Dafne Riviera
Não vou mentir dizer que não tentei fugir mais uma vez, tentei, encontrei o meu amor, mas Carlos me seguiu e disse a ele o que estaria em jogo, o meu amor, com lágrimas nos olhos me deixou ir com Carlos, ele me deixou, não o culpo, mas eu queria ter sido um pouquinho egoísta, e pensar em mim. Eu era a sexta filha, eu não tinha nada haver, eu não deveria ser vista, iria negar a coroa e viver minha vida humildemente sem títulos, mas tudo foi por água a baixo, quando eu desci as malditas escadas e os pais de Carlos me viram.
— Não chores, Dafne. Você será a futura rainha, será uma Bustamante, e Bustamante não mostra sentimentos.
— Eu ainda sou Riviera, Carlos. E para falar a verdade, sempre serei. — Digo encostando a cabeça no vidro do carro.
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Carlos Bustamante
Estava no carro com Dafne totalmente emburrada, ela queria fugir, e se fosse por mim, eu deixaria ela ir, mas acontece que a cabeça de todo mundo está a prêmio. A coroa é cruel e não podemos nos dar ao luxo de deixar que eles pisem em nós.
O carro parou na frente do Palácio e meus pais estavam na porta nos esperando.
— Não desça! — Digo. Desço do carro e vou abrir a porta para ela, lhe entrego minha mão e ela segura. — Sorria, finja que está morrendo de amores por mim, eles estão aqui.
Ela sorrir, e se eu soubesse diria que ela está imensamente feliz e completamente apaixonada por mim.
— Por onde andavam? — Meu pai pergunta.
— Estávamos no monte, vendo o nascer do sol. — Dafne diz sorrindo, me abraçando.
— Ficamos muito felizes que decidiram se conhecer melhor. — Minha mãe diz. Entramos, subimos as escadas e nos separamos abruptamente ao ficar longe o suficiente deles, entrando cada um no seu quarto, amanhã é o casamento e eu só queria que tudo isso acabasse.
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Dafne Riviera
Acordar antes do sol, e com seis criadas dentro do meu quarto e minha futura sogra, era algo que eu queria, se fosse com o meu amor. Mas, nesse caso, hoje sem sombra de dúvidas é o pior dia da minha vida.
— Sorria querida, hoje é seu casamento.
Não sei o que é pior, casamento arranjado, sorrir para os céus e o mundo fingindo estar feliz, ou estar longe de meu verdadeiro amor.
Sub: Um combo completo do próprio desespero.
Estava sendo apertada, penteada, maqueada, vestida, calçada, simplesmente elas estavam fazendo tudo para mim, os tempos mudaram, mas velhos hábitos não mudam. Eu queria só um minuto sozinha, queria respirar, mas era impossível com esse tanto de mulher dentro do meu quarto, que em breve não será mais meu.
Finalmente elas saíram do quarto me deixando sozinha, olhei a paisagem da sacada, vi os convidados chegarem e principalmente ele, o responsável pela coroa, o que é capaz de matar um coala com as próprias mãos e sorrir, Nicous Cruel.
Ele me viu, sorriu e acenou descaradamente para mim, o olhei e sai da sacada, se eu tivesse que conversar com ele mais que um segundo eu juro que sou capaz de matá-lo. Idiota!
— Nicous está aqui. — Carlos diz entrando no meu quarto.
— Eu vi!
— Temos que agir como se nós fossemos feito um para o outro.
— Você sabia que ver a noiva vestida antes do casamento da azar?
— Isso só serve para o casal que é apaixonado, esse não é o nosso caso. — Ele diz e sai do quarto.
Segundos depois uma das criadas vem me chamar, desço as escadas e encontro minha mãe, achei estranho que meu pai não estava ali, minha mãe estava com lágrimas nos olhos, não soube decifrar se era de felicidade por me ver casando ou de tristeza.
— O que aconteceu, mamãe?
— Seu sogro que vai te levar ao altar.
— O que houve com o papai?
— Querida, seja forte. Seu pai amanhaceu morto, suas irmãs vieram ao casamento, mas quando voltarmos sua irmã irá ser nomeada rainha.
— O que? — O choro instalou em minha garganta, procurei ar nos meus pulmões e não encontrava.
— Querida, seja forte. Não demonstre seus medos para eles, a coroa é cruel.
