Capa do Romance Enganada pelo destino

Enganada pelo destino

8.9 / 10.0
Bárbara desfrutava de uma trajetória impecável, equilibrando uma carreira de sucesso com o amor do marido, Paulo, e do filho, Pedro. Contudo, essa harmonia é estilhaçada quando Paulo é brutalmente assassinado. Mergulhada no luto, ela se vê emaranhada em uma teia de mistérios e segredos obscuros que começam a emergir. Atordoada, Bárbara percebe que a traição a rodeia e que as pessoas em quem mais confiava escondem verdades inimagináveis sobre sua própria vida.

Enganada pelo destino Capítulo 1

Barbara Narrando

Estamos todos reunidos no salão de festa da empresa, para comemorar o aniversário

do nosso filho Pedro, vejo Paulo conversando com Pedro e seu irmão Pietro, em um canto

do salão e abro um sorriso, com uma taça de champanhe na mão eu começo a lembrar de

quando eu e ele nos conhecemos. Era um dia chuvoso em São Paulo, tanto eu como ele,

iriamos para Portugal naquele dia, todos os voos atrasaram por causa do temporal e eu

entrei em um café no aeroporto para esperar, foi quando Paulo entrou e nossos olhares se

encontraram, um sorriso nasceu em nossos lábios e ele se aproximou e me pediu desculpa

por ter me olhado, contudo a nossa história começou. Em todos esses anos a gente se

amou, sonhou e construiu muita coisa juntos e hoje comemoramos os 15 anos do nosso

filho, nosso príncipe e a razão de tudo isso.

Eu caminho pela festa cumprimentando alguns dos convidados, até que me

encontro com Paulo.

— Aqui está você a dona do meu coração — Paulo fala se aproximando de mim.

— Você está brincando com o perigo — eu falo para ele que sorri e me dá um beijo

rápido.

— Esquece tudo e vem dançar comigo! — ele fala me esticando sua mão e eu abro

um sorriso, pegando nela e ele me leva para a pista de dança.

— Eu amo você, mas ainda não esqueci o que você fez hoje — eu falo para ele.

— Eu vivo a vida ultimamente a cada dia, como se fosse o último da minha vida —

ele fala me olhando. — Eu só quero que saiba, que amo você mais do que tudo nessa vida,

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você é a mulher da minha vida e sempre será. — ele me beija — Eu amo você. — sorrio

para ele e pensando nas palavras que ele acabou de dizer.

Ele coloca suas mãos em minha cintura e eu entrelaço as minhas mãos em volta de

seu pescoço, a gente sorri olhando um para o outro e era aquele olhar, o mesmo brilho nos

olhos de 17 anos atrás, eu me apaixono por ele ainda mais todos os dias, Paulo era um

homem encantador.

Quando eu e o Paulo nos afastamos sem tirar os olhos um do outro, o DJ da festa

anuncia que era a hora de cantar os parabéns. Subimos com Pedro, Paulo abraça o nosso

filho forte e eu abro um sorriso, vendo os dois juntos. Ele era um pai excelente, um marido

perfeito e uma pessoa maravilhosa, ele não tinha inimigos, por onde passava só levava amor

e alegria.

— O que é isso? — eu falo quando paramos de cantar parabéns, as luzes começam a

piscar, até que elas se desligam.

— Deve ser algum problema na iluminação — Paulo fala. — Eu vou lá ver — ele diz

saindo do palco e indo para fora do salão. Eu olho ele indo e me preocupo. As luzes se

acendem e começam a piscar novamente.

— Eu também vou — falo — Fica aqui meu filho — Ele assente.

Quando atravesso a porta do salão as luzes se apagam totalmente, eu tento ligar a

lanterna do meu celular, mas a bateria está fraca e não consigo.

Escuto barulhos e quando dou por mim, percebo ser vários tiros, meu coração nesse

momento para, me desespero e vou correndo em meio aquela escuridão.

— Paulo! — Grito desesperada andando por aqueles corredores escuros. — Paulo,

você está me ouvindo? — eu pergunto — Paulo, onde você está?

Eu não conseguia descrever o que eu senti quando escutei os tiros, minhas pernas

ficaram bambas, me faltou o ar e eu só sabia correr, correr e correr, mesmo tropeçando nos

meus próprios pés.

— Paulo — Eu grito mais uma vez e não tenho resposta nenhuma dele, meu coração

está aflito.

Quando meus pés tropeçam em algo as luzes se acendem, eu olho para baixo vendo o

corpo do meu marido.

—Ahhhh! Paulo! — grito o chamando, me ajoelho no chão ao seu lado, com

lágrimas descendo pelo meu rosto sem parar, minhas mãos tremiam, ele ainda estava com

os olhos abertos e tentava mexer a sua boca. Eu não conseguia pensar em nada, a não ser

em todos os nossos momentos juntos e começo a chorar muito...e...

— Alguém me ajuda! — olho para os lados e não vejo ninguém, mesmo assim ainda

grito, para que alguém me ouça. — Chamem uma ambulância agora.... Amor, meu Deus!

— Passo a mão pelo seu rosto e pressiono um de seus ferimentos, tentando estancar o

sangramento.

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