—Depende. Eu estou procurando uma mulher legal, bonita, com idéias interessantes e também decidida, você é? —Pergunta colocando os braços em volta do meu corpo, me prendendo na grade proteção.
—Depende. Se quem está perguntando é um cara legal, com um papo interessante e cheio de atitude, talvez, eu disse talvez, eu seja. —Respondi rindo. Eu acho que estou sonhando, isso é bom demais para ser verdade, ele realmente está aqui? O Oliver Johnson está aqui comigo, isso é demais!
—Legal eu sou, papo interessante eu tenho com certeza, agora atitude, bom melhor eu mostrar. —Finalizando a frase, ele segurou na minha nuca com uma das mãos e me beijou. Ele está me beijando e que beijo gostoso ele tem. É um beijo forte e intenso, enquanto me pressiona com seu corpo, ele move sua mão livre por todas as minhas curvas. Eu permiti cada carícia dele, óbvio, estou sonhando com isso há muito tempo. Como eu desejo está nos braços desse homem e eu tinha razão ao achar que ele é incrível no sexo, porque só pelas preliminares ele já está me deixando louca. Que homem gostoso. Quando o Oliver enfiou a mão entre as minhas pernas, eu dei um passo atrás.
—Você está louco? Nós vamos ser pegos no flagra aqui e se isso acontecer, eu nunca mais volto no meu trabalho. —Digo recuperando o fôlego.
—Então vamos para um lugar mais apropriado —Ele segura firme a minha mão e sai puxando. Nós damos a volta por fora até chegar no quarto dele. Assim que fechou a porta, Oliver me prendeu contra a parede e beijou com vontade, ele me puxou pela cintura ficando entre minhas pernas e aprofundou o beijo inserindo a língua na minha boca. Solto um leve gemido com essa ação, cada parte que ele toca é uma sensação nova pra mim. Eu não sou virgem, mas os outros caras com quem eu fiquei não tinham toda essa experiência e virilidade. Oliver sabe cada lugar sensível do meu corpo, ele sabe onde e como tocar para levar uma mulher à loucura em poucos minutos. Já sem as peças de roupas nós finalmente colamos nossos corpos um no outro e como já era de se esperar, Oliver é magnífico, grande e viril em todos os lugares, eu tive um orgasmo já nas primeiras investidas dele…
—Que bela fada você tem no pescoço —O Oliver diz assim quebra os olhos, ele estava avaliando o meu corpo enquanto eu dormia.
—É uma besteira de adolescente —Respondi rindo.
—Então você era uma adolescente rebelde? Que interessante. —Ele acaricia o desenho com a língua, me fazendo arrepiar.
—Eu não era uma adolescente rebelde, eu só fiz isso em um momento de bebedeira. E você, o que você fez na sua adolescência, Oliver Johnson? Claro, quero saber o que você fez fora da mídia. —Perguntei com voz provocante.
—Eu sou um cara simples, não tenho nada escondido. A maior parte do tempo passei me preparando para assumir os negócios da família, fora isso morei fora do país um tempo e também servi o exército. Não tem muita coisa —Ele acaricia meus cabelos enquanto fala. Ele me olha de uma jeito… não consigo decifrar o que ele está pensando, não sei o que está sentindo, mas pelo menos, parece que ele tem vontade de continuar aqui abraçado comigo.
—Oliver, você está aí? —Uma mulher grita depois de bater na porta.
—Estou sim, vovó, o que foi? —Ele responde, me olhando com um sorriso divertido. Eu me assustei ao ouvir a voz da mulher e piorou depois de saber que essa é sua avó.
—Você está com problemas? Porque ainda não se levantou? Já passa das onze. —A mulher continua falando. Parece preocupada.
—Eu estou sim, um problema moreno de um metro e setenta, vovó. E não estou muito afim de largar ele agora —Diz calmamente e eu lhe dou um tapa.
—Você tá maluco? O que sua avó vai pensar de mim? —Digo forçando uma expressão constrangida.
—Tudo bem. Pode continuar, depois quero conhecer seu problema. —A mulher fala e pelo tom da sua voz, ela parece estar rindo. Isso está saindo melhor do que eu imaginava.
—Você não deveria ter feito isso. Eu não quero problemas, ainda mais com sua avó —Digo sinceramente. Eu realmente estou um pouco preocupada pois sempre ouvi dizer que a Sarah Johnson é uma mulher conservadora. Eu preciso tomar cuidado com minhas atitudes.
—Por que você está preocupada com a opinião da minha avó? —Ele abraça a minha cintura e beija seu pescoço —Então me fala, você está com medo de que nossa noite suje sua reputação? —Ele coloca seu corpo sobre o meu e afasta minhas pernas...
—Vovó, essa é a Alina —Oliver diz assim que nos aproximamos da mulher. Ele está com os braços em volta do meu pescoço, o que chama a atenção de todos na sala.
—Ah, sim, o seu problema —Diz com um leve sorriso —Muito prazer, Alina, eu sou Sarah, a avó desse rapaz —Ela me avalia discretamente.
