Capítulo 2

Daniel:

Como ela ousa me chamar de babaca e simplesmente sair assim sem mais nem menos?

Essa garota está me deixando louco, e não é só por causa da festa, ela está com um vestido roxo e curto e como homem eu gostei disso. Não posso negar, ela é linda para cacete, mas tem uma boca que só me faz passar raiva e ao mesmo tempo me faz querer beijar.

Acabei de decidir que vou infernizar a vida dessa garota até tê-la em minha cama e tentarei fazer isso essa noite.

O último convidado acaba de sair e ela está perto do palanque de joelhos.

Porra.

Chego mais perto e parece que ela está desenrolando uns fios.

Caralho eu já estava duro.

- Desculpa, mas eu ainda não sei seu nome garota. - Falo com ironia e parece que ela respira fundo para não me bater e eu sorrio da situação.

- Gabriela meus amigos me chamam de Gaby, mas você pode me chamar de Gabriela.

Ela é sarcástica, gostei.

- Então " Gabriela"- digo dando ênfase ao nome dela e isso faz ela me olhar. - Eu sou Daniel D'Lauren sou o CEO dessa empresa.

- Meus parabéns? - ela fala com muita ironia no olhar. - Desculpa, mas acho que o senhor não é adaptado para esse cargo, não sabe nem escolher uma pessoa de confiança para trabalhar com o senhor.

Ela é direta essa garota me surpreende.

- Nossa...- finjo me sentir mal com o que ela disse e isso faz ela revirar os olhos.

- O que quer sr. D'Lauren? - ela me olha.

- Já esta tarde, deixa esses fios aí e vem comigo.

Saio antes que ela fala alguma coisa. Ouço passos atrás de mim, vou em direção ao meu Mustang e abro a porta do passageiro para ela que antes de entrar me olha com um olhar de cautela mais acaba cedendo.

Depois de uns minutos dirigindo paro em frente a um restaurante chique, uns dos mais caros da cidade de nova Iorque.

- Vamos jantar, eu estava tão submisso a festa que nem coloquei nada na boca.

Ela desce do carro sem falar nenhuma palavra.

O dono do restaurante me vê e não demora muito tempo e já temos uma mesa separada para dois, nós fazemos os pedidos e depois que o garçom sai ela me olha com curiosidade.

- Por que me trouxe para jantar? - ela me olha querendo mesmo saber a resposta.

- Porque eu estou com fome e é melhor ter uma pessoa escrota do meu lado do que um puxa saco.

- Escroto é você.

Começo a rir da resposta dela.

- E aí tem namorado? - pergunto.

Ela começa a rir da pergunta como se aquilo fosse uma piada.

- Meus amigos falam que eu sou o sinônimo de uma pessoa encalhada, pelo simples fato que EU com 24 anos ainda não namorei ninguém e nem nunca apareci com um homem em casa.

Olho para ela incrédulo.

- Então quer dizer que você nunca beijou na boca? - ela me olha como se eu fosse doido.

- Desde quando precisa namorar para poder beijar? Eu hein. - Ela estava certa, eu mais que ninguém sabia disso, já tive algumas namoradas e a maioria das garotas com quem eu fico não passa de um caso de uma noite.

- Então quer dizer que você só sai com os homens, dorme com eles e depois vai embora? -ela não parecia ser uma pessoa assim.

- Sou virgem. - Ela diz de um modo normal que faz com que eu me engasgue com a água.

- E você fala isso assim? Maluca.

- Se não gosta das respostas, não pergunta.

Mais que garota bocuda, vontade de morder essa boca e ensinar a ela a ter respeito.

- O que foi? - ela me pega a encarando.

- Você é muito feia. - Digo e é claro que estou mentindo.

- E você é lindo de mais, tão gato, tão gostoso e tão sexy, me deixa até suando. - Ela abanou a mão no rosto e isso me fez rir.

IRONICA.

- Se continuar falando assim de mim vou acabar achando que está me querendo.

Ela me olha com um sorriso no rosto.

- Eu até quero, mas você é tão babaca que me faz perder a vontade.

ESPERA!!! ela disse que me quer ou só está sendo irônica?

- Isso foi na ironia?

- Talvez sim, talvez não.

Essa garota está brincando comigo.

Acabamos de jantar e eu a coloco no carro novamente e a levou para casa, fica em um dos bairros próximos do meu, olho a janela da casa dela e as luzes estão acesas.

