Capítulo 2

Dois meses depois…

Sua boca devora meus lábios, fico sem ar e morrendo de vontade de tirar sua roupa que me impedem de tocar em seu corpo suado, suas mãos passeiam por todas as minhas curvas, ele suspende meu vestido, enquanto morde minha orelha. Bom, muito bom!

— Vou devorar você todinha, meu amor! — Sua voz rouca, deixa minha calcinha molhada e minha pele se arrepia, com o seu sussurrar em meu ouvido.

Olho em seus olhos e respondo, baixinho.

— Está esperando o quê? — Pergunto safada.

Em um movimento brusco, ele rasga minha calcinha, nossa! Quero muito fazer amor com ele. Não fico por baixo e tiro sua calça, deixando-o apenas de cueca boxe preta, um tesão!

Ele me joga na cama e seu corpo delicioso paira sobre mim, pego a camisinha e…

— Acordaaaa Karina! — Minha irmã sacode meus ombros.

Abro os olhos assustada, não acredito, que sonhei com a montanha de músculos louro novamente, nunca ouvi falar disso, são dois meses sonhando que estamos nos pegando e pior, sempre acaba na melhor parte, Aff!

— O que aconteceu Karen? Onde é o incêndio? — Pergunto colocando o travesseiro no rosto.

Ouço sua risada.

— Você que estava gritando: — Ai GOSTOSO, MAISSS, QUERO MAIS! Daqui a pouco terei que colocar janelas antirruídos, os vizinhos não são obrigados, a ouvir você gemer. — Ela responde sorrindo.

— Deixe de exagero, agora feche a porta, quando sair. — Coloco o travesseiro no rosto.

Ela abre as cortinas e puxa meu lençol e o travesseiro.

— Você está pelada Karina! O homem que você tem sonhos eróticos, te pegou de jeito dessa vez. —Ela fala sarcasticamente.

— Me deixa! —Falo jogando o travesseiro nela.

Ela não fala nada e sai rindo, lógico, que não dormir sem minha camisola, foi o tarado dos meus sonhos, que tirou.

— Realmente, preciso parar de sonhar com esses CEO'S, ou sair mais e arrumar um namorado real.

O meu último namorado me traiu com a colega de faculdade, ainda teve a audácia de dizer, que ela o seduziu, homens! Comigo só trai uma vez, pode implorar que não quero nem como amigo. Levanto da cama e procuro minha camisola, encontro-a no chão, ao lado da minha calcinha rasgada.

— Caracas! Que sonho!Pena que nunca finalizamos. — Falo suspirando.

Recolho as roupas do chão, coloco a camisola no cesto e a calcinha destruída no lixo, hoje é um dia importante para mim, acabei de ser contratada por uma grande empresa no ramo de automóveis, não sei mensurar o que estou sentindo. Pego meu conjunto de saia e blazer na cor vinho, a blusa branca de seda, escolho o conjunto de lingerie e deixo sobre a cama, vou para o banheiro, ligo o chuveiro e a água fria cai sobre o meu corpo, pego sabonete líquido com cheiro de rosas e começo a ensaboar-me, de repente as mãos do babaca estão sobre mim, sacudo a cabeça para disseminar todo o pensamento libidinoso que tenho com ele.

Termino o banho e me enxugo, pego meu creme na minha prateleira, feito especialmente para minha pele negra e hidrato meu corpo, visto meu conjunto de calcinha e sutiã pretos e coloco a roupa, penso que esse mês meu corpo estabilizou no tamanho 50, isso mesmo, sou negra, cacheada e apaixonada por cada curva do meu corpo.

Mas infelizmente, nem sempre fui assim, já passei pela fase da não aceitação, não aceitava meu cabelo, fazia dietas loucas para emagrecer e tentava incessantemente me encaixar nos padrões midiáticos e do ciclo de amizade, ainda bem que passou, não preciso emagrecer por causa de ninguém, esbanjo saúde, e me alimento bem, sem exageros, no entanto, quando minha TPM ataca? Como até os rebocos de casa com calda de chocolate, ser mulher, negra e gorda em uma sociedade machista, racista e gordofóbica não é brincadeira e se sua cabeça não estiver em boas condições você pira.

