Capa do Romance Uma noite de prazer

Uma noite de prazer

7.8 / 10.0
Após uma experiência traumática, retorno para casa em silêncio absoluto para não despertar minha irmã. Cada movimento é um suplício; subo as escadas rastejando até o quarto, onde o medo de encarar meus ferimentos me mantém no escuro. Apoiada nas paredes, alcanço minha mesa e a luz da luminária revela o estado dos meus dedos. Entre lágrimas de dor física e emocional, abro o diário que ganhei e tento registrar o ocorrido, mesmo que o ato de escrever seja torturante.

Uma noite de prazer Capítulo 1

A melhor maneira de terminar uma noite é estar com um pau dentro de uma bucetinha. Ouço o gemido da puta, e não sinto nada daquela emoção que meus amigos dizem sentir quando estão fodendo, ou melhor, quando estão fazendo amor com as suas mulheres. A emoção de que falam, eles chamam de amor, e isso eu não sei o que é!

— Esse pau é tão gostoso, Leon! — fala a puta.

— Eu sei que é! — concordo com ela. Eu sei muito bem que as mulheres desejam o meu corpo. Desde que eu era adolescente, sabia chamar atenção.

— Você não quer me foder? — ela me pergunta, com voz de queixa. É claro que eu iria foder ela. Afinal, um homem como eu sabe como foder. Não precisava nem tocar nela para saber que ela já estava excitada o bastante para enfiar o meu pau dentro da sua bucetinha.

— Você é uma putinha que está desesperada pelo meu pau, não? — pergunto, já sabendo a resposta.

Tiro o meu pau de dentro da boca dela e pego o preservativo que se encontrava no bolso, rasgo a embalagem, deslizo pelo meu pau e a viro, abrindo aquelas pernas e deixando a bunda dela no ar. Sem ela esperar, enfio com tudo, fazendo-a gritar e gemer.

— Quer que eu tire o meu pau de dentro, quer? — provoco-a.

— Não, eu não quero! — ela diz, gemendo e balançando a bunda, incentivando-me a continuar, e não me faço de rogado e vou com tudo mesmo. Tiro o pau e enfio novamente, e continuo a fazer isso direto. A puta sabia gritar que era uma coisa, às vezes esses gritos me deixavam quase estressado.

Meus amigos falam que eu ainda vou encontrar o grande amor da minha vida, e só dou risada da cara deles, para mim essa história de amor, como já disse, não existe.

— Me fode, Leon, mais forte! — ela pede, e dou o que ela quer. Puxo seus cabelos com força e a fodo mais e mais forte, fazendo a cama balançar.

Logo a ouço dizer que está gozando e a deixo gozar primeiro, e depois vou logo atrás. Eu sou filho da puta, mas também sei ser generoso. Tiro o meu pau de dentro dela e vou até o banheiro, tiro a camisinha e jogo no lixo. Antes de sair, lavo as mãos e me visto. Ela me olha espantada.

— Você vai embora? — me questiona, e odeio isso.

— Você sabe que eu não durmo com nenhuma mulher — respondo, grosso.

— E eu pensando que eu era especial para você!

— Não, minha querida, nenhuma mulher é especial para mim! — é o que respondo, e ela não precisa falar nada, seu olhar diz tudo, ela está com os olhos cheios de lágrimas. Está apaixonada por mim.

— Eu amo, você, Leon!

Eu deveria ter me tocado de que quando você fode uma, duas vezes ou mais, ela já acha que me amarrou.

— Eu já te disse quando comecei a te foder que seríamos amigos com

benefício e não existiria amor.

— Leon, eu sei disso! — ela diz, pesarosa, sentando-se na cama e fazendo-me olhar o seu corpo. Eu sabia que era bonito.

— Então já sabe que não devemos mais nos ver — digo simplesmente. Pego o meu relógio e a chave do carro e vou em direção à porta. Quando estou saindo, ouço-a me chamando e me viro.

— Um dia você vai se arrepender de como está me tratando!

— Não vou! — e viro novamente. Quando estou saindo finalmente daquele quarto, a ouço novamente me chamar chorosa e pergunto, já sem paciência: — O que você quer ainda, Laura?

