Doze anos depois...
Após passar três semanas em Nova York, Quinn está retornando para casa. Seu avião acabara de pousar no aeroporto Gatwick. Depois de horas de voo, tudo o que mais deseja é sua cama.
A viagem foi maravilhosa, havia fotografado de tudo um pouco. Fez vários trabalhos para algumas empresas de publicidades e participou de dois eventos de moda. Nas horas vagas, aproveitou para sair. Em sua opinião, os nova-iorquinos eram maravilhosos e bem quentes.
Quinn passará apenas uma semana em Londres, pois já havia outra viagem de trabalho agendada para uma empresa de um amigo. Logo pensa que sua estadia será maravilhosa, pois, além das boas amizades, já prevê alguma libertinagem por lá. Entretanto, sabe que ali tem que ter cautela com o Edward, às vezes, ele confunde as coisas com dela. Ele é o único com quem ela sai quando está no Canadá e só abre essa exceção por ele ser um puto de um gostoso que sabe deixá-la satisfeita. Durante o dia o trabalho poderia ser pesado, mas durante a noite a azaração corria solta com seu pau amigo.
Quinn chama um táxi e em vinte minutos está chegando no centro de Londres.
Escolheu o Camden por ser um bairro extenso, com praticamente tudo, por causa de seus conjuntos de mercados e lojas. Local ideal para se viver como um londrino e observar as pessoas acotovelando-se nos diversos pubs e bares, além de, também possuir alguns dos melhores espaços com música ao vivo da Europa.
Chegando ao seu prédio, Quinn cumprimenta o porteiro e sobe para seu apartamento.
Entra em casa e leva suas malas e mochila para seu quarto. Logo vai tomar um banho, deixando a água morna cair sobre seu corpo para relaxar os músculos. Com banho tomado, se seca e passa hidratante, coloca um top e uma calcinha e vai para a cozinha preparar um sanduíche e um copo com leite. De volta ao quarto, deitou e hibernou nos braços de Morfeu.
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— Acorda, bela adormecida!
— Você só pode estar querendo perder a vida para me acordar de madrugada, Annie! — Quinn resmunga, forçando-se para abrir os olhos.
— Affh! Quinn, você é uma péssima amiga mesmo! — Annie abre as cortinas fazendo a escuridão desaparecer do quarto. — Eu aqui, morrendo de saudades e você me trata assim.
— Deixa de drama, Annie! — Cobre a cabeça com o travesseiro. — Sabe muito bem que não tenho um humor muito bom pela manhã.
— Hum! Levanta logo, vai! Trouxe até seu café da manhã com aqueles bolinhos de chocolate que você ama.
— Agora está perdoada, Annie! — Quinn fala sorrindo, se espreguiça, levanta e dá um abraço apertado em sua amiga, a irmã que nunca teve. As duas tomam o café da manhã, colocando a conversa em dia.
Quinn conheceu Annie na faculdade e, desde então, são inseparáveis. Elas têm as chaves da casa uma da outra e, como Quinn viajava muito, Annie cuida do seu apartamento, além de manter as contas em dia. Ela, ainda, trabalha na empresa de sua família, uma empresa de publicidade e propaganda conceituada no mercado.
Quinn mora em um apartamento pequeno, muito bem decorado e sem frescuras.
Nunca achou necessário ter uma casa tão grande para uma pessoa sozinha. Seu lar tem a sua personalidade com móveis modernos e muitas fotos suas, de seus pais, da tia Rachel e de alguns poucos amigos. O maior cômodo é seu quarto, nunca sentiu falta do espaço de uma mansão.
Passam o restante da manhã juntas e, assim que Annie sai, Quinn decide aproveitar para resolver algumas pendências e responder alguns e-mails do administrador do hospital.
“Como esse hospital tem problemas para resolver! ” — pensa. Só aparece para vistoriar quando é realmente necessário. E, pelo visto, esse mês não haverá jeito, terá de ir a Boston de qualquer maneira.
