Capítulo 2

Capítulo 1

Brasil, 2013.

Liana sopra as velinhas, é seu aniversário

de 18 anos.

Seus pais sempre foram muito carinhosos,

proporcionando para a filha uma vida de princesa. Ela teve tudo o que quis

quando criança, e isso não mudou na adolescência. E, apesar de sempre ter tido

tudo nas mãos, sua personalidade é surpreendente.

Liana é amorosa, compreensiva e carinhosa.

Estuda muito, pretende se formar em medicina. Ainda não sabe a área exata, está

para entrar na faculdade.

Sorridente, passeia entre os convidados. Sua

festa tem o tema Conto de Fadas. Os rapazes estão vestidos de príncipes,

enquanto as meninas se vestem como princesas.

Seu vestido é dourado e tem um decote

generoso nos seios. Vários rapazes se aproximam, mas ao sentir que não querem

nada além de se aproveitar, Liana não lhes dá importância.

Andando pelo salão, ela se aproxima do

palco, pois precisa escolher um príncipe para dançar, mas nenhum dos garotos

lhe interessa.

Então, Liana percebe um movimento perto da

entrada. Olha e não acredita no que vê: seu soldado guerreiro a observa. Todos a

aguardam escolher seu par para a valsa.

Tomada sua decisão, Liana atravessa o

palco. Todos ficam surpresos com sua ida até a entrada. Os convidados sentem

medo ao vê-lo, sabem que o homem de cabelos rubros e pele levemente avermelhada

não é humano, então se afastam, temerosos.

Liana olha para Taylon com intensidade.

— Oi... Pensei que nunca mais te veria —

fala, feliz por tê-lo ali.

— Eu acompanho o seu desenvolvimento

humano desde que nos conhecemos — diz ele, sério.

— Passei anos querendo te encontrar

novamente — Liana confidencia.

— Pois aqui estou, garotinha — diz Taylon,

agora com um sorriso de canto.

— Acredito que tenha percebido que eu não

sou mais uma garotinha.

Taylon a olha dos pés à cabeça e sente que

o corpo de sua garotinha aquece por dentro. Mas como não é especialista em

humanas, não entende essa reação. Pensa que talvez seja por gostar de estar

perto dele.

— É verdade, é uma mulher bem jovem.

Satisfeita com o comentário, Liana sorri e

diz:

— Sabe dançar?

— E se eu souber? — pergunta Taylon, sorrindo.

— Se souber, eu gostaria que dançasse

comigo uma valsa.

— Está com sorte, aprendi muitas coisas do

seu planeta nesses últimos anos, e uma delas é dançar — fala e lhe estende a

mão. Liana aceita, então Taylon a conduz até o palco.

Todos olham para o casal com olhos

arregalados. Taylon desliza pelo salão com Liana em seus braços. Sorrindo

muito, ela comenta:

— Quem diria que um guerreiro tão temido

dançaria como humanos?

— A minha capacidade de aprendizado é

surpreendente, eu apenas observo e sei o que fazer.

Surpresa, Liana o olha.

— Então, quer dizer que você só dançou

comigo?

— Isso mesmo. É a primeira humana que eu

toco.

— Vocês não se envolvem com humanos?

— Não. Nós, Mercuriyanos, só ficamos com

pessoas do nosso planeta.

— Convivemos com Pluptorianos. Eu fiquei

sabendo que eles se envolvem com pessoas da nossa espécie.

— Sim, eu sei. Só não entendo o porquê.

Liana prefere não prolongar o assunto,

pois Taylon já deixou bem claro que humanas não lhe interessam como mulher. O

que é uma pena, pois ela se interessa por ele.

Quando a música termina, eles fazem uma

reverência um para o outro.

— Preciso ir, tenho uma missão em outro

sistema solar.

— Virá me ver em breve?

— Sim. Mas acredito que no seu planeta se

passarão pelo menos dois anos até eu voltar.

— Ah, sério? Que pena! Bom, ficarei

esperando ansiosa.

Taylon beija sua mão como um cavalheiro. Liana

se arrepia, os lábios dele são mais quentes que os dos humanos. Então, Taylon

sorri e se vai.

As amigas de Liana a cercam, enchendo a

aniversariante de perguntas:

— Menina, você é louca?

