Capítulo 2

Alguns anos depois da minha transformação, eu havia mudado bastante, eu descobri que a mordida ou sangue tomado de um vampiro te transforma no que você realmente é, eu não sabia que eu tinha uma linhagem de seres tão poderosos quanto a fadas e bruxas. Mas eu não mudei só por causa da transformação, eu também mudei minha forma de pensar e agir, eu não era mais aquela garota romântica, doce e amigável.

Criei um pequeno exército de vampiros para chamar de meu, eles me serviam fielmente, e então em menos de um ano eu já era conhecida com uma mafiosa e tanto, e não como uma vampira.

Foi então que eu decidi voltar para Los Angeles e fazer daquela cidade minha, eu soube que a cidade não estava mais sobre os comandos dos Harper.

Eu e meus seguidores chegamos em Los Angeles e para a minha surpresa havia um vampiro chamado Mark que estava tomando conta da cidade e então resolvi falar com ele e fazer ou melhor obrigar ele a aceitar um acordo, uma aliança.

—Essa é a casa? — Perguntei, estranhando era a antiga casa do Harper.

—É sim — Phillipe um dos meus homens diz.

—Certo, vamos entrar — digo.

Phillipe e os outros arrombaram a porta e então entramos fazendo os vampiros que estavam lá dentro de assustarem e olharem em nossa direção, e se prepararem para atacar.

—Calminha aí, eu só gostaria de falar com o líder de vocês, o Mark — digo e então um moreno alto e forte da um passo a frente.

—Posso saber o que quer comigo? — Perguntou ele.

—Hmm, então você é o Mark, por acaso você conheceu os Harper? — tiro minha dúvida.

—Sim, Nathan me criou como um filho — ele diz — Quem é você?

—Muito prazer, sou Lily Porter — digo estendendo a mão para ele que me encara surpreso e mesmo assim pega na minha mão e beija de forma gentil me fazendo lembrar de Jack.

—Você é a garota do Jack? — ele pergunta e me surpreende ele saber dessa história.

—Me recordo desse ser, mas meu querido eu não sou de ninguém — sorrio para o mesmo — será que podemos conversar a sós?

—Claro, me acompanhe — ele diz.

—Se comportem meninos — digo aos meus homens e sigo o Mark.

Ele me levou até um escritório.

—Pronto, o que deseja falar comigo? — ele pergunta.

—Simples eu quero uma aliança com você, um acordo, eu quero tomar conta de Los Angeles —  digo.

—Mas eu sou quem toma conta da cidade — ele diz.

—Nossa que grosseria, por favor não me interrompa — digo. — Eu poderia tomar a força em um estalar de dedos, mas eu prefiro fazer uma aliança com você, não preciso tomar conta de tudo, só de uma parte da cidade — explico — Já ouviu falar na mafiosa de San Diego? — Pergunto.

—Sim, não vai me dizer que...

—Sim, sou eu — digo sorrindo — olha isso aqui é meu lar muito antes de você nascer, eu quero fazer desse lugar uma cidade que lucre e eu nem preciso me exibir, você pode continuar sendo “ o chefe” e meus homens estariam dispostos a te servir, só você e seus homens saberiam de mim.

—Entendi você quer comandar das sombras — ele fala.

—Exatamente — digo.

—Metade da cidade para você... — ele fala pensativo — Acho que vai ser um bom negócio, será bom ter uma pessoa que conhece os Harper perto de mim, tudo bem nós temos um acordo — ele diz esticando a mão e eu aperto sua mão para celarmos o nosso acordo.

—Isso quer dizer que seremos leal um ao outro — digo e ele assente — pois bem, direi ao meu pessoal para seguir as suas ordens.

Anos se passaram e a nossa amizade e lealdade cresceu assim como a nossa aliança, Mark era um homem bom diferente de mim, as vezes era ele que me trazia o meu lado bom de volta.

