Capítulo 2

Assim que me aproximo da mesa e já com Caroline a tiracolo, não demora muito e Paul nota a minha presença.

— Ora, ora, se não é o nosso bom e velho Axel aqui… Sente-se meu amigo, vamos aproveitar essa noite.

— E aí Paul, o que tem de bom aqui para aproveitar? — Questiono já esperando a piada do meu amigo. 

— Engraçadinho, vejo que já está com a sua companhia da noite em seus braços. — Dá um sorriso devasso em minha direção, afinal ele sabe muito bem o que rola entre mim e Caroline.

Sento-me à mesa e Caroline senta-se em meu colo, e se aproveitando da proximidade começa a deslizar a mão sobre o meu peito cheia de vontades, de desejos, e com toda a certeza fazendo meu amigão acordar a cada movimento, a cada rebolada que dá de forma bastante descarada e sedutora, sou homem e como tal vou aproveitar.

Meus planos, é curtir ao máximo o que a noite tem a me oferecer, então aqui sentado com um copo na mão e a minha beldade safada em meu colo, isso é tudo o que eu preciso para me fazer relaxar depois de um dia tão desgastante, fecho os meus olhos por alguns minutos, mas sinto uma mão boba percorrendo meu peito e descendo aos poucos, a insinuação sendo clara, dou um sorriso safado, mas ainda não darei o que a gostosa quer, por mais que eu ame uma boa foda, hoje não estou no clima.

Levanto-me e caminho até a pista de dança, no caminho vejo uma morena deliciosa que abre um belo sorriso ao me ver, e sem demora me direciono para onde ela está e com um sorriso no rosto me aproximo já colocando a mão em sua cintura a puxando para mim.

Sem ao menos perguntar seu nome começamos a dançar, bastante, ela vira de costas e começa a roçar a bunda gostosa em mim, então a puxo com gosto fazendo-a sentir meu volume na calça que demonstra o quanto quer se divertir…

Após a música terminar sinto a mesma tentar me puxar para a escada de emergência…

— Gostosa, não costumo perder tempo, mas hoje estou aqui apenas para me divertir e não para transar! — Falo enquanto vejo o olhar de decepção se formar no rosto da mesma, mas nem me importo, afinal, hoje eu realmente só quero me divertir, dançar e beber.

Assim que volto a mesa, Caroline se aproxima com a aparência nada boa e sei que vai questionar onde estava, a peste se acha minha dona, coitada, não aceita que não passa de mais uma na minha cama.

— Onde você estava Axel? Estou te procurando há horas, disse que ia dançar e sumiu…

— Não enche Caroline, não te devo satisfação e você sabe disso, se quiser estar ao meu lado, fica aí tranquila e não me enche o saco, ou melhor, enche, sim, mais o saco de baixo ok. — Falo já colocando uma dose de whisky e virando e depois colocando mais uma…

Durante o restante da noite ficamos ali sentados à mesa conversando, mas claramente Caroline não estava satisfeita por eu não estar dando a atenção que ela tanto quer, mas ignoro, fico um pouco mais de tempo e por volta das 2 das manhã me levanto, falo com o Paul e sigo em direção ao estacionamento…

— Axel, você vai mesmo me deixar aqui e assim? — Caroline pergunta claramente e espera que lhe dê uma resposta mais oportuna…

— Se quer ir, então entra logo no meu carro, mas já aviso, por mais que eu ame foder você, hoje não estou no clima para sexo, então, sem cobranças.

— Quando você pretende me dar uma chance Axel? Estamos juntos há tanto tempo…

— Caroline, você me conhece muito bem… Se vai começar a cobrar, é melhor ficar aqui mesmo.

— Grosso.

— Ainda bem que você sabe, e isso só demonstra que me conhece muito bem, e claro que também sabe e gosta do que realmente é grosso aqui. E então, decidiu? Vai querer ir comigo? — Falo na maior naturalidade.

Após alguns minutos me olhando com um certo rancor, finalmente ela respira fundo e se decide.

