Capítulo 2

O céu acinzentado de Serra das Águas parecia anunciar o caos que meu dia já havia se tornado. Meu jatinho particular fora desviado por causa de uma tempestade, e o aeroporto de Belo Horizonte estava um pandemônio. Acionei minha equipe, pedi silêncio, discrição e uma reserva em algum lugar que me permitisse respirar longe dos Tavares — pelo menos por essa noite. A última coisa que eu queria era lidar com as chantagens emocionais da minha cunhada, ou com as cobranças veladas do meu irmão mais velho.

O nome do hotel era Golden View Boutique, na parte mais alta da cidade. Luxuoso, silencioso, elegante, do jeito que eu gostava, já não tinha as contas daquele lugar a anos. Entrei de óculos escuros, camisa preta semiaberta no peito. O cansaço dos últimos dias estava me esmagando as costas. Negócios em São Paulo, uma crise envolvendo meu nome em uma fusão mal explicada, escândalos que precisavam ser abafados. Eu só precisava de uma noite. Uma cama, um banho quente e silêncio.

A recepcionista me olhou com aquele ar profissional demais, como se quisesse disfarçar um julgamento implícito. Me entregou o cartão-chave do quarto sem sequer me desejar boa noite. Estranhei. Mas ignorei.

Subi. O corredor do oitavo andar estava mergulhado numa penumbra elegante. Tapetes grossos, aroma de lavanda no ar. O quarto era amplo, com uma cama king-size, lençóis perfeitamente esticados, luzes de cabeceira acesas em tom âmbar. Eu estava pronto para me jogar naquela cama e esquecer que o sobrenome Tavares pesava tanto.

Mas, assim que abri a porta, escutei a voz.

— Apagar a luz… 

A voz era feminina, suave, mas firme. Como um pedido ensaiado. Fiquei parado por um segundo, tentando entender se era um trote, uma armadilha, ou só o meu cansaço me pregando peças. Não vi seu rosto, só suas costas. Ela estava de frente para a janela, os cabelos pretos escorrendo pelas costas, o corpo envolto por um sobretudo prestes a cair.

— Você…? — Tentei perguntar, mas parei.

— Por favor, não diz nada só...— Ela pediu. 

A curiosidade me venceu. Apaguei a luz.

O que se seguiu parecia um sonho turvo, pela musica sem voz, abafado pelos cheiros, pelas sombras e pela respiração entrecortada dela. A mulher tirou o sobretudo como quem se desfaz de um segredo, e o que revelou por baixo era simplesmente… luxúria pura. A saia vermelha em couro colava na pele como um convite indecente, o top afundava entre os seios, deixando claro que ela sabia o que estava fazendo.

Ela começou a dançar. Sensual, provocante, lenta. Cada rebolado me deixava mais hipnotizado. O quarto, agora envolto na penumbra, se transformava em um palco privado, e eu — exausto, estressado, com a cabeça cheia de ruídos — fui tragado pelo silêncio que ela trazia.

Ela se aproximou, subiu em meu colo como se aquele lugar fosse dela por direito. Seus quadris rebolavam sobre minha calça como se soubessem exatamente onde tocar, quando apertar. Eu não disse uma palavra. As mãos dela invadiram minha camisa, abriram botão por botão. Meus músculos tensionaram sob seu toque.

— Você tá gostando...? — ela sussurrou no meu ouvido, roçando os lábios no meu pescoço antes de chupar com intenção, como se quisesse deixar uma marca.

— Sim — Mal consegui responder.

Era como se aquela mulher desconhecida tivesse o mapa do meu corpo. Eu não transava com alguém há meses, e o que vivi com ela foi além do sexo: foi um exorcismo. Como se ela tirasse de mim toda a amargura, a exaustão e as dores que eu carregava.

Ela sentou em mim, me provocou até me deixar duro como pedra, depois subiu e desceu com um controle que beirava a crueldade. Seu prazer parecia sincero, e o meu… inevitável, me chupava como se eu fosse algo bem doce, bem gelado num calor insuportável no deserto, e quando eu senti a sua boceta quente. 