Faço um cheque rápido e entrego para ela.

- Isso é só metade do que vai receber amanhã você terá que passar na empresa, assinar um contrato falando da responsabilidade que assumiu hoje e pagar o resto do dinheiro, ok?

- Certo e obrigada por me trazer em casa.

Ela se aproxima para se despedir e antes que ela faça alguma coisa seguro sua cintura e a aproximo para perto de mim ela me olha nos olhos e eu me aproximo de sua bochecha e planto um beijo ali. Ouço a respiração de nós dois pesadas, eu a solto para olhá-la que sorri para mim e entra.

- Até amanhã babaca. - Ela fala rindo antes de fechar o portão.

Eu sorrio também, porque foi bem agradável ter ela por perto.

Capítulo 3

Gabriela:

Após fechar o portão entro em casa e acabo tropeçando em uma das caixas espalhada pelo corredor, estamos de mudança.

Eu moro com a mariana e parece que ela já está em casa e ao me ver ela vem me abraçar.

-Te amo amiga, você salvou minha pele hoje e a festa ela estava maravilhosa você arrebentou, me desculpa pelo sr. D'Lauren.

- Tudo bem, mas falei poucas e boas para ele. - Ela arregalou os olhos. Droga, acabei de dificultar as coisas para ela. - Aí amiga desculpa.

- Não. tudo bem, a culpa não é meu mesmo, é dele e acho que ele vai assumir a responsabilidade.

- Claro, ok. E amiga que horas eu posso ir lá na empresa ele falou que eu tenho que assinar uns papeis e pegar o resto do cache.

- Vai uma hora antes do almoço.

- Ok.

Vou para o meu quarto, mal eu me deito e já adormeço.

🌙

Estou no elevador da empresa, poucos segundo depois as portas se abrem e mariana logo me vê entrando. Ela me puxa e me coloca dentro da sala dele.

Mas ele não está sozinho tem alguém com ele.

- Senhor, ela chegou.

Os dois se viraram e adivinha quem estava com o sr. D' Lauren?

NEILL.

- Olha só se não nos reencontramos.

Vou até ele e o abraço.

- Isso é bom, mas com certeza tem dedo da mariana no meio. - Nós dois olhamos para ela que sorri e sai da sala.

- Então vocês dois já se conhecem, ótimo, Neill de a papelada para ela dar uma olhada.

Eu pego a papelada de Neill, e não deixo de perceber que os dois estão olhando a minha perna, hoje eu havia optado por uma sacia e uma blusa social.

Eu olho feio para eles, Neill começa a rir e Daniel disfarça.

Me sento em uma das poltronas e começo a ler os papeis, quando me dou conta Neill já havia saído e só havia eu e o sr. D'Lauren na sala.

Caminho até sua mesa pego uma caneta, assino os papeis e entrego a ele.

Ele me olha com curiosidade.

- Gabriela?

- Pois não?

- Que tal um encontro? - eu paro de olhar para os papeis e o encaro.

- E por que eu sairia com o senhor? - pergunto.

- Porque como você mesma disse, eu sou lindo demais, sou gostoso, tão sexy que te deixo até suando. - Ele começou a se abanar igual eu havia feito

Eu começo a rir.

- Mas eu também disse que por você ser tão babaca me faz perder a vontade de te dá uns pega.

- Ouvi dizer que a maioria das garotas gosta de caras babacas.

Olho para ele e sorrio, dou a volta na mesa e me à próximo do seu ouvido, não sem antes tirar uma mecha de cabelo do seu rosto, e digo.

- Mas minha mãe sempre disse que eu não sou como a maioria das garotas. - Digo e dou uma pequena mordida no lóbulo de sua orelha e isso faz com que ele se arrepie todo.

Não sei de onde eu tirei coragem para fazer isso, acho que ando lendo muitas coisas indecentes.

- Como eu já assinei os papeis, vou passar no RH e pegar meu cheque- digo e já saio da sala.

Ele ainda estava surpreso com o que eu fiz, até eu estou.

Saio da sala e Mary já lê o meu rosto rapidamente.

- O que você fez? - ela pergunta preocupada.

- Eu? Nada, ele me mandou passar no RH, onde fica?

- Sei, fica no 3° andar.

- OK, tchau.

Digo e já saio apressada para o elevador

Meu deus!

Por que eu fiz isso?

Começo a rir de nervosismo e de desespero.

Que merda!

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