Capa do Romance MARCADA PELO TIO DO MEU NOIVO

MARCADA PELO TIO DO MEU NOIVO

9.4 / 10.0
Isadora, noiva de Enzo, decide explorar seus desejos antes do altar, mas acaba por engano na cama de Dante Tavares, o perigoso tio de seu futuro marido. Enquanto isso, Bianca é salva de uma aposta ilegal pelo misterioso Igor Medeiros, apenas para descobrir que ele será seu meio-irmão em breve. Entre laços familiares e traições, ambas enfrentam tentações proibidas e obsessões intensas. Duas histórias sobre os limites do prazer, onde a moral é testada por paixões pecaminosas.

MARCADA PELO TIO DO MEU NOIVO Capítulo 1

Isadora Alencar

A saia de courino vermelha mal cobria a minha bunda, colada demais, curta demais, perfeita demais pra ignorar. O decote cavado mergulhava fundo entre os meus seios, fazendo meu coração bater como se pedisse socorro — ou permissão. Mordi o lábio, borrando de vermelho scarllet o dente da frente. O batom, vibrante e provocante, estava pronto para ser testado. E eu também. Ou pelo menos queria estar.

Ignorei o nó na garganta. Hoje seria a noite da resposta. Eu precisava saber — sexo era mesmo aquilo? Algo mecânico, duro, chato? Ou eu só nunca tinha sentido o que devia?

As mulheres dos vídeos diziam que o prazer começava na mente, no toque, na entrega. Mas como entregar um corpo que nunca se sentiu completamente livre? Terminei a maquiagem com a mão trêmula, mas firme o suficiente para acertar o delineado. Preto, perfeito, como uma flecha apontando o olhar. Os cachos estavam no lugar, o cabelo solto, negro, ondulado até a cintura. Encarei o espelho. E por um segundo, quase não me reconheci.

Sexy. Eu estava sexy. Provocante. Quase uma desconhecida. Mas uma desconhecida que queria se encontrar. O casamento com Enzo era na próxima semana — e antes disso, eu precisava descobrir se ainda valia a pena tentar.

Ele precisava saber se eu não era um caso perdido.

E eu… precisava saber se era mesmo tão fria assim.

A buzina soou lá fora. Meu estômago revirou. — Já vou! — gritei pela janela, a voz arranhada pela ansiedade. Peguei o sobretudo preto e o vesti como uma armadura, escondendo o corpo debaixo da roupa curta, colada e quase indecente. Me vesti feito uma vadia — me senti uma mulher.

Abri a porta. Duda me esperava com um sorriso malicioso e uma long neck aberta, que me estendeu sem cerimônia.

— E aí? Como você tá? — ela perguntou, já rindo.

— Nervosa. Trêmula. Insegura. — respondi me jogando no banco do carro, como se a noite fosse me engolir.

— Impossível, Isa. Você tá linda. Ficou maravilhosa na roupa que a gente escolheu. A gente treinou, assistiu todas aquelas aulas… amiga, eu tô me sentindo profissional, imagina você! — Ela deu partida e acelerou pela rua enquanto eu virava a garrafa na boca, sentia o líquido gelado descer queimando por dentro. E não era a cerveja — era o medo.

— Lembra do que eu disse. Luzes apagadas ou olhos fechados. Finge que tá dançando pra você mesma. Você quer saber? Então só vai saber se tentar.

Tentei engolir as palavras junto com a bebida. Tentei acreditar. E, mais do que tudo, tentei não fugir.

Mas por dentro, o desejo e o pavor dançavam juntos, como dois amantes proibidos prestes a explodir.

O hotel era luxuoso, discreto. A fachada de vidro refletia as luzes da cidade e os meus próprios reflexos, borrados pelo nervosismo e pela cerveja que ainda borbulhava no meu estômago. Duda parou o carro em frente à entrada e me lançou um último olhar cúmplice.

— Vai, Isa. Não pensa demais. Só sente.

Assenti. Meus dedos apertaram com força a alça do sobretudo. Desci do carro como quem entra numa arena. Não havia mais volta.

Na recepção, respirei fundo e forcei um sorriso.

— Boa noite… Pode me informar o número do quarto do senhor Tavares?

A recepcionista, uma mulher bonita, de cabelos puxados num coque impecável, me lançou um olhar demorado — da cabeça aos pés — e depois torceu os lábios. Com um certo desprezo, pegou um cartão magnético da gaveta, o deixou pelo balcão sem dizer uma palavra.

Na hora, algo me travou por dentro.

Talvez ela tenha me confundido com uma acompanhante. Ou talvez o julgamento nos olhos dela fosse só reflexo do que eu mesma pensava de mim.