O gozo veio com um grunhido abafado na garganta. Eu fechei os olhos, pressionando seu quadril contra mim como se ela fosse minha âncora, até cairmos contra a cama, os seus olhos escuros se abriram como duas onix, ela era linda, seus traços finos bem marcados, a sua boca pequena como quem pedia um beijo a cada segundo, somente por sua existência, ela me observou tempo o suficiente para me fazer recuperar o juízo. 

Mas então, num movimento brusco, ela se afastou. Pulou da cama como se tivesse acordado de um transe. Ficou de pé, ofegante, os olhos arregalados, os braços cruzando o peito nu em um gesto de vergonha — ou talvez pavor.

— O que você está fazendo aqui?! — ela perguntou, a voz embargada, quase rouca. — Esse não é o… Meu Deus.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ela correu até o chão onde havia jogado o sobretudo. Vestiu com pressa, sem olhar pra mim.

— Espere, me escuta… — levantei da cama, tentando alcançá-la, confuso, ainda processando o que havia acontecido.

— Não! — ela rebateu, erguendo a mão como uma barreira invisível. — Isso foi um engano! Um grande engano.

E então saiu, descalça, de cabelos bagunçados, com a vergonha grudada na pele como perfume.

Fiquei parado. Nu. Sem entender o que diabos tinha acabado de acontecer. Olhei para a cama. Os lençóis amarrotados, meu peito ainda arfando. A pele dela ainda quente na memória.

Eu não sabia seu nome. Não sabia por que estava ali. Mas sabia de uma coisa.

Aquela mulher… havia me dado algo que eu não sentia há anos. Tesão de verdade. Entrega. Um prazer que ia além do físico.

E ela fugiu. Me deixando com mais perguntas do que respostas. E uma certeza crescente:

Eu precisava vê-la de novo.

A água quente caía com força sobre meu corpo, escorrendo por cada músculo tenso, como se pudesse lavar as marcas que ela deixou. Mas não lavava. Fecho os olhos e tudo volta: o som abafado dos gemidos dela, a forma como seus quadris se moviam como se pertencessem à noite, não ao mundo real. A respiração arfante, o gosto da pele no meu lábio, o cheiro de perfume adocicado misturado à provocação do couro vermelho que ainda me queimava a retina.

Mas o que me corroía por dentro não era o prazer.

Era a forma como ela fugiu.

Ela olhou pra mim como se eu fosse um intruso. Como se eu tivesse cometido um crime por estar ali, naquela cama. Como se tudo que vivemos tivesse sido... errado. E isso me incomodava. Eu não era um homem que costumava ser deixado assim. Muito menos por uma mulher que gemia meu nome segundos antes de me olhar como se eu fosse o diabo.

Passei as mãos no rosto, esfreguei os olhos sob o jato da água e respirei fundo. Era apenas uma mulher, eu repetia a mim mesmo. Só mais uma noite, um engano. Mas meu corpo não concordava. E minha mente, menos ainda.

Na manhã seguinte, vesti uma camisa branca dobrada nos punhos, calça social escura e sapatos italianos. Cabelos levemente molhados, barba por fazer. Apanhei meus óculos escuros e a pasta de couro que levava sempre comigo.

Quando desci para fazer o check-out, meus olhos foram direto para a recepção. Parte de mim, idiotamente, esperava vê-la ali. Quem sabe de novo, de vermelho, cruzando o saguão como uma miragem latejante da noite anterior.

Mas em vez disso, encontrei algo que me fez endurecer por completo — e não no bom sentido.

— Tio Dante?

A voz veio hesitante, e quando virei, lá estava ele. Enzo Tavares. Meu sobrinho.

Estava elegante demais para uma manhã qualquer. Camisa social azul clara, calça de linho, aquele sorriso culpado que ele sempre usava quando sabia que estava onde não devia — ou com quem não devia.

— Enzo — respondi com uma sobrancelha erguida, retirando os óculos. — Que agradável surpresa.

Ele tossiu, ajeitando a gola como quem tentava ganhar tempo.

