Capítulo 2

Desde o final de semana, estava super empolgada com meu primeiro encontro com Naitan.

Acordava e trabalhava até mais animada, ansiosa pelo final de semana seguinte.

E assim os dias se passaram, e logo sábado a noite chegou.

Me arrumei, e mais uma vez sai às pressas para não ser interrogada pelos meus pais. Pois sei que se imaginassem que estivesse indo há um bar, e sozinha provavelmente não permitiriam.

As ruas ainda estavam com muita neve, e tomei o dobro de cuidado para chegar ao Pub.

Logo que entrei, o localizei atrás do balcão e assim que me aproximei, ele me comprimentou.

-Se está aqui, quer dizer que pensou com carinho.-Disse Naitan, sorrindo me cumprimentando.

-Digamos que sim.-Falei retribuindo o sorriso.

-Desculpe,não poder te dar a atenção necessária no momento, mas garanto que depois te recompenso.-Falou se justificando.

-Tudo bem, não me importo em esperar.

Ele sorriu animado, em seguida me deixou uma bebida sem álcool, e antes de voltar ao trabalho disse.

-É por minha conta!

Enquanto tomava minha bebida, o observava e mentalmente, marcava seus pontos e com toda certeza estava no nível 99%.

Depois de algum tempo, outro funcionário chegou tomando seu lugar e ele finalmente pôde me fazer companhia, tirou seu avental, deu a volta no balcão e sentou -se ao meu lado.

-Bem acho que agora posso te dar as devidas atenções.

-Juro que não me importei. E pra ser sincera estava adorando a visão do outro lado.-Falei meio envergonhada.

-Confesso que estou surpreso com o elogio, mas garanto que minha opinião é a mesma.-Disse me olhando.

-Está com fome? Poderíamos comer alguma coisa.-Perguntei gentilmente.

-Aceito, se você aceitar que eu pague. Mas preciso voltar daqui uma hora e meia. Por isso, precisamos ir em algum lugar perto.Tudo bem pra você.-Perguntou aguardando minha resposta.

-Sendo assim, do que gosta de comer?-Perguntei animada.

-Conheço uma lanchonete ótima aqui perto e servem porções maravilhosas, gostaria de  experimentar?-Perguntou dando a sugestão.

-Já estou dentro!-Falei me levantando.

Em seguida, saímos do Pub, e seguimos a pé mesmo, sentido a lanchonete, pois ficava a poucos metros do bar.

Nos sentamos em uma mesa mais afastada, e fizemos nosso pedido.

Enquanto aguardávamos, Naitan puxava conversa, falava um pouco sobre ele, do seu trabalho, perguntava algumas coisas sobre mim, e até tínhamos bastante coisa em comum.

Levando a mais um ponto positivo na minha lista.

Também falava muita coisa engraçada e rimos bastante, realmente era um cara bem legal.

Na verdade, até legal demais, para fazer o que pretendia. Pois sua postura mudou, quando comentei que iria para a faculdade após o recesso das aulas.

Fiquei curiosa e perguntei.

-Disse ou fiz alguma coisa errada?

-Não, nada. Na verdade é comigo mesmo. Quero dizer. É que você é uma garota linda e interessante, capaz de fazer qualquer um se apaixonar rapidamente, mas anteriormente estava em um relacionamento a distância, e não deu certo, e entrar em uma faculdade em uma cidade distante como a que você vai, muda completamente a vida de uma pessoa, não me leva a mal, só não quero passar por isso novamente.

Enquanto ia me falando estava pensando...não tem problema, afinal não quero um namorado, só alguém legal para me fazer um favor. Então disse a ele.

-Entendo, e agradeço sua sinceridade, pra falar a verdade. Concordo com você plenamente, e nada mais justo do que querer alguém ao seu lado completamente.

-Obrigado por entender, tenho certeza que se dará bem na faculdade.

-Espero que sim.-Disse suspirando.-Amigos.-Falei estendendo a mão.

-Amigos.-Respondeu retribuindo o comprimento.

