Sem achar que poderia ser surpreendida, ela também foi descendo, não acreditou na conversa de consentimento, no sentido literal da palavra, ele foi abrindo a porta, a casa era moderna, cheia de câmeras, uma música de rock, começou tocar bastante alta " Enter Sandman - Metallica ", Domênica foi entrando olhando tudo curiosa, colocou a mochila no sofá, ele se aproximou, foi tirando o cigarro dela, de dentro do bolso da camisa social
- Domênica, né?
- Sabia que isso aqui, vai te matar?
- Tem fogo?
Ela tirou o isqueiro do bolso, deu na mão dele
- Morrer é a única certeza que temos na vida.
Ele guardou o isqueiro no bolso da calça, foi chegando mais perto
- Teremos algumas regras, de convivência.
A segurou pelo rosto, apertando forte
- Toda vez que fumar, perto de mim, é isso que irá acontecer.
- E se eu sentir o cheiro de cigarro em você, vou te queimar.
Enfiou o cigarro na boca dela a força, no começo ela tentou resistir, o afastar, começou ter ânsia, querendo vomitar, ele a jogou no sofá sendo bastante agressivo
- Vai passar o fim de semana comigo e se eu não gostar, de você.
- Seu pai terá problemas.
- Venha conhecer o seu quarto, precisa se limpar, para começarmos.
Ela pegou a mochila o olhando com raiva, cuspiu o cigarro no chão, foi subindo as escadas atrás dele, já se sentindo humilhada, tinham vários quartos, estavam com as portas abertas, ele parou na frente de um
- Pode entrar. Tire as roupas aqui e vá tomar banho!
- Quero te ver nu a.
O quarto tinha cortinas escuras enormes, uma cama grande com cabeceira de ferro, lençol e fronhas de cetim preto, ela colocou a mochila em uma poltrona, foi tirando os tênis all star pretos, a camiseta, o shorts, ficou de lingerie, o sutiã era simples nude, a calcinha era enorme, tipo cueca feminina, de shortinho, azul marinho, ela estava indo para o banheiro, ele a olhou reparando
- Não, quero que vá nu a para o banheiro.
Ela tirou o sutiã o olhando com raiva, foi abaixando a calcinha séria, se sentindo constrangida, ele estava mexendo no celular, se aproximou do banheiro
- Pode ir. Tem tudo o que precisa, aí dentro.
Ela estava bem depilada, tinha um corpo normal magro, não se sentia muito bonita, mas também não se odiava, só não era confiante ou segura, entrou no banheiro nervosa, tinham cosméticos novos na pia, no box, escovas de dente e cabelo, produtos para skin care, perfumes, hidratantes corporais, até shampoo, condicionador e máscaras.
Tudo de marcas boas, caras, foi bizarro imaginar que aquilo foi arrumado só para recebê-la, entrou no chuveiro olhando a banheira, começou se lavar com um sabonete líquido que ela nunca nem viu, achou que iria tran sar apenas.
Saiu do box e colocou um roupão, preto, enrolou o cabelo na toalha, escovou os dentes, se distraiu lendo um rótulo de serum facial, Ragnar encostou na porta
- Não saia do quarto!
- Pode usar o que quiser aí, são para você.
Ela se assustou, não disse nada, cheirou algumas coisas, passou hidratante no corpo todo e perfume, quando saiu do banheiro, viu em cima da cama uma camisola branca longa, de cetim, com alças finas transpassadas nas costas, achou ridícula, vestiu e ficou admirada com a calcinha, inteira de renda branca, delicada pequena, do tipo que ela nunca nem pensou em usar.
Ficou apreensiva esperando, estava com muita fome, sede, já era de noite, foi pegar o celular na mochila e não encontrou, começou se irritar, já estava a mais de uma hora esperando, tentou abrir a porta, viu que estava trancada, a fechadura era eletrônica, o achando um completo ma luco, ela começou bater na porta irritada
- Quero sair.
- Oiii.
- Tem alguém aí?
Ainda estava tocando música alta, rocks pesados, ela se cansou, foi deitar irritada, acabou adormecendo, já era de madrugada, quando ele entrou no quarto, só para olhá-la, ficou admirando, parecia vulnerável, delicada, quando ele sentou na cama, ela despertou no susto, foi sentando irritada
- Cadê o meu celular?
- Não pode fazer isso comigo.
- Isso é cárcere privado.
- Estou com fome.
- Você é louc.o.
Ele estava de banho tomado, cabelo molhado, foi tirando o roupão
- Posso fazer tudo, o que eu quiser.
- Sou mesmo lou co, e você, não faz a menor idéia, do quanto.
