Capa do Romance O Caso Dele, a Escolha Fatal do Meu Irmão

O Caso Dele, a Escolha Fatal do Meu Irmão

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Com cinco anos de namoro, eu acreditava viver um sonho ao lado de Caio. No entanto, às vésperas do casamento do meu irmão Heitor, descobri que meu parceiro e a noiva dele, Carla, mantinham um caso secreto há três anos. Ao confrontá-los, fui vítima de uma armação cruel: Heitor acreditou nos traidores e me agrediu. Expulsa da família e humilhada por todos, percebi que Caio escolheu a amante. Agora, não sou mais a vítima. Jurei que cada um deles pagará por essa traição.

O Caso Dele, a Escolha Fatal do Meu Irmão Capítulo 1

Eu achava que minha vida era perfeita. Tinha um namorado incrível há cinco anos, o Caio, e estava me preparando para comemorar o casamento do meu irmão, Heitor. Eu até já tinha escolhido o vestido creme perfeito para o jantar de ensaio.

Mas esse mundo perfeito desmoronou quando encontrei Caio na garagem do prédio, enrolado com a noiva do meu irmão, Carla. Eles tinham um caso há três anos.

Quando tentei expô-los, eles distorceram a história, me pintando como uma mentirosa ciumenta tentando arruinar o casamento.

Meu próprio irmão, Heitor, acreditou neles. Ele me deu um tapa no rosto, seus olhos cheios de ódio puro.

"Fique longe deste casamento", ele rosnou. "Se você tentar estragar isso, eu juro, vou fazer você se arrepender."

Caio apenas ficou parado, escolhendo a amante em vez de mim, assistindo enquanto minha própria família se voltava contra mim.

Eles acharam que tinham me quebrado, me descartando como a irmã louca e desequilibrada.

Mas enquanto eu fugia naquela noite, fiz uma promessa.

Todos eles iriam pagar. E eu seria a única a cobrar a dívida.

Capítulo 1

Ponto de Vista de Alina Hoffmann:

O vestido de seda escorregou pelos meus dedos, frio e pesado, um contraste gritante com a fúria que fervia sob a minha pele. Era da cor de creme fresco, uma elegância sutil que eu havia escolhido para o jantar de ensaio, uma noite para celebrar o casamento iminente do meu irmão Heitor. Segurei-o em frente ao espelho, meu reflexo era a imagem da mais serena expectativa. Caio iria adorar. Ele sempre me amou de branco.

"Pra que esse vestido de noiva, Alina?"

A voz de Caio cortou o silêncio do quarto, afiada e inesperada. Virei-me, um sorriso já se formando em meus lábios, mas ele vacilou ao vê-lo. Sua mandíbula estava tensa, os olhos semicerrados, um músculo pulsando em sua bochecha. Ele não estava sorrindo.

"Não é um vestido de noiva, Caio. É para o jantar de ensaio. Você gostou?", perguntei, tentando manter meu tom leve, mas um nó já havia começado a se formar no meu estômago.

Ele zombou, um som curto e sem humor. "Você está realmente se esforçando ao máximo, não é? Sabe, às vezes parece que você está tentando ofuscar todo mundo, até mesmo seu próprio irmão no grande dia dele."

Meu sorriso desapareceu completamente. "Ofuscar? Caio, do que você está falando? É só um vestido. Achei que era apropriado." Minha mente disparou, tentando entender sua hostilidade repentina. Eu tinha julgado mal a ocasião? Mas não, minha mãe havia dito especificamente elegante, não chamativo.

Ele se aproximou, arrancando o vestido da minha mão. Seu toque foi áspero, seu olhar desdenhoso enquanto amassava o tecido. "Apropriado? Você quer dizer, 'olhem-para-mim-eu-sou-a-irmã-e-namorada-perfeita' apropriado. Honestamente, Alina, dá um tempo. Isso não é sobre você."

A confusão nublou meus pensamentos. Caio sempre foi meu maior apoiador, admirando meu estilo, incentivando minhas ambições. Isso era... novo. Parecia uma facada deliberada, mirando diretamente na minha confiança. Talvez ele estivesse apenas estressado com o casamento, raciocinei. Ele nunca foi próximo de Heitor, sempre o achou um pouco arrogante. Talvez estivesse apenas projetando.

"Caio, o que há de errado? Você está agindo de forma estranha", eu disse, tentando tocar seu braço, mas ele se afastou.

Ele andava de um lado para o outro no quarto, sua frustração palpável. "A Carla já está passando por um momento difícil com todo o planejamento do casamento. Ela sente que todo mundo está julgando ela, especialmente com toda a atenção em você. Você pode só... maneirar um pouco? Pelo bem dela?"

