Ao entrar no quarto, Narin fica mais impressionada. O quarto é muito bonito, bem decorado com uma cama de casal, deixando Narin envergonhada com tanto luxo.
- Sra. Gonul, não precisar me dar um quarto como este, posso dormir em um quarto mais simples. – Narin diz um pouco envergonhada.
- Não querida, não pode, seu quarto é este se acostume. - Sra. Gonul diz com um sorriso cordial.
Alguém bate à porta e Sr Ekin que decide conversar com Narin.
- Entre. - Sra. Gonul autoriza a entrada.
- Gonul, vamos logo deixar a Narin a par das regras da casa. – As palavras do Sr Ekin sai em um tom severo.
- Ekin, não é melhor deixá-la se instalar primeiro? – Sra. Gonul tenta impedir o marido.
- Não, eu não quero ter problema futuro. – Sr Ekin insiste em advertir Narin.
Narin ficou sem entender do que eles estão faltando, mas não se atreveu a dizer nada.
- Olha Narin, o Ömer a levará para a faculdade todos os dias e tratar você de volta para casa. – As palavras do Sr Ekin saem como uma ordem.
- Não é necessário, eu posso ir de ônibus, não me importo. – Narin tente impor sua vontade.
- De forma nenhuma, não tem autorização para sair só, ter amizade com garotos, nem ir a outro lugar além da faculdade, você irá para a faculdade e voltará para casa, não irá para nenhum outro lugar, estamos entendidos. – O tom na voz do Sr Ekin sai com de um ditador.
- Por que, série uma prisioneira? - Narin pergunta com lágrimas nos olhos.
- Não é isso filha, é só para sua segurança. - Sra. Gonul acalma Narin.
- As regras são essas, eu não quero ter que me preocupar com você, outra coisa Gonul passa o número do celular de Ömer para ela. – Sr Ekin vira dando as costas para as duas.
- Ekin, por favor, você vai assustar a garota. – Sra. Gonul tenta apaziguar a atenção entre eles.
- E tem mais, o que você precisar é só falar com Ömer, ele resolverá tudo para você. – Sr Ekin diz antes de sair do quarto.
Sr Ekin sai do quarto deixando Narin sem entender o que realmente está acontecendo.
Sra. Gonul fica olhando para Narin e percebe o quanto ela está assustada com toda aquela mudança.
- Ei, não fique assim, ele tem aquela cara feia, mas não é tão ruim assim, vamos descer para jantar. - Sra. Gonul tranquiliza Narin a conduz para fora do quarto.
Elas chegaram na sala de jantar e Narin não sabe onde deve sentar, fica de pé com vergonha do Sr Ekin.
- Não vai sentar, garota? - Ömer pergunta com um tom de provocação.
- Ömer, o nome dela e Narin, você sabe muito bem, então a chame pelo nome certo! – Sra. Gonul exclama olhando feio para o filho.
- Tudo bem Sra. Gonul, eu não me importo. – Narin exclama revirando os olhos.
- Sente filha. - Sra. Gonul conduz Narin para sentar ao lado de Ömer, deixando Narin mais nervosa por perceber que ele não gostou dela.
Todos jantam em silêncio até que Ômer quebra o silêncio.
- Pai, amanhã tenho algo importante para fazer cedo...
- Não existe nada mais importante de agora em diante, Narin é sua prioridade. - Sr Ekin interrompe Ömer.
- Sr Ekin, não quero dar trabalho para seu filho. – Narin tenta se livrar da companhia de Ömer.
- Você agora é da família, não fala como se ele não fosse nada seu. – Sr Ekin diz sem desviar os olhos de seu prato.
- Desculpe Sr Ekin, eu sei que agora somos irmãos, mas...
- KKKk irmãos. - Ömer ri de Narin, deixando o pai irritado
- Olha aqui seu moleque... - Sr Ekin fala partido para cima do filho.
- Ekin por favor, calma, Ömer vá para seu quarto. – Sra. Gonul interfere na discussão de pai e filho.
Ömer saiu furioso com a imposição do pai, Narin por sua vez, pede licença e vai para seu quarto completamente atordoada com a discussão. Na manhã seguinte todos tomaram o café da manhã em silêncio, Narin não se atreve nem a levantar os olhos de vergonha e se sentindo deslocada naquela família.
- Filha, você tem tudo para sua aula? – Sra. Gonul pergunta para aliviar a atenção.
- Tenho sim, senhora. – Narin responde se sentindo um peixe fora da água.
