Capa do Romance O Acerto de Contas da Herdeira: Dez Anos de Mentiras

O Acerto de Contas da Herdeira: Dez Anos de Mentiras

8.9 / 10.0
Após elevar um homem humilde ao cargo de CEO, a herdeira descobre que sua vida foi uma farsa cruel. Heitor, o marido que ela amava, agora exige que ela se desculpe com sua amante grávida. O choque evolui para horror quando a rival revela que o acidente causador do aborto da protagonista foi planejado por ele. Diante da traição e do desprezo público, ela decide agir. Em um evento de gala, a rainha de gelo de São Paulo ressurge para destruir o império de Heitor e cobrar cada dívida de dor.

O Acerto de Contas da Herdeira: Dez Anos de Mentiras Capítulo 1

O homem que um dia levou um tiro por mim estava parado na nossa sala de estar, exigindo que eu pedisse desculpas à sua amante grávida. Ele era o garoto pobre que eu transformei em CEO, a base do meu mundo. Agora, essa base era um abismo.

Mas a verdadeira traição veio dos lábios da amante dele. Ela sussurrou que Heitor havia orquestrado o acidente de carro que causou meu aborto espontâneo anos atrás, afirmando que ele nunca quis um filho com uma "vadia fria e estéril" como eu.

Ele tentou trazê-la para morar na minha casa, me pintando como a vilã da nossa história. Ele exibiu o amor deles para o mundo ver, comprando ilhas em Angra e diamantes para ela, enquanto eu era descartada como a rainha de gelo de São Paulo.

O amor que eu sentia por ele, construído sobre o que eu pensava ser um luto compartilhado pelo nosso filho perdido, virou cinzas. Era tudo uma mentira. Dez anos da minha vida, uma peça cuidadosamente encenada que ele dirigiu.

Mas ele se esqueceu de quem eu sou. Em um grandioso evento de gala para celebrar sua nova vida, eu invadi a festa. Com as provas em mãos e meus aliados ao meu lado, eu estava pronta para queimar seu império até as cinzas e fazê-lo pagar por cada uma de suas mentiras.

Capítulo 1

Ponto de Vista de Carolina Almeida:

O homem que um dia levou um tiro por mim estava agora parado na nossa sala de estar, exigindo que eu pedisse desculpas à sua amante grávida.

Aquele tiro havia deixado uma cicatriz, uma linha irregular logo acima de sua sobrancelha esquerda. Era a nossa história, nosso conto de fadas brutal. O mundo via aquilo e sussurrava sobre a devoção de Heitor Montenegro. O garoto pobre, do lado errado da cidade, que se tornou um CEO, tudo isso enquanto amava sua esposa herdeira tão ferozmente que literalmente se colocou na frente de uma arma por ela.

Ele era minha única fraqueza, a única parte da minha vida que não era uma decisão de negócios calculada. Ele era o homem que eu tirei da obscuridade, o homem que meu pai apadrinhou, o homem que eu lapidei e coloquei no comando do nosso império.

Eu pensei que nosso amor era a base de tudo.

Agora, essa base era um abismo, e uma jovem chamada Kátia Flores estava parada no meio dele, com a mão possessivamente sobre a barriga protuberante.

Ela apareceu no meu escritório há uma hora, sem avisar, um sorrisinho triunfante em seu rosto bonito e de aparência inocente.

"Carolina Almeida", ela disse, sua voz escorrendo uma doçura que parecia veneno. "Eu sou Kátia Flores. Estou esperando um filho do Heitor."

Eu permaneci perfeitamente imóvel atrás da minha vasta mesa de jacarandá, o silêncio no escritório da cobertura se esticando.

"E daí?", perguntei, minha voz tão fria e vazia quanto o espaço entre nós.

O sorriso dela se alargou. "E daí que ele quer que você saiba. Ele quer que você saia do caminho. Ele não te ama mais."

