Capítulo 2

QUATROS AMIGOS E SUAS PRIMEIRA PAIXONITES PELA LINDA JOVEM NATALY MILLER

    Thomas e seus quatros amigos que  moravam em uma pequena cidade pacata do  interior de São Paulo chamada “Bragança” quatro amigos que cresceram correndo com total liberdade por toda parte da cidade! Nadando e pescando no lago,      onde Thomas era o mais velho dos quatros e também o mais pacífico, pois, quando as coisas esquentavam entres eles, Thomas era o que sempre fazia todos enxergarem o que realmente importava, que era a amizade deles em primeiro lugar. Thomas, Cal, Pol e Rick, eram  inseparáveis, estudavam juntos desde pequenos, um dia quando os quatros nadavam e brincavam felizes nas margens do lago como faziam sempre toda tarde!   Tão distraídos eles não notaram que estavam sendo vigiados por um par de lindos olhos azuis da cor do céu em dia de verão, da moça mais linda do colégio, que depois de uma pequena discussão com seu pai,   resolveu  dar uma volta pra esfriar a cabeça e colocar as ideias em ordens e se tranquilizar,  mas em sua caminhada  ouviu vozes e risadas,   curiosa seguiu na direção e ao se aproximar, avistou os rapazes na maior diversão, ela parou e para não ser vista, se abaixou entre os arbustos e ali ficou admirando-os.

Enquanto ela se mantia escondida, Thomas, Cal, Pol e Rick, depois de se divertirem se sentaram nas margens do lago e ali ficaram conversando, encarnado um no outro, naquela linda tarde  quente, eles jamais imaginaram que iriam ter a oportunidade de se aproximar da garota que os quatros mais admiravam no colégio já algum tempo, mas pela timidez e o receio de serem desprezados por ela, não os deixaram se aproximarem, houve um momento que eles ouviram barulho e ao olhar na direção, os quatros se levantam rapidamente ao mesmo tempo, Thomas foi o primeiro a pergunta:  

    Tem alguém aí?  — A voz dele era grossa e firme, pois era um rapaz alto e bem forte, de repente ouviram outro barulho foi quando viram    ela, sair de trás dos arbustos e caminha bem devagar na direção deles com muita vergonha, ao vê-la eles falaram juntos, em um uníssono:        

     "Nataly Miller!"    Cal,  foi o primeiro, a perguntar surpreso: 

   O que você está fazendo aqui?    

Em seguida, Rick também perguntou com rispidez:

   Você está nos vigiando? 

Pol,  também perguntou logo depois: 

    Está nos seguindo?

Já o tímido Thomas, não falou nada, só ficou paralisado olhando-a e pensando. 

   "E ela, como é linda!"

Ele falava em pensamento, ele estava pasmo por estar frente a frente da garota que vinha lhe tirando o sono e o deixando de pau duro só em pensar nela, alguns minutos depois de se recompor, que ele falou com a voz trêmula:

     Calma rapazes!

Olhando-o ela falou:  

 Claro que não, eu não imaginava que vocês estavam aqui, eu só estava procurando um lugar sossegado pra pensar na vida e vim andando e vi vocês!

 Ao ouvi-la  Rick logo falou:

    "Ah tá, e aproveitou pra nós espionar né!" 

—Não, claro que não, quem você pensa que eu sou? — Falou olhando pro Rick, seria com as sobrancelhas levantadas mostrando-se irritada. 

    "Quer mesmo que eu responda!" — Disse Rick.

—Calma gente — Thomas falou mais uma vez. —Deixa-a em paz e vamos embora — ele falou já pegando a camisa e o tênis que estavam jogados na margem, os outros fizeram o mesmo! Mas então ouviram-a fala:

   Esperem por que vocês não ficam, já que vocês chegaram aqui primeiro, eu vou, sem problema!

Cal, doido pra ter mais um tempinho com ela, logo falou:

     Que tal ficarmos todos e apreciarmos o pôr do Sol? Olha o Sol já está se pondo!

     Todos olham na direção do Sol se pondo maravilhosamente. Nataly ficou deslumbrada com aquela cena tão linda de se ver, ela simplesmente ficou admirada com aquele momento. Maravilhada falou:

    "Que lindo!" Sua voz saiu tão doce  que os quatros rapazes além de admirar a beleza do pôr do Sol, olhavam para ela com administração, pois realmente aquele momento estava mesmo admirável. 