- Vamos logo, tenho que ir para minha aula também. - Ömer apressar Narin.
- Só vou pegar meus livros. - Narin vai rápido, pega seus livros e segue Ömer até seu carro.
- Quando sua aula terminar me avise para vim lhe buscar, vou lhe passar meu número. - Ömer fala sem olhar para Narin num tom áspero.
- Sra. Gonul já me passou, eu posso voltar de ônibus, você não precisa ter esse trabalho. – Narin responde irritada com o tratamento de Ömer.
- Eu não tenho escolha, meu pai fez de mim sua babá, para infernizar minha vida. – As palavras de Ömer saem entre os dentes.
As palavras de Ömer fizeram o sangue de Narin ferver.
- Olha aqui, eu não pedi para ser adotada por sua família, então não desconte sua raiva em mim. - Narin fala cheia de ódio.
- Há resolveu mostrar quem você é, agora que meus pais não estão por perto!? – Ömer debocha de Narin.
- Não, seu idiota, os meus pais me ensinam a respeitar os mais velhos, parei esse carro agora. – Narin diz farta das atitudes de Ömer.
- Ainda não chegamos! – Ömer exclama dividindo sua atenção na estrada e em Narin.
- Se você não parar, vou abrir a porta e me jogar. – Narin diz com muita raiva de Ömer.
- Você ficou louca... – Ömer se surpreende com a atitude dela.
- PARA!! – Narin grita abrindo a porta do carro.
Ömer parou o carro, Narin saiu, foi em direção ao ponto de ônibus.
- Que garota insuportável. - Ömer resmunga estacionando o carro e indo atrás de Narin. - Você quer por favor voltar para o carro.
Enquanto Ömer tenta convencer Narin voltar para o carro, um ônibus parar e Narin entra para desespero de Ömer.
- Merda, essa garota vai me dar trabalho. - Ömer fala com a mão na cabeça vendo o ônibus ir embora.
Ömer volta para o carro e segue o ônibus, quando chega na frente da faculdade, ele fica observando, Narin chega na faculdade e segue para sua aula. Ele liga o carro e segue para sua faculdade também.
Ömer está no último semestre de administração em comércio exterior, assim que terminar irá trabalhar nas empresas de importação e exportação do pai.
No intervalo das aulas, Narin encontra Zeynep, sua amiga de infância que está no segundo semestres de medicina.
- Zeynep, que bom lhe vê, eu preciso conversar com uma amiga. – Narin diz como um desabafo quando encontra a amiga.
- Narin, você desapareceu, eu fui a sua casa e não a encontrei. – Zeynep diz abraçando a amiga.
- Há Zeynep minha vida virou de cabeça para baixo, depois que perdi meus pais. - Narin diz choramingando.
- O que aconteceu, onde você está morando? – Zeynep pergunta curiosa.
- Lembra quando fui ao cartório com minha mãe e meu tio, eu pensei que só se tratava da faculdade, mas não, ela e meu tio me deram para adoção a uma família rica. – Narin conta as mudanças em sua vida.
- Não brinca!? – Zeynep exclama surpresa.
- Agora eu tenho um pai, uma mãe e um irmão que me odeia, lá eu só tenho autorização para vim a faculdade e mais a lugar nenhum, eles não me permitem nem ter amizade com garotos, não sei o que fazer. – Narin se lamente com as mãos entre os cabelos.
- Mas eles lhe tratam bem? – Zeynep pergunta preocupada.
- Tratam, quer dizer, a Sra. Gonul, ela é muito gentil, o Sr Ekin é mais sério e de poucas palavras já o Ömer é um insuportável. – Narin se queixa com a amiga.
- Esse Ömer é seu irmão adotivo? – Zeynep pergunta arqueando as sobrancelhas.
- Sim, e o pior de tudo, é ele que está responsável por mim, e além disso tudo o que eu precisar tenho que pedir a ele. – Narin diz sentindo um desespero.
- Eles não lhe deram cartão de crédito, nem dinheiro? – Zeynep pergunta incrédula.
- Não, mas eu tenho umas economias que meus pais deixaram, mas um dia vai acabar e eu vou te pedir o que precisar a ele. – Narin diz frustrada.
- Amiga, sua situação é muito complicada. - Zeynep exclama com pena da amiga.
Narin cobre o rosto com as mãos sem saber o que fazer da vida.
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Narin e Zeynep voltam para a aula, no final da manhã elas voltam a se encontrar, ficam conversando sentadas em um banco dentro do campus, quando são surpreendidas por Ömer.
