(NO DIA SEGUINTE)
Acordei ainda nas nuvens pela noite maravilhosa que tive, fiz minha higiene matinal, coloquei o uniforme e desci pra tomar café.
*Diana* - Bom dia filha! (disse me abraçando e beijando)
*Laura* -Bom dia mãe! Estava morrendo de saudades, como foi a viagem? E a primeira venda dos livros? Aproveitou bastante pra conhecer a cidade? ouvi dizer que lá tem pontos turísticos maravilhosos..
*Diana* - Eitaaa , calma filha kkk devia ter te levado, você ia adorar, só pensava em você, museus, livrarias, teatros esplendorosos...
*Laura* - Eu teria adorado com certeza, quando eu chegar a senhora me conta tudo tá?! Vou indo pra não me atrasar pra aula, beijos mãe
A real é que eu estava ansiosa pra falar com Rodrigo, fiquei olhando para o celular durante todo o caminho para o colégio, cantarolava com oum sorriso bobo no rosto, quando estava chegando avistei as meninas, tentei mudar a feição, elas não podiam saber o que havia acontecido.
*Larissa* - Bom dia gata, tá felizona hein amiga kkk
* Laura* - Nada a ver gente afff, eu fui bem nas provas só isso..
*Evelyn* - Olha quem tá vindo ali..
*Duda* - Bom dia meninas, tudo bem? queria convidar vocês pra minha festa, vai ser nesse sábado, na minha casa, queria muito que você fosse Laura, quero dizer, que todas fossem, vou mandar o endereço e o horário no grupo da sala ok?
*Larissa* - Queria muito que você fosse Laura uuuuhhhh, que sorte hein amiga kkk
*Evelyn* - O mais gato, inteligente, atleta e filho de um empresário podre de rico e tá caidinho por você..
*Laura* - Aí gente não tem nada a ver, ele chamou todos nós da sala! Vamos entrar logo vai..
Eu não estava nem ligando pra isso, não era o Duda quem eu queria, ele era um garoto super gentil, educado, inteligente, mas era só um amigo, eu nunca tinha pensado nele de outra forma, nem mesmo antes do Rodrigo, a verdade é que o Rodrigo despertou meu lado mulher, antes dele eu só tinha planos profissionais, último ano do ensino médio, a gente costuma enfiar a cara nos livros, Enem, vestibular etc.. Já tinha tudo traçado, até ele chegar e me mostrar que eu precisava disso, precisava sentir tudo o que estou sentindo, não que eu não fosse feliz antes, mas eu sinto que era o que me faltava e eu sequer sabia disso..
O dia foi passando, e nada de ligação ou mensagem dele, eu não parava de olhar no celular. No fim do dia fui pra casa, tomei um banho e adormeci, estava exausta e começando a ficar triste. No outro dia acordei e nada do Rodrigo, fui pra aula, e quando estava no intervalo resolvi ligar pra ele.
*Laura* - Alô Ro.. Rodrigo? tá tudo bem? desculpa te incomodar , é que...
*Rodrigo* - Laura me perdoe, mas não sei se vai dar certo, traímos a confiança do seu pai, mal consigo olhar nos olhos dele, ele é um grande amigo, você sabe o quanto eu o admiro muito, não devíamos fazer isso. Eu realmente gosto de você, você foi a melhor coisa que me aconteceu, mas acho que seria melhor assim. Me perdoe de verdade..
Eu desliguei o celular com os olhos cheios d'água, as lágrimas caíam descontroladamente, eu não acreditava no que tinha acabado de ouvir, em seguida liguei pra minha mãe e pedi pra dormir na casa da Evelyn, eu não ia conseguir voltar pra casa e esconder a tristeza. No fim da aula fui com a Evelyn pra casa dela, e decidi contar o que aconteceu, sabia que podia confiar nela.
*Evelyn* - Amiga do céu que loucura hein! Tô passada.. Nunca ia imaginar isso, e ele foi bem covarde, se lambuzou e agora tá arrependido?