Juntos conseguimos expandir a cidade fazer a cidade crescer e lucrar, eu abri um cassino, assim como alguns pontos de tráfico de armas, eu estava sempre fechando algum negócio.

Em um desses negócios com um mafioso chamado Marcone eu conheci o Ryan Wade o mesmo trabalhava para o Marcone mas me parecia insatisfeito com aquela situação.

—Você gosta de trabalhar para ele? — Pergunto me aproximando do jovem.

—Eu não tenho escolha, estão com a minha irmã — ele diz me fazendo sentir dó do mesmo.

—Senhorita Porter esse fedelho está te importunando? — Marcone pergunta.

—Não de forma alguma — digo mas ele não dá a mínima importância para o que eu falei.

—Rapazes dêem uma lição a ele — ele ordena para seus homens e então eu entro na frente e meus homens aparecem do meu lado.

—Eu disse que ele não me fez nada — digo olhando para o Marcone — Quanto você quer por ele e por sua irmã? — pergunto e tanto Ryan quanto Marcone me olham surpresos.

—Está disposta a pagar caro por eles? — Marcone pergunta se aproveitando da situação.

—Pago o que for preciso — digo.

—Muito bem eu quero oitocentos dólares por cada um — ele diz.

—Como se essa quantia fosse um problema para mim — digo — Phillipe pague a ele — ordeno.

Assim que o mesmo recebe ele traz a irmã criança do garoto chamada Julie, me fazendo pensar o que essa criança deve ter passado na mão desse monstro.

A mesma corre para abraçar o seu irmão que me olha.

—Obrigado, senhora eu serei eternamente grato — ele diz e eu sorrio.

—Vamos embora — digo.

Saímos do local e estávamos indo para o carro quando de repente um disparo foi feito nos fazendo assustar, ouço a criança gritar, olho para o lado e vejo Ryan ferido.

—Phillipe coloque ele no carro — falo desesperada — Dave mate aquele homem — digo e ele assente.

Entro no carro junto com Ryan e sua irmã e coloco a cabeça dele no meu colo.

—Phillipe para o hospital agora — digo.

Havia muito sangue nele, o cheiro dele estava deixando eu e os meus homens desnorteados.

—Merda não vai dar tempo — digo enquanto a Julie só chorava. — Pare o carro, Phillipe tire a Julie do carro por um instante — falo e ele já entendi o que eu vou fazer.

—Não, eu quero ficar com o meu irmão — Julie diz.

—Confia em mim eu vou salvar o mesmo — digo — agora saia do carro.

Phillipe tira a Julie do carro e então eu olho para o Ryan, aproximo o meu rosto de seu ouvido.

—Eu sou uma vampira e vou te transformar tudo bem? — pergunto e então encaro o mesmo que me olha surpreso mas assente.

—Não vou te morder eu sei o quanto dói — digo mordendo meu próprio braço e fazendo com que o mesmo bebesse o meu sangue — o seu corpo vai arder um pouco é por conta da transformação mas logo passa — digo e vejo o mesmo assentir.

Fico com ele até o final de transformação, e então o mesmo abre seus olhos.

—Que bom que está de volta — digo abraçando o mesmo.

—Eu não sei como agradecer, você salvou minha vida, vou servir a você para o resto de minha vida — ele diz.

—Não me agradeça eu te transformei em um mostro como eu — digo.

—Mas se não fosse isso eu estaria morto — ele diz.

—Você está com sede? — pergunto e ele segura sua garganta.

—Muita — ele diz.

—Consegue se controlar até levarmos sua irmã para casa? — Pergunto e ele assente — Sabe que terá que se afastar dela até ter seu controle absoluto.

—Tudo bem eu entendo — ele diz.

Logo Phillipe voltou com a Julie, a expressão de felicidade dela ao ver que o Ryan estava bem aqueceu meu coração se é que ey tenho um.

Levamos a garota para casa e depois voltamos para a minha casa eu teria muito o que explicar ao Marcel.