Ela deu um passo à frente, mostrando o celular. Na tela, uma foto. Heitor, meu Heitor, dormindo pacificamente. Sua sobrancelha com a cicatriz estava relaxada, sua boca, suave. Era uma foto dele na nossa cama, e o ângulo era íntimo, tirado por alguém deitado ao seu lado. O braço dele estava jogado sobre um travesseiro que ainda tinha a leve marca da minha cabeça. Ele havia dado a ela o meu lado da cama.

Algo dentro de mim, uma espiral de controle que passei a vida inteira aperfeiçoando, finalmente se partiu.

Eu não disse uma palavra. Simplesmente me levantei, contornei minha mesa e peguei a xícara de café morno que estava tomando.

Olhei-a diretamente nos olhos e, calmamente, despejei todo o conteúdo sobre a cabeça dela.

O líquido marrom escorreu por seu cabelo loiro, encharcando sua blusa branca impecável. Ela ofegou, um grito de indignação preso na garganta.

"Sua vadia!", ela gritou, tropeçando para trás.

A memória se desvanece quando a porta da frente bate com força atrás de mim. A chuva gruda meu cabelo no meu crânio. Eu a segui para fora, a observei ligar para Heitor, sua voz um lamento patético e teatral. Eu a vi entrar em um táxi, sua ameaça final e venenosa ecoando na tempestade.

"Ele vai fazer você pagar por isso, Carolina! Você vai ver!"

E agora, aqui está ele. Heitor. Meu marido. Seu rosto era uma máscara de fúria. Seu terno está encharcado, gotas de chuva presas em seu cabelo escuro. Ele não está me olhando com preocupação. Ele está me olhando com uma fúria que eu só o vi dirigir aos nossos inimigos.

"Divórcio", eu digo, a palavra com gosto de cinzas na minha boca. Passo por ele, indo em direção ao bar. Minhas mãos estão firmes enquanto sirvo um copo de uísque.

"Eu não vou me divorciar de você", ele rosna, sua voz um grunhido baixo.

"Eu não estou pedindo, Heitor. Estou te informando. Acabou. Pegue suas coisas. Pegue sua putinha. E saia da minha casa."

"Não se atreva a chamá-la assim", ele ferve, dando um passo em minha direção. O ar crepita com sua raiva.

Eu tomo um gole lento do uísque, a queimação na minha garganta um alívio bem-vindo. "Como devo chamá-la? A futura Sra. Montenegro? A estagiária ambiciosa que abriu as pernas para garantir seu futuro? Ela é um clichê, Heitor. E você é um tolo."

"Carolina!", seu rugido ecoa na sala cavernosa.

Ele atravessa o espaço em três longas passadas. Por um instante, pensei que ele ia me bater. Em vez disso, ele para a centímetros de mim, seu peito arfando. Seus guarda-costas, leais a ele, entram silenciosamente atrás dele, criando uma parede de músculos e ameaça. Meu próprio chefe de segurança, Arthur Matos, dá um passo à frente, colocando-se entre nós.

"Sr. Montenegro", diz Arthur, sua voz um trovão calmo e perigoso. "Sugiro que o senhor dê um passo para trás."

Os olhos de Heitor, frios e duros, saltam de mim para Arthur e de volta para mim. "Você tem alguma ideia do que fez?", ele diz, sua voz caindo para um sussurro aterrorizante. "Kátia está no hospital. O café quente... ela tem queimaduras de segundo grau."

Ele toca um dedo na cicatriz acima do olho. A cicatriz. Sua arma favorita.

"Eu levei um tiro por você, Carolina", ele diz, as palavras um refrão familiar e carregado de culpa. "E você agride uma mulher grávida e indefesa."

"Indefesa?", eu rio, um som áspero e feio.

"O médico disse que o choque... pode afetar o bebê. Pode até afetar a capacidade dela de ter filhos no futuro." Ele entrega a frase com uma gravidade ensaiada, um CEO apresentando um relatório trimestral devastador.