Minha mão caiu ao meu lado. Carla. A noiva de Heitor. A menção dela imediatamente azedou o ar. Eu sempre tentei ser acolhedora, mas Carla tinha um jeito de fazer tudo ser sobre ela, atraindo simpatia com um aceno de pulso e um suspiro bem cronometrado. Caio, geralmente tão perspicaz, parecia cair nessa todas as vezes.

"Carla? O que a Carla tem a ver com o meu vestido?" Minha voz estava baixa, carregada de um mal-estar que eu não conseguia ignorar.

"Ela é frágil, Alina. Diferente de você. Você é forte. Você pode lidar com um pouco menos de atenção", disse ele, suas palavras uma acusação velada, uma torção sutil da faca. Ele estava me pedindo para me encolher, para o conforto de outra pessoa. Meu estômago revirou. Eu queria insistir, perguntar por que ele sabia que Carla estava se sentindo julgada, por que ele estava tão investido em seu estado emocional. Mas mordi a língua. Eu geralmente fazia isso. Era mais fácil manter a paz.

Ele pegou meu celular, que acabara de vibrar com uma chamada de vídeo. Era Heitor. "Ah, olha, o casal feliz liga", Caio murmurou, seu tom pingando sarcasmo. Ele atendeu antes que eu pudesse sequer objetar, segurando o telefone em frente ao rosto, me bloqueando da vista.

"E aí, Heitor, tudo certo?" A voz de Caio de repente ficou jovial, uma mudança completa de momentos antes.

Espiei por cima do ombro de Caio, tentando ver meu irmão. Lá estava Heitor, sorrindo, uma taça de champanhe na mão. E então eu a vi. Carla. Deitada no sofá atrás dele, a cabeça apoiada em seu ombro, a mão acariciando casualmente seu braço. Ela olhou para cima, seus olhos encontrando os meus por cima do ombro de Caio, e um sorriso presunçoso e conhecedor tocou seus lábios antes que ela rapidamente desviasse o olhar, fingindo uma expressão inocente.

"Ah, oi, Alina! Estávamos apenas comemorando por termos encontrado o lugar perfeito para o brunch pós-casamento. É absolutamente deslumbrante, você vai adorar", Carla cantou, sua voz excessivamente doce, uma performance para o benefício de Heitor. Ela se inclinou para Heitor, dando um beijo em sua bochecha. Heitor riu, completamente alheio.

Caio, sem me consultar, interveio. "Parece ótimo, Carla. Alina e eu adoraríamos dar uma olhada com vocês mais tarde. Ela está terminando de se arrumar."

Meus olhos se arregalaram. Ele nem mesmo me perguntou. Ele apenas aceitou. Ele apenas falou por mim. Era um padrão familiar, um que eu geralmente deixava passar. Ele raramente queria passar tempo com minha família, sempre tinha uma desculpa para pular reuniões de família, alegando que odiava a falsidade, os sorrisos forçados. Mas agora, por Carla, ele estava nos voluntariando para um evento extra. O contraste era chocante.

Uma onda fria me percorreu enquanto eu observava a mão de Carla deslizar do braço de Heitor para o peito dele, seus dedos demorando-se sugestivamente. Ele não pareceu notar. Ou talvez ele simplesmente não se importasse. Minhas próprias memórias piscaram – Caio sempre encontrando razões para evitar minha família. O aniversário da minha mãe, o torneio de golfe do meu pai, até mesmo nosso jantar de Natal anual. Ele sempre alegou que eventos familiares eram 'demais' para ele. Agora, ele estava praticamente se convidando para um com Carla.

Os olhos de Carla encontraram os meus novamente, um brilho de algo possessivo e predatório em suas profundezas. Ela apertou o aperto no braço de Heitor, inclinando-se mais perto de seu ouvido, sussurrando algo que o fez rir. Então ela se afastou, seu olhar retornando para mim, um desafio silencioso. Senti um arrepio de desconforto, uma sensação de estar sendo observada, julgada e, de alguma forma, já descartada.

"Ah, Alina, querida", Carla ronronou, sua voz chegando claramente pelo telefone, "O seu Caio é um doce. Sempre cuidando de mim. Ele tem sido uma rocha durante todo esse estresse." Ela riu, um som ofegante e afetado.

Meu estômago despencou como uma pedra. O seu Caio. O jeito que ela disse. A maneira como ela enfatizou o seu. Era uma provocação. Um desafio. Cuidando de mim. As palavras ecoaram na minha cabeça, frias e ocas.

"Ele é sempre doce, Carla", consegui dizer, minha voz fina, quase quebrando. Minha mente disparou, tentando entender o frio repentino que havia permeado o quarto. Havia algo em seu tom, uma mudança sutil, uma intimidade familiar que fez meu coração bater com pavor.

Caio, aparentemente alheio, ou talvez ignorando deliberadamente o subtexto carregado, apenas grunhiu em concordância. "É, bem, alguém tem que manter todo mundo são." Ele deu uma risada sem entusiasmo.