* Laura* - Ah eu entendo ele, também fiquei pensando nisso, imagina ficar perto dos meus pais escondendo isso.
*Evelyn* - Então faz o seguinte, liga de novo pra ele, e diz que vocês tem que conversar pessoalmente, pra resolver isso.
* Laura* - Será? E se ele nem atender?
*Evelyn* - Ele não é louco de fazer isso com você né, e também não custa tentar..
Liguei novamente e ele concordou em conversar direito pessoalmente, marcamos para o dia seguinte eu sairia mais cedo do colégio e iria pra casa dele. Não preciso nem dizer que mal dormi aquela noite, fui para o colégio extremamente ansiosa, saí depois do almoço e fui pra casa dele.
*Laura* - Oi, desculpa ter insistido pra conversarmos sobre isso, é que eu preciso saber..
Ele não me deixou nem terminar de falar, me deu um longo e apaixonado beijo, que rapidamente evoluiu para um sexo quente e cheio de amor e desejo. Eu mais uma vez me entreguei sem nem pensar nas consequências, ficamos nos olhando e nos acariciando por horas, acabei adormecendo em seus braços. Acordei, dei um pulo da cama e fui correndo pra casa, já era pra ter chegado, minha mãe nem percebeu o atraso, meu pai não tinha chegado ainda, jantei e fui pro quarto tomei um banho e deitei, mandei mensagem pra Evelyn, precisava contar pra ela.
MENSAGEM DE LAURA: AMIGA VOCÊ NÃO VAI ACREDITAR NO QUE ACONTECEU ..
MENSAGEM DE EVELYN: AH EU JÁ ATÉ IMAGINO KKK
MENSAGEM DE LAURA: AI AMIGA, NÃO RESISTIMOS, FOI MAIS FORTE QUE NÓS, EU NUNCA SENTI ISSO NA VIDA, ACHO QUE ESTOU APAIXONADA, E ISSO ME DÁ UM CERTO MEDO, DADA AS CIRCUNSTÂNCIAS
MENSAGEM DE EVELYN: EU ENTENDO, MAS REOAXA UM POUCO, TENTA VIVER O MOMENTO, DEIXA PRA SE PREOCUPAR DEPOIS, QUALQUER COISA QUE PRECISAR SABE QUE PODE CONTAR COMIGO
MENSAGEM DE LAURA: AMIGA, NÃO CONTA NADA PRA LARI, VOCÊ SABE, EU A AMO, MAS ELA É MEIO DOIDINHA, E PODE ACABAR FAZENDO BESTEIRA.
MENSAGEM DE EVELYN: SIM EU SEI RSRS RELAXA... VOU DORMIR AGORA, BEIJOS SE CUIDA
MENSAGEM DE LAURA: BEIJOS AMIGA...
(NARRADO POR RODRIGO)
Ontem cometi a maior atrocidade da minha vida, traí a confiança de um grande amigo, me deixei levar, agora não sei o que fazer, fui inconsequente, não sei o que deu em mim, aquela garota mexe comigo de um jeito que eu não sei explicar, e agora eu tô ferrado! Como vou encarar o Rubens hoje?
*Rubens* - Bom dia chefe! Tá tranquilo? Hoje o dia tá calmo, nada demais pra fazer..
*Rodrigo* - Rubens hoje vou ter que atender o secretário de segurança, vou passar o dia fora, você dá conta aqui?
*Rubens* - Beleza chefe, deixa comigo!
Eu não conseguia olhar nos olhos dele, faz tempo que o secretário tinha me chamado, resolvi ir hoje, pra não ter que encarar o Rubens. Não liguei pra Laura, acho melhor assim, talvez ela esqueça logo, não sei se pra ela foi tão importante assim, se ela sente a mesma coisa, e se sentir, infelizmente não dá pra levar adiante.
Depois de quase dois dias sem falar com ela, meu telefone toca, é ela, não queria atender, mas acabei atendendo..
*Laura* - Alô Ro.. Rodrigo? tá tudo bem? desculpa te incomodar , é que...