Peguei o cartão sem cerimônia, com o que restava da minha dignidade erguida como um escudo. Não seria um olhar atravessado que me tiraria do caminho. Não hoje.

Subi pelo elevador sozinha, me olhando conferindo em tudo. O silêncio metálico me engolia. A cada andar, o som do meu coração parecia mais alto. Quando a porta se abriu no décimo segundo andar, eu sabia que não tinha mais volta. Caminhei pelo corredor acarpetado, número por número, até encontrar a porta. 1207.

O cartão desIsaou, a luz ficou verde. Entrei.

O quarto estava quase às escuras, com apenas uma luz de abajur acesa. Tudo era silencioso, arrumado demais. A cama de casal feita, as almofadas perfeitamente alinhadas. Me aproximei devagar e sentei na beira. Fechei os olhos, tentando acalmar o próprio peito. O ar parecia mais pesado ali dentro.

Mas então, a maçaneta girou.

Virei de costas, instintivamente. O clique da porta fechando atrás de mim ecoou na minha espinha.

— Apaga a luz... — pedi, com a voz baixa. Uma parte de mim ainda queria fugir. A outra queria respostas.

Ele disse algo. — Por favor, não diz nada só...— Pedi, o suspiro foi fundo.

Só apagou sem aquelas perguntas.

A escuridão tomou conta do quarto. Meu corpo tremeu por um segundo. Mas a adrenalina me moveu. Desabotoei o sobretudo com um puxão, deixando-o cair ao chão, me vi exposta. A saia vermelha brilhava, o decote, as curvas. Tudo ali. Peguei meu celular, dei play na playlist sensual.

De olhos fechados, comecei a dançar, deslizando as minhas mãos pelo meu corpo, o meu cabelo. 

Lenta. Provocante. Meus quadris se movendo ao som da minha própria coragem. Rebolei, girei o corpo, passei as mãos pelas pernas, pela cintura, pelos seios. Senti meu corpo aceso. A cerveja ajudava — soltava, incendiava, a luz amena do abajur, só me revelava a sombra. 

Percebi a presença dele na poltrona, ao fundo. O vulto alto, largo, silencioso. Cheguei até ele com passos felinos. Subi no colo com naturalidade, como se soubesse o que estava fazendo. Como se meu corpo tivesse memória.

— Você tá gostando...? — murmurei, quase num sussurro.

Ele continuava calado, mas a respiração mais forte entregava a excitação. Era forte. Os braços firmes. O peito largo sob a camisa social.

Subi as mãos pelo seu pescoço, puxei seus cabelos com suavidade, escorreguei os lábios pelo contorno do maxilar até encontrar sua pele quente. Beijei. Chupei. Mordi. Senti um arrepio percorrer sua espinha. Um gemido abafado escapou por entre seus lábios.

— Hm... — saboreei o som como se fosse resposta.

Abri os botões da camisa, um por um. Revelei o peitoral definido, o cheiro másculo invadindo minhas narinas. Franzi o cenho. Estranhei o perfume. Era diferente do que ele usava. Mais amadeirado. Mais forte, ele havia trocado, não me lembrava.

Mas ignorei.

Subi no colo dele, roçando meu corpo contra o dele, sentindo o volume pulsante sob a calça. Sorri, embriagada pela sensação. Me movi, provocando. Ele reagia. As mãos pousaram em minha cintura, firmes, mas contidas.

Excitação. Jogo. Fome.

Suas mãos grandes me agarravam, quando neguei. — Não, hoje sou eu quem mando. — Disse escorrendo pelos os seus dedos, me agachando a sua frente, eu sabia que ele estava louco pelo o meu boquete, sempre pedia, e o segredo era, apenas pensar em coisas boas, sorvete, pirulito, aquela mulher disse no video. 

Abri os botões da sua calça, o ziper devagar,  quando o seu pau foi arrastado para fora da cueca, tudo que vinha a minha mente, era a voz daquela mulher, mandando chupar, lamber, me labuzar. Engoli em seco pelo tamanho, parecia maior do que eu recordava.

E sequer olhei para ele, me curvei sobre o pau grande e volumoso, brilhando, chupei de leve a cabeça, depois baixo para cima com a lingua, segurando bem a cabeça, fiz e refiz o movimento ouvindo murmurios do homem se contorcer, proferir xingamentos baixos, a voz rouca, grossa até que ele se colocou de pé a minha frente. — Eu quero foder a sua boquinha. — Acariciou o meu rosto de leve.

