Capítulo 2

Aaron Duckworth

-Você foi um idiota ao privar a ida da garota.- dei de ombros com as suas palavras irônicas e fúteis. -Não havia necessidade disso, Aaron.

Quem liga?

Me deito com dificuldade por conta do curativo cujo qual causado por um projétil de bala. Ajeito o travesseiro por trás das costas com cuidado sobre a supervisão cautelosa do Gustavo que me olha atentamente.

Por mais que seus argumentos sejam válidos, tenho minhas razões.

Sabrina merecia e merece uma punição pior.

Assim como a irmã dela.

-Eu fiz o que achava certo.- falo calmo após estar perfeitamente aconchegado.

-Além do mais, se ela fosse iríamos brigar.

-Tá preocupado com isso?- Ele cruza os braços sério franzino o cenho.

A única coisa que jamais me importaria era discutir com Sabrina.

Aquela garota tirada a inteligente.

O real problema é que levei a porra de um tiro no peito.

-Só em seus sonhos.-rebato com aspereza.

-Então por que diabos você obrigou ela a casar-se com você?- Gustavo se senta na ponta da cama me encarando com seu olhar questionador. -Você sabia que não era a Sabina, não é?

-Gustavo, isso será uma punição para ela que participou daquela palhaçada toda.- Aponto para mim mesmo. -Aquela arma era um revólver 38 naquela distância ela teria morrido.

-Você daria sua vida por ela.- sussurrou.

-O quê?

-Você daria sua vida por ela, Aaron!- Ele exclama eufórico deixando um sorriso escapar. -Que mudança.

Era só o que me faltava.

-Eu só fiz o meu papel, conforme aprendi.- Falo ríspido encarando às cortinas fechadas do quarto que impedia quê a luz noturna adentrasse.

-Se Sabina estivesse ali e não tivesse se envolvido com aquele infeliz nada disso teria acontecido.

Nada mais importa! Sabina fez a escolha dela, que arque com as consequências dos seus atos.

-Por coincidência seus planos deram certo né?

Nego freneticamente com a cabeça, Gustavo sabe me tirar do sério.

-Eu acabei de sair do hospital, estou de repouso. Você quer mesmo falar sobre isso? faça-me o favor Gustavo.

-Tudo bem.- Ele levanta as mãos em sinal de rendição. -Você ficará nessa cama por um mês, irei contratar uma enfermeira.

Se eu não tivesse uma ideia melhor até aceitaria.

Nego.

-A Sabrina irá cuidar de tudo.

-Você tá louco? Ela é sua mulher, não uma escrava.- ele indagou irritado gesticulando com os braços. -Não vai escravizar minha amiga, Duckworth.

-Eu estou aqui por causa dela, então ela irá cuidar de mim.- aperto os olhos com força ao sentir uma leve dor e me contorço. -Que caralho.

-Está bem?- Gustavo se levanta visivelmente preocupado e faço um sinal com a mão para que pare.

-Sim! Aliás, já sabe o paradeiro da irmã gêmea da minha mulher?- questiono esperançoso e ele nega.

Não que me importe mas Sabina precisa ser punida assim como a irmã.

E as primas.

O termo "minha mulher" Realmente é interressante...

-Sumiram do mapa, não existe registro de telefone ou até mesmo o uso dos passaportes, nada.- Gustavo diz sério. -Sabina sumiu.

Estou vendo que terei que me recuperar mais rápido possível.

-Há uma possibilidade deles estarem sem telefone ou em um lugar sem sinal telefônico.- Olho para o teto e penso um pouco. -A outros meios de transporte Gustavo, cheque isso.

-Irei fazer isso, temos outros problemas também.

Até imagino.

-Deixa eu adivinhar.- o olho. -Começa com D de Dimitri?- Ele concorda. -A surra que eu dei naquele infeliz não foi o suficiente.- Resmungo baixo e Gustavo arqueia uma sobrancelha.

-Por que essa rivalidade toda? Seus pai havia dito que vocês eram muito amigos.

-Amigos um caralho! Dimitri não passa de um homem invejoso e ambicioso que faz de tudo pelo poder, eu só não o matei naquela noite por conta do pai dele.

A família Duckworth chegou sim a ser muito próxima aos Venture mas, Dimitri traiu a aliança que havia feito com a minha família quando sequestrou a minha mãe e pôs a culpa na máfia da Sicília, pagámos cerca de 10 bilhões de euros em troca da minha mãe.

Depois de alguns meses fiz uma investigação que aproximadamente durou 2 meses e para minha surpresa os Ventures estavam envolvido nisso.

Estava acontecendo uma festa em minha antiga casa na época, eu estava furioso! O desgraçado estava comemorando com a minha família o retorno da minha mãe sabendo que ele era um dos mandantes.

Eu quase o matei naquela noite no soco.

-Eu soube através de um informante que ele encontrou a Sabina no spá.- ele conta com receio.

-Aquele filho da puta estava aqui?- levanto o tronco mais logo me arrependo. -Maldito analgésico que não funcionam.