*Rodrigo* - Laura me perdoe, mas não sei se vai dar certo, traímos a confiança do seu pai, mal consigo olhar nos olhos dele, ele é um grande amigo, você sabe o quanto eu o admiro muito, não devíamos fazer isso. Eu realmente gosto de você, você foi a melhor coisa que me aconteceu, mas acho que seria melhor assim. Me perdoe de verdade..
Cada palavra que eu disse a ela me doía demais, eu estava louco por ela, mas não podia levar adiante, muita gente iria sofrer com essa história, ela iria se chatear, ficar magoada, mas ia esquecer..
Mais tarde chego em casa e ela me liga novamente, queria de qualquer jeito falar comigo pessoalmente, eu sabia que isso não seria uma boa idéia mas aceitei, marcamos para o dia seguinte na minha casa. No fundo eu queria vê-la, e como esperado eu não resisti, eu a beijei como se fosse o último beijo, fizemos amor de um jeito que não dá nem pra descrever, eu amo essa mulher e sei que ela também me ama...
(CONTINUAÇÃO DE LAURA)
No dia seguinte acordei, era sexta-feira, eu estava atrasada, levantei correndo, me arrumei e fui pra escola, cheguei em cima da hora, nem me dei conta de que tinha esquecido o celular, fiquei um pouco preocupada, mas nem liguei muito, meu celular tem senha... Algumas horas depois estava eu no treino de vôlei, Evelyn apareceu desesperada, correndo..
*Evelyn* - Amiga pelo amor de Deus! ferrou tudo, sua mãe tá aqui, parece que seu pai foi preso, ou tá no hospital, não entendi muito bem
*Laura* - Que? Não tô entendendo, isso por acaso é brincadeira? Me explica isso direito
Eu já não conseguia sentir minhas pernas, tremia o corpo todo, tudo rodava...
*Evelyn* - Amiga eu tava indo na sala da diretora, entregar umas coisas que a professora me pediu, quando estava chegando perto ouvi gritos desesperados, vi que era sua mãe, me escondi pra ouvir do que se tratava, não consegui entender direito, sua mãe estava completamente perturbada, acho que seu pai atirou no Rodrigo, e agora está preso, ou ele levou um tiro e foi pro hospital, não entendi muito bem, de qualquer forma vim correndo te contar, acho que eles podem ter descoberto tudo.
*Laura* - Evelyn, eu esqueci meu celular em casa, será que meu pai viu alguma coisa? eu não sei se apaguei nossas conversas, aí meu Deus e agora? De qualquer forma, não vou falar nada, talvez não seja isso, talvez você não ouviu direito, afinal você diss que ela está gritando, vou esperar pra ver..
Sentei na arquibancada e esperei minha mãe aparecer, mil coisas na mente, pensei em falar tudo, pensei no que poderia ter acontecido, pensei se meu pai estava bem, se o Rodrigo estava bem, até que minha mãe chegou, chorando muito..
*Diana* - Filha, vem comigo, eu preciso te contar uma coisa, vamos para o hospital, seu pai está lá, mas ele está bem, não foi nada demais
*Laura* - Que? O que houve? Meu pai tá bem? Fala logo mãe!
*Diana* - Calma, seu pai está bem, só vem comigo..
Fomos direto pro hospital, eu estava nervosa, angustiada, quando vi meu pai, ele estava com as mãos cheias de sangue, meu coração acelerou, corri até ele..
*Laura* - Pai o que aconteceu? Você tá sangrando? Porque não está no quarto?
*Rubens* - Calma filha! O papai está bem, quem não está nada bem é meu chefe, está em cirurgia, levou um tiro, pra me defender, o tiro foi muito próximo do coração, não sabemos ainda o quadro dele vai ficar mais umas quatro horas em cirurgia, meu chefe, meu amigo, levou um tiro por mim!
