"Concentre-se não nas nuvens carregadas de chuva, mas no arco íris que vem em seguida"
Capítulo 02
Para mim a pior parte é a indiferença do meu pai, sinto-me cansada, exausta, tento fazer tudo, todo o possível e impossível,as vezes penso que vou perder as forças, mas preciso sacudir a poeira e levantar novamente, olho para eliot que parece realmente preocupado.
— -Você precisa ajudar-me!
— -Sim, eu sei. O que quer que eu faça?
— -Eu preciso trabalhar, olha o papai, ele não pode fazer mais nada para irritar o tio tom, amanhã resolveremos a questão sobre a escola.
--Ok, desculpa-me..
--Eliot, está na hora de crescer, precisamos sair dessa é o que a mamãe iria querer.
ele acenti com a cabeça.
Subo tomo um banho rápido, pois já estou atrasada, pego a minha bolsa, habilitação saio para pegar a moto com o meu amigo Louis.
O caminho inteiro penso na minha mãe, em como a nossa família era feliz e unida, e reparo que começou alguns chuviscos logo começou um temporal.
droga esqueci-me da capa de chuva, desço do ônibus em frente a casa do lou, o mesmo já me esperava na varanda.
— -Oi, já abasteci para você.
— -o que eu faria sem você? muito obrigado!
— -Aconteceu algo com o seu rosto? Está vermelho.
Passo a mão no meu Rosto lembrando do tapa que o meu pai me deu
— -Está tudo bem, preciso ir antes que me demitam!
— -Cuidado com esse temporal, espere um pouco.
Ele entra em casa e alguns minutos depois volta com uma capa de chuva, me ajuda a colocá-la
-- se cuida pequena.
Eu sorri e fui em direção a pizzaria, o seu Romeu é um senhor ransinza e rabugento, que odeia atrasos.
Assim que chego o ouço chamar-me, e já começo a desculpar-me.
--Eu sinto muito, não vou me atrasar novamente.
— -Visto que isso nunca aconteceu antes, vou relevar dessa vez, que não se repita senhorita.
Sinto-o olhar-me fixamente
— -Licença—Vou até o banheiro e vejo a marca da mão no meu Rosto por ser muito branca ficou incrivelmente vermelho.
Deixo algumas lágrimas caírem por alguns segundos, lavo o meu rosto, respiro fundo e crio coragem para sair do banheiro, já tinha entregas a fazer, pego o pedido ajeito no baú da moto, subo na mesma e vou até o endereço.
Um enorme prédio, vou até à portaria.
— -Boa noite!
— -Olá, Boa noite! Pedido do 213. — -Sorri
— -Só um minuto, irei chamar.
— -Obrigado.
Espero alguns minutos e vejo dona Ana uma senhora que é freguesa a anos da pizzaria descendo as escadas com dificuldades por conta de sua muleta.
— -Boa noite!- o seu sorriso simpático e o seu olhar meigo.
— -Boa noite! Dona Ana, seu pedido.
— -Obrigado minha querida, desculpa pela demora, o elevador quebrou.
--Quando for assim é só liberar que eu subo para senhora não precisar descer essas escadas.
Ela sorriu, me olhando nos olhos
— -Tudo bem?
— -Você é tão gentil.—entrega o dinheiro
— -Não me custa nada -Sorri —Precisa de ajuda para subir?
— -Não minha jovem, eu consigo.
— -Então até a próxima—Aceno para ela que prontamente acena de volta
a chuva estava mil vezes pior, tanto que não conseguia ver direito, paro um pouco em baixo de uma cobertura para esperar a chuva passar, quando vejo um homem alto caminhando no meio da rua com uma garrafa na mão.
Um carro quase o atropela, vou correndo em direção a ele e vejo que ele está altamente alcoolizado.
--Senhor, precisa sair da rua.
--Se mete na sua vida!!--Seu tom de voz alto e rude não me intimida.
--Vai acabar sendo atropelado desse jeito!
--E o que te importa! -- Ele continua andando em direção a uma ponte
Vou atrás dele tentando o convencer a sair da rua, quando ele se debruça sobre a ponte eu o puxo o que nos faz cair no chão, ele se senta encostado na ponte.