Abro a porta do carro e a mesma entra, dou a volta e assumo a direção, mas antes de dar partida a puxo para um beijo quente, e a mesma sem perda de tempo se entrega ao momento, peço passagem e ela me dá, inicio um beijo quente, explorando cada parte da sua boca e Caroline se entrega da fora mais gostosa possível, afasto o banco ao limite e a puxo para o meu colo, a safada se encaixa colocando uma perna de cada lado, se encaixando com perfeição em mim, selo mais uma vez os nossos lábios, e ela me dá passagem, e enquanto levo uma mão ao seu pescoço a outra trabalha em seu corpo, sinto suas mãos entre os meus cabelos e em seguida a puxo para ficar ainda mais colada em mim, o beijo aprofunda mais um pouco, e sua mão desliza sobre o meu peito, acariciando, descendo a cada segundo e contornando os gomos do meu abdômen por cima da camisa, os nossos desejos ficando cada vez mais intensos, por um instante me perco no momento, mas volto a realidade, controlando o eu desejo, por mais que eu goste e queira, o cansaço fala mais alto, me dominando, então finalizo o beijo e faço a mesma sair do meu colo.

— É sério isso? — Pergunta desgostosa, enquanto me encara, sem conseguir acreditar no que acabei de fazer.

Após alguns minutos e um pouco mais calma, mas inconformada, senta-se no banco do passageiro, colocando o cinto de segurança, ainda me olhando com raiva.

Coloco o carro em movimento e sob seus protestos e deixo em seu prédio, espero a mesma entrar no prédio e sigo para a minha cobertura.

Ainda não consigo acreditar que dispensei duas fodas em uma única noite e tudo por estar cansado, afinal, meu dia foi bastante corrido, mesmo assim me desconheço, este não sou eu, este não é o Axel Miller que nunca dispensa uma boa mulher, principalmente quando se trata de Caroline, a única que conseguiu me fazer repetir a dose.

Depois de um banho que me fez relaxar bastante, e vestindo o pijama, me sirvo de mais uma dose de whisky sem gelo e sento-me recostando-me no sofá, aprecio lentamente a bebida descer pela garganta enquanto fecho os olhos implorando que essa noite eu consiga dormir como há algum tempo não tenho feito, por conta do excesso de trabalho.

Os minutos passam e sinto os olhos finalmente pesarem, coloco o copo no bar e caminho para o quarto me dando ao luxo de finalmente descansar.

Capítulo 3

Acordo com a claridade batendo nos olhos, está amanhecendo, estou revigorado, apesar de não ter aproveitado do jeito que eu gosto, consegui relaxar bastante, então aproveito e coloco uma calça de corrida, uma camiseta e um tênis, os fones no ouvido e saio rapidamente para correr no Central Park, que fica de frente para o meu apartamento, assim que saio do prédio dou uma olhada ao redor e vejo que está tudo tranquilo e sei que não correrei nenhum risco, me dirijo a passos largos e assim que entro no parque inicio um alongamento e logo depois a corrida que não pode demorar tanto quanto eu gostaria, afinal o dever me chama, assim começo a minha corrida ao som de Flo Rida, aos poucos vou acelerando o ritmo, fazendo por alguns instantes esquecer dos problemas que tenho que enfrentar na empresa assim que chegar.

Depois de aproximadamente 1 hora de corrida volto para o meu apartamento e vou direto tomar uma ducha, para começar a me preparar para o trabalho, ao olhar a hora me surpreendo ao ver que já são 7 h, é agora preciso correr para não chegar tarde afinal preciso colocar tudo em ordem.

Assim que termino de vestir meu terno azul-escuro com uma camisa azul-claro, me olho no espelho e arrumo o cabelo, coloco algumas gotas de perfume e em seguida pego a chave do carro e saio em direção a Empresa, durante o percurso volto a pensar no pedido do meu pai, isso está me incomodando bastante, não sei o que o velho quer, mas com certeza boa coisa não é, afinal ele não pediu, mas me convocou, respiro fundo e alguns metros depois me vejo estacionando o carro.

Saio já ajustando bem minha roupa, afinal para mim a aparência é muito importante e assim que adentro o prédio vejo a recepcionista suspirar ao me desejar bom dia, apenas a olho e dou um meio sorriso, afinal não quero intimidade, mas noto também que todos ao redor começa a trabalhar, sabem que não tolero que fiquem zanzando pelos corredores e se forem flagrados já sabem o resultado, entro no elevador e assim que ele para no andar da presidência, me deparo com Paul dando em cima da minha secretária gostosa e safada, passo por eles e paro na porta já sem muita paciência…

— Paul deixa para comer a secretária fora do horário do expediente ou terei que demiti-la, você entendeu?

— Nossa Axel, a foda foi tão ruim assim ontem a noite? Cara, relaxa, você acabou de chegar e já está azedo irmão? Precisa que chame a Caroline novamente para acalmar esse teu gênio de cão? — Bufo com a fala dele, mas escuto a risadinha da secretária.