Depois daquele momento magnífico, todos decidem ir embora, eles caminham pela estrada, porém, Mais na frente, cada um tinham  que seguir para lados diferentes, 

Mas eles decidiram que primeiro deveriam levar a linda Nataly em casa, em segurança, e assim os cinco seguiram, ao chegarem no portão dela, Cal, como sempre o mais falante, logo falou:

    Está entregue, senhorita!   

Os outros três ficaram calados, ela os agradeceu.

        Obrigado a todos vocês!

Cal mais uma vez todo serelepe, falou:

    Bom, todos os dias nós costumamos ver o pôr do Sol no lago! Se você quiser se juntar a nós ficaremos felizes, né rapazes? — Ele falou todo sorridente olhando para os amigos que logo perceberam as intenções dele e concordaram.

 "Sim"   —Thomas, Pol e Rick falaram juntos, ela concordou:

   Tá bom, se der eu vou sim, ela deu tchau em seguida entrou, eles esperam ela entrar na casa e fechar a porta, só então, depois saíram da frente da casa e seguiram indo embora,  no caminho, Cal, todo animado não parou um minuto sequer de fala:    

   Onde que iríamos imaginar que íamos nos aproximar e falar com a Nataly Miller, ela é muito linda, que sorriso lindo, e aqueles olhos, e aquela boca, caramba, ela é perfeita! Eu estou apaixonado pela Nataly Miller! — Ele falou pulando, rindo e dando soco no ar. Imediatamente  Pol  falou:

    Não é atoa que todos os rapazes da cidade e do colégio querem conquistá-la.

       Rick também falou:

   Mas ela não dá confiança pra ninguém, será que ela gosta de alguém que nós não conhecemos?

Porque ninguém nunca a viu sair com nenhum garoto,  ela é uma moça quieta!  Na dela, é muito estudiosa e a primeira vez que ela fala com a gente, não é? 

— Sim, mas também aquele pai dela, também não ajuda — disse Thomas, que sempre é o que menos fala com seu jeito caladão de sempre, que o tempo todo preferiu ficar observando cada traço do rosto da Nataly, pois a muito tempo que ele e os amigos esperavam por um simples, oi, dela, já que ela costumava passar por eles pelos corredores do colégio sem dá a mínima pra eles, Thomas achava  que ela era metida, mas depois daquela tarde que viram o pôr do sol juntos, ele teve outra ideia dela e por isso ele, assim como os amigos, passaram admirá-la ainda mais. Assim que chegaram em um certo ponto da estrada de terra, todos se despediram e cada um pegou seu caminho.

Naquela noite logo depois do jantar Thomas  subiu pro seu quarto deitou-se na cama e ficou olhando pro céu estrelado através da janela, ali paradinho vendo as estrelas e pensando nela no qual não conseguia parar de pensar,

Naquele mesmo momento em seu quarto Nataly, também olhava pela janela de seu quarto, para o céu estrelado, pensando no tímido e gentil, Thomas Torres, a conexão que eles tinham um com o outro, era surpreendente, pois desde do primeiro instante que se viram naquela tarde quando ela caiu de bicicleta e ele correu para ajudá-la ela ficou mexida, assim como ele também, que desde aquele dia nunca mais conseguiu ficar um minuto sequer sem pensar nela. pois desde de que menininho nunca se interessou assim por nenhuma garota, e  Nataly tinha mexido com sua estrutura, chamando sua atenção a ponto de  tirar sua paz, impedindo-o de dormir uma noite de sono tranquila. E mesmo depois de três anos que ela e o pai já haviam chegado para morarem ali naquela cidade pacata, ele ficou mais acanhado. 

Enquanto com a Nataly, tudo havia mudado para melhor pois seu humor havia mudado graças aquela queda de bicicleta que nunca imaginou que ao derrapar na estrada e espalhar as coisas que caiu da cesta,  iria mudar tanto sua vida como mudou, aquele garoto que passava naquele exato momento e que lhe  ajudou, sendo tão atencioso, prestativo e muito gentil. Fez seu ponto de vista sobre aquela cidade mudar completamente, a ponto de não pedir mais ao pai para ir embora daquele lugar, mesmo o garoto responsável por isso, parecer não lembrar dela e nem daquele acontecido, o que ela achava difícil, pois viu em seus olhos o quanto ficou mexido.

     Enquanto, ela estava ali em seu quarto tendo flashback daquela tarde, Thomas também pensava o mesmo, e também achava o mesmo dela, que ela parecia não se lembrava dele, da queda e de sua gentileza, pois desde aquele dia que ela pediu obrigado, nunca mais falou com ele, por conta disso ele também não falou e nem se aproximou dela, até aquela tarde que por coincidência mais uma vez do destino se esbarraram de novo. 