Horas mais tarde e, depois um dia exaustivo, Quinn só precisa relaxar e cair na noite londrina. “Nada como uns drinks para dar uma boa relaxada! ” — pensa.
Abre o closet e fica olhando para a variedade de vestidos. Escolhe o mais óbvio: um preto, curto e justo, com mangas compridas, com detalhes em paetês e costas nuas. Por baixo, lingerie de cor vermelha. Pega um salto poderoso, nude, dez centímetros, porque, como sempre diz: “Baixinha sem um belo salto, não rola!”
Após uma ducha demorada, se seca e passa um hidratante pelo corpo todo. Define ainda mais seus cachos e os joga de lado. Faz uma maquiagem para noite com seu batom da cor do pecado e passa seu perfume favorito, Carolina Herrera, nos pontos estratégicos.
Se olha no espelho com a mão na cintura e declara a si mesma:
— Quinn, você está gostosa, garota!
Pega sua bolsa, as chaves de casa e chama um táxi.
Meia hora depois, Quinn está em frente à boate Luxus. Vai direto para a entrada, cortando a fila, pois já havia dado uns amassos nos dois seguranças que estavam ali. Se senta no bar e pede um uísque duplo para o barman. Não é porque é mulher que tem que tomar bebida mais fracas. A música está bem alta e as pessoas dançam sem parar. Como não pretende demorar, não vai para a pista de dança. Faz uma varredura pelo local e encontra sua presa para a noite: um lindo moreno vestido casualmente. Ela só precisa atraí-lo para o motel mais próximo e saciar sua sede. O rapaz percebe o interesse da linda morena sentada no bar e se aproxima com um sorriso malicioso.
— Você vem sempre aqui?
— Sabe, gato, nem vou te responder. Com essa cantada fraca você não vai pegar nem mosca! — diz Quinn e toma mais um pouco do seu uísque.
— Ah, nossa gata! Que delicadeza! — O rapaz vira-se para sair, mas Quinn o segura e se aproxima, quase colando seus rostos.
— Então? O que está esperando para irmos para um lugar mais tranquilo? — atiça o rapaz.
— Adoro mulheres com atitudes!
Eles saem da boate e entram no primeiro motel que encontram. Não tem como não reparar que o lugar é bem simples, na opinião dela, “Bem pé-de-chinelo”. Quinn acha engraçado o letreiro berrante da entrada: Cê que sabe. O ventilador de teto é o único luxo que encontram. O quarto tem a aparência limpa, apesar de que o que foram fazer ali não tivesse nada de limpo, a mobília simples, com uma cama redonda, forrada por um lençol vermelho e, ao lado, um frigobar pequeno. E um simples banheiro. Não é fácil passar despercebido por seus olhos observadores, mas, para ela, isso não importa, porque o que mais quer é transar.
Quinn empurra o rapaz para a cama, que a olha atordoado. Ela começa a se despir lentamente, acariciando-se e mordendo seus lábios carnudos. O rapaz não resiste muito tempo, logo puxando-a para um beijo selvagem.
“E não é que o traste tem pegada! ”, pensa Quinn.
Com as mãos percorrendo em todas as partes de seus corpos, o moreno desce pelo corpo de Quinn deixando um rastro de beijos por onde sua boca passa. Em instantes já está na intimidade dela e então começa a chupá-la. Quinn rebola gostosamente na boca dele procurando seu alívio. Percebendo que ela estava quase chegando ao clímax, começa a tirar sua roupa afobadamente e coloca uma camisinha em seguida. Quinn encaixa suas pernas na cintura dele que a penetra de uma vez só. Suas mãos passeiam em todos os lugares do corpo dele enquanto as estocadas a levam à loucura.
O rapaz posiciona Quinn de quatro e a fode com força repetidas vezes. Quinn percebe que o rapaz está gozando e se sente frustrada, mais uma vez. Estava suada e bem irritada. O rapaz ofegante lhe sorri e diz:
— Isso foi... Sensacional, gata! Me passa o seu telefone para repetirmos a dose em outra noite!