Eu não contive as lágrimas, caí sentada na cadeira, não podia acreditar no que estava ouvindo, ainda estava atordoada, sem entender o que aconteceu, não entendi porque minha mãe tinha ido me buscar, mas isso não importava, eu só queria saber se o Rodrigo iria sobreviver..
Depois de algumas horas o médico veio até nós, Rodrigo não tinha família por perto, mas meu pai já tinha providenciado as passagens para a mãe e para a irmã dele. O médico disse que ele estava bem, que correu tudo bem na cirurgia e que ele já estava no pós operatório, eu me senti mais aliviada, mas queria muito vê-lo. Vi que meu pai conversava o tempo todo no telefone e era com o secretário de segurança, ouvi ele dizer algo sobre uma operação contra políticos e milicianos, parece que era coisa pesada. Rodrigo estava no comando dessa operação junto com meu pai e por isso sofreram esse ataque, meu pai me chamou, e fomos pra casa. Assim que chegamos, meu pai me mandou subir e arrumar uma mala..
*Laura* -Que? O que está acontecendo pai? pra onde vamos?
*Rubens* - Filha não posso falar muito, sei que você me ouviu falar ao telefone no hospital, mas isso é estritamente confidencial, a única coisa que posso dizer que temos que ir embora ou tudo isso pode respingar na nossa família.
*Laura* - Como assim pai? Eu não posso fazer isso..
*Diana* - Minha filha! Por favor isso não é hora de drama adolescente, o que está acontecendo com você? Nunca foi assim! Sei que é uma situação diferente, Vamos nos adaptar em outro lugar, com pessoas diferentes, escola diferente, sei que parece difícil pra você, mas é para nossa segurança filha
Eu não entendia nada daquilo, ou entendia, só não queria, e o Rodrigo? Como ficaria? Eu realmente sei que o que eu sinto é genuíno, é verdadeiro, e eu não quero perder isso, não posso perder o Rodrigo agora, eu não estava aflita por drama adolescente, eu só conseguia pensar nele, e por pouco não contei tudo pra minha mãe.
*Laura* - Sim mãe me desculpa... Eu só estou um pouco assustada com tudo isso, a senhora está certa..
Eu queria muito ir até o hospital, mas seria impossível, não queria ir sem ver o Rodrigo, sem saber como ele estava, infelizmente isso que estava acontecendo era maior do que nós...
Meus pensamentos foram interrompidos por tiros, gritaria e muito barulho, invadiram nossa casa, bateram na minha mãe, depois a torturaram na frente do meu pai, quando ela não aguentava mais, começaram a torturar meu pai, eu estava sendo segurada por três homens, eu me debatia, chutava, dava socos e gritava..
*Laura - Solta meu pai seu desgraçado! Eu vou te pegar, porque não me solta pra era do que sou capaz
*Bandido* - Essa daí é nervosinha hein, segura essa filha da p***, vou ensinar ela a ter respeito!
Ele deu vários socos no rosto, chutes na barriga, nas pernas...
*Bandido* - E agora novinha? cadê sua coragem toda? Não tô te ouvindo!?.. Vamos fazer o seguinte, mata esses dois e vamos levar a novinha, aquele delegado Rodrigo vai receber um videozinho, vai ver como tá a piranha dele.
Meus pais estavam desacordados, eu não conseguia me mexer, nem falar, mas ouvia tudo, entrei em desespero quando ouvi tudo aquilo mas acabei apagando e não pude fazer nada..
(NARRADO POR RODRIGO)
Depois da tarde maravilhosa que tive com a Laura, ela foi pra casa, eu fui dormir feliz da vida, estava na enrascada doida, mas não estava nem aí, não conseguia me provar de sentir o que estava sentindo, eu com certeza amo essa menina, vamos dar um jeito, não sei como mas vamos.
No dia seguinte fui trabalhar, pensando em como seria, se deveria abrir o jogo de uma vez com o Rubens e jogar pra Deus, ou esperar mais um pouco, acabei desistindo, pelo menos naquele dia, assim que cheguei, Rubens estava na minha sala com o secretário de segurança.