Pego meu sapato preto de salto alto, faço uma maquiagem leve e solto meus cabelos, hoje irei mantê-los bem volumosos, do jeito que amo. Olho-me no espelho e faço uma maquiagem leve, sombra e lápis pretos, para realçar meus olhos castanhos, passo um gloss de cereja nos lábios e estou pronta.

— Linda! Vai lá e arrasa! — Solto um beijo para minha imagem no espelho.

Coloco a bolsa no ombro, pego meu laptop e sigo para a sala, encontro Karen tomando café, quando me vê, ela sorrir, minha irmã é minha incentivadora, somos uma o alicerce da outra, nossos pais ficaram em Salvador quando nos mudamos para o Rio de Janeiro para estudarmos, queria tanto que eles viessem morar conosco, mas aqueles dois não desgrudam da Bahia. Saio dos meus devaneios com a pergunta de Karen.

— Você tem certeza que irá apenas trabalhar? Você está muito gata minha irmã. — Diz olhando-me de cima a baixo.

— Agradeço o elogio, mas hoje é só trabalho, nada de diversão, fui! Estou quase atrasada. — Falo, enquanto sigo para a porta.

— Não vai sentar e tomar café? Você sabe da importância da primeira refeição do dia.

— Sei mamãe! Tem uma cafeteira na empresa, hoje comerei lá, está tranquila agora?

— Se eu fosse sua mãe, te dava umas palmadas nessa bunda gigante e te obrigaria a comer.

Sorrio imaginando a cena.

— Beijos e se cuida!

— Vá com cuidado naquela arabaca velha que você chama de carro.

— Hei! Respeite meu limão. —Falo fingindo uma falsa chateação.

Após me despedir, sigo para o estacionamento e pego meu carro, um fusca verde limão, comprei de um vizinho, um senhor que infelizmente faleceu, eu amava ouvi suas histórias. Entro no meu possante e sigo para o escritório, no caminho penso em tudo que já passei até chegar aqui, sinto muito orgulho de mim, sem falsa modéstia, lutei contra meu próprio preconceito e me reformulei.

Vinte minutos depois entro no prédio dos alemães, apresento minha credencial para o segurança e sigo para a minha vaga exclusiva, designada ao meu cargo, diretora de marketing da K.M Automóveis S.A. Essa empresa é uma das maiores distribuidoras de carros esportivos da Europa e da América Latina, desço do meu limão, olho no espelho só para confirmar o que já sei e digo:

— Você pode tudo, poderosa!

Caminho em passos lentos para o elevador, entro, aperto o último andar e respiro fundo, o primeiro dia nos deixam ansiosos, quando as portas estão perto de fechar, uma mão masculina segura a porta, o elevador abre novamente e não acredito no que vejo.

É ele! O babaca, imbecil e gostoso que me confundiu com uma mendiga e que vem perturbando os meus sonhos. Espero que ele não me reconheça. Olhando-o mais de perto, não tem como não perceber sua beleza, depois do nosso encontro, pesquisei o seu idioma, pela última palavra que ele disse, o homão é alemão. Coincidência da porra, encontra-lo novamente. Como aqui é grande vou fazer de tudo, para não esbarrar com esse, com esse… — Saio dos meus pensamentos quando ouço sua voz.

— Bom dia! — Saúda sem olhar para mim.

— Bom dia! — Respondo baixinho.

De repente seu celular toca e ele atende no primeiro toque. Alguém fala algo e ele apenas responde.

— Diga que quando eu chegar, converso com ela. Obrigado Rose!

Hummm Rose, então o lindão é casado, mas não vi aliança em seu dedo, em momento algum, deve ser iguais aos homens sem vergonha, que mantém uma esperando em casa, enquanto varre a rua, realmente, não gosto dele e espero não sonhar mais com esse traidor. Quando falta apenas um andar para a cobertura, o elevador para, tudo escurece e o meu único pensamento foi…

Porra! Morrer ao lado desse homem, não estava em meus planos matinais.

