O dia que conheci o Paulo Augusto jamais vou esquecer. Foi na faculdade ele, estava no ultimo semestre do curso de veterinária, eu tinha acabado de iniciar o curso, estava sentada na mesa da cantina da faculdade. Quando ergui a cabeça e dei de cara com os olhos azuis mais lindos me observando. Aquele olhar parecia ter me cativado de uma maneira estranha, esse homem era, a pessoa mais impressionante que vi em meus quase 18 anos de vida. Engoli a saliva para umedecer a garganta que estava seca. Quando sai da cantina o meu coração acelerou assim que nossos olhares se cruzaram outra vez. Fui para a sala de aula, mas não prestava atenção na aula só pensava naqueles olhos azuis. Acho que ele ficou interessado em mim. Mas de que maneira? Eu não tinha ideia. Os homens davam em cima de mim com olhos fixos no meu corpo, mais o Paulo Augusto observava atentamente no meu rosto. No final das aulas, Marcos meu irmão gêmeo apertou minha mão quando chegamos ao estacionamento eu sorrir de forma carinhosa para ele antes de olhar para o lado, foi quando eu o vi ele me olhava com um olhar frio, foi quando percebi que ele olhava que estava de mãos dadas com Marcos. Ele deve estar pensando que eu e Marcos somos um casal, muitas vezes dá impressão e fazemos de propósito, até por um meio de proteção, para outros homens não chegarem perto de mim. Todas as pessoas, menos amigos próximos e as namoradas de Marcos pensavam que fôssemos um casal. Marcos me abraçando, falou no meu ouvido.
- Você se importa se eu te deixar em casa agora, hoje tenho um encontro especial.
- Não se preocupa comigo, se divirta por mim.
Ele beijou na minha testa e fomos embora.
No dia seguinte na faculdade encontrei Paulo Augusto novamente na faculdade.
Eu estava passando pela mesa dele na cantina quando ele me chamou.
- Sabrina.
Aproximei-me da mesa dele.
- Você pode sentar por um minuto para conversar?
Olhei em volta nervosa, sem saber o que fazer com seu pedido.
- Sente Sabrina.
Suspirei e me sentei ao lado dele.
- Você é o Marcos estão namorando?
Ele perguntou diretamente, e eu o encarei.
Meus olhos piscaram e me senti confusa. Não esperava o interesse dele, muito menos sua sinceridade.
-Não estou namorando o Marcos por que simplesmente ele é meu irmão.
Ele pegou meu pulso levemente. Olhei seu rosto e ele estava sorrindo. Comecei a respirar com dificuldade.
- Mas você está saindo com alguém?
- Não estou saindo com ninguém e nem pretendo sair.
Seu olhar foi para minha boca.
- Bom o que você vai fazer depois das aulas.
Meu deus, como ele é direto.
- Eu vou direto pra casa dormir.
- Então, que tal ao meio dia para um almoço?
Eu balancei a cabeça, me perguntando por que não expliquei que não vou sair com ele.
- Vou passar na sua casa te pegar para o almoço.
- Não, Paulo Augusto, pretendo almoçar com você.
Ele me olhou surpreso e ficou em silêncio por alguns minutos.
- Eu também não marco encontros.
- Mais o que você tem em mente, o que você quer comigo?
Perguntei já meio irritada.
Ele me olhou rapidamente.
- Eu acho que temos muita coisa em comum. Na verdade eu tenho certeza disso.
- Por favor, vamos parar por aqui, Eu não estou interessada.
Tentei me levantar mais ele segurou meu pulso. Sentei de volta olhando sua mão.
- Não foi isso o que eu quis dizer Sabrina. Eu não queria ser grosseiro, mais sinto uma atração muito forte por você. Almoce comigo e podemos conversar em particular
Falou soltando meu pulso.
- Não, obrigada Paulo Augusto.
Levantei em silêncio, saindo da cantina. Respirei fundo e contei até três para manter meu controle.
Eu ia falar mais uma vez, quando ele me beijou.
Era um beijo desesperado e faminto, e eu nunca tinha recebido antes. Sua língua explorava a minha boca e eu gemi baixinho, sem que pudesse me controlar.
Ele gemeu pressionando seu corpo junto ao meu corpo.
Logo em seguida me soltou.
Ele sorriu e disse:
- Quero você na minha cama.
Afastou-se me observando.
- Me dê seu número.
Fiquei chocada, não quero me envolver esse cara é louco.
- Não estou interessada.
Disse com segurança.
- Então Que tal um café? É justo, me dê seu número e saímos para tomar um café.
- Não obrigada, eu simplesmente não estou interessada.