--Senhor, o que houve.
--Minha noiva me traiu, com meu irmão.
--Uma traição não vale a sua vida!
Obviamente a bebida está piorando a situação.
Vejo lágrimas surgindo em seu rosto, misturando com a água da chuva, ele respira fundo.
--sei o que precisa.
--você nem me conhece !
--Mesmo assim, sei do que precisa.
--e do que preciso?
--Gritar!
--Que?
--Grita!
ele deu um grito alto!
--As vezes nossas emoções nos sufocam, gritar ajuda!
--Obrigado, como devo te chamar?
--Ava!
--Obrigado ava.
--Olha um táxi!
Quando quando vejo um táxi e o chamo.
Quando o taxi para eu empurro o homem para dentro, não podia ficar mais tempo ali nem deixa-lo sozinho, o que poderia acontecer a ele?
--Sabe onde mora?
--Estou no goodcenter hotepassar, quando vejo um homem alto caminhando no meio da rua com uma garrafa na mão.
Um carro quase o atropela, vou correndo em direção a ele e vejo que ele está altamente alcoolizado.
--Senhor, precisa sair da rua.
--Se mete na sua vida!!--Seu tom de voz alto e rude não me intimida.
--Vai acabar sendo atropelado desse jeito!
--E o que te importa! -- Ele continua andando em direção a uma ponte
Vou atrás dele tentando o convencer a sair da rua, quando ele se debruça sobre a ponte eu o puxo o que nos faz cair no chão, ele se senta encostado na ponte.
--Senhor, o que houve.
--Minha noiva me traiu, com meu irmão.
--Uma traição não vale a sua vida!
Obviamente a bebida está piorando a situação.
Vejo lágrimas surgindo em seu rosto, misturando com a água da chuva, ele respira fundo.
--sei o que precisa.
--você nem me conhece !
--Mesmo assim, sei do que precisa.
--e do que preciso?
--Gritar!
--Que?
--Grita!
ele deu um grito alto!
--As vezes nossas emoções nos sufocam, gritar ajuda!
--Obrigado, como devo te chamar?
--Ava!
--Obrigado ava.
--Olha um táxi!
Quando quando vejo um táxi e o chamo.
Quando o taxi para eu empurro o homem para dentro, não podia ficar mais tempo ali nem deixa-lo sozinho, o que poderia acontecer a ele?
--Sabe onde mora?
-- no condomínio goodcenter!
--Quanto fica a corrida Senhor? --Pergunto ao taxista
-- 35!
Eu esvaziou meus bolsos e tenho exatamente 35.
--ok, leve-o em segurança por favor.
O motorista sai com o táxi
l!
--Quanto fica a corrida Senhor? --Pergunto ao taxista
-- 35!
Eu esvaziou meus bolsos e tenho exatamente 35.
--ok, leve-o em segurança por favor.
O motorista sai com o táxi.
Observo algo no chão é a carteira daquele homem, o táxi já estava longe de mais para chama-lo, coloco a carteira no bolso e saio da chuva, pego a moto e volto para pizzaria.
--Demorou!
--Aconteceu...--ele interrompe-me
--Pode ir para casa, as ruas estão alagadas, várias árvores caindo pela cidade, suspendemos as entregas.
--Ok, irei em bora o senhor pode descontar os 35 do meu pagamento?
Ele olhar-me por um instante e acenti
--Vá com cuidado.
Ele era rabugento porém sei que gosta de mim, ele sempre me ajuda, entende e mesmo que não fale sei que deixa uma garrafa de água para mim beber no canto da geladeira.
Vou de moto até a casa do Louis deixo a moto em sua garagem com a cópia da chave, que ficava dentro de um jarro perto da mesma.
Eram 21:00 ainda, peguei o ônibus e fui para casa.
Vejo que meu pai dormiu no sofá, desligo a televisão e recolho as latas da cerveja novamente espalhadas, e algumas garrafas, subo até o meu quarto, tiro as minhas roupas e tomo um banho, lembro da carteira do desconhecido, quando a abro tenho uma enorme surpresa, muitas notas de dinheiro, cartões com as senhas escritas em um papel atrás os cartões eram de um homem chamado Dereck D Menezes.
