguindo, afinal é uma cidade pequena, difícil as pessoas não saberem o que acontecia com os Williams , uma família que outrora era influente, poderosa. Todos ali se conheciam desde sempre, mas Lyz não se importava com os comentários, nunca se importou ,não seria agora que ela iria se importar.

Pedalou sem olhar para os lados,sem ouvir ou pensar em nada, apenas seguia sem rumo, até se deparar com o limite da cidade. Um rio enorme dividia a cidade vizinha, com uma extensa ponte de ferro que devia possuir uns 15 metros de comprimento que auxiliava os moradores na travessia para o outro lado. O sol estava quente sobre sua cabeça mas ao mesmo tempo havia um vento que refrescava seu rosto. Ao lado esquerdo antes do limite da cidade, possuía uma grande plantação de Girassóis, suas flores preferidas. Ela olhou admirada a cor amarela naquele campo, derrubou sua bicicleta no chão próximo a estrada e entrou no meio da plantação. Observou um espaço no vazio, era sinal de que haviam cortado alguns girassóis a pouco tempo. Ela se sentou no chão onde havia alguns capins brotando e girassóis secos caídos. Apanhou um punhado de semente que estava no chão e sorriu admirada. Ficou ali por alguns instantes observando a paz do céu azul. Algum tempo depois ela ouviu passos se aproximando e em um pulo, ela  já estava de pé. Levou a mão até o peito, seu coração disparava furiosamente. Sentiu seu rosto aquecer e suas veias pulsarem em seu corpo. O vento forte fez com que seus cabelos ficassem esvoaçados e a pequena fita vermelha de cetim que o segurava, foi lançada para longe. Ela ficou imóvel,então uma silhueta masculina surgiu no meio da plantação vindo da mesma direção que ela havia vindo".

―Mocinha, você está em uma propriedade particular, sabia disso?

Ela exitou e sem saber o que responder, ficou extasiada e muito, muito assustada. Sentiu suas pernas petrificarem,sua voz não saía, se fosse preciso correr ou gritar, jamais o conseguiria fazê-lo.

―O gato comeu sua língua? O homem perguntou,

―Senhor eu...eu, _ sua voz saiu trêmula em um tom baixo―Me desculpe,eu não queria invadir, completou.

Ela observou que o olhar dele era frio mas ao mesmo tempo sedutor. Ele se aproximou lentamente e com o bastão que segurava levantou erguendo em sua  direção. 

Ela  fechou os olhos...

―Deveria olhar onde se senta na próxima vez moça. Sorte sua eu estar por perto ou você já era, ele fala bem próximo a ela, que abre os olhos lentamente, então ele lhe mostra uma víbora ao qual estava próxima de onde Lyz estava sentada. Seu coração parecia sair pela boca ao ver e imaginar o que poderia ter acontecido,

―Obrigado,obrigado, se o senhor não estivesse aqui não sei o que podia ter acontecido, ela o agradeceu 

Os dois estavam tão próximos que Lyz conseguia ver bem seus olhos negros e cinzentos a olhar fixamente,seu perfume amadeirado entrava em suas narinas ,causando certa excitação. Ela estremeceu ao sentir um calafrio passando por sua espinha, percorrendo seu corpo se instalando em seu estômago. Aquele perfume intenso e forte, invadiu suas narinas a deixando quase que hipnotizada.

―Me chame de Eduardo eu não sou tão velho assim, disse ele um pouco irritado,

―Como quiser senhor, digo Eduardo, ela respondeu,_ A propósito, parabéns pela sua vitória no festival,

―Obrigado, me empenhei muito para isso, ele respondeu frio.

Eduardo tinha um mistério em seu olhar, uma voz firme e forte que a deixava abalada, algo nele chamava sua atenção.

_"Acorda Elizabeth"! Ela dizia em pensamento! 

―Então eu vou indo,me desculpe novamente por invadir sua propriedade,

Ele assenta com a cabeça em silêncio. Quando Lyz pensou em dar um passo,tropeçou em uma palha seca, pois uma tirinha de sua sandália ficou enroscada. Rapidamente, ela é amparada por suas mãos fortes e grandes que a fazem tremer ao sentir seu toque firme em seus braços. O mundo pareceu parar por alguns segundos. Seus olhares se encontraram e por um momentos ela conseguiu enxergar doçura nos olhos de Eduardo, pouco antes frio.

...

―Elizabeth!!!

O clima foi quebrado por Óliver que a chamava aos berros

―O que está acontecendo aqui? Era  nítido sua fúria,

―Óliver! Ela disse assustada, 

então o homem imediatamente soltou seu braço e seu semblante ficou escuro novamente.

―Óliver esse senhor,digo,esse é Eduardo, ele salvou minha vida agorinha, Lyz diz tentando acalmar o noivo, que a olhava furioso sem acreditar no que ela dizia

―Eu comecei a pedalar e cheguei nessa plantação, havia uma cobra aqui e eu não havia percebido e ele a matou, mas eu já estava indo embora, ela disse tentando acalmá-lo.

Eduardo os observava em silêncio,

―Você invadiu essa propriedade, Lyz? Oliver perguntou.

―Sim, sim já me desculpei com ele, respondeu

―Meu nome é Oliver, "noivo" dela, 

Oliver falou erguendo a mão a Eduardo, frisando bem a palavra noivo. O homem demorou um pouco a estender a mão mas assim o fez.

―Eduardo Gonçalez!

―Obrigado e desculpe pelo inconveniente que minha noiva causou,justificou Oliver,

―Okay, mas peço que saiam de minha propriedade.

―Sim sim, já estamos indo. Obrigado novamente e não vamos voltar a importuná-lo.

Oliver pegou a mão de Lyz e quase que a arrastando dali, partiram do local. Lyz  não se conteve e olhou para trás pela última vez. Ela vê aquele homem cheio de mistério os observando ir embora com um olhar penetrante, que parecia os devorar. Ele assente com a cabeça como sinal de até mais, virou as costas e seguiu seu caminho...

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