- Eu tenho certeza se você gostar e vai ser prazeroso. Posso e gostaria muito de lhe mostrar. O Quanto é bom fazer sexo comigo.
- Por favor, saia da minha frente.
Ele se retirou, logo em seguida sai de lá a acabei esbarrando com Marcos.
- Você está bem?
- Perguntou delicadamente.
Eu balancei a cabeça, ia falar do fiasco que foi com o Paulo Augusto, mais não tive coragem.
- O que você acha do Paulo Augusto maninha?
Estreitei os olhos e o encarei.
- Você foi falar com ele?-
Marcos passou a mão no queixo e ele só faz esse gesto quando sua resposta é sim.
- Eu acho que ele está gostando de você.
- O que ele falou para você?
- E você está gostando dele?
- Claro que não. Você sabe que eu não namoro. O que deu em você?
Ele deu de ombros com cara de inocente.
-Você algum dia vai ter que sair e namorar, você é jovem, bonita, não pode simplesmente não namorar por tanto tempo e não vai achar ninguém melhor que esse cara. Eu tenho uma boa intuição sobre ele.
- Nós não vamos falar sobre isso. Não são todas as pessoas no mundo que precisam namorar. Eu não me meto nas suas escolhas, então você não pode se meter nas minhas.
- É apenas um pequeno conselho de irmão, mas agora vamos esquecer isso.
Fiquei feliz por não falar mais nesse assunto, ele me deu um abraço forte.
- Amo você, minha maninha.
- Eu também amo você Marcos.
Uma semana se passou, depois do episodio do beijo, Marcos e eu fomos até a cantina o Paulo Augusto estava sentado na mesa dos fundos tomando um café.
Sentamos-nos mais próxima à janela e fiquei observando-o por alguns minutos. Ele é muito bonito, admiti a mim mesma, mesmo não gostando da ideia.
Eu pensei sem arrependimento, queria tocar em todas as partes de seu corpo. Sai da minha fantasia ridícula quando a campainha do inicio das aulas tocou, era a hora de estudar e não sonhar besteiras. Olhei para ele de novo enquanto tomava seu ultimo gole de café. Não consegui desviar o olhar, mesmo quando ele encontrou o meu olhar. É óbvio, evitei encara-lo olhando para Marcos em vez disso.
- Você está gostando dele, maninha.
Sussurrou para mim.
- Deus me livre, só se eu estiver louca.
Foi tudo que respondi pra o Marcos.
Paulo Augusto também se levantou e chegou mais perto falando no meu ouvido.
- Você ainda será minha.
E logo depois se afastou.
Eu continuei andando normalmente, esse cara me faz sentir estranha, ele é muito experiente, é muito rico, isso nunca daria certo.
Marcos e eu paramos em frente a uma biblioteca enquanto esperávamos o resto da equipe se juntar a nós.
Depois de duas horas de pesquisas terminamos nossos estudos.
- Vamos pegar um café na cantina Sabrina e depois vamos pra casa.
Olhei para ele desconfiada.
- Você sabe que eu nunca tomo café depois de certo horário antes de dormir, mais vou esperar na fila com você enquanto toma o seu.
Acho que vou deixar pra tomar café depois?
Ele disse.
Segui seu olhar e o Paulo Augusto estava esperando no balcão do café.
Ele deu um sorriso e acenou para Marcos.
Olhei para Marcos com desconfiança mais uma vez.
- Marcos o que você está aprontando?
Falei irritada.
Ele franziu os lábios.
- O que tem de mal? Eu não posso ser educado.?
Perguntou com a maior inocência.
- Aquele sorriso que você deu para ele, francamente eram de cúmplices. O que você fez? Deu meu número?
Perguntei.
- Eu não faria isso.
Fiquei aliviada.
Seguimos para o estacionamento, todos estavam animados conversando e fazendo planos para beber amanhã à noite no bar da esquina da faculdade. Era um grupo novo eu não queria ser á desmancha prazer quando todos estavam animados.
- Você está quieta, maninha.
Falou no meu ouvido.
- Você vai com a gente ao bar, não vai?
Falou quase implorando, achando que eu não iria.
- Vou. Mais você tem que me jurar que não vai me aprontar pra mim.
Acordei com o som do meu despertador, mais desanimada que o habitual. Tentei dormir um pouco, mais o Marcos me chamou para irmos malhar.
Malhamos por uma hora na academia, quando terminamos, fomos almoçar.
- O que vai usar hoje á noite?
Marcos perguntou
- Não sei, o tempo está bom e quente, eu acho que vou de mine-saia e uma blusa. Não estou com vontade de me arrumar.
