Capa do Romance Desejos em Quartos Fechados

Desejos em Quartos Fechados

9.5 / 10.0
Lívia levava uma vida comum como camareira até conhecer Eduardo, um hóspede influente e dominador que desperta nela desejos incontroláveis. O que surge como uma atração física avassaladora entre lençóis e segredos de hotel evolui para uma conexão profunda. Em meio a sentimentos possessivos e intensos, o casal confronta o próprio orgulho para aceitar um amor inesperado. Nessa jornada de entrega absoluta, eles descobrem que a paixão carnal se transformou em um destino sem volta.

Desejos em Quartos Fechados Capítulo 1

A brisa salgada do mar invadia o saguão do Hotel Brisa Azul, misturando-se ao aroma suave de jasmins que perfumava os corredores. O som das ondas quebrando à distância criava um fundo quase hipnótico para minha rotina silenciosa. As cortinas dançavam com o vento, deixando entrar fragmentos dourados do sol da tarde, que se espalhavam pelo chão de mármore polido.

Eu, Lívia, loira de cabelos longos e ondulados, olhos azuis e 25 anos, passava o pano úmido sobre o balcão com movimentos lentos e mecânicos. O uniforme simples — uma saia lápis azul-marinho e uma camisa branca de mangas curtas — moldava-se ao meu corpo de forma discreta, mas nada conseguia esconder o contorno das minhas curvas. Era apenas mais um dia comum no hotel, até que o som de passos firmes ecoou pelo saguão, quebrando a monotonia com a força de uma tempestade silenciosa.

Levantei os olhos — e o mundo pareceu parar.

Ele era alto, imponente, com ombros largos e presença dominante. O terno escuro caía sobre seu corpo como se tivesse sido feito sob medida, e os sapatos italianos reluziam sob o reflexo do mármore. Os cabelos castanhos, penteados com perfeição, exibiam leves fios rebeldes que o deixavam ainda mais irresistível. A barba cerrada delineava um maxilar forte, e os olhos... ah, os olhos. Um verde profundo, calculista, quase perigoso.

Mas havia algo além da frieza — uma chama discreta, um desejo contido, uma tensão que me fez prender o ar e esquecer o mundo por um segundo.

Seu nome escapou da boca da recepcionista em um tom quase reverente:

— Senhor Eduardo Monteiro.

O som do nome pareceu ecoar dentro de mim. Eduardo Monteiro. Um nome que combinava com poder, com controle, com tudo aquilo que eu sempre quis evitar… e, de alguma forma, desejava.

Enquanto ele fazia o check-in, seus olhos cruzaram os meus. Um segundo. Dois. Três. Bastaram para que um arrepio me percorresse por inteiro, subindo pelas pernas, tomando o corpo. Desviei o olhar, envergonhada por ter sido pega observando, mas não antes de ver o canto da boca dele curvar-se em um meio sorriso provocador. Ele havia me notado. E tinha gostado.

Horas depois, recebi a ordem de preparar a suíte presidencial — o quarto 507.

Meu coração acelerou. Era ele.

Empurrei o carrinho de limpeza pelo corredor silencioso do último andar. O tapete macio abafava meus passos, mas o som do meu coração era ensurdecedor. O ar parecia mais denso ali, carregado de algo que eu não sabia nomear. Excitação? Medo? Antecipação?

Passei o cartão na fechadura e empurrei a porta. Fui recebida por uma luz suave, filtrada pelas cortinas de seda, e o perfume leve de lavanda. O luxo do ambiente era discreto e elegante: móveis de madeira escura, lençóis brancos impecáveis, cada detalhe pensado para impressionar. Respirei fundo e comecei meu ritual de limpeza — dobrar o edredom, alinhar as almofadas, verificar o banheiro, ajustar as flores. Tudo meticuloso. Tudo perfeito.

Até que uma voz grave e rouca cortou o silêncio:

— Gosto de mulheres que prestam atenção nos detalhes.

Girei tão rápido que quase deixei cair a almofada das mãos.

Lá estava ele. Encostado na porta, as mãos nos bolsos, me observando como quem já sabe o efeito que causa. Eduardo Monteiro. O tipo de homem que transforma o ar em eletricidade.

— Me desculpe, senhor... eu não sabia que já havia subido — murmurei, tentando disfarçar o nervosismo.

Meu rosto queimava, e senti a pele arrepiar sob o tecido do uniforme.