Ficou de cueca, ele era alto e forte, estava cheiroso, com os pelos aparados no corpo todo, era até estranho ele ser tão bonito sem roupa, pela idade a cima dos quarenta, foi indo para a cabeceira da cama, ela se manteve sentada, quase caindo, o evitando nervosa
- Ah eu faço sim, pode ter certeza.
Ele era completamente sério, o tempo todo, como um robô, foi tirando o p au duro para fora da cueca
- Pode vir e me chupar.
Começou se mast urbar
- Você é virg.em?
- Não parece ser. É fácil demais!
- Estava te olhando dormir e só esse seu cabelo horrível, estragou a bela visão que esse clima, me proporcionou.
Ela se aproximou emotiva, não conseguia nem o olhar se tocando
- Nunca estive com ninguém.
– Não sei fazer essas coisas.
Ele a puxou pelo cabelo rude
- Abre a boca, sua va.dia!
- Toda pu ta sabe o que fazer e você é só mais uma.
Enfiou o pa u na boca dela, quase a afogando
- Não encosta os dentes, se mac hucar meu pa u, vou te fo der com um cabo de vassoura.
- Chupa direito vaga bunda.
Começou subir e descer a cabeça dela, puxando o cabelo forte, tirou da boca a conduzindo
- Lambe tudo, chupa as bolas.
- Faz direito, se não quiser dormir com a bu ceta assada, sua pu tinha saffada.
- É mesmo vir gem?
- Isso vai me custar mais caro.
- E vai doer, muito.
Ela estava o lambendo chupando, se sentindo perdida, confusa, parou pensando em uma maneira de parar com aquilo
- Sou!
Se ajoelhou o olhando apreensiva
- Não sabe como tratar uma virg.em?
- Já deve ter tirado a virgin dade de alguém, um dia.
- Talvez quando era jovem a uns trinta anos atrás.
Ele a segurou pelo pescoço, enforcando
- Vou te tratar como merece, como pu ta!
A colocou deitada
- Acha que vou te tratar bem? E pagar por isso?
Ainda a enforcando, foi levantando rasgando a camisola
- Sabe pra que, te trouxe aqui?
- Para te mac.hucar, vou te fo der com muita força, até você implorar para parar, quero ver meu p au san.grando com a sua virgind.ade.
- Se estiver mentindo, vai ser punida.
O que ele não sabia, era que ela podia ser tão sombria quanto, Ragnar rasgou a calcinha dela, enfiado no meio de suas pernas, a invadiu intimamente com muita intensidade, soltou sua garganta, esperando que ela reagisse, tentasse impedir ou pelo menos gritasse, e nada disso aconteceu.
Completamente cética olhando para o lado, evitando fazer contato visual com ele, ela ficou encarando o nada, permaneceu indiferente como se fosse uma boneca.
Ragnar não esperava por aquilo, se irritou e alcançou o êxtase a enforcando mais forte, indo longe demais, go zou em cima dela a sujando, quando a soltou, ela começou tossir, ficou vermelha com muita falta de ar, ofegante se encolheu na cama, em posição fetal, não derramou uma única lágrima e nem implorou ou pediu para parar.
Ele se limpou na camisola, viu que estavam sujos de san gue, vestiu o roupão e saiu do quarto, sem falar nada, era a primeira vez que fazia algo assim e não soube exatamente como se sentiu, depois.
Domênica ficou pensativa enojada, foi tomar banho se sentindo dolorida, nada muito grave, mas incômodo, demorou bastante se esfregando, desejando que o cheiro dele saísse de sua pele, ficou quase uma hora trancada no banheiro.
Quando saiu, tinha uma bandeja com porções de queijos, salame e frutas nobres no quarto, um balde de gelo com vinho, água, refrigerante, uma jarra de suco natural de laranja, a porta estava trancada.
Em cima da poltrona, tinha um vestido longo, verde folha, tomara que caia, um conjunto de lingerie preto em cima, três pares de sandálias rasteiras iguais, de três tamanhos diferentes, um conjunto de colar e brincos de prata, na cama tinha uma camisola roxa com detalhes em renda preta, curta de cetim, uma calcinha combinando.
A vontade dela, foi de rasgar tudo e atear fogo no quarto todo, sem saber se ele voltaria ou não, ela colocou a camisola, comeu só um pouco dos queijos, os morangos, tomou o suco e se deitou, amanheceu acordada esperando ele voltar, só adormeceu quando estava amanhecendo.
Ragnar também quase não dormiu, de manhã foi ao quarto dela, abriu a porta sorrateiro, curioso, ela estava dormindo, ele abriu as cortinas e a janela da varanda
- Acorde Domênica!