—Muito prazer, senhora —Respondi um pouco receosa. Eu não posso cometer nenhum vacilo perto dela. A mulher felizmente não é nada do que falam, ao contrário, ela é uma pessoa muito legal e divertida e eu como a garota sociável e falante que sou, em poucos minutos já estou conversando animadamente com todos, principalmente com a avó do homem com quem quero ficar pra sempre. O Oliver olha na minha direção o tempo todo e parece gostar de me ver conversando e rindo com todos, ele sorri quando nossos olhares se encontram. Depois de um tempo, ele e o Victor se afastam e eu disfarçadamente ouço uma parte da conversa deles, sim isso é errado, mas eu sou curiosa:
—O que eu estou vendo? Não, espera você está com cara de bobo. Não acredito que finalmente uma mulher capturou seu coração —O Victor chega batendo nas costas dele. Eu gosto de ouvir suas palavras. Se até o melhor amigo dele está dizendo, isso significa que estou no caminho certo.
—O que você está falando, idiota, quem está apaixonado aqui, vá se ferrar! —Sinto como se um balde de água fria fosse despejado na minha cabeça quando ele responde. Ele também revida o tapa repreendendo o amigo, mas continua rindo. Talvez eu ainda possa sonhar. E isso se confirma nas próximas palavras do Victor.
—Não adianta negar, Oliver, aquela morena mexeu com você, aposto que você agora finalmente vai ancorar seu navio nesse porto e eu vou perder meu amigo das farras. — Ele diz com certeza reacendendo as minhas esperanças. O Victor conhece muito bem o amigo e viu que dessa vez não será só mais uma aventura. Assim eu espero, as minhas expectativas estão bastante altas, dessa vez eu consegui me aproximar e até parar na cama dele.
ALICIA JENKINS
—Minha filha, você não precisa ficar aqui com esse velho, pode ir se divertir com seus amigos. —Meu pai diz. Eu já estou toda arrumada para sair, mas desisti depois de ver meu pai ficar tonto e quase cair da cadeira.
—Pai, nem pensar que eu vou deixar o senhor aqui nesse estado. Quantas vezes o senhor deixou de sair pra cuidar de mim, em? —Digo mostrando meu melhor sorriso. Eu sou a Alicia Jenkins, tenho vinte e três anos, cresci em uma casa simples, em um bairro de Houston, no Texas, Estados Unidos. Minha mãe fugiu com o gerente de uma grande indústria quando eu era apenas um bebê, tinha um ano. Fiquei com o meu pai, enquanto minha mãe levou a minha irmã gêmea, Alina, com ela. Eu nasci com uma anomalia genética que deixa a os olhos com cores incríveis, mas a visão é prejudica no processo, tenho olhos azuis, são muito elogiados, mas meu pai teve que gastar tudo que construiu ao longo dos anos para pagar o meu tratamento, eu nasci cega, como o um por cento de pessoas que reagem bem à cirurgia, eu recuperei cinquenta por cento da visão de um olho e quarenta por cento do outro, vivendo assim uma vida normal. Com quinze anos, eu tive que começar a trabalhar, meu pai descobriu um câncer e pelo tratamento ele teve que parar com o trabalho de marceneiro. Uma vida de dificuldades, foi o que tive, mas apesar de tudo, eu sou feliz. Aos vinte e três anos, hoje para ser mais específica, eu finalmente estou realizando o sonho de me formar no ensino médio. Eu tive que parar por alguns anos para cuidar do meu pai e isso atrasou um pouco meus planos para o futuro.
—Alô! —Atendi depois de correr até o sofá onde estava minha bolsa. Meu telefone está chamando e com certeza são a Jenna e o Luigi.
—Cadê você, Ali, estamos te esperando há meia hora! —Jenna é minha melhor amiga, ela quase grita ao telefone.
—Eu não posso sair agora, Jenna, me desculpe, mas meu pai passou mal. Diz para o pessoal se divertir muito por mim
—Leva ele para minha casa, você sabe que a mamãe cuida dele pra você —Jenna tenta me convencer.
— Eu sei disso, Jenna, a tia é um anjo. Eu não posso fazer isso, não hoje, você sabe que está chegando a data que aquela mulher foi embora e o papai fica muito mal com isso.