-Ele estava aqui.- direciono meu olhar para a porta onde Sabrina estava encostada, segurando uma maçã.

-Ele queria fazer um acordo com minha irmã, agora eu entendo tudo...

Sabrina usava um baby doll bem curto com alguns ursinhos marrons como estampa em um tecido rosa bebê e os fios loiros caindo sobre seu rosto.

-Como você sabe disso? E que merda de roupa é essa?

-Eles estavam no banheiro.- ela morde a maçã. -A sós, ele havia invadido o banheiro.- ela suspirou. -Eu uso o que eu quiser.

-Sua irmã é uma traidora, Sabrina.- Comento com desdém. -Admiro que teve coragem de substituí-la há 2 semanas atrás.- digo irônico, observando seu rosto ganhar uma coloração avermelhada.

-A chapa vai esquentar.- Gustavo sussurra e sorri de forma divertida.

Sabrina bate o pé inquieta enquanto segura um dos seus braços, ela olha para Gustavo que revira os olhos.

-Tá! Eu tô vazando.- Ele se levanta e ao passar pela loira bagunça seus fios.

-A minha irmã, Aaron. Nunca trairia o nome da família com um inimigo.- ela diz entre os dentes. -Ela foi ser feliz com o homem que ela realmente ama, que deve ser muito melhor que você.

Meu sangue ferve com tamanhas palavras, essa garota está me afrontando?

Fecho o cenho a analisando sem expressão.

-Você tem sorte por eu está nessa maldita cama...- sussurro olhando dentro dos seus olhos, ela cruza os braços e sorrir de lado erguendo uma sobrancelha.

-Vai fazer o que Aaron?- Ela abre os braços dando um passo para trás.

-Vai me bater? Vem! Te garanto que não verá a luz do dia nunca mais.

-Você está me afrontando garota insolente?- me remexi na cama desconfortável. -Eu levei o tiro por sua causa.

-Não lembro de ter falado "Aaron, leve esse tiro por mim."- ela diz maneira debochada enquanto sorri.

-Chega, Sabrina.

-Eu não term...

-Eu disse chega, que porra! Suma daqui.- falo em um tom mais alto. -Sabrina, você não passa de uma garota mimada que sempre teve tudo o quer, inclusive liberdade. Pois saiba que eu não os seus país! e eu não irei tolerar esse seu comportamento infantil e libertino.- Digo ríspido, seus lábios se descolam em uma tentativa falha de argumentar. -Não ouviu? Suma.

Ela deve estar testando meu nível de paciência, ai que ta o problema.

Eu não tenho paciência pra lidar com meninas do tipo dela! Sabrina não foi educada para a função que tem atualmente ao contrário da sua gêmea que cresceu sabendo que pertenceria a mim.

Ela revira os olhos e se vira caminhando até porta.

-Sabrina.- ela para sem se virar. -Esse showzinho que você acaba de fazer não irá ficar assim, você conhece as regras e eu exijo respeito como o seu marido.

Ela sai do cômodo pisando duro e bate a porta com força.

Finalmente posso respirar em paz, descanço a cabeça sobre o travesseiro e suspiro puxando com os dedos alguns fios para trás.

-Essa garota me dará trabalho.

Capítulo 3

Sabrina Becker.

Era bem cedinho, já havia acordado faz um tempo. Só estava e ainda estou com preguiça de levantar dessa cama macia.

Às coisas que Aaron haviam me dito ontém não haviam saído da minha cabeça.

Minha irmã não é uma traidora.

Ela nunca trairia a própria família.

O jeito que ele falou comigo...

Eu nunca havia me importado com comentários sobre mim por ser diferente da minha irmã mas Aaron conseguiu me atingir de uma maneira devastadora.

Doeu e muito.

Tá! Sabrina fugiu. Foi por amor! Vão dizer que não fariam isso? Eu faria.

Mas né...

Tudo me faz lembrar que eu estou sozinha! somente Aaron e eu.

Meu telefone vibra encima do travesseiro ao lado e estico o braço apalpando o próprio em busca do maldito celular que me tirou dos meus pensamentos.

E NÃO PARA DE FAZER BARULHO!

Finalmente o acho aparelho e observo a tela com os olhos semicerrados observando o número privado então atendo.

-SEJA LÁ QUEM FOR...

-Eu preciso falar com você, cunhadinha.

-Aaron é filho único...- resmungo fechando os olhos.

-Ok! Eu sou a irmã do Kléber que é marido, por assim dizer, da sua irmã.- Ela rir. -Então sim! Automaticamente sou sua cunhada ou não??

Respiro fundo abrindo os olhos e expulso o ar dos meus pulmões fazendo bico encarando o teto forrado por gesso perfeitamente branco.

-O que quer Elisa?

-Já que tocou no assunto, eu preciso te ver com urgência, gatinha. Precisamos conversar.

-Sobre?- levanto o tronco ainda segurando o celular próximo ao ouvido. -Eu não quero mais me envolver em problemas, distância.

-Aaron.- Resmungo ao ouvir o nome do meu marido.