- Vamos para casa, anda, logo não tenho tempo a perder com você. - Ömer chama Narin de forma rude.
- Zeynep, eu preciso ir, amanhã conversamos, tchau. - Narin se despede da amiga com vergonha da forma que Ömer falou com ela.
- Tchau, Narin - Zeynep se despede franzindo a testa com o comportamento de Ömer.
Ömer sai na frente e Narin o segue, quando entra no carro Ömer vira para Narin e diz.
- Olha aqui sua fedelha, nunca mais saia do carro daquele jeito, eu não quero ter problema com meu pai por sua causa. Você me entendeu? - Ömer pergunta com um olhar severo para Narin.
- Olha aqui seu imbecil se você continuar me tratando assim, eu vou fugir. - Narin ameaça Ömer colocando o dedo no rosto dele
- Sério? Vamos lhe encontrar facilmente. - As palavras de Ömer saem em tom de deboche.
- Quando for encontrada eu digo que foi você que me deixou no meio da rua para eu ir embora. - Narin desafia Ömer.
- Não se atreva a fazer isso. - Ömer fica aterrorizado com as palavras de Narin.
- Então pare de me tratar mal, eu também não quero estar em sua casa, muito menos perto de você. - As palavras de Narin sai em tom de desprezo.
- Tudo bem, vamos fazer um acordo, eu lhe dou um pouco de liberdade e você faz meu pai acreditar que estou cuidando muito bem de você, combinado? - Ömer pergunta estendendo a mão para Narin apertar.
- Combinado. - Narin aceita apertando a mão de Ömer.
- Então, vamos começar por hoje...
- O que tem hoje? - Narin pergunta interrompendo Ömer.
- Eu vou sair com uns amigos e você irá fazer um trabalho da faculdade com aquela sua amiga. - Ömer propõe a Narin uma forma de enganar o pai.
- Mas seu pai disse que não posso ir para outro lugar além da faculdade! - Narin exclama confusa.
- Mas, se eu te levar tudo bem para ele. - Ömer informa com um sorriso maroto.
- Eu entendi, será ótimo, quero mesmo sair um pouco daquela casa e ficar com a Zeynep. - Narin confessa sentindo um alívio.
- Então, liga e diz que está indo para casa dela. - Ömer pede freneticamente.
- Vou ligar para minha mãe e avisar a ela, agora tem uma coisa, você só sairá da casa dessa Zeynep quando eu for lhe buscar, entendido!? - As palavras de Ömer sai com um tom de ordem.
- Tudo bem. - Narin concorda sem dar importância ao tom de voz de Ömer.
Ömer e Narin seguem com seu plano, no final da tarde, Ömer leva Narin para casa de Zeynep.
- Oi amiga, o que aconteceu, como deixaram você vir aqui? - Zeynep pergunta surpresa e ouve Narin contar o plano dela e de Ömer.
- Então, vocês ficaram amigos? - As palavras de Zeynep soam maliciosamente.
- Não exatamente, mas ele me deu uma trégua para sair com os amigos dele. - Narin explica o motivo da trégua.
- Agora, você não falou que ele era tão gato. - Zeynep questiona, franzindo o nariz.
- Bonito, mas insuportável. - Narin retruca revirando os olhos.
Horas mais tarde...
Ömer percebe que já é tarde, precisa levar Narin para casa, então ele decide ligar para ela.
- Atende o telefone fedelha. - Ömer resmunga nervoso.
Narin e Zeynep acabaram adormecendo, Ömer não vê outra alternativa a não ser bater na porta da casa de Zeynep.
- Quem é você e o que quer a está hora na minha porta? - O pai de Zeynep fica desconfiado ao vê Ömer.
- Desculpe senhor, mas eu vim buscar a Narin, meus pais não permitem que ela durma fora de casa. - Ömer justifica o motivo de está lá aquela hora.
- Querido quem é? - A voz da mãe da Zeynep é ouvida por Ömer do lado de fora da casa.
- Um rapaz veio buscar a Narin, vai chamar ela. - O pai de Zeynep pede ainda encarando Ömer desconfiado.
A mãe de Zeynep vai até o quarto e volta com Narin.
- Muito obrigado senhora. - Ömer agradece e pega Narin pelo braço e leva para o carro.
- Você demorou. - Narin fala ainda sonolenta.
- E você não atendeu a porcaria do celular, eu estou a mais de uma hora tentando falar com você. - Ömer fala ligando o carro e sai cantando pneus
- Meu celular está ruim, ele tem descarregado muito rápido. - As palavras de Narin sai arrastada por conta do sono.