— Gosto de chegar sem ser anunciado — respondeu, caminhando lentamente até mim. — Revela muito sobre as pessoas.

Deu mais um passo. E outro. Eu recuei.

— Você é nova? — perguntou, com a voz baixa, quase um sussurro.

— Trabalho aqui há dois anos, senhor — respondi, tentando soar profissional.

Ele inclinou a cabeça, como se me estudasse.

— Estranho... — disse, com um sorriso de canto. — Eu teria lembrado.

O modo como ele disse isso... como seus olhos percorreram cada traço meu... fez meu corpo reagir. Meus seios se ergueram sob a camisa, meus lábios se entreabriram em um gesto involuntário.

— Qual o seu nome? — perguntou.

— Lívia — respondi, quase sem voz.

Eduardo ergueu o dedo e tocou meu queixo, levantando suavemente meu rosto.

Seu toque era firme, mas o gesto tinha algo de cuidadoso, quase reverente.

— Lívia… — repetiu meu nome devagar, saboreando cada sílaba. — Você tem ideia do que provoca quando me olha assim?

Engoli em seco.

— Eu… eu não olhei de forma... — tentei responder, mas ele me cortou com um olhar.

— Olhou, sim. E eu gostei. Muito.

O silêncio entre nós se tornou quente, espesso, quase palpável.

Eu não entendia o que estava acontecendo, só sabia que meu corpo ansiava por ele — e que, de algum modo, ele percebia isso.

Ele se inclinou. O ar pareceu prender-se nos meus pulmões.

Por um instante, pensei que ele fosse me beijar. Mas, em vez disso, se afastou.

— Termine seu trabalho — disse com voz rouca. — Depois venha até mim.

Virou-se e foi até a varanda, deixando-me ali, trêmula, com o coração em disparada.

Tentei me recompor, mas minhas mãos tremiam. Ajustei as cortinas, arrumei as flores, verifiquei os lençóis, tudo em vão. Minha mente estava nele. No cheiro, na voz, no olhar.

Quando voltei à sala, ele estava sentado no sofá, com a jaqueta do terno jogada sobre a poltrona. A camisa branca estava parcialmente desabotoada, revelando um peito firme e bronzeado, levemente coberto por pelos. O contraste entre o branco do tecido e o tom da pele dele era indecentemente bonito.

— Feche a porta — ordenou, sem tirar os olhos de mim.

Obedeci. O som do clique foi como um feitiço.

— Venha aqui, Lívia.

Cada passo que dei pareceu me puxar para um abismo doce e perigoso.

Quando parei diante dele, Eduardo me segurou pela cintura e me trouxe para o colo com naturalidade.

— Você é linda — murmurou, passando o polegar pelo contorno do meu lábio inferior. — Mas o que mais me enlouqueceu foi isso… — sua mão desceu pela lateral do meu corpo, alcançando meu quadril.

Meu corpo reagiu antes da minha mente.

Virei-me de frente para ele, e seus dedos começaram a explorar o interior das minhas coxas. O toque era lento, provocante, calculado — como se ele quisesse descobrir o exato ponto onde o prazer se tornava tortura.

— Posso? — perguntou, com a voz mais baixa que um sussurro.

Assenti, incapaz de dizer qualquer coisa.

Seus dedos me tocaram por baixo da saia, encontrando o tecido já úmido da minha calcinha.

— Assim… molhadinha pra mim? — provocou.

O calor subiu, um gemido escapou, e ele sorriu. Um sorriso arrogante, confiante.

— Vai gozar pra mim, Lívia? — perguntou, deslizando os dedos com precisão.

O mundo sumiu. Só havia o som dos meus gemidos e o roçar da respiração dele contra minha pele. Quando o orgasmo me atingiu, ele me segurou firme, os olhos presos nos meus, acompanhando cada tremor, cada suspiro.

Quando recuperei o fôlego, ele levou os dedos à boca e os lambeu devagar.

— Doce, como eu imaginava.

Meu rosto corou, mas o desejo ainda ardia. Eduardo me deitou no sofá, afastou a saia e se posicionou entre minhas pernas.

— Isso foi só o começo, camareira.

E quando sua boca desceu até mim, compreendi que aquela noite seria inesquecível — feita de promessas sussurradas, prazer proibido e um homem que parecia ter nascido para incendiar cada centímetro da minha pele.

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