Capítulo 2

Mateus

Estou dirigindo a caminho da casa de Patrícia, morrendo de saudades do meu amor, e me pego pensando em nosso relacionamento, finalmente ela será minha esposa e a terei por completo.

Eu sei que ela também está ansiosa por isso e eu a amo tanto que não vejo a hora, estou contando os segundos, estou pior que um adolescente.

Patrícia

Estou terminando de me arrumar, coloco uma camisa rosa, uma calça jeans e um tênis no mesmo tom da camisa, está ótimo, afinal vamos somente ver nosso quarto, ou melhor meu quarto, pois se tudo correr bem, meu querido esposo nem poderá aproveitá-lo.

Não sei porque pensei nesse se...

Claro que tudo dará certo, como vêm dando até agora.

Mateus

— Amor? –

Vou entrando e assim que a vejo a puxo para um beijo e a envolvendo em meus braços.

— Nossa, não vejo a hora de te ter inteirinha para mim, olha só como você me deixa. –

Mostro mesmo por cima da calça como estou duro, levando a mão dela até minha ereção.

— Eu fico assim só de te ver amor, aliás só de pensar em você. Que tal brincarmos um pouquinho? –

— Está animadinho é meu bem? Mas infelizmente agora não podemos meu querido, marquei com a decoradora e ela não tolera atrasos, vêm vamos. –

Ela fala me puxando para fora da casa.

— Tudo bem, fica para depois então.

Dou um beijo em seu pescoço e saímos.

Depois de duas horas, finalmente os trabalhos com a decoradora terminam, a acompanhamos até a saída e assim que subimos, a puxo para meu quarto fechando a porta.

Desde que começamos a reformar o meu quarto para o tornar nosso, eu me mudei para um dos quartos de hospedes. A puxo para meu colo e beijando - a pergunto:

— Amor, o que acha de avançarmos um pouquinho hoje? –

— Como assim? –

— Pensei que hoje além das mãozinhas, você poderia usar sua boquinha, o que acha? –

Vou enchendo-a de beijos, descendo de seu rosto para seu pescoço.

— Vou tentar meu bem. –

Ela responde mas noto que ela está temerosa.

— Tudo bem amor, vamos até o seu limite. Não se preocupe e nem se sinta pressionada. –

Começo a tirar sua roupa lentamente, e vou distribuindo beijos por todo seu corpo, ela tira minha camisa e enquanto a beijo me levanto devagar, carregando-a em meu colo até deita-la em minha cama, começo  a acariciar suas pernas, subindo minhas mão para suas coxas, vou subindo meu corpo, até que eu esteja com o rosto de frente para ela, antes de prosseguir dou- lhe um olhar tentando transmitir todo carinho e amor que consigo, questionando sem palavras se posso prosseguir e sentir sua intimidade com minha boca, mas sinto seu corpo travar e vejo ela nervosa apertar o lençol.

— Está tudo bem amor, fica calma minha linda. –

Não insisto, ergo meu rosto e corpo, subo até a altura do rosto dela colando nossos lábios, levo uma mão até sua entrada e começo a acariciar, fico ali, fazendo movimentos circulares até que ela chegue ao orgasmo.

É tão linda quando goza. Eu nem sei como consigo leva-la ao orgasmo só com carícias, ela ainda não permite nenhum tipo de penetração.

Selo nossos lábios e enquanto sua respiração se normaliza eu tiro minha calça e cueca, deito ao seu lado e a viro para mim, voltando a beija-la com toda minha paixão e amor.

Patrícia

Sabe, eu queria transar com Mateus, queria cavalgar gostoso, ele é lindo e no auge dos seus vinte e seis anos, está em perfeita forma. Ele é muito bem dotado, é grosso e grande, e eu já até sonhei com ele me comendo, metendo em todas as minhas entradas, ele deve fazer gostoso para caralho, só suas carícias e beijos já são de ir a loucura, mas Marcos me mataria se algo acontecesse.

Para ele ter certeza que nada acontece, eu sempre que estou com Mateus uso um relógio que tem uma micro câmera, que grava áudio e vídeo, Marcos assiste tudo, que transmite praticamente em tempo real, custou uma grana preta mandar fazer esse relógio, mas ele disse que era necessário, caso um dia Mateus avançasse o sinal, ele daria um jeito de interromper, claro que sei que Mateus jamais faria isso, ele é um verdadeiro príncipe encantado, respeitador, paciente, bondoso, lindo e gostoso, muito gostoso.

Gozei gostoso com suas carícias, reconheço que ele é bom em tudo o que faz, e estou aqui aproveitando seus beijos, levo minhas mãos até seu membro e começo a fazer leves movimentos de vai e vem, ele interrompe o beijo e se encosta na cama, coloca  sua mão por cima da minha e coordena os movimentos, quando ele vai gozar tira sua mão e eu coloco a minha outra, fazendo ela gozar em minhas mãos, então me deito e fico olhando para o bobão que está com um sorriso feliz, todo satisfeito e me olhando encantado.

Capítulo 3

Patrícia

Estamos nos ajeitando para descer jantar, eu preciso manter minha pose de mulher boa e frágil.