Nós voltamos para casa fui tomar uma ducha e me arrumar, escolhi uma mine-saia preta e uma blusa preta com detalhes com branco e uma sandália de salto baixo, deixei os cabelos soltos. Passei apenas um rímel e um batom nude. Fui para casa de Marcos fiquei esperando pacientemente ele escolher uma roupa. Ele experimentou de tudo, por fim escolheu uma camisa polo branca e uma bermuda jeans e colocou sapatênis. Ele gosta de se vestir estilo mauricinho.
Chegamos ao bar cedo, mais já estava lotado Conseguimos um lugar para sentar, logo o garçom chegou para pegar nossos pedidos.
- O que vocês vão querer?
- Uma cerveja por favor.
- Eu também vou de cerveja e aproveita traz alguns petiscos.
Ficamos curtindo algumas músicas, não demorou muito o garçom chegou com nossa bebida. Estava muito bom a ponto de me fazer pensar que não seria possível eu ficar bêbada. Ele também trouxe variadas bebidas para nós. Ele me deu um licor que nunca tinha ouvido falar, senti o cheiro, era forte.
- Então maninha o que achas do Paulo Augusto?
Eu balancei a cabeça e ele riu.
- Sim, Paulo Augusto é bonito demais para ser real. Ele me dá medo.
Marcos parou de rir quando falei isso.
- Por quê?
Perguntou sério.
- Não é bem isso, ele é diferente, nunca senti isso. Tudo que sei é tenho que ficar bem longe dele.
Os olhos de Marcos se arregalaram quando olhou atrás de mim.
Eu virei á cabeça e olhei para cima, para aqueles olhos azuis.
- Olá, Paulo Augusto.
Eu disse com calma e levemente bêbada.
- Você é um traidor maninho.
- Não tenho culpa ele me perguntou se íamos sair hoje à noite. Eu só falei aonde íamos.
Paulo Augusto estava perto de mim o suficiente para mostrar que estamos juntos.
Resolvi ficar em Fiquei de pé, mas senti uma vertigem tive que agarrar no balcão por um tempo para me equilibrar.
- Mais cuidado aí, maninha.
- Marcos ela bebe com frequência?
Paulo Augusto perguntou, falando com Marcos sobre mim na minha frente. Respondi.
- Bebo o tempo todo.
Disse em voz alta.
- Historia essa é a primeira vez que ela bebe desde que completou 16 anos. Isso foi á dois anos que não bebe mais.
- Eu preciso ir ao banheiro.
Falei em voz alta.
- Eu ajudo você a chegar lá, maninha.
Marcos se levantou para ajudar, Paulo Augusto acenou para ele.
- Pode deixar eu a leve até o banheiro, não se preocupe ela esta segura comigo.
Passou os braços na minha cintura e me levou sem esforço entre a multidão em direção ao banheiro.
- Por que você está aqui?
Perguntei diretamente.
- Bem, eu vim aqui por que você estaria aqui, e também eu estou louco pra transar com você que mal posso esperar. Mas hoje não vai acontecer, só vim para ter certeza que você voltará inteira pra sua casa.
- Por que não pode transar comigo agora?
Perguntei eu sabia que não era uma boa pergunta, pois dava entender que fiquei desapontada.
- Eu não vou tocar em você enquanto estiver neste estado. Eu nunca faço isso.
- Então você está desistindo?
Ele me surpreendeu com um beijo na minha testa.
- Não vou te comer hoje, mas ainda pretendo, e quando isso acontecer você vai gozar muito. Mais não essa noite.
Entrei no banheiro e Paulo Augusto ficou me esperando ao Lado da porta.
Estava lavando as mãos quando Marisa entrou animada.
- Quem é aquele homem lindo lá fora?
Ela perguntou quase sem respirar.
Sabia muito bem de quem ela estava falando.
- Aquele é o Paulo Augusto.
E saí antes que ela pudesse me fazer outras perguntas.
Paulo Augusto me pegou pela cintura me puxando para o encontro dele e falou no meu ouvido.
- Eu vou ser o primeiro homem que vai transar contigo, quero tirar a tua virgindade.
Um arrepio percorreu meu corpo com suas palavras.
Será que ele tinha percebido que eu era virgem, ou o Marcos lhe contou?
- Então você prefere as virgens?
Sussurrei a pergunta.
Ele levantou as sobrancelhas surpreso.
- Eu nunca tive com uma virgem. Mais eu não posso dizer que não gostei da ideia de ser o primeiro.
- Sabia que isso é uma tremenda responsabilidade.
Paulo Augusto segurou meu rosto e me deu um beijo de tirar o fôlego.
- Eu vou fazer com muita calma, você vai querer mais.
Me abraçou e fomos em direção ao bar.