Ömer e Narin chegam em casa e tentam entrar sem serem vistos, mas são pegos.
- Onde diabos você estava com essa menina até esta hora? - Sra Gonul pergunta furiosa com o filho.
- Sra Gonul eu acabei adormecendo na casa da Zeynep e meu celular descarregou, o Ömer tentou falar comigo e não conseguiu. - Narin se justifica tentando proteger Ömer.
- Olha aqui Narin, isso não irá acontecer mais, quando você precisar fazer algo da faculdade, essa sua colega virá aqui, se Ekin ficar sabendo estou acabada, vá para seu quarto. - Sra Gonul repreende Narin olhando para Ömer ainda desconfiada.
Narin segue para seu quarto e Ömer tenta fazer o mesmo.
- Você não, vamos conversar. - Sra Gonul diz e pega Ömer pelo braço e o leva até o escritório.
- Agora mãe!? - Ömer resmunga frustrado.
- Sim, agora, você acha que sou boba, daqui estou sentindo o cheiro de álcool, você deixou a menina na casa da colega e foi para suas farras. - Sra Gonul repreende Ömer trazendo à tona o plano dele.
- Maldição mãe já basta o papai me controlar. - Ömer protesta coçando a cabeça.
- Você esqueceu que esta garota é uma bomba relógio em nossas mãos? Você esqueceu também que é por sua causa que estamos nessa situação? Filho você está vivendo sua vida como se nada tivesse acontecido. - Sra Gonul tenta trazer Ömer para a realidade
- E o que a senhora quer que eu faça, vou deixar de viver!? - As palavras de Ömer saem em tom de revolta.
- A sua função é proteger ela, e não a colocar em perigo. - Sra Gonul pressionou os lábios antes de continuar. - O tio dela ligou hoje e falou com seu pai, depois Ekin ficou muito nervoso. - Sra Gonul informa com as mãos na cabeça.
- Nós já estamos cumprindo o acordo, o que ele quer mais!? - As palavras de Ömer é de revolta.
- Eu não sei, seu pai não quis falar sobre o assunto, agora vá dormir, não faça mais isso. - Sra Gonul pede com um semblante preocupado.
Ömer vai em direção as escadas e para.
- Mãe, a senhora acha que ele está nos vigiando? - Ömer pergunta se sentindo derrotado.
- É possível. - Sra Gonul pondera um pouco e responde e acena com a cabeça.
Ömer vai para o quarto, fica pensando como se livrar daquele problema. Na manhã seguinte, Ömer leva Narin para a faculdade, e depois vai para sua faculdade, antes do horário do almoço ele passa no shopping e no final da manhã vai buscar Narin, quando ela entra no carro ele entrega uma sacola a ela.
- Toma, isso é para você. - Ömer fala colocando a sacola no colo de Narin.
- O que é? - Narin pergunta abrindo a sacola. - Eu não acredito, um celular novo, muito obrigada!! - Narin agradece com um largo sorriso nos lábios.
- Isso é para nosso plano funcionar direito. - Ömer informa revirando os olhos.
- Mas a culpa não foi só minha, você também chegou tarde. - Narin se defende admirando o celular.
Os dias passam e Ömer sempre criava oportunidades para sair e deixar Narin em um lugar seguro, geralmente na casa da Zeynep. Narin passou a fazer novos colegas e entre eles está um garoto chamado Boran. Narin, Zeynep e Boran ficam sempre juntos, mas Zeynep está em semana de provas, está estudando muito e sem tempo para os amigos. A companhia de Narin neste período é Boran. Em um dia, Ömer chega para buscar Narin, e vê Boran com o braço envolta do ombro de Narin, Ömer vai até eles furioso.
- É assim que você está estudando Narin? - Ömer pergunta com raiva do que vê.
- Oi Ömer, este é... - Narin não consegue terminar a frase.
- Não me importa quem ele é, você não está aqui para ficar de papo com garotos, mas sim para estudar, e você seu imbecil fique longe dela. - Ömer diz cheio de ódio, pega Narin pelo braço e sai arrastando.
- Ömer, o que você pensa que está fazendo, ele é meu colega!? - Narin protesta em vão.
- Você não tem permissão para ter um colega homem. - Ömer lembra a Narin as regras que o pai dele impôs.
Ao entrar no carro Narin fica fuzilando Ömer com os olhos com muita raiva do comportamento dele.
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