Angelo como as outras crianças, era surdo mas falava bem. Só que ele era o mais velho entre elas, tinha chegado no orfanato ainda recém-nascido. A mãe foi obrigada pelo marido a deixar ele só porque o menino tinha deficiência auditiva. Então Ângelo foi crescendo e aprendendo tudo sobre linguagens de sinais, e como se comunicar, e sentiu um desejo forte de ser Padre e ajudar aquelas crianças, quando completou 14 anos foi admitido na ordem tão novo, mas ainda precisava concluir seus estudos. Ângelo estava arrumando uma cerca quebrada da horta das freiras, quando ele vê uma menina agarrada a um brinquedo sozinha quase chorando, ele vai até ela com uma maçã e se aproxima sorrindo.
_Você gosta de maçã ? - Perguntei a criança fazendo linguagem de sinais. Mas não tive resposta, ela ficou parada sem dizer uma palavra, percebi que apenas o olho esquerdo tinha uma fina camada de pele que aquela seria a causa da perda de sua visão. Mas o rosto todo era de uma criança inocente em meio ao silêncio e a escuridão.
Melissa olhou para ele sem entender nada e abaixou a cabeça.
–Humm não entende o que digo, você não sabe língua de sinais?
–Humm humm - Ela começou a querer me bater levantando os braços pelo ar e resmungava.
_Calma, calma ok ok , não vou te machucar. Calma to longe viu .
A menina se virou de costas abraçando as pernas, eu apenas deixei a maçã do lado dela e sai.
Quando me afastei vi ela tateando a madeira e depois a fruta e rapidamente pegou cheirando ela, reconheceu do que se tratava e deu aquela mordida.
Ângelo ficou observando ela de longe pegando as lindas tulipas e sorriu pensando como aquela menina tinha algo especial e diferente nela.
A semana corria rápido no orfanato e infelizmente Melissa não estava progredindo nas aulas, mal deixava as crianças chegar perto dela, e nem as Freiras. Jasmine e Ir. Xian Lin tentava enturmar as crianças junto de Melisss, mas ela sempre se recusava a ficar perto delas, então a Superiora achou melhor conversar com a mãe de Melissa e decidiram que ela voltaria para casa.
Claro a mãe de Melissa não gostou e já não sabia mais o que fazer para que a menina se enturmasse com as outras crianças, ela era muito solitária e distraída, mas percebeu que desde pequena era inteligente e vivia em seu mundo. Era uma criança curiosa, que vivia enfurnada no sótão da casa, e pegava gafanhotos, baratas, folhas e minhocas para suas pesquisas, escrevia no papel as letras que conseguiu aprender com sua mãe e dizia que seria uma cientista, ou Veterinária ou até bailarina, pois Melissa dançava fazendo passos de balé que sua mãe ensinou a mãe não sabia como ela poderia chegar a tanto se ela mesmo não dava chance de querer aprender numa boa escola.
Quando Melis completou 14 anos sua mãe ficara muito doente, de um câncer de mama, o único médico da família já não podia fazer mais nada, ela ja estava designada, só esperava pra morrer, Melissa já entendia a dura realidade da morte, ficou com a mãe em seu leito, cuidando dela, dia e noite, ela não deixava ela sozinha um minuto sequer, não queria perder a chance de estar com ela o pouco que restava, na frente da mãe ela se mostrava forte e calmo, mas quando ela dormia e ela olhava pra ela, ela chorava em segredo, mas sua mãe a ouvia e lhe partia o coração com o sofrimento da menina.
Na tarde de Natal de Dezembro, fazia um frio de castigar qualquer um, a neve lá fora caia fininha, no relógio velho da família marcava exatos oito horas da noite, quando a mãe de Melissa deu seu último suspiro, segurando a mão da filha que chorava debruçada a mãe, aquele dia que tanto achavam especial, mesmo que a família não era religiosa, mas ela sabia que se tratava do nascimento do Menino Jesus ou que o Papai Noel lhe traria presentes se fosse uma menina comportada, sua mãe a ensinou bem essas tradições, mas aquele dia, Melissa odiou com toda sua força, porque teria que ser justo naquele dia que sua mãe se foi, ela não queria mais comemorar a chegada do papai noel, onde que o mesmo levou sua mãe, o bom velhinho pra ela, não tinha mais esse nome.