A sua mão foi a minha nuca. — Tem certeza que quer, princesa? — Eu estava para jogo, a minha boceta já estava molhada só com a voz dele, me dizendo que eu estava indo bem, que quando ele começou a por na minha boca, aos poucos. — Que boquinha apertada você tem, minha delícia, ooh, isso, eu vou foder a sua garganta, princesa. — Proferria em sussurros, como se fosse uma prece.

Assenti, olhando para cima, comtemplada apenas pela penunbra na escuridão. A luz do abajur não nos alcançava, era distante, insuficiente, eu já estava enervada, a minha boca aberta, o seu pau deslizava para dentro e para fora, numa facilidade. — Hmmm...hmmm.— Eu gemia, murmurrava, aquilo era mais que delicioso. 

Que quando reassumir o controle, segurando pela base e bati na lingua, a mulher do video disse que eles gostavam disso.

— Você gosta de provocar — ele murmurou, com a voz baixa e rouca, como se tivesse se contido até ali por puro prazer. Ri, mas o homem me puxou para si, suas mãos brutas foram dos meus braços a minha cintura rapidamente. 

As mãos dele subiram pela minha cintura, firmes, decididas, e desIsaaram pelas minhas costas nuas, puxando meu corpo ainda mais contra o dele. O calor dele me envolvia, e eu me sentia acesa por dentro, como se cada toque acendesse um fósforo na minha pele.

Minha respiração já era ofegante, curta. O couro da saia esquestava mais.

Mas não parei.

Inclinei o corpo para trás, exibindo meus seios apertados pelo decote, passando as suas mãos por cima deles, massageando enquanto ele me apertava. Senti a boca dele me devorando no escuro,chupando cada curva que eu oferecia, pescoço, ombro, orelha.

— Hoje... eu quero saber — sussurrei, me inclinando até ficar com os lábios colados na orelha dele — se sou mesmo fria... ou se ninguém nunca soube me acender.

Mordi de leve seu lóbulo.

Ele gemeu baixo.

A penumbra deixava tudo mais intenso, até que me virei, o empurrei para a poltrona.

Sentei sobre ele, a sua mão foi rápida puxando a minha calcinha, tocou o seu sexo, me acariciou com os seus dedos, me fazendo gemer, aquilo não era bom, era uma verdadeira perdição, até que ainda me tocando, ele me pincelou com o seu pau.

Um gemido abafado escapou da minha garganta quando o senti me preenchendo devagar, centímetro por centímetro. Ele era quente, grosso, profundo. Me agarrei aos ombros dele enquanto começava a cavalgar com lentidão, sentindo cada pulsar, cada toque dele dentro de mim.

Abri os olhos devagar.

O quarto estava escuro.

Era como se não ver nos libertasse. Como se o mistério aumentasse o desejo.

As mãos dele agarraram meus quadris, guiando meus movimentos. Eu rebolava, subia e descia, o som molhado e sujo do nosso encaixe ecoando pelo quarto abafado. Meus cabelos caíam sobre o rosto dele enquanto ele lambia meu colo, chupava a curva dos meus seios, puxava meu mamilo com os dentes por cima do tecido.

— Porra... você não é fria. É lava — ele gemeu, a voz embargada de tesão.

Inclinei o corpo para frente e beijei sua boca. Quente. Molhada. Fome.

Nossas línguas se encontraram, e ali não tinha mais certo, errado, nome, casamento, promessa.

Só instinto.

Acelerei os movimentos, sentindo minha barriga endurecer, a pressão se formar entre minhas pernas como uma explosão prestes a acontecer.

Ele me virou de costas, sem sair de dentro. Me colocou de quatro sobre a cama, arrancou minha calcinha com um puxão e me penetrou por trás, com força. — Ah! —Gritei. De prazer.

As estocadas eram profundas, ritmadas, deliciosamente sujas. O som dos nossos corpos colidindo se misturava aos gemidos dele, aos meus. As mãos dele apertavam minha cintura, minha bunda, uma delas subiu pelas minhas costas e puxou meu cabelo, me fazendo olhar para trás.

— Quer saber o que é sexo de verdade? — ele rosnou. — Então sente.

E estocou mais fundo.

Eu senti. O corpo todo. O grito preso. A explosão. Gozei com um tremor que me fez perder a força nos braços, meu corpo inteiro se contraindo ao redor dele. Senti quando ele também gozou, logo depois, com um gemido abafado, quente, marcando minha pele.

Silêncio.

Respiração ofegante.

Ainda dentro de mim.

Caímos de lado. Meus olhos estavam fechados. Meu coração ainda batia como se quisesse sair pela boca. Quando recobrei a razão, senti a pele dele contra a minha. O cheiro dele. O suor. O perfume... que ainda não era o do Enzo.

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