Capítulo 3

— Pai! Pai! O Adler não quer dividir o short de dormir comigo. — Ela diz do alto da escada.

— Anelise você tem seus shorts, deixa seu irmão quieto. — Digo pacientemente.

Há três meses eu morava na Alemanha, meu pai é o dono de várias empresas espalhadas por oito países, mas a do Brasil é a sua preferida, tanto que ele tornou a daqui à matriz, transferiu o escritório principal para o Rio de Janeiro, e veio morar aqui, o velho gosta do calor da cidade, o que não é o meu caso, prefiro o frio.

Depois que teve complicações no coração, ele passou a direção geral para mim, pediu que eu viesse para o Brasil imediatamente para assumir meu lugar como seu herdeiro.

Apesar de falar e compreender bem a língua portuguesa, não tinha planos de me mudar para cá, queria que meus filhos tivessem a mesma educação que tive no meu país. Eles são o meu mundo, crio os dois sozinhos desde que a louca da sua mãe os vendeu para mim, infelizmente, não reconheci o caráter duvidoso da minha Ex-esposa.

Vivíamos bem, não era amor, mas respeitávamos- nos, pelo ao menos até ela engravidar, Mayra não queria filhos, mas soube disfarçar seu ódio pelos meus bebês até eles completarem um ano, ela engravidou de gêmeos, um menino e uma menina, quando eu soube, meu peito só faltou explodir de felicidade, até ela ameaçar levar meus filhos para longe de mim, lembranças daquele dia ainda me perseguem...

Flashback on:

— Klaus, juro que tentei, namoramos, noivamos, casamos e até te dei filhos, mas estou cansada de viver a sua sombra. — Ela fala irritada.

— Mayra, nunca te deixei faltar nada. — Respondo enquanto trabalho minha paciência.

— Exatamente, tudo vem de você, todo o dinheiro está com você, e ganho uma merreca, que mal dar para comprar o básico. — Diz descontrolada.

— Era só ter pedido mais, não tenho como adivinhar que o dinheiro não está dando para suas necessidades. Diga quanto quer? Ou você quer trabalhar comigo na empresa? — Pergunto enquanto pego o cheque na carteira.

Ela olha para mim e dar um sorriso de canto de boca.

— Dois milhões de euros. — Fala seriamente.

— O que vai comprar com esse dinheiro todo Mayra? — Digo surpreso!

— Minha liberdade! Você é gostoso, não posso negar, porém, não aguento mais fingir que gosto de você, essas crianças me irritam, até hoje meu corpo não voltou ao normal depois de gerar aquelas pestes esfomeadas, preciso colocar um silicone urgente. — Ela despeja seu veneno.

— Não pensei que fosse tão ruim, viver ao meu lado! E nossos filhos são uns anjos, não admito que fale assim deles, se não está feliz, vou te dar o divórcio e fico com às crianças. — Falo revoltado.

Começa a rir descontroladamente, fico observando e pensando onde errei nesse relacionamento, conheci a Mayra no intercâmbio da faculdade de Administração, ela é brasileira, encantei-me com seu sorriso, então depois de um tempo começamos a nos relacionar e agora vendo-a falar assim, sinto-me frustrado, por não ter percebido a mulher volúvel que me casei.

— Você acha mesmo, que irei pedi o divórcio e sair sem nada? Você realmente não me conhece Klaus Muller, faremos assim, você dar o dinheiro que te pedi, eu assino o divórcio e abro mão das crianças. Agora se não fizer o que pedir, levo eles comigo e você nunca mais saberá onde eu as deixei, a escolha é só sua. — Ela despeja suas insanidades, como se estivesse conversando normalmente e não me chantageando.

— Você está se ouvindo Mayra? Está ciente de todas as baboseiras que está dizendo? Você sabe, que se eu entrar na justiça pelas guardas delas, sairei vitorioso, porque farei questão de usar minha influência em prol do bem-estar dos meus bebês. — Digo tentando controlar a paciência está se esgotando.