— Gato, vou ser sincera e não me leve a mal, mas eu não repito foda! — fala irritada e doida para ir logo embora dali. Jamais repetiria algo que não foi tão bom para ela.
Algum tempo mais tarde, chega ao seu apartamento completamente atordoada, joga sua bolsa e chaves em qualquer lugar da sala e vai direto para o banheiro, deixando suas roupas pelo caminho. Entra debaixo chuveiro, passa o sabonete na bucha e se esfrega até sua pele ficar avermelhada e arder, ficando sobressaltada.
Quinn se sente suja e vazia. Um sentimento angustiante e sufocante.
Quinn
Quinn acorda assustada pelo som irritante do despertador na mesinha de cabeceira. Jura a si mesma que se o inventor daquela geringonça ainda fosse vivo, ela mesma o mataria.
Levou alguns segundos para despertar de vez e, após se vestir, faz um rabo de cavalo nos cabelos. Pega a mochila e confere se pegou tudo o que precisava. Toma seu café, como de costume, come algumas torradas e sai em seguida.
Cogita uma breve ida ao seu estúdio para revelar logo algumas fotos que entregaria na próxima semana. Não gosta de deixar nada para a última hora. Na saída, cumprimenta o porteiro e deixa o prédio. Fecha os olhos por alguns segundos, sentindo a brisa fresca da manhã enquanto caminha.
Na calçada, se depara com Lucky, um conhecido do bairro, conversando com outro rapaz, próximos a um Porsche vermelho. No momento em que a vê, se despede e logo se aproxima.
— Você anda sumida, moça! — Lucky fala, girando a chave do carro entre os dedos e olhando para Quinn, de cima a baixo, com um olhar malicioso.
— Bom dia para você também, Lucky.
— Foi a emoção de te ver, Quinn. Até esqueci das boas maneiras. — O rapaz sorri e passa a mão pelos cabelos. — O que anda fazendo da vida?
— Trabalhando muito. — responde e ajeita a alça da mochila no ombro.
— Gata, você trabalha demais! — comenta, alisando o cavanhaque.
— E você? O que anda fazendo por aqui?
— Tenho um amigo que trabalha na empresa do meu velho que mora por aqui. Meu pai pediu para entregar a ele uns documentos antes de viajar.
— Que coincidência, não é?
— Pois é! E aonde você vai a essa hora?
— Estou indo trabalhar um pouco.
— Você não acha que trabalha demais?
— E você, Lucky? O que você está fazendo da vida?
— Ah! Eu estou curtindo o que vida oferece de melhor.
— Só você para me fazem rir a essa hora, Lucky! — sorri. Quinn o conheceu em um dos pubs do bairro, mas seu jeito de levar a vida nunca entrava em sua cabeça. Lucky era um playboyzinho que vivia às custas dos pais.
— Vai andando? — pergunta, exalando curiosidade.
— Sim! É perto daqui. — comenta sem interesse.
— Eu te levo. Estou indo para o mesmo lado. — fala solícito.
— Não precisa se incomodar. É realmente perto daqui.
— Não me faça essa desfeita, Quinn. Te levo com o maior prazer! — diz, abrindo a porta do carro como um cavalheiro, pensando se conseguirá impressioná-la.
Quinn percebe o que ele está querendo com essa carona, seus olhares deixaram isso bem claro. “Pobre Lucky, pensa que vai me usar, mas será o contrário, nós dois sabemos jogar esse jogo. ”, pensa Quinn, com um sorriso discreto.
Lucky é bonito, loiro, com um corpo sarado; porém, Quinn sabe suas intenções com essa carona. “Ele pensa que vai me usar para seu prazer? Está muito enganado! Ele é quem será usado. ” — Pensa achando esse jogo bem excitante.
O trajeto foi percorrido com conversas amenas e, assim que chegam ao destino, ele a olha de lado.
— Está entregue, morena! Mas... — sorri sedutoramente.
Quinn afasta suas pernas uma da outra e o olhar dele queima sobre suas coxas.
— O que tem atrás do seu "mas"?