Engoli o choro e segui para a cerimônia, as pessoas estavam a pensar que era o casamento do ano, Carlos estava fingindo muito bem e eu estava indo no clima. O casamento aconteceu na catedral, com todos os bancos lotados, ao fim da cerimônia seguimos para o salão de festas do palácio, dançamos algumas músicas, e eu já não estava aguentando mais todos aqueles olhos sob mim, os pais de Carlos e a minha mãe no meu ouvido dizendo que a coroa é cruel. Eu não suporto mais nada disso e eu estou a ponto de explodir.
— Vão se preparar para a noite. Nicous veio para verificar. — O meu sogro diz.
— Como assim? — Pergunto.
— Pai, não fazemos isso há muito tempo, isso é ultrapassado. — Carlos diz.
— Não posso fazer nada, Nicous está aqui. E você sabe como ele pode ser Cruel, até a família da sua esposa já sofreram as consequências. — Dito aquelas palavras eu tive a certeza de que Nicous tinha assassinado meu pai.
Meu peito começou a subir e descer, eu estava entrando em colapso, por causa da minha tentativa de fuga, meu pai morreu, e além de tirar minha virgindade com quem não amo, terá plateia assistindo.
— Vou me preparar com Dafne mais cedo. — Carlos diz. Ele segura em minha cintura e me ajuda a subir as escadas.
Entramos em seu quarto, eu entro indo em direção ao banheiro, jogo água em meu rosto, ponho a mão no peito tentando respirar, mas está impossível com toda essa roupa, saio do banheiro indo na direção de Carlos.
— Por favor, me ajuda a tirar tudo isso. — Digo me virando de costas quase em um sussurro.
— Respira Dafne, você não pode entrar em colapso agora.
— Eu...não...consigo...respirar....
Ele tira rapidamente meu vestido e tira meu espartilho me deixando apenas de lingerie, eu me deito na cama olhando para o teto, contando até dez e respirando pausadamente.
— Dafne, segue o som da minha voz. Você não pode estar em colapso, sua família depende de você, e até a minha. Se um de nos desistir, já era para todos, temos literalmente o mundo em nossas mãos, sei que já está cansada de ouvir, mas a coroa é cruel, Nicous não medirá esforços para acabar conosco se perceber qualquer erro, então por favor se recomponha. Em breve ele entrará por essas portas e teremos que consumar o casamento em sua frente.
— Eu sei! — Respirei fundo mais uma vez e fui até o closet dele, tirando a lingerie e colocando uma camisa dele.
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Carlos Bustamante
Dafne entrou em colapso, e em breve ela ficaria marcada para o resto de sua vida, com a humilhação que é ser assistida em sua noite de núpcias.
Dafne saiu de meu closet com uma camisa minha, não era o momento e eu não queria, mas fiquei ereto só em vê-la daquele jeito, me aproximei dela, tirei uma mecha de cabelo que estava em seu rosto colocando atrás de sua orelha.
— Desculpe por isso. — Digo.
— Agora você é meu marido, Carlos. Não tem mais como voltar atrás.
— Eu sei. — Digo beijando seu rosto, e em seguida sua boca. Nossas línguas travavam uma guerra, quando segurei sua cintura firme, senti ela gemer, e sua pele arrepiar.
Não nos amávamos, mas nossos corpos eram carne, e carne sente vontades e necessidades. A porta foi aberta e Nicous entrou, senti o corpo de Dafne ficar rígido, beijei seu ombro e fui até sua orelha.
— Sei que eu sou a última pessoa que você gostaria de pensar, mas finge que está nos dois aqui, não pensa que ele está aqui. — Ela assente e eu beijo seu ombro novamente.
Sigo até a cama e deito-a, com carinho, beijo seu corpo inteiro, acariciando-a por completo para que ela fique molhada e que não doa tanto.
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Dafne Bustamante
Nunca pensei que o famoso Carlos Bustamante, conhecido por ser arrogante, cruel e frio pudesse ser carinhoso comigo. Estava sentindo calafrios, arrepios e desejo, meu coração era de outro, mas naquele momento era Carlos que estava me acariciando, e eu não conseguia ver o meu amor, a não ser o Carlos, era ele que estava ali e eu sentia que poderia amá-lo, algum dia.
— Carlos, não quero carinho. Quero ver a brutalidade de um casamento arranjado, você vai apenas consumar o casamento e jorrar seu semem dentro dela para que ela engravide. — Nicous diz e o olhar de Carlos muda para completo desespero.