Pegou a jarra d'água, se aproximou e jogou nela
- Vamos tomar café da manhã.
- Levante logo!
Ela despertou no susto, sem saber o que estava acontecendo, o olhou brava, ele foi saindo
- Coloque a roupa que eu escolhi.
- Não gosto de mulheres desleixadas.
Ela se levantou abismada com o quanto aquilo parecia lou co, surreal, foi se arrumar, viu que estava cheia de hematomas, no pescoço, passou muita maquiagem, ficando semelhante a uma gótica, a sofisticação do vestido e as jóias, foi toda anulada, pela escuridão do delineado grosso, com a quantidade de lápis preto e máscara de cílios.
A porta do quarto estava aberta, ao ficar pronta, ela se aproximou para espiar o corredor, foi saindo reparando na casa, desceu as escadas apreensiva, Ragnar estava sentado de costas na mesa de jantar, mexendo no notebook, usando calça jeans, camiseta polo preta, tênis casual, ela se aproximou séria tentando espiar, ele já tinha a visto pelas câmeras, falou ainda de costas
- Deve estar faminta. Gosta de passeios ao ar livre?
Ela encostou em uma das cadeiras o olhando fixamente séria
- Não.
Ele virou a tela para ela poder ver
- Aqui, essa é a dívida de seu pai e pela quantidade de faltas injustificadas, posso também o demitir, por justa causa.
- Pode imaginar, o que vai acontecer com você e o seu irmão?
- Acredito que com certeza, já pensou em contar o que aconteceu, a alguém e preciso te alertar.
- Não vai conseguir nada, fazendo isso.
Começou fazer anotações em um bloco de notas
- Tudo tem um preço nessa vida.
- E esse, é o seu.
Entregou a ela, com um sorriso sádico, as anotações eram
" Primeiro fim de semana R$1.500,00 "
" Viagem de três dias R$1.000,00 "
" Noites em dias de semana R$300,00 "
" Quinze dias R$ 5.000,00 "
Ela olhou, começou rasgar em pedacinhos o olhando nos olhos, jogou tudo no rosto dele
– Porque não pega todo esse dinheiro e vai pra pu ta que te pariu?
- Com o bêbado do meu pai junto?
- Se está achando, que vou aceitar tudo isso calada, está muito enganado.
- Você não sabe, do que eu sou capaz.
Ele se levantou sorrindo, adorando vê-la reagir
- Adoraria descobrir.
A pegou pelo braço, foi saindo a arrastando, o porta malas estava aberto, ele pegou uma corda fina, começou amarrar as mãos dela
- Quando eu acabar, vai desejar ter ficado apenas no quarto.
Deu uma puxada apertando forte
- Está doendo?
Ela permaneceu calada o encarando fixamente nos olhos, ele colou a boca dela com fita, a jogou dentro do porta malas
- Vamos passear, minha puti.nha saffada!
Ela só conseguia pensar no quanto ele era cru.el, teve muito mais rai.va, do que meddo em si, em poucos minutos ela sentiu o carro ligando, começou tocar rock, ele a levou para uma área rural, parou o carro em uma estrada de terra, dentro de uma propriedade imensa dele, abriu o porta malas e a puxou pelo cabelo para sair
- Olha como o ar aqui, é gosttoso.
- Vai andando, até a minha fazenda.
- Vejo que você é durona, vamos nos divertir muito.
Segurando a corda, a levou para o lado do carro, foi entrando dentro
- Cuidado para não cair, ou posso te atrop.elar, acidentalmente e não é o que quero, estragar nosso adorável fim de semana.
A deixou para fora, com dois metros de corda, ligou o carro e começou andar devagar, cantarolando músicas do Metallica, a olhando pela janela, com medo de cair, ela começou andar rápido, sem deixar a corda esticar, quando a velocidade aumentou, ela teve que começar a correr, acabou caindo na terra, machucou o braço, por estar com as mãos presas, andaram cerca de vinte minutos assim, quando ela caiu pela segunda vez, ele soltou a corda
- Pode chorar, se quiser.
- Só não demora, porque os cachorros vão ser soltos.
Olhou o relógio
- Em aproximadamente sete minutos.
- É melhor correr se quiser chegar inteira.
Já dava para ver a casa, ele apontou para o canil, assobiou, tinham três cachorros enormes da raça rottweiller latindo alvoroçados, ela já estava exausta, foi correndo atrás do carro, olhando os cachorros de longe, Ragnar desceu do carro e sentou em uma cerca, a olhando correr desesperada, abriu o canil mexendo no celular, deu sinal para ela, mostrando os cachorros, que saíram correndo em sua direção, para atacar.