Capítulo 2

20 de Novembro..

NYARA NARRANDO

— Até que fim, paz, liberdade... — Paloma diz de braços abertos sentindo a brisa do mar.

Me aproximo dela, tirando os chinelos sentindo a areia nos meus pés, mexo os dedos afundando meus pés ainda mais na areia, agora, molhada. Instantes atrás estava vamos na recepção do hotel fazendo o check-in, nem ao menos subimos para os quartos, pedimos que levassem nossa bagagem para os quartos e viemos para a praia provativa do hotel.

— Nyara? Acorda amiga, ainda pensando no Kaio? — Alissa chama minha atenção me balançando.

— Que mané Kaio. Quero que ele se exploda. — Digo fazendo o sinal da cruz, como sinal de livramento.

— Eu acho que de nós três, Nyara era a mais apaixonada por aquele verme. — Paloma diz sentando na areia.

— Eu o amava, não vou negar. — Digo me sentando ao lado dela e Alissa ao meu lado. — Kaio foi o meu primeiro beijo, meu primeiro homem, e único, até o presente momento.

— Por enquanto. — Alissa diz rindo.

— Temos uma operação  especial de Natal para realizar. Fazer a Nyara conhecer novas camas. — Paloma diz séria.

— Também não é para tanto, me oferecer assim de mão beijada para qualquer um. — Digo.

— Óbvio que não, garota. — Alissa diz rindo. — Acha que somos tão pervertidas a esse ponto?

Desde aquele dia, eu e as meninas criamos um vínculo importante, uma amizade linda. Exatos dois meses depois da descoberta da traição, Paloma teve a audiência de divórcio, ele quis declarar abandono de lar para ela não ficar com nada dos bens, mas Paloma tinha duas testemunhas wue com o depoimento nenhum juiz em sã consciência deixaria ela sem nada. Tudo que eles conquistaram nesses sete anos foi repartido em partes iguais para os dois, e ainda decretou que a empresa seria dividida em partes iguais para as três envolvidas, pois foi comprovado que ele tinha uma união união comigo e a Alissa. Ele perdeu total poder sobre a empresa, agora as novas proprietárias e sócias, éramos nos três.

Justamente hoje, dia 20 de novembro, está completando sete meses do ocorrido, e o mesmo tempo de amizade com  as meninas, então nada como comemorar nossa aniversário de amizade com grande estilo no Havaí, eu particularmente amei a ideia de ficar esses últimos meses do ano aqui, longe de tudo e todos, longe dos paparazzi, longe da minha família que insiste em saber como eu estou mesmo depois de todo o escândalo ser publicado em todos os sites de fofocas.

Voltaremos para Los Angeles após a virada de ano, voltaremos para nossas vidas antigas, devastadas por um só homem. Mas, agora, vamos esquecer isso por um momento, quero apenas esquecer esse ano de merda que tivemos e quero curtir muito.

— Nyara tem algum problema só pode, do nada a fica presa em pensamentos e não responde mais. — Paloma diz se levantando da areia. — Vamos para o hotel, nosso plano de férias comeca as 18h.

— Temos que nos arrumar. — Alissa diz levantando toda animada, dando pulinhos de alegria. Acho que de nós três, ela é  a mais animada com essas férias, ela quer é beijar na boca e curtir como se não houvesse amanhã, e no dia seguinte morrer de ressaca.

Saímos da praia seguindo para o hotel, as meninas seguirampara dentro, e eu parei para fazer carinho em um cachorro que estava na entrada.

— Oi garoto. — Digo passando a mão na sua cabeça descendo para o pescoço e parando após sentir sua coleira no meio daquele tanto de pelo. — Sami. É um prazer te conhecer Sami.

— Au! — Foi como se ele tivesse me entendido. Dei risada.

— Sami! — Ouço uma voz grossa chamando-o, levanto a cabeça pata olhar para o dono da voz, me deparando com um tremendo gostoso vindo em nossa direção, de bermuda jeans, camisa de botões azul, estampada de coqueiros verdes, aberta dando total visão para seu corpo definido.

Abana senhor, que homem é esse?

— Desculpe por isso. — Ele diz.

— Imagina. — Digo ainda abaixada fazendo carinho em Sami.

— Ele não costuma ser amigável, normalmente ele mais parece um velho rabugento.

— Tadinho. Ele é um amor. — Digo beijo a cabeça dele. — Nyara. — Digo esticando o braço apertando a mão dele em seguida.

— Ottis, o humano do Sami. — Ele diz sorrindo. Que sorriso lindo meus amigos, que homem lindo, senhor. Terei que trocar a calcinha depois disso.

— Vocês estão de férias? — Para de ser curiosa, Nyara. Não precisa dá tão na cara que está afim do rapaz. — Não querendo ser inconveniente, é que tenho dois dogs, Cris e Madona. Se soubesse que aqui aceitavam, teria trazido elas.

— Digamks que sim, aqui é férias  todos os dias do ano. — Ele diz rindo. — Nos trabalhamos aqui. Sami já é patrimônio deste hotel.

— Ah! Que legal!