— Desculpa meu amor, eu sei que você esperava mais, eu também, mas não consegui, não sei, na hora meu corpo não me obedecia e travou, eu, eu... –

Começo a simular um choro desesperado, interrompendo minha fala e logo penso que sou merecedora de um Oscar, porque travar em meio ao prazer e chorar desse jeito, isso me da a certeza que sou uma excelente atriz.

Mateus

Ver minha linda noiva naquele estado me corta o coração, a envolvo em meus braços, beijo sua testa.

— Ei amor, está tudo bem, veja quanto já evoluímos. É um processo, logo vamos conseguir vencer cada barreira. Sexo é bom, é importante, mas o nosso amor é muito mais, e vamos esperar até superarmos esse seu trauma juntos. –

— Obrigada bebê! –

Fico ali, um tempo a acalmando, e me lembrando de tudo que vivemos até esse momento, sei que ainda temos um bom caminho a percorrer, mas sei que vai chegar o dia em que ela conseguirá se entregar a mim completamente.

Lembranças de Mateus...

Estou saindo com Patrícia já tem um mês, nesse pouco tempo me encantei com ela, tanto que saímos praticamente todos os dias desde que nos conhecemos.

Mas apenas ontem, consegui dar-lhe um beijo quando a deixei em casa e agora estou aqui com cara de bobo, esperando ela sair do serviço para leva-la jantar e a pedir em namoro.

Assim que sai da empresa e me vê, ela sorri e vem em minha direção, me cumprimentando com um beijo na bochecha, retribuo dando-lhe um selinho que mesmo envergonhada ela aceita.

— Oi linda! Vim te buscar para jantarmos juntos –

Abro a porta do carro, assim que ela entra, sigo para o lugar do motorista, no caminho não converso muito pois estou nervoso, nunca namorei com ninguém, apenas ficava e raramente mais de uma vez com a mesma garota, minha adolescência e faculdade eu curti bastante, não por ser galinha, mas porque nunca apareceu ninguém que fizesse eu querer namorar, e  acabava acontecendo de eu ficar sempre com uma garota diferente.

— Está tudo bem Mateus? Você parece meio nervoso. –

— Está sim minha linda. –

Ah, essa definitivamente é a mulher da minha vida, em pouco tempo ela me conhece tão bem.

Entramos e somos direcionados a uma mesa mais reservada, que foi romanticamente arrumada para nós, conforme eu pedi.

— Nossa, que lindo aqui... E essa mesa? Está linda. Simplesmente perfeita. –

— Que bom que gostou, pode escolher o que quiser minha linda. –

— Eu vou querer um talharim a bolonhesa. -

—  E eu uma lasanha, vou pedir uma garrafa de vinho para acompanhar. –

— Mateus, não precisa, uma garrafa vai ser muito caro. –

— Não se preocupe, precisa sim, você merece e hoje vamos comemorar. –

Ela arqueia a sobrancelha mas não discute, aceno chamando o garçom e faço o pedido, realmente o vinho é um pouco caro, mas eu tenho como pagar, sempre juntei o dinheiro  de qualquer bico ou estágio que fiz. Pois sonho em abrir minha empresa.

Não demora nosso pedido chega e jantamos enquanto conversamos.

— Agora que me formei vou começar a colocar em prática o plano de abrir minha própria empresa, tenho um dinheiro guardado, juntei tudo que ganhei, e como meu pai fez questão de pagar a minha faculdade, não tive gastos e agora quero dar uma vida boa pro meu velho, ele é incrível, criou eu e meus irmãos praticamente sozinho e sempre fez tudo por nós. –

— Deve ter sido barra, eu praticamente criei minha irmã sozinha e já era bem difícil, sendo apenas nós duas, meus pais até deixaram um dinheiro de herança, mas não era grande coisa, deu para comprar a casa onde moramos, mas eu tive que trabalhar para nos sustentar, minha vontade era ser advogada, mas tive que abrir mão, não conseguiria trabalhar, criar Mirella e ainda estudar, mas a Mi, ela sonha em ser administradora e por isso faço questão que ela estude, para que consiga realizar seu sonho, nem que eu trabalhe dia e noite pra isso. –

— Mi? –

— Sim, Mirella minha irmã, a de Mi. –

— Você fala dela com tanto carinho. –

— Ah, sim, somos só nós duas nesse mundo, e eu a amo tanto, ela é minha vida. –

— Sabe linda, se depender de mim, não serão mais apenas vocês duas, eu te trouxe aqui hoje, porque desde o dia que eu te conheci, eu soube que você era especial, você não sai dos meus pensamentos, você habita minha mente, meus sonhos e meu coração. Esse jeito doce, simples e ao mesmo tempo forte e guerreira me encanta e fez eu me apaixonar por você. Por isso linda... –

Tiro a caixinha com as alianças do bolso e abro ao falar.

— Você quer namorar comigo minha linda? –

Patrícia começa a chorar, mas noto não ser um choro de emoção ou alegria, parece mais que ela está apavorada.

— Eu não posso. –

Ela levanta e sai, eu fico ali, paralisado, com cara de tacho, sem entender o que aconteceu, como assim não pode?

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