Ele sorri e corre os olhos ávidos pelas pernas dela. Quinn passa a língua pelos lábios carnudos, contornando-os. Lucky a observa morder o canto da boca e logo responde:
— Mas ficará em dívida pela carona!
— Não sou mulher de dever nada a ninguém! — sorri o encarando.
— Ah, mas agora deve! — ironiza. — E esta dívida é muito cara, não sei se terás condições de pagar.
— Não há dívida impossível de se pagar para mim. — Quinn sorri de forma a revelar todos os seus pensamentos maldosos. O jogo está ficando interessante para ela. — Diga seu preço que eu pago!
Lucky se solta do cinto que o prendia e se curva até Quinn.
— Eu quero um beijo como pagamento, morena — sussurra, chegando próximo ao rosto dela.
— E você acha que sou mulher de ficar só em beijo, Lucky? — responde com uma risada baixa, regada de sexualidade.
Antes de se afastar para olhá-la, ele passa seu nariz fino e gelado em sua orelha acordando de vez a fera indomável que habita dentro dela. Antes que ele se afaste completamente, Quinn o puxa pela gola da camisa, desprendendo um minúsculo botão.
— Nossa, você é direta!
— Você ainda não viu nada.
Quinn não dá tempo para que ele pense desprende-se de seu cinto, já com o vestido na altura dos quadris, acariciando sua intimidade, cogitando se ele será suficiente para aplacar seus desejos de um sexo quente dentro daquele carro.
Ele beija o pescoço dela, contornando a linha do seu ombro e, retornando para o pescoço, encontra a orelha desnuda, pois saíra de casa rápido e esqueceu de colocar seus brincos. Suas mãos são hábeis na curva da cintura de Quinn. Ela encontra os lábios quentes e o beija, mordendo-o sem pudor e, já desabotoando os botões da camisa.
Assim que a pele clara do rapaz se revela, Quinn beija todo seu peitoral e sente seu membro já duro. Ele beija seu colo e retira um dos seus seios do vestido, passa a língua e o suga fazendo seu corpo estremecer.
Quinn levanta seu quadril por um instante e quase senta no volante para desabotoar a calça e libertar o tão desejado membro. Ele sorri, levanta mais o vestido dela e rasga a pequena calcinha de renda preta, levando-a até o nariz para sentir seu perfume íntimo, jogando-a em seguida no banco do carona.
Lucky coloca Quinn sentada no volante, pressionando a buzina, despertando-os por um breve momento. Ele curva-se, abrindo mais as pernas de Quinn, podendo, assim, colocar a cabeça entre elas. Passa sua língua na intimidade dela, arrancando-lhe gemidos e palavrões que ela sabia dizer como ninguém na hora do sexo, enquanto sente as mãos dela embrenhadas em seus cabelos, puxando sua cabeça cada vez mais.
Quinn está totalmente possuída pelo tesão. Tira o rapaz dentre suas pernas e senta em seu colo, roçando sua intimidade em seu membro duro, enquanto o beijava para sentir o seu próprio gosto. Sem soltar os lábios dele, ela puxa sua bolsa ao lado e pega uma camisinha, veste o órgão excitado e sem pudor algum senta-se sobre ele, que se encaixa e entra de uma só vez, fazendo os dois estremecerem.
Os movimentos começam um tanto tímidos, mas logo se tornam mais rápidos, acarretando gemidos, como se fossem animais no cio. Nem se importam de estarem na rua. E nesse vai e vem prazeroso, Lucky não se aguenta de prazer e chega ao seu ápice, dentro do corpo moreno e quente, totalmente satisfeito e arfante.
Quinn vivencia mais essa experiência, mas não como gostaria. Sabe que em breve terá que procurar por mais para alimentar seu vício. Sua luxúria é como uma droga.
Em instantes eles se ajeitam e se despedem. Ele querendo mais, ela o riscando da sua “lista do prazer. ”
Quinn entra em seu estúdio para realizar logo seu trabalho, porém, já pensando na sua viagem para Boston. Não tem como escapar de resolver algumas pendências do hospital e participar de um evento importante.