— Klaus, Klaus… Tão inteligente para o mundo dos negócios e muito idiota, para outras, você acha mesmo, que eu iria te fazer essa proposta, se não tivesse uma carta na manga? — Diz com um sorriso cínico.

Chego perto dela, sinto meu coração apertar.

— O que você fez? — Pergunto ansioso.

— Bom! Mandei os dois para a casa de uma amiga, você não a conhece, não se preocupe, ela pensa que está me fazendo um favor, enquanto faço uma surpresa para o meu querido marido. — As palavras saem de seus lábios em uma calmaria que me assusta.

Fico em choque, como ela teve coragem? Saio do transe e digo:

— Quero meus filhos! Você não conhece o homem que me transformo, quando eles estão em perigo. Trago- os de volta Mayra!

— Assine os papéis e transfira o dinheiro, assim que eu estiver longe, peço para trazê-los.

— Richtig! Ich möchte, dass du meine Kinder mitbringst, oder das Monster, das in mir wohnt, wird dich jagen und zerstören3. (Certo! Quero que traga meus filhos, ou o monstro que habita em mim, irá te caçar e te destruir. )

— Fale português, não gosto do seu jeito quando conversa em alemão, já te disse minhas condições, os papéis estão na gaveta do seu escritório, como é transferência bancária, vou aguardar creditar na minha conta, se eu fosse você, resolveria logo isso, posso pedir para que sumam com eles. — Diz enquanto sai do escritório.

Lógico que ela ganhou, meus filhos em primeiro lugar... Sempre! Fiz a transferência e momentos depois trouxeram meus pimpolhos.

Flashback off

E aqui estou, solteiro e feliz com os meus nenéns, nunca mais soube daquela mulher, são quatro anos sem notícias e espero que ela continue no inferno bem longe de mim e de meus filhos, meus bebês estão melhores sem ela. Saio dos meus pensamentos com a voz da minha princesa.

— Pai! Você deixa eu namorar o Pepeu? — Diz na sua inocência infantil.

— Filha! O que conversamos sobre os meninos? — Respondo assustado.

— Que eles são feios! Bonito só o papai e o meu irmão. — Ela responde sorrindo.

A pego no colo e a levo para o seu quarto.

— Muito bem! Não esqueça nunca disso, até os 80 anos, nada de namorados. — Digo sorrindo.

Ela beija meu rosto e alisa minha barba. De repente ela me olha e diz:

— Pai, você está com um dodói no olho, vou beijar para sarar rapidinho. — Ela beija meu machucado e agora lembro daquela mendiga desaforada.

— Filha foi uma abelha petulante, mas o papai já está melhor e não verá mas aquela atrevida.

Apesar de estar vestida parecendo uma louca, não pude deixar de reparar em sua beleza, pele brilhosa e um corpo bom de apertar, quando ela me desafiou e segurou os braços entre os seios, não pude deixar de reparar na fartura que eles são, sentir meu pau latejar na hora, ela ainda se virou e foi embora depois se falar algo que nem lembro mais, pois fiquei hipnotizado com o balaço dos seus quadris. Sacudo a cabeça, nem sei porque estou pensando na mendiga gostosa… Quer dizer, na mendiga abusada.

Caminho com Anelise e subo às escadas com ela no colo, chego em seu quarto e encontro Rose arrumando a cama, ela também é brasileira, na época achamos melhor contratar uma babá que ajudasse às crianças com os dois idiomas, Mayra foi embora e Rose foi a figura feminina para os meus pimpolhos.

— Boa noite Rose! — A saúdo.

— Boa noite senhor Klaus, Adler dormiu cedo, disse que estava cansado de jogar bola e essa mocinha em seu

colo, pediu para esperar você chegar, não antes dos dois disputarem um short do palhaço.

— Quero um papai! — Fala com a voz se choro.

— Minha princesa, você tem vários shorts, você quis o seu dos cachorrinhos. Então, nada de pegar o do seu irmão, a não ser que ele te dê, combinado? — Digo sério.

— Está bom! — Responde fazendo um bico.