*Secretário* - Rodrigo meu querido! Como vai? Não tenho uma notícia muito boa, lembra daquele político que desmascaramos, envolvido com a milícia do Estado, foi solto ontem a noite, e declarou guerra contra a polícia federal, e chegou até nós que ele quer pegar os responsáveis por sua prisão, temos gravações e testemunhas, tudo o que precisamos pra pegá-lo novamente. Vocês estão no comando de novo, vão pegar ainda hoje aquele desgraçado.
Agilizamos a equipe e saímos em operação, achamos o esconderijo, mas eles estavam extremamente preparados a nossa espera, eram muito homens, fortemente armados, claro que nós já imaginávamos e fomos preparados pra tudo! Era uma fazenda isolada, no interior, tinha bandido pra todo lado, foram tantos tiros, eu e Rubens tinhamos combinado, só sairíamos dali com aquele cara preso ou morto, pelo bem de nossas famílias, horas de conflito, tiros e mais tiros, cena de guerra, perdíamos homens até que avistei Rubens um pouco mais longe, perto das cercas e ele estava encurralado, corri na direção dele, ouvi um disparo, vi que pegou em mim, e depois apaguei.
Acordei um bom tempo depois no hospital, soube que já tinha uma semana desde o ocorrido, tive que fazer uma cirurgia as pressas, quase morri, demorei alguns dias pra acordar, e quando acordei, vi que minha mãe e irmã estavam comigo no hospital, um agente na porta, estranhei não ser o Rubens, perguntei pra minha irmã, ela me disse que não sabia, as que ia avisar o secretário que acordei, pois ele queria falar comigo assim que eu acordasse, meu coração gelou, fiquei preocupado. Algumas horas depois, ele foi até lá..
*Secretário* - Rodrigo, bom te ver recuperado meu amigo, você foi esplêndido, pegamos o safado, a grande maioria dos soldados dele foram abatidos, o restante, pegamos cinco mas quatro fugiram.
*Rodrigo* - Senhor secretário me perdoe, fico contente que deu tudo certo, mas por favor preciso de notícias da minha tropa?! Cadê o Rubens?
*Secretário* - Rodrigo infelizmente, naquele mesmo dia, os quatro meliantes que fugiram, foram atrás do Rubens e da família dele, sinto muito, quando chegamos já era tarde demais, Rubens e sua esposa estavam praticamente mortos, estão internados aqui mesmo nesse hospital em estado gravíssimo e não acredito que vão se recuperar, e a filha deles foi levada, estamos na busca, mas não sabemos se ainda está viva, estamos buscando em todo território nacional, não desistiremos, nem que a gente ache um corpo..
Eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo, fui possuído por um sentimento de ódio mortal, meu melhor amigo estava pra morrer e a mulher da minha vida estava desaparecida, eu precisava sair dali urgente, eu ia pessoalmente trazer ela de volta. No dia seguinte recebi alta, o médico me recomendou repouso, mas eu não podia , a Laura precisava de mim, eu sentia que ela me chamava, eu precisava ir atrás dela, o secretário não queria me deixar entrar no caso, eu ia pra delegacia todos os dias pra ficar a par da situação, até que chegou um envelope na delegacia, o secretário estava lá, tinha muitos agentes envolvidos nas buscas, era um DVD, nele continha um vídeo, eram os sequestradores, estavam de capuz e a Laura amarrada numa cama, toda machucada, desacordada, eles jogaram um Blade de água nela, pra ela acordar, ela gritou e chamou. meu nome, meu coração disparou, aquele desgraçado machucava ela, passava a mão nela, eu soquei a parede de tanto ódio, um deles dizia "VEM BUSCAR SUA NINFETINHA DELEGADO, ANTES QUE EU PEGUE ELA PRA MIM"
Eu queria acabar com aquele filho da p***, eu jurei ali na frente de todos na delegacia que mataria aquele desgraçado, até que eu falei algo sem querer...
*Rodrigo* - Ele pegou minha mulher e eu vou matar esse desgraçado