Capítulo 3

Depois daquele dia em que levei Ryan pra casa expliquei tudo para o Mark que ficou impressionado por eu ter feito um ato de bondade, um pouco depois de eu ter transformado Ryan descobrimos que o mesmo era um híbrido metade vampiro metade Besta de Gévaudan um ser místico muito antigo da França que é aterrorizante por isso fiz questão de treiná-lo para que ele se controle, pois nem mesmo eu seria capaz de impedir ele de cometer uma matança.

E hoje Ryan é o meu braço direito, eu não deixo que ele sirva ao Mark, o mesmo se tornou um irmão para mim, e mora comigo em minha propriedade junto com os meu homens.

Estava discutindo alguns assuntos sobre o cassino junto com o Ryan, o mesmo me deu uma idéia de fazer um evento beneficente assim as pessoas frequentariam ainda mais o lugar.

-Com licença - diz Phillipe.

-Pois não? - falo.

-Mark está aí - ele diz.

-Ele é de casa deixe o entrar - digo e o mesmo assente se retirando do escritório.

Logo o Mark entra.

-Olá - ele diz sorridente.

-Oi desculpa, eu já avisei que você é de casa e pode entrar aqui sempre que quiser - digo.

-Relaxa eu sei disso, mas ele só está fazendo o trabalho dele, te proteger - Mark diz.

-Não, isso sou eu quem faço - Ryan diz me fazendo sorrir para o mesmo.

-Vemos que você tem um fiel escudeiro - Mark diz e nós três rimos.

-Então, o que te traz aqui? - questiono.

-Preciso de alguns dos seus homens - ele diz.

-Posso saber pra que? - Pergunto e então me lembro que na noite anterior eu senti que alguém estava usando magia. - As bruxas?

-Sim, não vou fazer mal a elas vou apenas dar um aviso, não próxima eu parto pra ação - ele diz sorrindo.

-Nossa que bom garoto que você é - digo o provocando e o mesmo revira os olhos - Leve quanto homens quiser.

-Eu quero ir - diz Ryan me surpreendendo por sua atitude, e como não era nada de perigoso não tem problema.

-Tudo bem - digo - Mas antes de irem, Mark estava pensando em um evento beneficente no cassino, o que acha? - pergunto e ele me dá um sorrisinho debochado.

-Eu acho uma boa idéia, desde quando ficou boazinha? - ele me provoca.

-Não se anima muito não, a idéia foi do Ryan - digo.

-É faz sentido - Mark diz me fazendo rir - então que bom que ele está ao seu lado, ele consegue trazer o seu lado bom, ou melhor ele é o seu lado bom.

-Eu sei disso - digo olhando e sorrindo para Ryan que sorri de volta.

-Então vamos - disse Mark e os dois saem do meu escritório.

Volto a me sentar na cadeira e começo a fazer uma lista das coisas que vou precisar para o evento beneficente.

Jack Harper

Los Angeles. Cidade em que tive momentos felizes mas também os piores de toda a minha vida, Lily Porter a mulher por quem eu fui perdidamente apaixonado, ela pagou caro por eu ter me envolvido com ela, pois Nathan meu irmão descobriu sobre o nosso relacionamento e tenho certeza que ele fez algo com ela, já que o mesmo teve a coragem de matar o pai da Lily, tenho certeza que ele a matou também, o que deixa pior é eu tive que magoar ela mas ela acabou morrendo de qualquer jeito, eu fiz ela me odiar só pra na ver o Nathan a machucar e mesmo assim ele fez.

Me lembro bem de quando recebi a notícia de que Lily havia desaparecido eu praticamente enloqueci, a mãe dela estava devastada afinal havia acabado de perder o marido e logo em seguida sua filha desapareceu, eu me sentia culpado, e noite em que terminamos não sai da minha cabeça, era tarde da noite naquele dia, eu pelo menos devia ter acompanhado ela até sua casa, só para garantir a sua segurança. Comecei a procurar ela por todo canto, foi quando perguntei ao dono de um bar que vivia falando da vida alheia, talvez o mesmo soubesse de algo.