Os meses se passaram, e Melissa estava ficando difícil de lidar, os avos não conseguia mais educá-la , ela não obdecia eles, estava se tornando desobediente, malcriada, quando a chamava para comer, ou fazer as tarefas, ela esperneava, não queria mais tomar banhos, se vestir e se pentear, era algo impossível, os cabelos já estavam quase no ombro, não deixava tocar em seus cabelos, pois só quem tocava neles, era sua mãe.
As roupas lavadas, o banho que ela tomava, a comida que ela comia, tudo era feito pela mãe . Ela não queria mais viver, os avós temia que a menina estava entrando em uma forte tristeza que se não tomassem uma atitude pratica, e salvar a vida da neta, ela poderia morrer, pois nem se alimentar Melissa tinha forças, ela não tinha vontade de mais nada, pois a morte da mãe foi dura e seus avos também não tinha paciência com a menina, as vezes o avô batia nela, dando varadas nas pernas quando ela se recusava a levantar da cama, ou comer no almoço, já a avozinha tinha mais pena da menina, mas eles eram velhos beirando os 80 anos e eles não conseguia cuidar dela.
Foi quando o avô teve a ideia de deixar Melissa no orfanato das freiras para cuidar dela.
Humm não entende o que digo, você não sabe língua de sinais?
Humm humm -
Ela começou a querer me bater levantando os braços pelo ar e resmungava.
- Calma, calma ok ok , não vou te machucar. Calma to longe viu . A menina se virou de costas abraçando as pernas, eu apenas deixei a maçã do lado dela e sai. Quando me afastei vi ela tateando a madeira e depois a fruta e rapidamente pegou cheirando ela, reconheceu do que se tratava e deu aquela mordida. Ângelo ficou observando ela de longe pegando as lindas tulipas e sorriu pensando como aquela menina tinha algo especial e diferente nela. A semana corria rápido no orfanato e infelizmente Melissa não estava progredindo nas aulas, mal deixava as crianças chegar perto dela, e nem as Freiras. Jasmine e Ir. Xian Lin tentava enturmar as crianças junto de Melissa, mas ela sempre se recusava a ficar perto delas, então a Superiora achou melhor conversar com a mãe de Melissa e decidiram que ela voltaria para casa. Claro a mãe de Melissa não gostou e já não sabia mais o que fazer para que ela se enturmasse com as outras crianças, ela era muito solitária e distraída, mas percebeu que desde pequena era inteligente e vivia em seu mundo. Era uma criança curiosa, que vivia enfurnada no sótão da casa, e pegava gafanhotos, baratas, folhas e minhocas para suas pesquisas, escrevia no papel as letras que conseguiu aprender com sua mãe e dizia que seria uma Veterinária mas a mãe não sabia como ela poderia chegar a tanto se ela mesmo não dava chance de querer aprender numa boa escola. Quando Melissa completou 14 anos sua mãe ficara muito doente, de um câncer de mama, o único médico da família já não podia fazer mais nada, ela já estava designada, só esperava pra morrer, Melissa já entendia a dura realidade da morte, ficou com a mãe em seu leito, cuidando dela, dia e noite, ela não deixava ela sozinha um minuto sequer, não queria perder a chance de estar com ela o pouco que restava, na frente da mãe ela se mostrava forte e calma, mas quando ela dormia e ela olhava pra ela, ela chorava em segredo, mas sua mãe a ouvia e lhe partia o coração com o sofrimento da menina. Na tarde de Natal, fazia um frio de castigar qualquer um, a neve lá fora caia fininha, no relógio velho da família marcava exatos oito horas da noite, quando a mãe de Melissa deu seu último suspiro, segurando a mão da filha que chorava debruçada a mãe, aquele dia que tanto achavam especial, mesmo que a família dela não era religiosa, mas ela sabia que se tratava do nascimento do Menino Jesus ou que o Papai Noel lhe traria presentes se fosse uma menina bom, sua mãe o ensinou bem essas tradições, mas aquele dia, Melissa odiou com toda sua força, porque teria que ser justo naquele dia que sua mãe se foi, ela não queria mais comemorar a chegada do papai noel, onde que o mesmo levou sua mãe, o bom velhinho pra ela, ja não
tinha mais esse nome.
