Capítulo 2

Como eu havia passado uma noite inteira pensando nele, fui pesquisar sobre ele nas redes sociais, mas advinhem não existia nada ao se pesquisar pelo nome "Nikolas Liocourt" nem redes sociais, nem noticias, NADA, apareciam algumas noticias com o sobronome deles mas so essa lenda boba dessa cidade, mas eu descobri algo que Nikolas não me contou, não era só a a familia dele que havia fundado a cidade, a minha também, Callifora uma vampira sensual e amedrontadora mas nossa carga horaria em historia tinha como primeiras aulas a historia da cidade, eu iria ter que ver de qualquer jeito e iria descobrir uma hora ou outro.

Passei o restante do dia passeando pela cidade ate encontrei um menino muito mal educado que me chamou de "Callifora aberração", foi absolutamente do nada, no meio do centro, eu voltei para casa o mais rapido possivel aquilo foi estranho, sera que na escola era assim? sera que Nikolas também passava por isso e por esse motivo ele foi tão legal?

A noite depois de um banho, me arrumei e esperei por Nikolas ele chegou e a primeira coisa que disse foi:

-Uau! você está linda, e eu queria te contar algo

-Conte...

-Ontem, eu escondi uma coisa de você, e dos meus amigos também, mas agora toda a cidade ja sabe e você tem o direito de saber...

-É sobre minha familia? eu vi na internet, não seja bobo é so uma lenda, Vamos la?

-Você se incomoda se irmos a pé? meu irmão sumiu com nosso carro - Percebi que ele ficou meio sem graça ao falar do irmão

-Ué vai dizer que você se incomoda? é bem pertinho daqui, não tem problema

Fomos o caminho todo conversando, ele parecia muito interessado na minha vida, o que era novidade para mim.

-oii pessoal -Nikolas viu eles de longe, mas também era impossivel de não ver

-Katherine, saiu com nos ontem e não teve a ousadia de falar que era uma Callifora? -Achei estranho a empolgação com qual Rose veio falar comigo muito diferente de ontem a noite quando mal conversamos

-Eu não sabia que meu sobrenome era famoso por aqui... -Rose tinha um ar meio gotica, mas não parecia tão fissurada em vampiros, Beatriz não falou muito comigo nos dois primeiros dias mas era blogueira e DJ, muito estilosa e Jonhatan era estranho, meio vampiresco e também não era de conversar

Conversamos e rimos muito e em menos de 2 horas ja parecia que eramos melhores amigos de anos, ate que a Beatriz disse que tava louca para nadar, eu não ia ser estraga prazeres e dizer que não sabia muito bem nadar então topei, eu ja vim sabendo que era o que eles iam fazer mas faltava 1 hora para meia noite, tentei enrolar mas entramos no mar.

Quando entramos no mar, aquela água gelada, tocou nos meus pés e eu já tinha começado a me arrepender enquanto eles foram correndo em direção a parte mais profunda pensei em voltar, mas continuei, eles me esperaram até que quando cheguei mal pude falar e eles já gritaram “o último a chegar no cais perde” o cais que eles estavam falando ficava a uns 20 metros de onde estávamos, tinha barcos, músicas e turistas… Eu não aguentei, a correnteza me puxou para o fundo, me debati paravoltar mas e eu não tinha forças, tentava gritar quando podia, respirei meu ultimo jato de ar, e senti meu corpo se desligar, gastei minhas últimas forças tentando gritar mas ninguém podia me ouvir de baixo da agua

Capítulo 3

Estranhamente eu acordei na praia guspindo agua, eu tremia, mal sentia meu corpo estava em um lugar afastado e escuro com o Nikolas me fazendo respiração boca a boca, foi um susto pra mim depois daquela sensação horrivel de estar se afogando, eu me abracei nele com força:

-Você me salvou, meu deus, como você me viu? Achei que já estava longe demais para me ver - suspirando aliviada em seus braços fortes eu me senti segura

-Está tudo bem, pode ficar tranquila, vou te proteger - Mas eu percebi algo, a voz dele estava mais grave, parecia a voz de uma pessoa uns 10 anos mais velha, quando olhei para ele percebi uma cicatriz no canto da sobrancelha e logo me assustei e perguntei

-Que cicatriz é essa? eu nunca percebi.. - e quando olhei para trás vinha o outro nikolas correndo em nossa direção com as meninas e o jonathan

-O que você tá fazendo com ela? Larga ela!- O Nikolas gritava em tom de briga, mas eu estava tonta demais devia ter alucinado

-Ela tava se afogando, eu salvei ela! aonde você tava que não viu ?

-QUEM É VOCÊ? Alguém por favor pode me levar pra casa!- Eu so queria sair dali

-Prazer eu sou o Henry Lioncourt irmão mais velho do Nikolas, vou te levar para casa eu estou de carro, enquanto isso o Nikolas pode pensar em como foi inconsequente- eles se encaravam e parecia que iam se bater

-Ela não vai com você! -Nikolas tentou me puxar pro lado dele mas Henry era claramente mais forte

Ele então me pegou no colo, eu ainda estava meio inconsciente, mas consegui sentir um frio na pele dele que nunca havia sentido antes, ele me colocou no banco, pegou uma coberta no porta-malas e me cobriu como se eu fosse uma criança perto daqueles enormes e fortes braços

-As meninas podem vir junto para se assegurar de que nada demais vai acontecer, depois deixo elas em casa!

So a Rose se animou a ir junto, mas ele me levou até em casa, eu como já não estava muito bem dormi no banco do carro e acordei com ele falando com minha mãe e tranquilizando ela dizendo que nada tinha acontecido e que ele me trouxe em casa porque estava muito tarde. Mas fingi continuar dormindo.

No outro dia minha mãe parecia muito tranquila, para alguém cujo a filha tinha passado por uma experiência de quase morte e até me deixou sair com a Rose e Beatriz que estavam me esperando na frente de casa, elas pareciam mais preocupadas que minha mãe foi ai que eu soube quem era Henry Lioncourt

-Ele ja foi um cara muito legal, mas a 1 ano atrás mudou drasticamente, agora, ele não fala com ninguém mal sai durante o dia, o oposto do Nikolas, a familia dele vive brigando por causa das atitudes dele, mas pelo visto esse ano ele volta para a escola, ele largou a uns 3 anos, mas ele decidiu mudar de vida diz o Nikolas- As meninas pareciam chocadas com o fato dele ter me salvado e cuidado de mim

Elas tinham dito mais coisas mas a verdade é que eu só conseguia lembrar dele me pegando no colo, sem fazer esforço nenhum e eu precisava ver ele, agradecer ou ao menos perguntar o porque todos diziam que ele era um monstro quando na verdade ele me salvou

Enquanto isso, comecei a pesquisar mais sobre vampiros, sobre essa lenda esquisita da cidade e suas varias versões, ate porque não era so uma versão dela ne isso é muito normal em lendas e cidades pequenas mas eu queria entender o que estava acontecendo e parecia o unico jeito.

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