E continuamos conversando e comendo até dar seu horário.

Voltamos para o bar para pegar meu carro, e assim que ia me despedindo me aproximei dele lhe dando um leve beijo na boca e em seguida me disse.

-Acho que é isso é uma despedida, estou certo.

Fiz um sinal leve com a cabeça confirmando, mas antes de entrar no carro disse a ele.

-Mas obrigado pela noite incrível, adorei ter conhecido um cara maravilhoso como você, tenho certeza que logo conhecerá alguém legal para estar com você inteiramente.

-Sei que sim..Foi um prazer te conhecer também Rose, espero te ver novamente algum dia.-Disse carinhosamente com um sorriso.

-Quem sabe um dia.-Falei já abrindo a porta do carro.

-Vai com cuidado.-Disse antes de entrar novamente no Pub.

Sorri,em seguida,ergui a mão fazendo gesto de tchau,e fui embora.

No caminho de volta para casa, fiquei pensando na noite maravilhosa que tivemos, o quanto Naitan era legal, e por mais que quisesse que ele tivesse solucionado meu “problema”, não ousaria machucar os seus sentimentos dessa forma, me sentiria horrível se fizesse isso.

Mas não desistiria, ainda tinha um mês e alguns dias para continuar minha procura.

No dia seguinte fui ao mercado com meu pai, e depois de comprarmos o que precisava encontramos o senhor Dime no estacionamento.

Ele estava sozinho com bastante sacola de compras na mão, então logo me ofereci para ajudá-lo.

-Precisa de uma ajudinha extra?- Falei animada.

-Seria doido se recusasse.-Disse sorrindo enquanto me entregava algumas sacolas.

-Parece que vai dar uma festa em casa.-Comentei brincando com a quantidade de coisas.

-Posso dizer que sim, já que meu filho mais novo chega amanhã na cidade. Minha senhora está eufórica com sua visita e me pediu o mercado inteiro.-Disse se divertindo com a situação.

-”O bom filho à casa torna”, ou melhor retorna -Falei brincando.

-E põe bom nisso,é um dos orgulhos da família, é médico cirurgião, e com tanto trabalho quase não nos vemos.-Disse orgulhoso.

-Rose, sua mãe está nos esperando.-Gritou meu pai me chamando a atenção.-Bom dia senhor Dime. Me desculpe por atrapalhar a conversa, mas realmente precisamos voltar.-Falou se justificando.

Ele assentiu e em seguida me agradeceu.

-Não tem de que,precisando! E boa festa a vocês.-Disse me despedindo.

-Obrigado, Rose.

Senhor Dime agradeceu, e me afastei voltando para o carro.

No caminho,perguntei ao meu pai.

-Você conhece os filhos do senhor Dime.

-Sim,mas não sei se hoje os reconheceria, a última vez que os vi foi há muitos anos atrás, sei que a mais velha é uma advogada casada e o mais novo  foi  para faculdade em outra cidade, assim que se formou na escola. Fora, isso não sei mais detalhes.-Respondeu normalmente.

-Humm,entendi.

-Mas por que a pergunta.-Falou curioso.

-Só curiosidade.-Respondi disfarçando.

Mas no fundo realmente fiquei curiosa para saber como seria o filho do senhor Dime, médico cirurgião, no mínimo era muito inteligente, mas não devo chegar a conhecê-lo já que está aqui apenas para uma visita.

O jeito era continuar com meu plano inicial, pensava.

No dia seguinte, abrimos a loja normalmente, mas algo estava diferente,aliás alguém.

-Kevin,tudo bem? Aconteceu alguma coisa? Está distraído e triste.-Perguntei o interrogando.

-Eu e Stefany terminamos este final de semana.-Falou entristecido.

-Sinto muito. Mas acha que é definitivo? Não pode ser apenas uma briga normal?-Falei gentilmente.

-Acho que não tem volta!