— Eu… eu não sabia que você estava na cidade.

— Nem eu — retruquei, seco.

O silêncio entre nós pesou. E foi então que percebi: ele parecia nervoso. Mais do que o normal. Olhava para os lados, como se procurasse alguém — ou temesse que alguém o visse comigo.

— Bom — ele pigarreou —, agora que você tá aqui… vai ser bom, sabe? Todo mundo sentiu sua falta.

Eu revirei os olhos mentalmente.

— Não vai dar pra escapar dessa vez, é? — murmurei, mais pra mim do que pra ele.

Enzo forçou um sorriso e, de repente, tirou um envelope do bolso do paletó. Era creme, com uma fita dourada amarrando-o com delicadeza. Eu o encarei sem estender a mão.

— Convite? — perguntei, já adivinhando a resposta.

— Vou me casar, tio.

A frase caiu como chumbo nos meus ouvidos. Ele parecia animado, mas o olhar dele ainda trazia uma sombra de desconforto. Como se algo ainda não estivesse certo.

Peguei o envelope sem romper o lacre. Apenas o segurei entre os dedos.

— Com quem?

— Com a mulher da minha vida. — sorriu, mas seus olhos vacilaram por um segundo. — Você vai gostar dela, tenho certeza. Ela é incrível.

Incrível.

A palavra ecoou dentro de mim enquanto uma suspeita lenta, de que incrivel dele, não fosse para mim. 

Enzo continuava falando, mas eu já não o ouvia. As imagens da noite anterior invadiam minha mente com força. O vermelho. Os cabelos pretos. A forma como ela sussurrava. A forma como ela fugiu.

Minha garganta secou, quem era aquela mulher?

— Quando? — perguntei, tentando parecer neutro.

— Semana que vem. No sítio da família, vai ser íntimo. Minha mãe está enlouquecida com os preparativos… e bom, meu pai quer que você vá, nem que seja por poucas horas.

Assenti devagar, tentando manter o controle.

— Claro. Não perderia por nada. — Disse ao garoto que sorriu. 

A mentira saiu suave. Mas por dentro, meu corpo inteiro latejava de um jeito que não acontecia há anos. Porque uma dúvida se enraizava em mim. — Por acaso, você dormiu aqui esta noite?

Perguntei, mas Enzo apontou para si, negando. — Eu? — Olhou para trás receoso. — Não, tio, porque? Dormi na minha noiva, sabe como é... — Coçou atrás da orelha tentando se explicar. 

— ...vamos nos casar em breve, né e...

— Já entendi, garoto, era apenas uma duvida. 

Capítulo 3

As portas do elevador mal se abriram, já corri. O salto batia apressado no chão de mármore do saguão do hotel, abafado pelas batidas do meu coração. As lágrimas ardiam, represadas no limite. Apertei o sobretudo contra o corpo, ainda sentindo os dedos daquele homem marcados em minha pele, ainda sentindo o gosto daquele homem na minha boca.

Não sabia seu nome, e nem queria saber.

Só sabia que ele era tudo que não deveria ter acontecido.

Entrei no táxi tremendo.

As mãos agarradas no tecido da saia curta de courino vermelho. Eu me odiava. Odiava minha confusão, meu corpo suado, meu desejo tão entregue, minhas carnes trêmulas.

Odiava ter gostado tanto.

Assim que cheguei em casa, larguei o sobretudo no chão e me joguei no sofá, chorando com a alma. O espelho na parede me refletia: olhos borrados, cabelo bagunçado, o batom vermelho manchado nos cantos da boca. A mulher que me encarava não era eu.

Eu traí Enzo.

Mas… não era ele.

Eles eram parecidos, tão parecidos. Corpo forte, braços largos, perfume amadeirado… Eu pensei que era ele. Eu juro.

Era pra ser uma surpresa.

Mas aquele homem…

Toquei os lábios, ainda quentes. Lembrei da forma como minha boca o explorou, como ele deixou que eu o dominasse por um instante — só para depois me tomar como se eu fosse dele.

Lembrei do silêncio dele. Não perguntou meu nome, não questionou minha dança.