Eu vejo então. O alinhamento. A ameaça de Kátia na chuva. As palavras cuidadosamente escolhidas de Heitor agora. Isso era uma performance. Um ataque coordenado.

"Então essa é a jogada", murmuro, girando o líquido âmbar no meu copo. "A esposa estéril e ciumenta ataca a jovem amante fértil. É uma boa narrativa. Um pouco melodramática para o meu gosto, mas tenho certeza que os sites de fofoca vão adorar."

Caminho até o sofá grande e macio e me afundo nele, cruzando as pernas. Estou completamente à vontade na minha própria casa. Ele é o intruso aqui.

"Você construiu esta empresa comigo, Heitor", digo, minha voz suave, mas com um fio de aço. "Você, o garoto do nada. Eu te dei tudo. Meu nome. Os contatos do meu pai. Minhas estratégias. E você joga tudo fora por uma estagiária?"

Ele dá outro passo à frente, seus punhos se fechando ao lado do corpo. "Você não tem o direito de falar assim comigo."

Arthur se move instantaneamente. Sua mão vai para o interior do paletó, onde sei que sua pistola descansa.

Os homens de Heitor ficam tensos, suas mãos se movendo em uníssono.

"Mande seu cão recuar, Carolina", Heitor zomba, seu lábio se curvando em um desprezo. Ele não acredita que farei nada. Ele sempre subestimou a parte de mim que é filha do meu pai.

"Não", digo simplesmente.

"Então eu faço por você." Antes que eu possa reagir, Heitor avança. Não em mim. Em Arthur.

Ele é mais rápido do que Arthur esperava. Ele empurra meu chefe de segurança para trás, com força. Arthur, um homem com o dobro da idade de Heitor, mas construído como uma parede de tijolos, tropeça. Heitor continua, socando o maxilar de Arthur.

O som é um estalo doentio.

Os homens de Heitor se movem para conter Arthur, mas Heitor os dispensa com um aceno, parado sobre ele. "Você trabalha para mim agora, velho. Você e todo mundo nesta família. Nunca se esqueça disso."

Ele ajeita a gravata, um olhar de satisfação presunçosa no rosto.

Mas ele cometeu um erro. Ele se esqueceu de quem eu sou.

No segundo em que seus homens estão distraídos, eu me movo. Pego o pesado decantador de cristal do carrinho de bar. Não é um pensamento calculado, apenas puro e frio instinto.

Eu o acerto, com força, na cabeça do guarda-costas mais próximo de mim. Ele desaba no chão com um gemido.

Viro-me para Heitor, a borda irregular do decantador quebrado na minha mão. Seus olhos se arregalam em choque.

"Você não toca nos meus homens, Heitor", sibilo, minha voz caindo para um sussurro predador. "Você não toca no que é meu."

Ele olha para mim, para a fúria em meus olhos, para a arma em minha mão, e pela primeira vez esta noite, ele parece perceber que não está no controle.

O amor que eu tinha por ele, a coisa suave e vulnerável que eu nutri por uma década, parece ter sido cirurgicamente removido. Em seu lugar, há um vazio frio. E nesse vazio, algo novo e terrível está começando a crescer.

Arthur se levanta, limpando um filete de sangue do lábio. "Senhora", ele diz, sua lealdade inabalável. "Aquele filho da puta..."

Eu levanto uma mão, silenciando-o. Meus olhos estão fixos no meu marido.

A guerra apenas começou. E ele não tem ideia do inimigo que acabou de criar.