Sei que deveria estar triste por ele, pois um término não é legal para ninguém, ainda mais um cara legal como Kevin, mas a primeira coisa que pensei, era que ele tinha acabado de sair da minha primeira exigência, o que significava, tentar convencê-lo a me ajudar.

Será que estou tão desesperada assim...Pensava me analisando. Mas mesmo com este pensamento disse:

-Se quiser podemos sair à noite para conversar, não me importo se quiser desabafar comigo.

-Não sei se isso é uma boa idéia...-Disse me dispensando.

-O que tem demais duas pessoas saírem para conversar?-Perguntei o questionando.

-Nada demais, se essa pessoa não fosse a filha do meu chefe.

-Não acredito que seja por isso, fala sério! Em que época você vive.

-Na época que valoriza o emprego!-Disse sorrindo.

-Ok. Deixa comigo que resolvo isso se for o problema.-Disse  já me afastando.

-Rose,o que vai fazer?-Perguntou preocupado.

-Pai, posso te perguntar uma coisa?-Falei me aproximando dele.

-Claro princesa! O que precisa?-Perguntou me elogiando.

-Posso sair hoje com o Kevin?-Disse diretamente.

-O que?! O nosso Kevin.-Perguntou confuso, o observando.

-Conhece outro por acaso.

Ele me olhou repreendendo meu jeito de falar e logo me retratei.

-Desculpe. É só para conversar. Ele acabou de terminar e está bem mal, mas está com medo de sair com a filha do chefe.-Disse me explicando.

Ele pensou por um instante,mas em seguida respondeu.

-Se for por isso tudo bem, mas não volte tarde! -Disse olhando para Kevin, fazendo gesto de quem estava de olho.

-Obrigado pai te amo.-Disse voltando para o lado de Kevin.

-Viu, problema resolvido. Vamos assim que fecharmos a loja.-Disse o informando.

-Você é doida Rose.-Falou balançando a cabeça em protesto.

E assim o dia seguiu, frio e movimentado como nos últimos dias.

Antes de sairmos, troquei de blusa e dei uma geral, e logo o encontrei me esperando na saída da loja.

-E então onde vamos?-Perguntei animada.

-Gosta de pizza?

-Adoro! -Respondi toda sorridente.

Fomos no seu carro, a uma pizzaria conhecida ali mesmo no centro da cidade, por ser início da semana, estava tranquila com poucas pessoas ocupando as mesas.

Nos acomodamos e fizemos o pedido, e para minha surpresa optamos pelos mesmos sabores, e pensava, estava certa em ele ser uma boa opção.

-Então quer me contar o que aconteceu?

-Bem! Resumindo. Ela quer algo que ainda não consigo dar a ela.

Na hora, me arrepiei imaginando se era o que estava pensando. Será que ele também era virgem…

-E que seria…-Perguntei cautelosamente.

-Me casar.-Falou desabafando.

-Há é isso!? -Respirei aliviada.

-O que achou que seria?-Perguntou confuso.

-Algo mais sério!-Falei me justificando.

-Tá dizendo que casamento não é sério?-Falou com um tom de voz mais sério.

-Desculpe, não me expressei  bem. Quero dizer, que nós mulheres sempre idealizamos algo, e quando isso não acontece é motivo para provocarmos um verdadeiro alvoroço, digo isso por experiência própria, pode acreditar.

Falei pensando no que estava fazendo ultimamente.

-Então acha que ela vai voltar atrás e desistir de se casar?-Perguntou desconfiado.

-Bem não a conheço muito bem, e não posso dizer por ela, mas talvez só precise mostrar a ela que não está preparado no momento para assumir um compromisso como esse, mas que futuramente claro, se isso for o que você quer, ai aconteça.

-E acha que ela vai abrir mão dos seus planos, para continuar comigo?

-Bem se te amar de verdade sim. Apenas tente.

Não acredito, no que estou fazendo. Tô aconselhando minha segunda melhor opção a voltar com a namorada, sou muito azarada mesmo.

-Obrigado por me convencer a sair e falar um pouco, estava bem chateado, a amo muito.