Ouço a porta abrindo
--O que é isso? --Vejo eliot em pé na porta
--entra e fecha a porta!
Ele a tranca e vem próximo de mim
--Assaltou um banco?
--Claro que não! Eu ajudei um homem e ele deixou a carteira cair.
--Quem anda com tanto dinheiro assim? Era tudo que nós precisávamos!
--Óbvio que não Eliot! Nós vamos devolver esse dinheiro não é nosso!
--Mas...
--Não tem mais, é o certo a se fazer.
Olho para um cartão de visitas de uma empresa.
Pesquiso no Google e vejo que é uma multinacional criada por Liam e Charles Danford, Essa empresa é a maior empresa de Eletrônicos do país.
--Eu vou dormir, boa noite irmã.
--Boa noite eli, que isso fique entre nós!
--Ok.
--Amanhã vou tentar conversar com a diretora da sua escola.
--Eu prometo que vou mudar.
--Não prometa, faça ok!
Ele me olha como um cão sem dono, e eu não aguento, o abraço e aperto suas bochechas
--Te amo pirralho.
--Te amo.
Eliot vai para o seu quarto, escondo a carteira na minha gaveta de meias, longe do meu pai, preciso devolve-lá o mais rápido possível.
Mensagem do jasper
Jasper: Boa noite, desculpe o horário ava, amanhã não precisa abrir o café, pode tirar o dia de folga.
Ava: Ok, qual seria o motivo?
Jasper: Seu aniversário.
Ava: Ah, verdade
Jasper:Boa noite, acho que precisa descansar.
Ava:Boa noite.
Como pude esquecer meu próprio aniversário? Tantas coisas na cabeça.
"Se você quer voar, precisa deixar tudo que te sobrecarrega para trás"
Capítulo 03
Há momentos difíceis que realmente nos fazem questionar, nos questionar, questionar o mundo, o universo, a noite inteira, pensei sobre o desconhecido, sobre tudo que estava acontecendo, 1 mês para sairmos da casa do meu tio, dívidas e mais dívidas, e uma carteira de dinheiro simplesmente "Brota", pensei muito sobre isso e nada mudou, estou determinada a devolve-la ao seu dono, acordo, tomo o meu banho, escovo os meus dentes, me troco, e arrumo o meu quarto, quando escuto batidas na porta.
--Entra.
--Bom dia, Feliz aniversário.
--Obrigado eli, assim que eu sair você vai comigo, vou passar na sua escola.
--Ok, o papai e o tio já brigaram
--Como assim! São 6 horas da manhã.
--Você sabe como ele é!
--Precisamos de um lugar o mais rápido possível, o tio tom não merece isso.
--Sinceramente.. nem nós..
--Eliot!
Descemos, e assim que chegamos a base da escada dava para escutar meu pai conversando com um homem.
--Ela lava, passa ,cozinha !
--O que está acontecendo?
--O meu amigo Julio precisa de uma empregada para seu chefe.
--Eu tenho trabalho.
--Você ganha muito pouco, não dá pra nada.
--Daria se não gastasse tudo com bebida e jogo! --Olho para eliot o repreendendo
--Prazer meu nome é Júlio.--estende a mão.
--Prazer, porém não estou interessada eu tenho dois empregos, não consigo conciliar.
--Seria os fins de semana.
--Essa menina não faz nada fim de semana, é claro que ela vai!
Antes que eu possa responder ele interrompe-me.
--O dinheiro que combinamos adiantado--ele entrega um envelope-- o endereço está dentro, muito obrigado senhorita King.
O homem vira as costas e sai.
--O chefe dele é um homem muito explosivo e ninguém aguenta ele, um carrasco, ele aceitou pagar adiantado --estica a mão para mim
--o que foi?
--o dinheiro ava! Você me deve por todos os anos que comeu e morou sobe o meu teto e afinal quem conseguiu o trabalho foi eu!
--então por que não vai lá e faz?
--Garoto insolente ! --ele levanta e avança em cima de eliot.
-- Não!--entro na frente--pode pegar! --dei a ele o envelope.
Ele pega o dinheiro e sai
--Ava..
--Vamos resolver o problema da sua escola ok?