O olhar de Carla demorou no meu por um segundo a mais, um brilho triunfante em seus olhos, antes de ela voltar toda a sua atenção para Heitor, batendo de brincadeira em seu braço. Meu coração afundou ainda mais no peito. Aquele olhar. Não era mais apenas um sorriso presunçoso. Era uma declaração. Uma reivindicação.

Caio finalmente encerrou a chamada, sua atitude jovial caindo instantaneamente. Ele se virou para mim, sua expressão suavizando um pouco. "Olha, eu sei que isso é muito. Mas a Carla só precisa de um pouco mais de consideração agora. É o casamento dela." Ele estendeu a mão, me puxando para um abraço, seus braços apertados ao meu redor. Seu toque, geralmente tão reconfortante, agora parecia uma jaula.

Eu queria me afastar, gritar, perguntar a ele o que realmente estava acontecendo. Mas estávamos em público, ou tão público quanto nossa suíte de hotel poderia ficar com as portas abertas durante um evento familiar. Eu não podia fazer uma cena. Meus olhos, no entanto, instintivamente voltaram para a tela do telefone, ainda exibindo os rostos sorridentes de Heitor e Carla. E então, eu vi. Carla, olhando sutilmente em nossa direção, seus olhos semicerrados, um brilho puro e inalterado de ciúme antes de seu rosto se suavizar de volta a uma imagem de felicidade serena.

Ela nos viu. Ela o viu me abraçando. E ela estava com ciúmes.

Um pavor frio se infiltrou em meus ossos. Isso não era apenas sobre um vestido, ou um casamento estressante. Isso era outra coisa inteiramente.

Carla, como se lesse minha mente, apareceu de repente na porta da nossa suíte, segurando seu próprio telefone. "Ah, Caio, querido, eu estava prestes a te ligar. Heitor e eu estávamos pensando se você e a Alina gostariam de se juntar a nós para uma bebida rápida lá embaixo hoje à noite? Um pequeno brinde pré-jantar de ensaio, só nós quatro." Seus olhos, no entanto, estavam fixos em mim, um brilho desafiador em suas profundezas.

"Vocês dois estão bem?", ela perguntou, sua voz tingida de falsa preocupação, seu olhar varrendo meu vestido de seda justo. "Vocês estão juntos há tanto tempo. Quer dizer, o que é, cinco anos agora? Ainda não vão se casar?"

Uma pontada aguda e dolorosa me atravessou. Cinco anos. E todas as vezes que Caio havia descartado minhas dicas sutis, minhas esperanças silenciosas de um futuro com ele. "Casamento é só um pedaço de papel, Alina", ele sempre dizia, "Nosso amor é mais real que isso." Ou, "Não vamos apressar as coisas, querida. Temos a eternidade." Todas aquelas desculpas, agora soando ocas e falsas.

Heitor, alheio às correntes subterrâneas, apareceu atrás de Carla, colocando um braço em volta de sua cintura. "É, Alina, qual é a demora? O Caio é um partidão. Não me diga que você está com medo antes do meu grande dia." Ele riu, claramente pensando que era uma piada.

Senti uma nova onda de traição me invadir, um gosto amargo na boca. Caio sempre alegou que não estava pronto, que queria se concentrar em sua carreira, que não era do tipo que se casa. Mas era realmente sobre ele, ou era sobre mim? Ele estava me enrolando, enquanto tinha outra pessoa por fora? O pensamento era um dardo envenenado, atingindo o cerne do nosso relacionamento. Todos aqueles anos, todas aquelas garantias, todas aquelas promessas - eram todas mentiras?

Caio, sentindo a tensão, rapidamente se afastou de mim, movendo-se em direção a Carla. "Não provoque a Alina, Heitor. Estamos felizes como estamos, certo, amor?" Ele olhou para mim, um sorriso tenso e forçado no rosto.

Olhei para o vestido creme amassado em minha mão. Não parecia mais elegante. Parecia uma mortalha. Lembrei-me do comentário anterior de Caio sobre a fragilidade de Carla, sua insistência para que eu "maneirasse". As peças, feias e afiadas, começaram a se encaixar.

Meus olhos encontraram os de Carla, e o triunfo presunçoso que brilhou ali, rapidamente mascarado, confirmou meu medo mais profundo. Ela sabia. Ela sempre soube. E ela estava saboreando cada momento da minha agonia silenciosa.

Caio, virando-se para mim, segurou o vestido. "Isso realmente não é adequado, Alina. É... demais. Dê para a Carla. Ela realmente precisa de algo para levantar o ânimo, e ficaria incrível nela." Ele o ofereceu a Carla com um sorriso deferente.

Minha respiração engasgou. Ele não estava pedindo. Ele estava mandando. E ele estava dando o meu vestido, escolhido para a nossa noite, para ela. A audácia. O desrespeito puro e brutal. Meu mundo virou.

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