Apenas apagou a luz.

Obedeceu como quem já sabia o que queria.

E quando me teve… me atravessou como se me conhecesse por dentro.

Meu corpo inteiro respondeu a ele. E agora, ele era um fantasma quente, agarrado aos meus ossos, me lembrando do prazer que eu nunca conheci com ninguém — nem mesmo com Enzo.

O celular tocou. Duda. Claro que seria ela. A cúmplice de tudo. Mas eu não atendi.

Não conseguiria explicar. Não conseguiria dizer que, na ânsia de surpreender meu noivo com uma noite ousada, eu entreguei meu corpo ao homem errado, tomei um banho para me lavar de tudo aquilo, mas o meu corpo persistia, eu sentia o seu toque em minhas entranhas, elas não eram as mesmas, deitei na cama, rolei o resto da noite.

Liguei para Enzo, mas como sempre, deixe o seu recado.

Engoli o choro, enxugando o rosto. Mas ele voltava, insistente, sufocante.

Entrei no banheiro, me sentei diante do espelho e tentei me maquiar para o trabalho.

Hoje deveria ser um dia feliz. Mas o rímel borrava com as lágrimas, o batom tremia na minha mão. E no reflexo, o que via era apenas uma mulher partida ao meio: o corpo queimando por um estranho, e o coração preso a um homem que agora parecia tão... pálido diante da memória daquela noite.

Fui para o trabalho, apesar de não estar em condições, eu precisava estar lá. O restaurante estava agitado, como sempre. Passei entre as mesas, desviando de garçons, tentando manter a compostura. Meus olhos procuraram Enzo. Nada. Pelo menos por agora. Me joguei no trabalho como se isso pudesse calar a bagunça dentro de mim. Mas no início da tarde, como num roteiro calculado pelo destino, ele apareceu. Enzo.

— Amor — disse ele, abrindo um sorriso bonito, mas... não era o sorriso dele que me feria. Era o vazio que me causava.

— Vamos lá em cima um poucor? Quero você um pouco pra mim. — Concordei com a cabeça. Eu precisava contar. Eu precisava libertar aquela culpa antes que ela me esmagasse. Subimos ao terraço do prédio da família dele — um lugar secreto nosso, onde ele costumava me levar para conversar sobre o futuro.

Lá em cima, o céu estava claro, e o vento bagunçava meu cabelo.

— Senti sua falta — ele disse, me puxando pela cintura, colando nossos corpos.

— Enzo, eu... — Suspirei buscando me afastar do seu beijo, quando apertou o meu nariz, rindo.

— Que dia você vai fazer a tal surpresa, hein? — ele riu, me dando um selinho.

— Fiquei esperando algo essa semana... — Meus olhos se arregalaram. Ele nem sonhava que já tinha acontecido.  Ele não era o homem daquela noite. Eu sequer conseguia organizar as palavras, diante dos seus olhos escuros nos meus.  — Amor...eu...— Eu buscava dizer. 

Senti as mãos dele descerem pelas minhas coxas, me apertando contra o parapeito de concreto. O vento soprava forte. Os carros pareciam formigas lá embaixo. Ele me beijava o pescoço. Me tocava. Mas tudo que eu sentia era... nada. Nada. Nenhuma faísca, nenhuma vontade. Eu estava ali, com o homem que eu amo, mas meu corpo… meu corpo ainda queria outro.

O silêncio daquele homem, a presença dele, o toque que me devorava em silêncio, aquilo sim havia me marcado. E agora eu estava presa em um noivado com um homem que não me acendia. A culpa me rasgava. Mas pior que ela, era o desejo que ainda me queimava por outro. Por um homem que nem sabia meu nome.

— Enzo, Enzo...— Tentei dizer enquanto erguia a minha saia, o vento bagunçava os meus cabelos, eu a segurei a saia para baixo, ele a movia para cima, entre beijos em meu pescoço, chupadas.

— Estamos sozinhos aqui, ninguém vai subir...— Sussurou contra a minha pele. Engoli em seco, nós precisavamos saber, mas eu já tinha descoberto.  Enzo sequer esperou qualquer resposta, quando contra o parapeito, se colocou entre as minhas pernas.