-Ah, sim a jovem Porter, eu vi ela, a mesma estava aos prantos - ele diz eu sei bem o porque ela estava aos prantos - mas então seu irmão Nathan apareceu e ela foi com ele - essas foram suas palavras.

O Nathan foi o último a estar com ela, não poderia ser apenas coincidência, então fui tirar satisfações com ele. Mas o mesmo me jurou que não havia matado ela, eu sentia que o mesmo estava falando a verdade, mas mesmo assim eu sabia que alguma coisa ele tinha feito pra ela.

O tempo foi passando e eu acabei desistindo de encontrar a Lily, e passei a aceitar que a mesma estava morta. E aos poucos voltei a viver a minha vida, mas nunca iria conseguir esquecer ela, mesmo que eu me envolvesse com outras mulheres, jamais me esqueceria da mulher de minha vida me doce e gentil Lily.

E agora estou aqui nessa cidade e as lembranças vieram a tona, maldita hora que eu fui concordar com Nate de voltar para Los Angeles.

-Jack está tudo bem? - Rebekah minha irmã pergunta preocupada.

-Tô sim - digo.

-São as lembranças né? - ela fala e eu assinto.

-Que lembranças? - Cody pergunta.

- Você não estava com a gente nessa época, mas o Jack havia encontrado a mulher de sua vida - Amélie explica.

-Pena que ela desapareceu - Nathan diz de uma forma provocativa.

-Simplesmente desapareceu?- Felicity perguntou.

-Ou desapareceram com ela - digo olhando para o Nathan que fingiu não ser com ele.

-Acha que ele faria isso? - Amélie pergunta.

-Ele matou o pai dela - digo - e quantas vezes ele matou seus romances?

-É ele faria - ela responde.

-Nossa vocês só pensam mal de mim não é mesmo - ele diz se vitimizando.

-Por que será? - Amélie fala ironica.

-Ora ora, o que temos aqui? - Ouvimos uma voz conhecida e olhamos na direção era o Mark o que nos deixou surpreso e com ele um exército de vampiros.

-Mark meu velho amigo - disse Nathan o cumprimentando com um abraço, sinto Amélie apertar o meu braço, afinal ela e o Mark teve o romance deles interrompido pelo Nate mas isso não quer dizer que o amor deles acabaram.

-Jack, Amélie - ele nos cumprimenta com um aceno de cabeça, mas troca de olhares dele com a minha irmã foi duradouro, o mesmo então olha para Cody e Felicity e franze a testa. - Quem são eles?

-Cody e Felicity - Nate responde.

-Ah, os que ficavam no caixão - ele diz e Nate ri.

-Sim, eles mesmos - Nate responde. - No caminho eu percebi que a cidade tá mudada tem até um cassino.

-Pois é eu expandi a cidade - ele diz orgulhoso de si mesmo - o que fazem na minha cidade?

-Sua cidade? Ela nossa muito antes de você existir - digo.

-Mas quem manda e cuida dela agora sou eu - ele diz.

-Vamos acalmar os ânimos - Nate diz se divertindo - Mark meu amigo, esse é o nosso lar e eu quero tudo que era meu de volta - Nathan diz em tom ameaçador - ou me devolve ou eu tomo a força.

-Tem certeza? Eu tenho um exército pra te enfrentar - Mark diz.

-Acha que eles dão conta de mim? - Nate pergunta eu já estava me preparando caso precise lutar, vejo a expressão séria no rosto do Mark.

-Antes de discutirmos, eu tenho algo, na verdade uma pessoa importante pra um de vocês - ele diz me olhando e eu fico sem entender - e essa pessoa está sob o meu controle, não gostariam de ver primeiro pra depois discutirmos sobre isso? - ele esboça um sorriso diabólico.

-Nos leve até lá então - Nate diz.

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