Contudo, mal sabia ele que ela nunca o esqueceu, que aquele dia principalmente por ela o ter visto de tão perto a ponto de sentir sua respiração onde nunca em sua vida tinha se aproximado assim de nenhum garoto antes, e que naquele momento ela constatou que ele era um garoto lindo,  e desde então foi impossível esquecê-lo, e com isso ela começou a escrever em seu diário todos os dias sobre o garoto mais lindo que havia conhecido, pois era um meio de desabafar para assim aliviar o sofrimento em seu peito. 

Pois escrever pra ela que era só, era como se estivesse falando com alguém, e quando ele não ia ao colégio, ela ficava triste pelos cantos, pois vê-lo  todos os dias, lhe revigorava e deixava seu dia mais alegre! Ela já o amava em silêncio já há três anos, e já haviam se passado três longos anos e ela não pensava em mais ninguém além dele,  e é com ele que quer dá seu primeiro beijo, e com ele também que quer perder sua virgindade.

Capítulo 3

A ANSIEDADE DOS MENINOS 

  Nataly acordou e começou a se arrumar para ir para o colégio, seu pai que trabalhava no centro da cidade como promotor de justiça, a apressou pois ele a levava todos os dias e naquele  dia não seria diferente,  ela terminou de se arrumar e desceu as escadas, seguiu pra cozinha para tomar seu café, que já estava pronto pois seu pai como todos os dias preparava, assim que a viu entrar na cozinha ele a olhou e falou:

   Onde você foi ontem quando saiu daqui correndo daquele jeito? Saí sem rumo pra dar uma volta — ela falou sentando-se e pegando a xícara de café que ele colocou a sua frente, ela tomava seu café em silêncio pois ainda estava muito zangada com ele, e pensava no motivo da discussão deles na atrde anterior, onde ela ficou revoltada com ele que achou seu diário e leu as coisas que ela escrevia sobre Thomas, para completar, ele exigiu que ela parece de escrever tudo aquilo como ele falou, ou jogaria aquele caderno palavras dele também, fora, sentada ali com o coração doendo ela falava em pensamento:

   “Como eu vou fazer isso? Ele não pode me obrigar a parar de escrever sobre meus sentimentos”  

—  Nataly, Nataly!

— Hã, Oi,

— O que você tem? Tá aí toda distraída, eu estou te chamando, você pensou no que eu te falei ontem?   

— Sobre o que?  

— Sobre parar com aquilo —  ele falou olhando-a sério.

— Pai eu o amo, mas  ele nem tem ideia dos meus sentimentos por ele, isso é coisa de adolecente, você não sabe nada sobre isso! Como eu queria que a mamãe estivesse viva,  eu sinto muito a falta dela principalmente, nessas horas que eu não tenho ninguém pra conversar e me estender,        — Filha eu também queria muito que ela estivesse aqui, principalmente nesse momento que é bem complicado pra mim!   Mas mesmo assim eu não quero saber de você com nenhuma história de namoro, entendeu Nataly.  Foca no seus estudos que já está  muito bom! 

  Enrugando os lábios ela começou a se lembrar que se apaixonou pelo Thomas, há três anos atrás!    e tem o amado em silêncio, desde então,    e só naquele momento que seu tinha descoberto e estava lhe proibindo e o que ela iria fazer pois jamais que se desfazer de tudo que já escreveu pois em seus diários tinha muitos detalhes de momento que nem o Thomas sabia que ela tinha visto, na qual eram momentos dele jogando  de suas manias de morde os lábios quando está sobre cobrança, e o  jeito de olhar por baixo achando que ninguém percebe. e  depois de todo esse tempo o seu pai está exigindo a proibição de seus pensamentos.

     Onde a fez pela primeira vez enfrentá-lo e brigar com o pai na tarde pouco antes de encontrar os rapazes no lago onde seu pai não podia  saber que  viram o pôr do sol juntos no lago.

Ela e o pai acabam de tomar café, ela  escovou os dentes e saíram em seguida,  alguns minutos depois, ele parou seu carro no portão do colégio e quando ela sai do carro os quatros meninos já estavam no portão do colégio,  disfarçando pra poder vê-la chegar.