— Ele te extermina num piscar de olhos, se

quiser!

— O que ele quer com você?

— Vocês viram a pele dele?

— Amiga, eu pensei que você ia morrer

queimada tocando nele!

Liana não dá ouvidos às amigas, seus

pensamentos estão nele, seu herói guerreiro.

***

Desde seu aniversário de 18 anos, Liana

sonha com Taylon, um sonho mais interessante que o outro. No último, ele a

beijava na boca. Ela sente tanto calor que acorda ofegante.

Desperta e suada, continua imaginando como

seria beijar lábios tão desejados por ela. Com certeza não se contentaria

apenas com um beijo, iria querer mais, muito mais.

Taylon, seu soldado guerreiro, é como um

sonho de consumo.

— Ah, só em sonho mesmo... — fala, triste,

levantando-se para lavar o suor do rosto.

Olha para o seu reflexo no espelho do

banheiro, passando a toalha pelo pescoço.

— Já se passaram mais de dois anos, onde

ele estará? — Todos os dias ela faz a mesma pergunta.

Agora com 20 anos, Liana está na

faculdade. Faz medicina, escolheu ser neurologista. É difícil ter estômago para

certas aulas, entretanto, vem se acostumando; não como gostaria, mas tira de

letra muitas situações.

Mesmo tão ocupada, ainda se pergunta sobre

Taylon. Às vezes, sente que ele a abandonou, e esses pensamentos a enchem de tristeza.

Quando isso acontece, ela sonha, sempre o beijando.

Talvez seja por essa fascinação que tem

pelo extraterrestre que nunca namorou sério ou se entregou fisicamente para alguém.

Ou talvez seja porque ela sempre pensou

que gostaria que Taylon fosse seu primeiro e único homem.

Com esses pensamentos, Liana ainda se

mantém esperando ansiosamente por ele, seu soldado guerreiro.

— Taylon... — Ela saboreia seu nome nos

lábios de olhos fechados.

Capítulo 3

Capítulo 2

*Um sentimento que o domina*

Espaçonave, 2013.

Taylon caminha até sua nave, ombros alinhados, coluna ereta, cabeça levemente erguida.

Sua patente fora rebaixada quando desobedecera às ordens de seus superiores ao se deixar levar pelo carinho da linda garotinha há alguns anos.

Nunca pensara que um dia seu coração fosse amolecer, menos ainda tão instantaneamente como fora com a linda garotinha que agora é uma linda jovem mulher.

Ao entrar na espaçonave, as portas são trancadas e uma fumaça esbranquiçada é liberada, qualquer vírus, germe ou bactéria é exterminado, saindo da saleta de autolimpeza, Taylon segue até a área de comando.

- Preparar para decolar. - Fala Taylon sentando em sua cadeira de comandante.

- Preparado comandante. A seu comando, senhor. - Fala a mercuriyana de cabelo roxo.

- Levantar voo, vamos partir. - Taylon dá o comando e fica calado.

Volta a seus pensamentos. Na época foi rebaixado a soldado, nunca pensara em ser tão humilhado.

Agora entende que o sentimentos o deixaram de coração amolecido. Ele tomou atitudes dominado por tais sentimentos desconhecido para ele.

Há cinco anos, recuperou sua patente de comandante, aquele tal de Ashtar, o extraterrestre Pluptoriano, cumpriu o que lhe disse há anos.

A fome, a poluição, o desperdício dos humanos aos poucos estão sendo contidos, levando em consideração o grande melhoramento do planeta Terra, seus superiores ficaram impressionados e lhe devolveram sua patente de comandante.

Hoje, Taylon está prestes a se tornar general, seu grande sonho em milhares de anos e seu próximo trabalho em outro sistema solar, irá lhe render esse fruto, considerado para ele tão precioso.

Sendo general, poderá visitar sua garota terráquea mais vezes.

- Senhor? Está me ouvindo? - Pergunta a mercuriyana estranhando a atitude de seu comandante, nunca o vira tão desligado antes.

Taylon a escuta:

- O que quer?

- Senhor, tem uma nave bem à frente. O que devo fazer?

- Tente entrar em contato. Descubra se são inimigos e os destrua.

- Sim, comandante.