— Mas nunca tivemos nada contra os animais, aqui eles são sempre bem vindos. — Ottis diz me lançando mais um daqueles sorrisos arrebatador.

— NYARA! — Alissa grita. — Vamos logo!

— Tenho que ir, até mais. — Digo sorrindo. — Até mais Sami.

— te vemos por aí. — Ele diz num sussurro.

Fui andando até Alissa que estava com um sorriso sacada nos lábios, passei por ela entrando no elevador. Não iria parar para escutar as percepções dela, e toda a safadeza que iria sair de sua boca.

{...}

Capítulo 3

NYARA NARRANDO

Entrei no quarto encontrando três camas de solteiro e as malas na frente de cada cama. Alissa veio logo atrás de mim.

— O que aconteceu com os outros quartos? — Pergunto.

— A moça disse que houve um problema na reserva e só tinha um quarto disponível, aí eles colocaram as três camas de solteiro. — Paloma diz saindo do banheiro de roupão.

— Eu sou a próxima. — Alissa diz correndo para o banheiro.

Me deito na cama olhando oara o teto, escutando Paloma falar fone dançar muito e beber até cair, apenas concordo com um "aham".  A verdade é que meus pensamentos estava naquele homem gostoso. Que pedaço de mau caminho, meu Deus.

— Que cara é essa, Nyara?

— Ela conheceu um tremendo de um gostoso. — Alissa diz saindo do banheiro.

— Cala a boca, Alissa. — Digo entrando no banheiro.

Se depender dessas meninas qualquer um fica doidinho da cabeça, ou com vergonha. Elas não gem pregas na língua e falam besteira na frente de qualquer um. Tomei um banho relaxante de banheira e quando saí do banheiro as meninas não estavam mais, olhei minha roupa em cima da cama junto a um bilhete.

"Garota, fomos para o bar, você demora mil anos no banho, queremos aproveitar ao máximo, te encontramos lá. Beijão! — Paloma e Alissa"

Elas estão é com um fogo descomunal, querem transar com o primeiro homem que aparecer na frente delas. Querendo ou não, eu sou a mais tranquilo das três, por mais que Kaio tenha fedido com meus pensamentos eu ainda quero viver um amor.

Vesti o vestido  que era todo revestido de brilho prata? Coloquei o salto, me maquiei e soltei os cabelos, me olhei no espelho vendo uma mulher diferente, mais ousada e disposta a beijar muito na boca essa noite e por todos os dias da minha estadia aqui, nem que seja com um completo estranho.

As portas do elevador se abriram mostrando um Ottis muito bem vestido, dessa vez com a camisa abotoada. Quando nossos olhos se encontraram, um sorriso brotou naqueles lábios carnudos, que diga-se de passagem aparentam ser muito gostosos.

— Boa noite! — Sorrio.

— Boa noite, senhorita. Duas vezes no mesmo dia, chego a desconfiar que está me seguindo. — Ele diz soltando uma risada gostosa.

— Longe de mim. — Digo rindo.

— Preparada para a noite de hoje?

— Quer a verdade?

— Por favor.  Sinceridade é tudo.

— Eu só vim nessa viagem para fugir dos meus problemas, as meninas vieram em busca de aventura, eu por outro lado quero paz.

— Entendo. —  Ele faz uma pausa. — Não pensa em ter uma aventura?

— Ah, Ottis. Para falar a verdade, eu ainda sonho com meu príncipe encantado, com o cara que vai me fazer voar sem me tirar do chão.

— Ainda não encontro ele?

— Não. O último virou sapo. — Digo soltando uma risada de nervoso.

As portas do elevador se abrem e alguns hóspedes entram, fazendo os próximos segundos, que antes estava em um diálogo legal, agora um terrível silêncio. As portas se abriram de novo e Ottis saiu, antes que as portas se fechassem, ele se virou e me lançou uma piscadela, fazendo todo o meu corpo arrepiar. Juro que minha vontade naquele momento era pular fora daquele elevador e me atracar nos braços de Ottis, e beijar aquela boca que a cada vez que o encontro parece me chamar para poder prová-la.

●●●

Paloma Narrando

Estávamos há uma hora e meia esperando Nyara. Alissa cansou e se jogou já pista de dança com um carinha que acabará de conhecer, e eu fiquei sentada na cadeira tomando o meu drink, quando ele acabou me levantei e fui até o bar.

A verdade é que eu estava velha oara toda essa farra, estava tentando acompanhar as meninas, mas tudo que eu queria era uma cama, um bom livro e uma taça de vinho.

— O que vai querer, moça? — O bar men pergunta com uma voz de molhar qualquer calcinha.

— Um martine. — Respondo tentando tirar minha atenção de seu corpo magnífico.

— Por conta da casa. — Ele diz colocando o copo na minha frente.

— Imagina. — Digo pegando minha carteira.

— Moça bonita não paga. — Ele diz dando uma piscadela e saindo para atender outra pessoa.

Solto uma risada bebericando meu mwrtine, quando Nyara senta ao meu lado suspirando, pega meu martine e bebe em um só gole.

— Eu preciso transar. — Ela diz colocando o copo no balcão. — Mas não é com qualquer um, tem que ser cima aquele gostoso.