Mas ela passou por eles e sem nem ao menos olhá-los muito menos falar, eles ficam sem entender nada, mas depois que o pai saiu com o carro, ela olhou na direção deles e sorriu,  Cal  o mais saliente ficou todo assanhadinho pro lada dela, e em seguida falou pros outros, que iria conquistá-la porque queria muito namorar com ela,       já Pol e Rick, falaram:

   Então que vença o melhor, porque eu também quero conquistá-la!    

Já Thomas, como sempre, não falou nada, ele ficou calado na dele como sempre, pois ele era de guarda seus sentimentos pra ele mesmo,   ele já a amava, mas não queria que ninguém soubesse e além do mais ele não queria dividi-la com mais ninguém, então fingia que não estava nem aí pra ela, mas enquanto todos entra no colégio, ele a olhava discretamente.

Ao entrarem na sala de aula,  ela seguiu para se sentar em seu lugar de costume, eles fizeram o mesmo.

      No intervalo todos foram para a quadra jogar futebol, Nataly e suas amigas sentaram na arquibancada pra assistir, as amigas começaram a falar sobre os rapazes inclusive dos quatros, e quando Sônia falou sobre o Thomas, Nataly ficou quieta, por gosta dele ela não queria ouvir outra garota fala nele,  principalmente do jeito que a amiga estava falando com admiração e desejo,  ela ficou com ciúme dos comentários sobre o Thomas, ela inventou que precisava ir ao banheiro e saiu,  seguiu pro vestiário e lá sentou-se e ficou até o sinal tocar, depois saiu e seguiu para a sala, antes que as amigas chegasse,  contudo, no momento que ela estava passando no corredor, ela escutou eles vindo, ela correu e entrou depressa na sala  sentando-se em seu lugar, as amigas logo chegaram e ao vê-la falaram:

   Oi Nataly, por que você não voltou pra ficar com a gente na quadra?        

— Ah, eu demorei e quando estava indo o sinal tocou, então, achei melhor vir pra sala!      

— Tá bom — falou Sônia.

— Mas me fala, quem ganhou o jogo?

— Ah, foram os nossos meninos — disse Amanda toda sorridente após ela gostar do Rick. 

— Que bom, eles jogam bem, então mereceram né! —  disse Nataly tentando esconder seu desagrado com Sônia.

 — Sim — falou Amanda respondendo-a.

Os meninos não demoraram e logo entraram todos eufóricos, falando e rindo alto. Thomas disfarçando a olhou pois estava preocupado com ela, já que tinha visto  na hora que ela saiu cabisbaixa da quadra, mas ele como sempre soube muito bem disfarçar seus sentimentos, no momento que ele a olhou ela também o olhou e os olhares deles se cruzam, mas ele logo desviou pro outro lado, ao ver o gesto dele ela se entristeceu achando que ele não gostava dela e muito menos se lembrava daquela tarde na estrada.      

UM LEMBRA DO OUTRO MAS…

Ela queria muito que ele se lembrasse, mas na cabeça dela, ele não se lembrava, só que o que ela pensava dele, ele pensava a mesma coisa dela.

As horas passaram e chegou a hora de ir embora, eles como sempre foram de carona com  Thomas que como é o mais velho deles já tinha seu próprio carro,  e sempre levava os amigos, Nataly viu todos entrarem no carro, mas não falou nada, pois a senhora, Eva a zeladora do colégio trabalhar a parte da tarde em sua casa, e a levava por ordem do seu pai, e ficava com ela até o pai chegar, não dando brecha pra ela sair com ninguém, e os rapazes já sabiam disso, então vindo passar por eles, não falaram nem uma palavra com ela, Thomas ficou olhando-a pelo retrovisor até não conseguir mais, só depois ele falou:

  E aí Rick, vai ficar na loja?

— Sim, me deixe lá, vale!

Os pais do Rick eram donos da loja de material de construção da cidade e ele trabalhava lá depois do colégio com o pai e a irmã, já o Cal, também trabalhava com o pai e a mãe na padaria e confeitaria da família, Pol, era filho do dono do mercadinho e também ajudava lá depois do colégio,  o pai de Thomas era dono do açougue da cidade, então cada um dos rapazes tinham o que fazer depois do colégio, as famílias se conheciam e os mantinham ocupados e longe de problemas.

Como dizia o pai do Thomas, de trabalho a seus filhos pra eles não lhes dar trabalho!

“Como dizem, cabeça vazia é oficina do inimigo, que no caso das crianças e adolescentes, são os perigos das más companhias e os perigos das ruas!”

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