Os meses se passaram, e Melissa estava ficando difícil de lidar, os avos não conseguia mais educa-lo, ela nao obdecia eles, estava se tornando desobediente, malcriada, quando o chamava para comer, ou fazer as tarefas, ela e esperneava, não queria mais tomar banhos, se vestir e se pentear, era algo impossivel, os cabelos ja estavam quase nas costas, não deixava tocar em seus cabelos, pois só quem tocava neles, era sua mãe , as roupas lavadas, o banho que ela tomava, a comida que ela comia, tudo era feito pela mãe ela não queria mais viver, os avós temia que a menina estava entrando em uma forte tristeza que se não tomassem uma atitude pratica, e salvar a vida da neta, ela poderia morrer, pois nem se alimentar Melissa tinha forças.
Ela não tinha vontade de mais nada, pois a morte da mãe foi dura e seus avos também não tinha paciência com a menina, as vezes o Avô batia nela, dando varadas nas pernas quando ela se recusava a levantar da cama, ou comer no almoço, ja a avozinha tinha mais pena da menina , mas eles eram velhos beirando os 80 anos e eles não conseguia cuidar dela.
Foi quando o avô teve a ideia de deixá-la no Orfanato das freiras para cuidar dela . O dia da ida ao orfanato fazia um frio de castigar a espinha, como eles não tinha muito dinheiro, seu avô sentiu a necessidade de vender a charrette velha, para por comida na mesa, e único meio de transporte que eles tinham era sua carroça velha, para levar a menina, mas Melissa parecia adivinhar o que iria acontecer, ela usava alguns trapos velhos, o cabelo todo sujo desarrumado até os ombros, a cara tinha algumas manchas sujas por falta de banho, as unhas então nem se fale, como o avô sabia que a força de Melissa era algo demais pra ele, aproveitou que ela estava dormindo, a avozinha antes tinha feito um chazinho com pão amanhecido que ela preparou, e sem Melissa perceber, ela fez uma mistura de ervas com sonífero natural e deu para ela beber, sem ela notar, ela comeu tudo e caiu num sono profundo. Foi o suficiente para que o avô d jovem a colocasse na carroça dormindo, a avó deu um beijo na testa de Melissa e chorando pedindo perdão a ela.
Quando Melissa chegou no orfanato o avô pegou ela no colo com dificuldade, e naquela hora Ângelo passava com o cavalo que ganhou do Padre Paulo. Nas noites de Sexta feira junto do amigo Jorge saiam pela noite para pastar as ovelhas, Ângelo aprendeu com o Padre Paulo o ofício de fazendeiro que ficava alguns quilômetros do orfanato, os cavalos e ovelhas era o ganha pão deles, foi uma doação generosa que ganharam da Senhora Miller que sempre ajudou os Irmãos e Freiras do orfanato, e Ângelo adorava tomar conta das ovelhas e ficar nas montanhas olhando o céu estrelado, contava suas experiências ao amigo Jorge que também tinha deficiência auditiva e os dois se entendiam muito bem. Ângelo desceu do cavalo e abriu o grande portão deixou o cavalo perto de uma árvore e ajudou o senhor Tomás com a menina Melissa que estava desmaiada. Ele olhou para o senhor e colocou ela no chão pegando um braço e envolvendo ela sobre seus ombros e o levaram até a superiora.