O arrasto para fora, prefiro evitar mais problemas por enquanto,chegamos ao ponto para esperar o ônibus.
--Você não devia ter dado o dinheiro!
--e o que queria que eu fizesse?
--A gente tinha que deixar ele para lá e seguir nossa vida!
--Eliot ele é nosso pai! Lembra como ele era, como cuidava de nós.
--ele não é mais o mesmo! Já faz 3 anos.
--Nenhum de nós.. nós também não somos os mesmos! Não podemos julga-lo.
--Irmã eu errei, eu errei em tudo que eu fiz.
--o importante é se arrepender, estou com você ok? E sempre vou estar.
Nosso ônibus chegou, o vejo colocar o fone de ouvido, logo o ônibus enche não sobrando nenhum lugar, algum tempo depois entra uma senhorinha, todos evitavam a olhar então quando fui levar para dar o lugar para ela eliot colocou a mochila no meu colo e se levantou.
--Pode se sentar--ele sorri amigável
Ela sorri e se senta ao meu lado
--Obrigado meu jovem.
Eu sorri, sinceramente estava sentindo um orgulho inexplicável do meu irmão, várias pessoas ignorando-a e ele tomou uma iniciativa, e sedeu o seu lugar.
Alguns pontos depois, chegou a nossa hora de descer, descemos no centro da cidade e fomos caminhando por um tempo até a escola, logo pedi para conversar com a diretora que prontamente me atendeu.
--bom dia sou Júlia a Diretora.
--bom dia, meu nome é ava king, sou responsável pelo Eliot king
--Senhorita tentamos entrar em contato diversas vezes, porém ninguém nos retornou, devido a várias advertências, eliot acabou por ser expulso.
---não sabia sobre nada, eu peço desculpas , trabalho em dois lugares, eu realmente não recebi nenhuma ligação, a senhora não poderia reconsiderar e dar uma chance para ele?
Eu preciso dele na escola, essa é a mais perto, além de se ele for expulso até conseguir outra vaga, e as autoridades nao permitiram ele fora da escola e podem tirar a guarda do meu pai !
--Demos diversas chances senhorita King, desde brigas, a roubo de gabarito de prova, uso de drogas ilícitas.-- ela dizia olhando a ficha de eliot que era mais grossa do que um livro.
--Diretora estou muito arrependido, eu sei de tudo que eu fiz, estou ciente dos meus atos, mas por favor me dê uma chance.
Ela nos olhou e em seguida voltou a olhar para ficha, respirou fundo e olhou nos olhos de Eliot
--é sua última chance. --Disse o encarando
--nao vai se arrepender eu juro! --Ele comemorou.
--Pode ir para aula
Ele sorriu acenou e foi andando até a saída feliz.
--senhorita King.
--Eu agradeço, prometo estar mais presente, e vou atualizar o telefone de contato e...
--senhorita King, eu sei que estão sendo anos difíceis para vocês, eliot é um bom rapaz.
--Ele é sim, só precisa de mais atenção, a culpa é minha.
--não se culpe tanto, nós iremos a ajudar. Converse com eliot sobre entrar para uma equipe de futebol, ou outros esportes que ele goste, quem sabe um acampamento ou treinamento militar ?
--vou considerar sim senhora, muito obrigada por deixa-lo frequentar novamente
--então senhorita King, nos vemos--ela se levanta e estende a mão, me levanto e aperto
Saio da sala com um peso a menos nas costas, passo pela sala e vejo eliot estudando, vou em direção a saída, pego o cartão de visitas da empresa e sigo o endereço que ficava 3 quarteirões da escola, me deparo com um prédio enorme com mais de 10 andares, entro pela porta giratória e vou até à recepção que ficava ao centro do prédio.
--Bom dia!
--Bom dia, em que posso ajuda-la?
--Estou procurando Dereck ..dereck Menezes.
Ela parecia confusa olha para sua companheira de trabalho
--A senhorita tem hora marcada?
Será que ele é tão importante assim? Precisa marcar uma hora?
--Eu.. não.
--Sinto muito, ele só atende com hora marcada.
--é que eu estou com algo que preciso entrega-lo.
A recepcionista me olha dos pés a cabeça
--Qual seu nome?