Respiro fundo para não descarregar o meu desconforto em ninguém…

— Traz dois cafés para minha sala, e você sabe perfeitamente como eu gosto. — Falo para a secretária e vejo que a mesma imediatamente se levanta e sai para buscar o que pedi.

— Paul entra, sei que não está aqui apenas devido ao decote da secretária, fala logo, desembucha que tenho muito trabalho hoje.— Sou direto, não tenho muita paciência com a safadeza de Paul, se deixar o cara toma todo o meu tempo, coisa que eu já não tenho sobrando.

O que te trouxe a minha sala?  Desembucha…

Paul me olha por alguns segundos, mas logo depois senta-se assumindo um ar de seriedade e vejo que tem mais problemas chegando.

— Fiquei sabendo por alto que seu pai está para fazer uma fusão com uma empresa grande, mas as coisas não estão batendo cara, tem algo de errado nas informações que consegui.  Eu acho que você deveria conversar com ele sobre isso… Mesmo que você esteja como CEO, sabe muito bem que seu pai ainda decide muitas coisas e você só assina…

— Mais do que você está falando? De que empresa está falando?  Porque até onde sei não estamos fundindo com ninguém…

— Acho melhor você conversar com seu velho cara… Não quero me precipita. Eu trouxe esses documentos para você dar uma olhada e ver que se realmente for verdade tem que haver um motivo escondido por trás, uma empresa com esses números não pediria fusão assim com o nosso grupo concorda?

Logo em seguida Paul joga os documentos em cima da minha mesa e praticamente se deita no meu sofá de couro preferido, o Peste sabe como me irritar e gosta de o fazer…

— Porra, Paul, levanta essa bunda daí, cara. Deixa para dormir na tua casa…

Assim que termino de falar, a minha secretária bate à porta com os cafés e assim que autorizo a sua entrada ela se aproxima deixando os cafés em cima da mesa e fica parada me olhando…

— Algum problema? — Pergunto a olhando…

— Não, senhor, é que preciso lembrar-lhe da reunião às 9 h, e seu pai ligou, exigiu que o senhor esteja lá para o jantar e não deve se esquecer…

Tudo bem, agora pode ir e comece a organizar os documentos que preciso na sala de reuniões e assim que a diretoria chegar me avise…

— Sim senhor, com licença…

Assim que ela sai volto a minha atenção a Paul que já estava sentado esperando por alguma ordem, o ignoro completamente e começo a olhar os documentos que ele me trouxe e realmente pelo que noto não tem nada de errado com a empresa para que eles estejam querendo se fundirem a nós, e isso realmente é algo que não está batendo…

Depois de uma rápida análise nos documentos, tenho ainda mais certeza que meu pai estava aprontando alguma coisa pelas minhas costas e isso está me deixando ainda mais irritado diga-se de passagem, da última vez que ele fez algo assim acabei sendo obrigado a assumir como CEO e agora com certeza ele vai me aprontar mais alguma coisa…

Os minutos passaram e sou finalmente avisado que os diretores já se encontram na sala de reunião, e em seguida me direciono até lá já pronto para descarregar minha raiva neles, afinal essa reunião tem motivos, não tolero falhas e esses dias tiveram algumas…

A minha secretária me segue até à  sala carregando os dados que eu preciso, entro e sento-me na cadeira do presidente e espero que todos estejam bem acomodados.

— Bom dia senhores, como sabem esta reunião tem a ver com as perdas que tivemos nestes últimos dias, e como o responsável por ela é o diretor financeiro, estou pronto para ouvir a sua explicação.

A reunião foi tensa, bem desgastante, entre reclamações, explicações e finalmente dei um prazo para que resolvessem o problema ou alguém com certeza sairia perdendo e com certeza não serei eu.

Protestos e mais protestos aconteceram, mas finalizei a reunião que demorou muito mais do que eu esperava e finalmente consegui sair da sala e fui tomar um ar, afinal o ambiente ficou pesado demais.

Aproveito o tempo livre que tirei e faço uma ligação para a Caroline, por mais que eu não a queira como namorada, gosto da companhia dela e claro das noites que ela passa comigo.

O telefone toca e nada dela atender e após ligar mais duas vezes o telefone simplesmente vai direto para caixa de mensagens.

Desisto e vou até um restaurante próximo para almoçar, depois decido o que faço em relação a essa diaba.

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