Continuar lendo

O Acerto de Contas da Herdeira: Dez Anos de Mentiras de Conteúdo

Ch. 1 Ch. 2 Ch. 3
Ch. 4
Ch. 5
Ch. 6
Ch. 7
Ch. 8
Ch. 9
Ch. 10
Ch. 11
all

Você pode gostar

Novos lançamentos de romances

Capa do Romance A Obsessão do Magnata
8.8
Morgana Ávila é uma bioquímica dedicada que luta para custear o caro tratamento do filho de seis anos nos EUA. Ao representar sua empresa em um congresso, um acidente a coloca no caminho de Theodoro Ventura, o arrogante CEO da CyberCore. Marcado por traições passadas, ele fica obcecado pela coragem dela. Determinado a possuí-la, o magnata investiga sua vida e propõe um acordo perturbador: uma noite de prazer em troca do recurso que salvará a vida da criança.
Capa do Romance A Vingança da Cega
9.5
Após sacrificar sua visão e carreira pelo marido Pedro, uma mulher recupera a vista em segredo, apenas para flagrá-lo na cama com sua secretária. Decidida a se vingar, ela finge continuar cega enquanto suporta humilhações públicas e descobre uma gravidez. O plano culmina em uma festa onde, após ser abandonada, ela usa a confiança dele para fazê-lo assinar o divórcio sem ler. Com provas da traição e o fim do casamento, ela parte para recomeçar sua vida com o filho.
Capa do Romance Amor e Ódio: O Despertar da Fúria
9.7
Ana Lúcia estava prestes a herdar 50 milhões quando perdeu a filha, a mãe e a própria vida em tragédias sequenciais. Antes de partir, porém, ela descobre a face cruel de seu marido, Pedro: tudo foi um plano dele com a sogra para roubar sua fortuna. Consumida pelo ódio, ela desperta milagrosamente no início daquele mesmo dia fatídico. Com a filha a salvo e ciente da traição, Ana agora finge submissão enquanto prepara uma vingança implacável contra a família que tentou destruí-la.
Capa do Romance Casualidades da vida
9.2
Após perder a mãe adotiva, Cassandra Hall invade a mansão de Isaac Jhonson sob pressão de amigos. Capturada, o bilionário lhe impõe um dilema: a prisão ou ser babá de seu filho. O pequeno Pietro se encanta por ela, forçando-a a aceitar o contrato. O que começou como uma invasão desesperada transforma-se em uma jornada de amadurecimento e descobertas. Cass deixa de ser uma jovem perdida para encontrar o amor e a felicidade que a vida sempre lhe negou em meio a esse acaso.
Capa do Romance Entre Amor e Ódio
8.5
Emily Bastos, advogada de elite no Rio de Janeiro, vê sua vida blindada ruir após um incidente violento. No asfalto, ela reencontra Rodrigo, seu antigo vício e primeiro amor, agora transformado no perigoso criminoso RD. O caos piora com a chegada de Matheus Albuquerque, um capitão implacável que Emily detesta desde a juventude. Entre segredos e vingança, o trio se vê preso em um embate onde o passado ressurge, provando que a paixão, em meio ao crime, é um risco fatal.
Capa do Romance Nada Menos que "Clichê"
7.9
Rachel Fernandes realiza o sonho de viver em Vancouver, no Canadá, onde conhece Noah Levinson em um curso de francês. O jovem judeu torna-se seu melhor amigo, mas a expiração do visto dela força uma solução drástica: um casamento de conveniência por dois anos. O plano parecia simples até Rachel cruzar o caminho de uma mulher ambiciosa e mentirosa. Essa morena de olhos azuis vira sua vida de cabeça para baixo, trazendo um clichê inesperado para sua jornada no exterior.

Dramas Curtos Populares

Capítulos
Leia agora
Compartilhar
Minishorts Logo
Leia web novels, ficção online e histórias românticas em alta no MiniShorts. Descubra romances de bilionários, fantasia de lobisomens, drama e novelas de fantasia, além de conteúdos selecionados de dramas curtos inspirados nas tendências de narrativa mais populares.
MiniShorts YouTube
PRODUTOS E SERVIÇOS
Sobre nós
support@minishorts.com
©2026 MiniShorts Todos os direitos reservados. CHASINGTOP HK LIMITED