Vejo Rose observando minha interação com minha pequena com um sorriso tímido no rosto e digo:

— Obrigado Rose! Pode ir para o seu quarto, deixa que coloco minha pimenta para dormir, obrigado por cuidar deles. — Digo enquanto arrumo Anelise na cama.

— O senhor não vai jantar? — Pergunta preocupada.

— Já jantei com os investidores, obrigado!

— Amo você e seus filhos, vocês são a minha família. — Declara saindo do quarto.

Coloco minha menina na cama e minutos depois, vejo seus olhos fecharem, sinto-me cansado, o dia hoje foi puxado, mas ainda preciso ver meu filho. Anelise dorme, a cubro, beijo sua testa e vou para o outro quarto. Assim que entro, vejo meu menino dormindo tranquilamente, chego perto, puxo sua coberta e o beijo. Meu coração só fica feliz, quando encontro meus gêmeos. Fico um pouco com ele e depois vou para o meu quarto, tiro minhas roupas e tomo banho, em seguida enxugo-me e enrolo a toalha na cintura pego minha cueca e visto não consigo dormir de pijama.

Assim que deito, os olhos e os lábios da mendiga assassina vem em meus pensamentos.

— Merda! A que ponto cheguei, atraído por uma sem teto.

Fecho os olhos e infelizmente ou não, seu olhar brilhante é a última coisa que lembro, antes de dormir.

Meses depois…

Chego no estacionamento da empresa, desligo meu carro e sigo para o elevador, hoje tenho uma reunião importante com os novos investidores e será apresentado a nova diretora de marketing, olho no relógio e vejo que faltam cinco minutos. Droga! Estou quase atrasado. Quando consigo segurar o elevador, entro e cumprimento à mulher que já está em seu interior.

— Bom dia! — Saúdo sem olhar em seu rosto.

— Bom dia! — Responde baixinho.

Nesse mesmo momento meu telefone toca, olho no visor e vejo que é Rose, atendo imediatamente.

— Pois não Rose? Aconteceu algo? — Pergunto assustado.

— Desculpas o incômodo senhor, Mas Anelise não quer ir para a escola, e o Adler quer ir. Achei melhor deixar os dois hoje comigo.

— Oi Rose! Diga que quando eu chegar, converso com ela, obrigado! — Desligo o telefone.

Não é o certo, mas estou muito atrasado para conversar com minha filha por telefone. O elevador estar perto da cobertura, de repente ele para, tudo apaga e agora me viro para a pessoa que está no mesmo espaço que eu, ligo a luz do meu celular e aperto o botão de emergência. Olho para trás e vejo que a mulher está incrivelmente tranquila, então eu digo:

— Não precisa se preocupar, já acionei os socorristas em breve sairemos daqui. — Digo gentilmente.

É quando reconheço a voz, que perturbou meus pensamentos esses meses.

— E quem te disse que estou preocupada? Só não queria chegar atrasada no meu primeiro dia.

Pego a luz do celular e viro para o seu rosto, inconscientemente desço o meu olhar por todo seu corpo, essa mulher é uma perdição, se vestida de mendiga meu corpo estremeceu, o que acontecerá agora vendo-a em trajes que moldam suas belas curvas? Saio do transe com sua voz.

— Gostou do que viu? Pois, tire o olho, nada que tem aqui é para você. — Diz abusada como sempre.

Caminho até ela lentamente, talvez ela seja uma abelha e eu esteja atraído pelo seu mel, quanto mais perto chego, ela dar um passo atrás, até encostar as costas na parede, quando estou perto dela o elevador volta a funcionar e segue para o andar da presidência, mas que merda eu ia fazer? Essa mulher tem algo que tira o meu controle. As portas se abrem e saio rapidamente, olho para trás e não a vejo.

Será que estou ficando obcecado por ela? Que estou vendo-a em todos os lugares? Já não basta fantasiar marcando aquele corpo e mordendo seus lábios atrevidos? Passo a mão no rosto, para disseminar esses pensamentos, entro em minha sala, sento em minha cadeira e digo:

— Ich muss dringend Sex haben. ( Preciso transar urgente)

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