— Eu te juro, Leon, que vou fazer a sua vida um inferno e que logo, logo você vai ser meu novamente.

— Nunca fui e nunca vou ser seu, Laura. Adeus! — digo, e vou embora. Chegando à recepção do hotel, deixo pagos a diária e o dia seguinte e mais o que ela deveria comer e vou embora para nunca mais voltar.

Assim que chego à entrada do hotel, o manobrista vem ao meu encontro. Dou-lhe a chave do carro, e não demora muito ele já chega. Agradeço, dando-lhe uma bela gorjeta, e vou embora logo.

Ao entrar no carro, conecto o celular e ligo o rádio, para ouvir as notícias. Logo estou em casa. Moro em um condomínio de luxo. Antes mesmo que eu chegue ao portão, ele já é aberto. Entro, paro e cumprimento os seguranças.

— Boa noite, Senhor Vitorino.

— Boa noite, Arthur. Tudo em ordem por aqui? — desligo o rádio e tiro o meu celular do suporte.

— Graças a Deus, tudo tranquilo! — solto um suspiro de alívio.

— Que bom! — agradeço e lhe dou boa noite. Logo estou seguindo para minha casa. Finalmente vou ter uma boa noite de sono. Andava tendo festas demais por aqui, às vezes eu tinha vontade mesmo era de me mudar para um apartamento.

Penso sempre sobre isso, e acabo desistindo. Com alívio chego em frente à minha garagem. Quando estou para entrar em casa, a porta se abre.

— Boa noite, senhor! — me cumprimenta a Senhora Olívia.

— Boa noite, Olívia. Tudo OK? — dou-lhe o meu casaco.

— Sim senhor! — ela me olha.

— Algum problema?

— Nenhum, senhor, gostaria de saber se o senhor já jantou — me pergunta, meio sem graça.

— Ainda não.

— Então já vou providenciar.

— Agradeço, Olívia, vou estar em meu quarto.

— Daqui a pouco te chamo, senhor.

— Obrigado! — agradeço, e sigo em direção ao meu quarto. Ao chegar lá, vou tirando a roupa e a jogo no cesto. Sigo para o chuveiro. Ligo-o e entro. Logo a água quente cai sobre o meu corpo, lavando todo o suor e cheiro que tenham ficado do sexo que eu tinha tido.

Fico ali durante algum tempo sentindo a quentura da água. Passo o sabonete pelo meu corpo, e não demoro muito no chuveiro. Volto para o meu quarto e lá me seco, colocando meu pijama. Quando estou penteando meu cabelo, ouço a Olívia me chamar, me avisando da janta.

— Obrigado, Olívia! — agradeço, e logo desço para jantar. Não me

demoro e volto para o quarto. Deito-me na cama e pego o notebook, fico mexendo nele, lendo alguns artigos, e acabo dormindo com o aparelho ligado.

Há dois anos eu não sei o que é ter paz. E aqui estou, me olhando no espelho do banheiro, tentando esquecer o meu pior pesadelo. Desde aquela noite eu não comemoro mais o meu aniversário. Não tenho razão para festejar. Como eu gostaria de ter morrido! É errado eu ainda ter esses tipos de pensamentos? É errado eu ainda me sentir suja? São tantos sentimentos contraditórios que eu ando sentindo!

No início, eu não conseguia dormir devido aos acontecimentos. Eu era sedada e também era restringida no leito do hospital. A dor que eu sinto na alma é tão grande, que acabei tirando o soro da veia que estava me hidratando e machucando-me mais ainda, só via o sangue saindo novamente, e sorria entre as lágrimas que já estavam escorrendo.

Para mim era tão bom, porque a morte viria e me levaria do meu sofrimento. De uma coisa eu tinha certeza: eu não saberia como viver com aquilo. Só que eu não contava que as enfermeiras fossem entrar tão rápido e gritando. E apaguei novamente.

E aqui estou eu novamente posicionada no mesmo lugar, onde eu tentei me matar da primeira vez. E mais uma vez não funcionou. Minha irmã foi avisada que eu tinha tentado novamente me matar. Agora ela me olha chocada.

— O que você fez, Duda? — ela me questiona, com lágrimas nos olhos

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