— Você está bem? — Pergunro arqueando uma sobrancelha.

— Não. O que eu falo para o homem que eu quero?

— Oi, estou subindo pelas paredes. Me fode! — Digo séria, Nyara me olha assustada, então dou risada e ela me acompanha.

— Por um instante achei que estava falando sério. — Ela diz rindo.

— Eu também, por um momento quis me candidatar a vaga. — O bar men diz, é eu posso apostar que devo estar mais vermelha que um tomate.

— Eu já estou de saída, com licença. — Nyara diz e sai de perto se nós. Ela simplesmente me deixou sozinha com esse gostoso do caralho, depois do que ele falou.

Sub: Ele não vai te morder, a não ser que você peça, óbvio.

Isso só me faz pensar no meu pedido de Natal, quando ainda estávamos dentro do avião.

"Desejo um homem gostoso, inteligente e muito interessante, para me foder gostoso enquanto essa viagem durar."

E agora, cá estou eu, de frente para um tremendo gostoso, que acabou de colocar todas as cartas na mesa e está sim, afim de mim.

Conselho da noite, cuidado com o que você deseja dentro de um avião abaixo de chuvas de estrelas cadentes.

— O gato comeu tua língua, moça bonita?

— Oi! Não, eu só fiquei sem palavras.

— Só precisa dizer que aceita jantar comigo amanhã a noite. — Ele diz, indo direto ao ponto.

— Não vai trabalhar?

— Não, eu não trabalho aqui. Só estou quebrando um galho para um amigo que ficou doente. — Ele diz me entregando outro martine.

— Amanhã a noite então. — Digo pegando minha bolsa, tirando o meu cartão de dentro e entregando para ele.

— Paloma Karazaki. — Ele diz. — Eu sou Oliver Kamai.

— Prazer. — Digo me levantando. — Tenho que ir.

Saio de lá lá esperar que me responda. Tirei meus saltos e resolvi dar uma volta na praia, sentir a brisa do mar me faria bem. Quando cheguei na praia me sentei já areia vendo as ondas vir e ir, aquele vento já começará a ficar frio.

— Também gosto de vir aqui, sentir essa brisa me acalma. — Oliver diz sentando ao meu lado. — Não estou te seguindo. — Ele diz levantando as mãos em rendição.

— Não tinha pensado nisso. — Após falar meu queixo tremeu de frio. Imediatamente Oliver tirou seu sobretudo e colocou por cima dos meus ombros. — Obrigada!

Da mesma forma que durante o dia o calor era insuportável, as noites também eram insuportavelmente frias.

— Disponha. — Ele estava muito próximo a mim. Eu podia sentir sua respiração quente fungando meu nariz, se ele me beijasse eu juro que não negaria. — Eu queria fazer uma coisa desde a hora que te vi entrar no bar. — Ele diz colocando uma mão na minha nuca e me puxando para mais perto e selando nossos lábios, a outra mão ele pousou na minha cintura apertando-a me fazendo arrepiar por inteiro.

— Oliver...— Chamo sua atenção parando o beijo e ele me olha atentamente. — Creio que tenha visto minha companheira. — Digo apontando para minha prótese.

— Paloma, pelo amor de Deus, não ligo para estética, você é linda. — Ele diz me beijando novamente sem me dar espaço para falar algo.

O beijo foi se intensificando, as mãos dele exploravam todo meu corpo, me fazendo arfar. Em segundos estávamos deitados em uma canga que eu não sabia como surgiu ali, Oliver estava explorando minha boceta com a boca, e eu gemia cada vez mais alto, não estava me importando em ser presa por atentado ao pudor, pelo menos a praia estava completamente deserta, óbvio que se tivesse alguém eu jamais teria permitido que um beijo chegasse a algo tão extremo.

Meu vestido subiu acima do meu umbigo, a brisa gelada batia no meu corpo me fazendo arrepiar. Oliver subiu sua mão por baixo do meu vestido e apertou meu seio direito, gemi ao sentir ao mão gelada de encontro com minha pele quente. Ele subiu, beijando minha pele nua, até chegar na minha boca, e me beijou vorazmente, em questão de segundos senti seu pau me penetrando com cuidado, ele fazia movimentos precisos e lentos, ele sabia o que estava fazendo, fazia como agir e como me deixar ainda mais molhada.

— Gostosa. — Ele sussurrou em meu ouvido. Seus movimentos foram ficando cada vez mais rápidos, minhas pernas passaram a tremer, e eu sabia que estava próxima ao meu ápice. Quando ele tirou seu pau de dentro de mim, e deu mais uma entocada, explodi em um orgasmo maravilhoso, agarrei ele, apertando-o, cravando minhas unhas por cima de sua camisa de tecido fino.

Nos segundos seguintes ele saiu de dentro de mim, gemendo enquanto gozava, ele olhou no fundo dos meus olhos e sorriu, seu rosto soado, e seu cabelo grudado em sua testa lhe traziam um charme único, eu ainda estava em êxtase com o orgasmo maravilhoso que ele me proporcionou na areia da praia.

Sub: Não era aventura que você queria? Aí está sua aventura de Natal.

{...}

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