— Tô louco para te sentir de novo, não vejo a hora de estarmos juntos para sempre, nossa já é semana que vem. O olhei em seu rosto, sem ter tanta certeza, o amor era importante, mas havia mais, eu queria mais tanto para receber, quanto para dar, e isso, eu não estava dando.  — Enzo, nós precisamos conversar. — Pedi tentando me afastar, mas ele segurou a minha cintura.

— Fala, estou aqui a todos ouvidos, estou sonhando com você usando o vestido de noiva, esta tudo...Ah! — Ele me penetrou, franzi o cenho pelo incomodo, ainda estava dolorida do outro, sem sentir porra alguma, exceto incomodos.

— Já! — Menti em sussurro, eu não estava pronta, nenhum um pouco pronta, eu queria que ele terminasse, que ele parasse, que tudo aquilo logo acabasse, que o seu pau molhado parasse de entrar e sair, que ele parasse de ofegar contra a minha orelha, de beijar o meu pescoço, morder o meu ombro, me cheirar... Não era ele, era eu, que ainda estava lá, naquelas mãos, sem aqueles excessos de gemidos altos, excessivos.

— Essa boceta é minha, não é? Diz que eu sou o dono dela. — E sem essas perguntas idiotas, eu era dele, ao menos me sentia assim.

— Claro...claro que é, meu amor.  — Mas tudo mudou quando olhei para a escada, o homem ali de pé, de blusa preta, óculos escuros, cabelos pretos, forte, barba por fazer, semblante fechado nos olhando com as mãos nos bolsos, nos assistia, e eu o reconheci, ele nos assistia em silêncio, tentei empurrar Enzo que me segurou mais firme, falando sem parar. O Homem de semblante fechado, retirou os óculos, nos olhando como se me reconhecesse, e a semelhança era imensa, talvez mais fiel, como Alvaro Tavares, o meu sogro, porém mais cuidado, engoli em seco, os seus olhos escuros se fixaram aos meus de imediato. 

O olhei por inteiro de cima para baixo, e quando os meus olhos encontraram o seu pau, aquele pau, as lembranças dele, saindo e entrando na minha boca, deslizando, escorregando, seus xingamentos prosmicuos, a maneira como ele segurou a minha nuca, como me dominou naquela cama.

— Ah! Ah!— Enzo me olhou de lado, sem parar de se mover, enlacei a sua cintura rebolando nele com vontade, mas não era ele que eu queria, era insano, profano, eu nunca me senti assim. — Gozei querida! — O homem dentro de mim, disse enquanto o jato quente escorria, e o seu pau amolecia, se apoiando no parapeito quase me derrubando nele. 

Não desci, saltei do seu colo, vendo ali aquele homem nos olhar, Enzo se recuperava em mim, quando se afastou, que o percebeu.

— Ah merda, tio Dante — Disse nervoso, o sorriso amarelo. — Quê?— A pergunta não saiu, escapou quase em grito, enquanto um jato de gozo escorria pelas minhas pernas, o olhar do homem de preto para mim depois para o meu noivo, me fez engoli em seco. — Tio? O que faz aqui?

Enzo ainda buscava se ajeitar, eu disse para ele que não dava. Tio? Eu não sabia onde enfiar a minha cara de vadia, suja, era como eu me sentia.  

Continue lendo
Apoie o autor e inspire mais histórias incríveis Moboreader
Desbloquear todos
Capítulo
Personalizar
Próximo Capítulo
Minishorts Logo
Leia web novels, ficção online e histórias românticas em alta no MiniShorts. Descubra romances de bilionários, fantasia de lobisomens, drama e novelas de fantasia, além de conteúdos selecionados de dramas curtos inspirados nas tendências de narrativa mais populares.
MiniShorts YouTube
PRODUTOS E SERVIÇOS
Sobre nós
support@minishorts.com
©2026 MiniShorts Todos os direitos reservados. CHASINGTOP HK LIMITED