Jogo meu corpo de volta na cama, o mundo gira em torno dele agora?

-Não tô afim, Elisa.

-Mais é importante, essa história ainda não acabou e preciso da sua ajuda.

-Tá legal! Onde?

-Irei passar o endereço por mensagem.

Desligo o aparelho e finalmente levanto encarando o meu quarto com o cabelo totalmente bagunçado e alguns fios impedido minha visão e minha boca aparentemente inchada.

-Isso dará muita merda.

[...]

Depois de um bom banho relaxante e um rabo de cavalo bem feito um gloss e um vestido florido bem soltinho caminho em passos leves pelo o extenso corredor com um tapete aveludado até o final dele.

Eu não sei se é azar ou algo do tipo mais o meu quarto fica antes do quarto do Aaron.

A merda da porta está aberta!

Se meus passos estavam suaves agora pareço que ando nas nuvens.

Continuo a caminhar na ponta dos pés tentando fazer o máximo de silêncio possível.

Então, ouço um pigarreio.

Droga!

-Onde a senhorita pensa que vai?- A voz rouca e meio sonolenta quebra o silêncio me fazendo parar na mesma hora.

Aperto os olhos com força enquanto mordo a lábio inferior pensando em uma bela desculpa, abro os olhos e encaro o final do corredor e logo me viro lentamente e sorrio para ele.

-Bom dia, amor!- falo com sarcasmo dando o passa a frente. -Vim saber se...

-Irei pergunta mais uma vez.- Ele fecha o livro que lia o deixando de lado. -Onde pensa que vai, Sabrina?

-Sair ué!- dou de ombros me apoiando na parede. -Não posso?

Aaron me avalia de cima a baixo com seu olhar questionador.

Seu corpo está coberto por um lençol até a altura do quadril deixando seu peitoral bem definido amostra.

Posso contar os gominhos daqui.

6 gominhos no total.

O desgraçado é bonito até quando acorda?

Eu pareço um espantalho quando acordo.

-Não.- Ele diz seco voltando a atenção para seu livro idiota.

Ele vai me manter em cárcere de privado? Não é assim que a banda toca.

-Escute Aaron.- Ele me olha severamente mas se acha que vou parar está muito enganado. -Eu vou sair por essa porta agora. Se você acha que vai me manter em cativeiro como nesses livros que existe por aí você está muito enganado.

-Sabrina! Não ouse me desobedecer, estou sendo bem paciente e tolerante com você.- ele fala em seu tom calmo, mas pela a veia saltada em sua testa sei muito bem que não está.

Olho para uma instante próxima a mim e ando até ela vendo uma chave aparentemente de um veículo.

-Bela chave.- a pego jogando no ar. -É da sua Lamborghini?- o olho com divertimento.

-Sabrina...- ele rosna em aviso tentando se levantar.

Jogo a chave mais uma vez e aceno um tchau com minha outra mão livre.

-Tchauzinho Aaron. Se comporte.- jogo um beijinho no ar vendo o mesmo ficar agitado na cama.

Caminho em passos lentos em direção a porta ouvindo o seus xingamentos.

-Desgraçada! SABRINA.- Aaron grita mas o ignoro totalmente.

Desço as escadas vendo Mari enxugando as mãos em um pano de prato totalmente agitada e assustada.

-Senhora? Aconteceu alguma coisa?- seu olhar de preocupação é nítido em sua face e apenas suspiro passando por ela.

-Leve o café para Aaron, Mari.- se bem que acho ou melhor tenho certeza que ele perdeu o apetite.

-Sim senhora.

-Aliás.- Abro a porta devagar e a olho por cima dos ombros. -O mande tomar um calmante.

Pisco para ela que me olha confusa e saiu batendo a porta.

Caminho até a garagem observando a queridinha do Aaron.

Deslizo o dedo indicador no capo enquanto caminho até o lugar do motorista.

-Que gracinha.

[...]

Eu aposto que Aaron podia ouvir o rancor dessa gracinha a quilômetros e quilômetros de distância.

Samos casados! O que é dele é nosso e o que é meu é meu.

Saio do veículo fechando a porta com cuidado.

Um veículo preto diminuí a velocidade quando passa por mim logo em seguida acelerando.

Apenas ignoro e atravesso a rua pouca movimentada, entro em um estabelecimento ouvindo o sino acima da porta tocar.

Não foi difícil encontra a mulher de fios castanhos sentada em uma das várias mesas vazias.

O lugar estava vazio em julgar pelo horário, havia uma garçonete atendendo uma moça vestida socialmente e um homem bem ao fundo do estabelecimento lendo jornal .

-Oi Elisa.- Me sento em sua frente e ela finalmente nota minha presença. -Quanto tempo, alias obrigado por se livrar da Karla.

Ela sorrir pondo a xícara de porcelana encima da mesa simples de madeira.

-Então, na verdade faz duas semana. Você quer alguma coisa ou podemos começar?- Ela entrelaça os dedos sobre a mesa enquanto me encara.

-Vamos começar.

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