A soldado entra em contato com a imensa nave, não obtendo resposta, tenta novamente. Minutos se passam, o silêncio predomina.

Dando seu comando, Taylon vai até seus aposentos, há dias está viajando, parou na Terra, para ver como andam as coisas e principalmente ver a bela jovem que a pequena garotinha se tornou.

Taylon tira o uniforme de couro super resistente de cor vermelho queimado, nu entra no banheiro para uma ducha.

Os comandos de sua cabine se acionam, uma voz robótica se ouve.

- Senhor, a soldado solicita sua presença na cabine da nave.

- Diga que estou ocupado.

- Sim, senhor.

Taylon volta a lembrar-se da bela jovem, ao vê-la há poucas horas atrás, o deixara novamente rendido a seus pés. Ele se pergunta há anos, que dom ela tem para o deixar assim, sinceramente os poucos minutos que ficaram juntos não foram suficientes, quanto mais tempo fica perto dela, mais gostaria de ficar.

Lembra-se do corpo dela andando até ele, do sorriso em seus lábios pintados de rosa.

Passa um líquido transparente nos cabelos para os lavar, pega o sabonete passando por seu amplo peito musculoso e levemente peludo.

Os cabelos dela, estavam presos, leves cachos ondulados, caiam em cascatas por suas costas. O vestido dourado era perfeito, saia levemente bufante, o corpete do vestido, era muito colado, metade dos seios de tamanhos generosos à mostra, só de lembrar o corpo de Taylon fica vermelho, a água que cai sobre ele ferve e some.

- Droga! - Olha para baixo, seu membro mercuriyano ficou aceso, mas porquê? Por causa de uma humana? Nunca se sentiu assim antes. - O que ela tem que me deixa assim?

A voz robótica se ouve novamente:

- Senhor, a soldado insiste em solicitar sua presença, disse estar com problemas.

- Diga que estou indo.

- Sim, senhor.

Taylon controla sua libido, seu corpo volta a ficar com a tonalidade normal, nem precisou de toalha, seu corpo fez toda a água evaporar.

Sai nu do banheiro e ainda está aceso, suspira agoniado. Quando voltar a seu planeta fará amor com uma linda mercuriyana até essa necessidade estranha que o tomou desaparecer.

Enquanto se veste, seu membro se acalma e segue para a sala de comando.

- Posso saber o que está acontecendo aqui? - Entra nervoso.

- Senhor, a nave não responde, tentei várias vezes nenhuma comunicação, não obtive sucesso.

- Mande os drones, você sabe o que fazer soldado.

- Eu mandei senhor, tem iluminação, a nave está ligada, mais não tem movimento é como se fosse uma nave fantasma.

Taylon fica sério com a testa franzida por um momento. Todos os soldados olham para seu comandante aguardando seus comandos.

Taylon toma sua decisão dizendo:

- Todos os soldados combatentes, preparem-se! Vamos entrar naquela nave. Soldado, emparelhar a nave!

- Sim, comandante.

- Vistam seus uniformes! Rápido!

Todos os soldados correm até o vestiário, suas roupas de couro resistente vermelho queimado, são especiais, extremamente resistentes, não dissolvem com o calor que seus corpos liberam.

Um a um, seus soldados fazem três filas grandes em frente à porta principal, cada um com suas armas a laser, como espadas e armas de fogo.

Um soldado engraçadinho comenta com um colega do lado:

- Para que estamos nos preparando para atacar, se não tem ninguém na nave?

Seu colega apenas o observa sem responder, nem todos os soldados combatentes sabem da hiper audição do comandante.

- O que disse soldado? - Taylon pergunta já sabendo a resposta.

O rapaz começa a suar nervoso e temeroso.

- Senhor, eu...

- Cale-se! - Diz em tom de autoridade.

Taylon fica à frente dos soldados.

- Atenção! Podemos estar sendo vigiados, isso pode ser uma armadilha, conto com a força e sabedoria de vocês.

Taylon aperta o botão e a porta principal da nave se abre em frente à nave considerada até então inimiga.

- Sistema robótico, me dê contato com a soldado.

- Sim, senhor. Ligação estabelecida.

- Soldado?

A mercuriyana responde da sala de comando:

- Sim, comandante.

- Abre a comporta da nave inimiga.

- As suas ordens, senhor!

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