-Aposto que sim!-Disse observando seu olhar triste.

Então mais uma vez, desisti de tentar uma segunda opção com Kevin, pois sabia que mais cedo ou mais tarde voltaria com Stefani, e o conhecendo, não aceitaria minha proposta.

Aproveitamos a pizza, conversamos bastante,sobre seus planos, dei dicas de coisas que poderia fazer para se acertar com Stefani, e depois de terminarmos me deixou em casa.

No meu quarto, peguei minha lista e comecei a analisá-la, acho que deveria mudar de estratégia, já que até agora não passei nem dos primeiros encontros.

Só tinha duas opções.

Ou desistia dessa idéia ou o próximo cara que encontrasse e fosse uma possível opção, não usaria a regra dos três encontros ao contrário pediria diretamente.

Capítulo 3

Algumas semanas depois…

Nem acredito que falta menos de um mês para me mudar para o campus da faculdade,estava ansiosa e desanimada por não ter conseguido achar alguém decente.

Não tinha voltado mais ao Pub,Kevin,tinha voltado com Stefani,e eu estava trabalhando exaustivamente.

Até que o dia amanheceu diferente,o frio e a neve já tinham começado  a dar uma trégua.O sol aparecia discretamente,mas já dando cor a uma paisagem por muito tempo coberta pelo branco.

Fui para a loja normalmente,mas nesse dia especificamente algo mudaria minha vida.

Durante a manhã,atendemos bastante clientes,mas um especificamente me chamou a atenção.

Era um homem alto,com postura,bem vestido,tinha cara de ser gente importante,pois só em atendê-lo pude ver sua educação rapidamente.Mas acima de tudo era que nunca o tinha visto na loja ou na cidade antes,possivelmente era novo por aqui,ou estava apenas de passagem.

Pediu alguns acessórios para o concerto de uma pia,mas pensava...para que comprar isso,se não  tem cara de quem vai consertar uma pia.Mas claro não perdi a chance de olhar suas mãos.Eram grandes,mas principalmente não tinha aliança e nem Marka de uma.

Olhei para ele,encontrando diretamente com seus olhos azuis,e perguntei,enquanto pegava o cartão para passar na maquininha.

-Novo na cidade.

-Na verdade estou de passagem,depois de muito tempo.-Respondeu educadamente.

-Então seja bem vindo de volta a Yukon.-Disse o entregando uma sacola com seus pedidos e seu cartão.

Ele agradeceu depois de sorrir,e virou -se rumo à saída.

Peguei o extrato do cartão de crédito que havia acabado de passar e olhei seu nome M.Stenson.

Não sei por que este sobrenome não me era estranho, mas antes que ficasse lembrando escutei meu pai dizendo.

-Rose Clary,preciso que leve uma encomenda a loja do Raide,ele está com uma certa urgência.-Se aproximou pedindo.

-Pai não me chame assim,os clientes podem escutar.-Disse protestando.

-E como te chamo se este é seu nome.-Respondeu já sabendo da resposta.

-Rose. Só Rose.

-Ele sorriu,e me entregou as sacolas.

-Kevin,não pode levar.-Perguntei tentando me safar.

-No momento está bem ocupado,conferindo a mercadoria que chegou,é coisa rápida então se apresse antes que ele ligue novamente.

Então guardei o papel que estava olhando no caixa e sai com as sacolas.

A loja do Raide ficava do outro lado da rua,alguns metros a frente,ele vendia artefatos rústicos feitos por ele mesmo,e com certeza o que havia comprado era para alguma de suas peças.

Atravessei a rua tranquilamente,e tudo parecia normal,mas de repente escutei um barulho brusco de carro vindo atrás de mim,foi questão de segundos para perceber o que estava acontecendo.

Tinha acabado de ser atingida por um carro desgovernado,que no instante depois me lançou metros a frente, me rodopiando no ar até que senti o impacto do meu corpo sendo jogado no chão.