— Você está maluco?
— Não! Faça o que eu mando, eu sei que ela ama o cavalariço do papai morto dela, ela não merece o seu carinho, sabe-se lá se ela ainda é pura.
— Você vai ver quando tudo isso acabar! — Digo sob ranger de dentes. — Não se preocupe, Carlos. Faça o que ele manda, eu vou ficar bem.
Naquele instante nos deixamos tudo de lado, toda a indiferença, ele entendeu o meu lado e eu entendi o dele.
— Me desculpe, Dafne. Me desculpe. — Ele diz repetidas vezes antes de me penetrar.
E quando isso acontece fecho os olhos com força deixando as lágrimas caírem, cravo minhas unhas em suas costas, enquanto ele empurra várias e várias vezes dentro de mim.
— Pode me arranhar se quiser.
— Okay.
— Me desculpe.
— Está demorando mais do que o previsto, Carlos. Goze dentro dela agora!!!
— Como você acha que eu vou gozar se não estou sentindo prazer?
— Ou você goza ou o próximo a morrer é a irmãzinha que está prestes a assumir o reinado.
— Por favor, Carlos. Goze! — Digo entre soluços.
Mais alguns movimentos e ele gozou dentro de mim, saiu vestiu uma bermuda, me cobriu com o cobertor e seguiu até Nicous.
— Já teve o que quis. Agora vá embora! — Ele diz empurrando o mesmo para fora e trancando a porta do quarto. — Me desculpe Dafne, por favor, me perdoe. — Ele diz repetidamente, mas eu já não escutava mais nada, tudo ficou escuro.
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Carlos Bustamante
Dafne apagou, e eu não podia deixá-la daquele jeito, então fui até o banheiro, enchi a banheira, coloquei sais minerais e algumas coisas que lá tinha, voltei para o quarto a peguei em meu colo e a coloquei dentro da água, segundos depois ela acordou.
— Você está bem?
— Apenas dolorida. — Ela diz sem tirar a cabeça que está apoiada na minha mão.
— Se quiser, podemos tentar de novo, outro dia, e eu lhe darei prazer. — Digo.
— Por favor, Carlos. Não quero isso de novo, espero que dessa vez venha um filho, eu nunca pensei que fosse fazer isso sem amor, ou me casar sem amor, nada disso estava nos meus planos.
— Tudo bem. — Digo. — Está se sentindo bem?
— Sim! — Dito isso, saio do banheiro olho em cima da cama e vejo sangue nos lençóis, saio do quarto e sigo para o de hóspedes.
Estou parecendo um idiota, tentando algo quando ela só me pisa e joga na minha cara que não me ama. Eu sei porra!
— Mas já terminou na noite de núpcias? — Era Nicous.
— Depois do que você pediu que fizesse. — Digo entrando no quarto de hóspedes e batendo a porta firme.
O que esse cara passou na vida dele para ser tão maldito?
Sub: O sobrenome dele já diz, Cruel.
Mas esse cara é um verdadeiro estrume, como que ele me pede um absurdo desses? E mais idiota, eu que fiz.
Sub: Você queria o que, que ele mandasse matar toda a família de Dafne?
Não poderia deixar que ela me repugna-se mais do que já repugna, eu acho que ela pensa que eu sou o pior ser humano na face da erra. E eu acho que melhor seria se fosse assim, certo?
Sub: Errado!
A partir de hoje eu não tocarei mais nela, que ela sinta na pele a sensação horrível que foi, eu não encostarei um dedo nela.
Sub: E os filhos?
Darei um jeito, afinal estamos em pleno século XXI.
Sub: Eles não vão permitir métodos médicos jamais, você está ficando doido?
Não! Quando eu for o rei, poderei mecher os pauzinhos e aí ela nunca mais sentirá meus toques, eu nunca mais chegarei perto dela, a não ser estritamente profissionais, e a coroa fica intacta.
Sub: Isso não vai dar certo.
Claro que vai!
Sub: Pode não ser hoje, pode não ser amanhã, mas isso vai da merda e vai explodir.
Minha decisão já está tomada e não há o que me faça mudar de ideia, eu preciso ser tratado como o sem coração, do que ter um quebrado.
— Filho?
— Oi mãe!
– É seu pai!
– O que aconteceu?
{...}