--Ava..Ava King.
--Só um minuto--ela liga para alguém e fala o meu nome.
--Senhorita King pode subir, 10° andar.
Sinto-as me observando enquanto vou em direção ao elevador, quando entro no mesmo me deparo com um senhor de terno de linho azul escuro, sapatos pretos e uma gravata linda, vejo que o 10° andar já está apertado então só fico em um canto oposto ao do senhor no elevador.
Algum tempo depois chegamos ao 10° andar e uma mulher vem até o elevador
--Senhor danford.
Danford o dono da empresa?
--O meu filho chegou?
--Sim senhor ele está na sala de reuniões.
Vou ate outra recepção agora no lado direito perto do elevador.
--Bom dia!
--Bom dia senhorita.
--Gostaria de falar com dereck Menezes.
A recepcionistq fez a mesma cara da outra
--O senhor esta em reunião agora terá que aguardar... --o senhor a interrompe
--Olá querida, É algo muito importante?
--Eu posso esperar, não quero atrapalhar.
Ele me olha nos olhos
--Que mocinha educada, venha comigo, vou leva-la até ele.
O dono da empresa quer me acompanhar para ver um funcionário? Tem algo realmente estranho aqui.
--tudo bem.
--me acompanhe --ele disse fazendo sinal para passar
Ficamos em silêncio um tempo, os corredores eram largos, com varias obras de arte, nunca vi tanto quadro junto, o senhor sorri ao me olhar.
--Sempre adorei arte, desde jovem, sempre foi a minha paixão.
--São incrivelmente lindos--meus olhos brilhavam
--Como conheceu o dereck?
--Ah, não somos amigos eu só achei algo dele e vim devolver.
--Entendo, chegamos ele está lá dentro, pode entrar primeiro tenho algo a resolver no meu escritório.
--Muito obrigado senhor Danford.
--Pode me chamar de Liam.
--Obrigado Liam.
Ele sorriu e saiu, viro para frente uma enorme porta preta escrita Diretor Geral, bato na porta e ouço uma voz.
--Pode entrar.
Vejo o homem alto de costas olhando pelas janelas de vidro apertando uma bolinha antiestresse
--Licença--Digo entrando com calma, fechando a porta atrás de mim.
Ele se vira e posso ver seus olhos incrivelmente verdes, seu cabelo ruivo e a barba a fazer.
--Em que posso ajudar?
--Ah, desculpe encomoda-lo meu nome é ava...
--Eu lembro de você, de ontem senhorita ava, só não entendo o que faz aqui ou como me achou.--Disse sentando em sua cadeira.
--Não quero incomodar senhor Menezes.
--Então o que você quer ? Uma recompensa por ter me ajudado?
--Não, está entendendo errado.
Ele sorri e olha para mim dos pés a cabeça
--Senhor Menezes só quero lhe devolver isso! --coloco a carteira em cima da mesa.
Ele a olha sem entender, parece que não reparou que a perdeu.
--Achei que a tivesse deixado no carro.
--então já que esclarecemos isso, estou indo.
--Lhe devo um pedido de desculpas senhorita.
--o senhor não me deve nada.
--Não me chame de senhor , pode me chamar de Dereck, me desculpe pelo pré julgamento.
--Não é por que não uso roupas de marca ou trabalho em uma multinacional que quero chantagear ou me aproveitar dos outros.
--Eu sinto muito se o que disse a chateou, deixe-me te compensar, e agradecer por ontem.
--não precisa, eu tenho que ir para casa. --pego a minha bolsa e me levanto, seu olhar parecia arrependido.
Batidas a porta, logo após o senhor Liam danford entra
--tudo pronto para reunião ?
--Tudo sim pai.
Pai? Então o Dereck é filho do Liam danfrd, acho que deve ser por isso a sua desconfiança, as pessoas devem tentar tirar proveito de sua situação financeira.
Liam estava a me olhar
--ela veio devolver algo que perdi.
--Já o fiz, preciso ir, foi um prazer conhecê-lo.
--Igualmente querida.
Saio da sala, e vou caminhando em direção ao elevador, logo desço e saio do prédio, sei que nunca mais vou pisar aqui.