Sentia que naquele momento daria meu último suspiro,mas antes que isso acontecesse, meus olhos puderam ver um último rosto,e para minha sorte era  lindo,pelo menos pude morrer amparada por um anjo.

Alguns dias depois…..

Hospital de Yukon.

Ela está acordando.-Dizia uma voz ainda longe.

-Bem vinda de volta Rose Clary,está tudo bem,só precisa descansar que logo voltará para casa.-Dizia um médico me orientando.

Ainda sentia meu corpo dolorido,mas pelo visto o acidente não tinha sido tão sério quanto pensava,pois se estava escutando alguém,significava que estava viva e aparentemente inteira.

Em seguida adormeci de novo e assim que acordei novamente meus pais estavam ao meu lado.

-Rose que bom que acordou,estávamos ansiosos.-Disse minha mãe pegando minha mão.

-Bem para me chamar de Rose,com certeza deveria estar mesmo.-Falei a provocando.

-E você,já está recuperada,pois já está fazendo gracinhas.-Disse me advertindo.

-Grace, dê uma folga a ela,que bom que está tudo bem filha.-Disse meu pai segurando a outra mão.

-Então por quanto tempo estava apagada.-Perguntei tentando colocar as idéias em ordem.

-Há três dias,e apesar do impacto,não sofreu danos graves.-Respondeu meu pai.

-Que bom,assim posso ir para a faculdade,como estava planejando.

-Mas agora tem que pensar em apenas se recuperar e voltar para casa logo.-Disse minha mãe.

-Só por curiosidade,quem me trouxe para o hospital.-Perguntei, me lembrando vagamente do rosto de um homem.

-Um rapaz que estava perto de você,quando tudo aconteceu,ele esteve aqui durante estes dias em que ficou desacordada,ficou bem preocupado com sua saúde.Ele tem sido muito gentil e atencioso,possivelmente deve aparecer por aqui mais tarde.-Respondeu meu pai.

-Quero agradecer,por ter me ajudado.-Disse ainda com uma voz lenta e baixa.

-Também acho que deveria,pois se não tivesse te socorrido rapidamente,com certeza poderia ter acontecido algo pior.Mas agora descansa e se tudo ocorrer bem depois de amanhã poderá ir para casa.-Disse minha mãe animada.

Pouco tempo depois se despediram me deixando sozinha no quarto.

Liguei a tv e assistia um filme, que passava,quando alguém bateu à porta.

-Pode entrar.-Respondi tentando me ajeitar naquela cama super desconfortável do hospital.

-Com licença,prazer meu nome é Mark,o cara que te trouxe para cá.-Disse se apresentando.

-Oi,o prazer é meu em te conhecer,assim posso agradecer pessoalmente por ter me ajudado.

-Não tem por que agradecer,fiz o que qualquer um deveria ter feito.

-Mas foi você quem fez então,obrigado.-Disse insistindo.

-E aí,pronta para voltar para casa,soube que voltará para casa logo.-Perguntou com um leve sorriso.

-Põe pronta nisso,não vejo a hora de deitar na minha cama.-Disse retribuindo o sorriso.

Então senti um desconforto nas costas e tentei me ajeitar,quando ele logo percebeu.

-Precisa de ajuda.

-O que!-Disse confusa.

-Com o travesseiro.-Falou já se aproximando e ajeitando o travesseiro em minhas costas.

Ao vê-lo se aproximar,reparei que tinha olhos azuis que no momento estavam disfarçados pela claridade da luz.

Depois de ter me ajudado,se afastou dizendo.

-Bem,acho que agora posso ficar tranquilo e ir embora sabendo que está bem.

-Não,sim,quero dizer ficarei bem.-Falei meio atrapalhada.

Ele sorriu,e virou indo rumo a porta,mas antes que saísse o chamei.

-Mark. Gostaria de sair comigo algum dia desses.-Perguntei aproveitando a oportunidade.

-Adoraria.-Respondeu educadamente.

E depois de trocarmos o número dos telefones ele foi embora me deixando novamente sozinha.

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