—Tudo bem. Sinto muito, amiga, de verdade. Dá um beijo no tio por mim. —Encerra a ligação. Depois de desligar o telefone, vou até o quarto pra me trocar. Tiro as roupas e novamente me sinto angustiada e triste. A verdade é que eu nunca superei o abandono daquela mulher, já passei por muitos problemas na vida e em um deles, já até atentei contra a minha vida. Quando meu pai adoeceu eu tive que dar banho, comida e até trocar as fraldas dele, não era pesado porque eu o amo, foi mais por medo de perdê-lo. Eu me olho no espelho e mal consigo enxergar meus traços no quarto escuro, a iluminação da casa não é boa e com a visão diminuída é mais difícil ainda. Eu tenho um metro e setenta e cinco, sou magra, meus cabelos pretos na altura da bunda, olhos azuis, um rosto que todos consideram perfeito, minha vida deveria ser fácil, mas não é. A verdade é que tudo é muito difícil, fui abandonada pela minha mãe, não tenho dinheiro para nada, mal dá pra comida e os remédios do pai, é difícil sorrir às vezes. Eu sempre me pego pensando: como vive a minha irmã? Qual será a vida dela? Meu pai não gosta de falar nesse assunto, é difícil para ele também, então nós nunca falamos delas, mas eu sempre soube que ela foi embora e que eu tenho uma irmã gêmea, meu pai sempre foi honesto comigo. Estou tentando contornar o trabalho com o curso para prestar o vestibular e vou ser sincera, não está sendo nada fácil.
—Você tem certeza que vai dar conta, Ali, olha pra você, está só o bagaço —Jenna diz enquanto pega no meu cabelo bagunçado.
—Eu tenho , claro que tenho! Eu preciso dar conta de tudo, Jenna, não posso perder o emprego e preciso passar na prova ou meus planos para entrar na faculdade no próximo semestre vai pro ralo. —Digo abaixando a cabeça e segurando o queixo com as duas mãos.
—Sabe do que você precisa, Ali, você precisa de diversão, essa rotina de casa, trabalho e estudo está acabando com você. O tio Anthony concorda comigo. Olha, hoje nós vamos sair um pouco, vamos em uma festa que a Construtora Johnson vai dar para comemorar o aniversário dela, vai ter muitos gatinhos lá. —Jenna diz animada.
—Eu não quero, você sabe que não gosto dessas coisas e também não estou procurando nenhum gato —Recuso o convite, ou pelo menos tento, já que a Jenna não aceita o não como resposta. O dia passou voando e eu tive que saí do trabalho correndo ou não dará tempo de me arrumar. —Eu não acredito que a Jenna está me fazendo ir nessa festa, eu não gosto desses lugares —Resmungo no quarto enquanto termino de me arrumar. Meu que passava pela porta ouve.
—Minha filha, você precisa se divertir, a Jenna só está querendo animar você —Meu pai diz tentando mudar meu humor.
—Papai, eu realmente não sei porque vocês acham que ter uma vida sossegada, dentro de casa é ruim. Eu gosto da minha paz, isso não é ruim, pelo contrário é ótimo. —Digo, eu continuo com seu posicionamento fazendo o meu pai ri do outro lado da porta. Coloco uma calça jeans, uma camiseta branca, meus cabelos deixo soltos, uma maquiagem leve e um colar simples no pescoço, um tênis all star preto, e, também o inseparável óculos de grau.
—Uau! Que filha gata eu tenho. Você como sempre está linda minha princesa —Meu pai me diz orgulhoso. Ele age assim todas as vezes que me olha, sempre tentando me animar.
—Alicia, está pronta? —Jenna grita da porta.
—Já estou sim, vamos logo antes que eu desista —Digo pegando minha bolsa e o telefone.
—Nossa, que gata, olhos azuis, hoje você vai arrumar um boy —Jenna me abraça rindo. Ela está com um vestido vermelho curto e salto alto, maquiagem bem feita e os cabelos loiros presos de lado. Ela é linda e sua simpatia e sorriso solto só a deixam mais linda ainda.
—Que isso, hein, com duas gatas assim eu vou arrasar na festa —O Luigi diz todo animado. O Luigi é meu amigo desde sempre, nossos pais são amigos, então nós crescemos juntos e na quinta série, a Jenna entrou na nossa turma, hoje somos inseparáveis. Nós seguimos para a área da festa, estamos animados ouvindo música alta no carro bem equipado do Luigi. Depois de vinte minutos passamos pelos portões do clube da Construtora. O estacionamento está lotado e o lugar está cheio de pessoas bem vestidas e alguns com carros importados, o que deixa o Luigi doidinho.
—Olha isso! Caramba! Isso aqui está lindo, olha só o nipe dos carros, só carrão. —Luigi diz olhando os carros, seus olhos até brilham. Ele tem uma oficina muito top aqui em Houston, ele é apaixonado por automobilismo.
—Luigi, já pensou você com um camaro ou um audi desse, ia chover mulher pra você —Jenna diz zuando-o.
—Eu não preciso disso pra chover mulher pra mim, Jenna, eu sou gato e gostoso —Respondeu passando a mão no rosto. Luigi é moreno com descendência italiana, alto, muito alto para falar a verdade, ele tem dois metros e três de altura, ombros largos e fortes, corpo cheio de músculos, cabelos pretos lisos e com um belo sorriso, ele é realmente muito bonito. Ganhou por cinco anos seguidos o concurso de mister da cidade e só não competiu o estadual porque não quis.
—Vocês dois parecem duas crianças, vamos logo —Digo puxando os dois, um em cada braço.