_Scarlett, seu nome é lindo. Aliás, você também é linda. Eu insisto, beba comigo..._o Moreno alto na minha frente. Falava com a voz arrastada. Eu não podia negar, ele era um homem bonito, mas arrogante e atrevido. E estava sendo extremamente inconveniente.
Pela milésima vez, eu fui educada e respondi.
_Desculpe, senhor. Agradeço o convite, mas eu estou trabalhando e não posso beber.
_Que pena! Mas isto me dá uma ideia quando o avião pousar, eu posso te levar para o melhor hotel de Paris e te oferecer muito mais que uma bebida...
Que cretino! Ele estava me achando com cara de quê? _Pensei irritada.
Eu fiquei em silêncio e mandei um novo aviso para mim. E ela novamente, me ignorou. Neste momento, o passageiro se aproximou ainda mais se curvando sobre o balcão.
_Ei, Scarlett, ninguém precisa saber. Vai ser no sigilo.
não bastando as suas insinuações pervertidas. O canalha colocou várias notas de dinheiro sobre o balcão do bar e me olhou de maneira nojenta. E a minha vontade realmente era dar na cara dele. Mas eu tinha que ser educada.
_Senhor, eu estou pedindo gentilmente. Pare. Eu estou fazendo o meu trabalho e o senhor está me faltando com respeito.
Ele sorriu ainda mais e desceu seu olhar em meus seios enquanto falava.
_Você não precisa se ofender, eu estou te observando desde o aeroporto. E este seu decote é delicioso e...
_Eu espero que não termine a frase. Eu exijo que a respeite. Caso contrário, eu posso contatar as autoridades em solo e posso interditá-lo até a aterrissagem. Por assédio e importunação. Portanto, mantenha a calma, ou eu serei obrigado a fazer uma contenção física.
Matteo fica frente a frente com o passageiro lançando um olhar furioso.
_Tudo bem. Mas a moça é solteira e eu estava apenas elogiando..._O passageiro encara de volta.
_Em primeiro lugar, sim, ela é solteira, mas não está disponível. Em segundo, volte para o seu assento e não a importune mais. Matteo falou com uma voz um pouco mais alta, chamando a atenção dos passageiros à nossa volta.
O passageiro arregalou os seus olhos e levantou os braços em sinal de rendição enquanto falou:
_Tudo bem. Mas... Você não é o piloto do avião? Quem está pilotando? Se você está aqui!
Obviamente, aquele idiota nem sabia que em um voo longo como aquele. Existia a tripulação de revezamento. Além do que, o copiloto era capaz de pilotar o avião, se o piloto precisasse se ausentar por um momento. Vendo que Matteo continuava parado em silêncio, ele continuou:
_Pelo jeito, somos dois que temos que voltar para os nossos devidos lugares.
_Sinceramente, eu não tenho que te responder isto. Mas para te deixar tranquilo, o avião está sendo pilotado. _Matteo respondeu com tom irônico.
Irritado, o passageiro disse:
_Eu exijo falar com o comandante master do voo. Ele vai te colocar no seu lugar. _Disse arrogante.
_Você está falando com ele!
Matteo respondeu com imponência, mostrando seu olhar furioso, ele estava esperando que o idiota tentasse algo, mas o passageiro bêbado ficou mudo. de repente, ele soltou seu copo com força no balcão e voltou para o seu assento. Matteo, se aproximou e gentilmente segurou a minha mão.
_Eu sinto muito, Scarlett. Se você quiser, eu posso fazer uma denúncia contra ele. _ os olhos azuis estavam nos meus.
_Tudo bem. Eu não preciso disso, eu só preciso...
Minha voz falhou e só então eu percebi que estava tentando conter o choro. Percebendo o meu abalo, ele apertou ainda mais a minha mão.
_Você está tremendo. Vá descansar, vou falar com a Mili para que mande alguém para te substituir.
_Não, por favor. Ela ficará ainda mais chateada. Ela já sabe que este cretino estava me incomodando..._falei apressadamente até ele me interromper.
_Ela sabia e não fez nada? Não mandou ninguém para te socorrer?
_Por favor, eu não quero confusão. Eu só preciso de alguns minutos para me recompor.
_Eu já disse, quero que você vá descansar. Quando e se caso sentir melhor, volte para ajudar. E se não estiver se sentindo bem para voltar, saiba que eu estou te liberando de suas funções neste voo. Isto é uma ordem irrevogável. Saiba que eu estou disposto a seguir com a denúncia contra este imbecil. Agora suba para a zona de Descanso. Leve isto...
Ele me entregou uma garrafa de água e outra de suco. Ele estava sendo muito gentil. Apesar do seu tom autoritário ter feito o meu corpo, reagir de uma maneira estranha. Ele estava cuidando de mim, obviamente ele faria por qualquer um da tripulação, afinal, ele era o responsável por tudo e todos naquele voo. Criando forças, eu apenas respondi:
_Obrigada. Em breve, voltarei a trabalhar.
Passei por ele tentando controlar os meus passos, sentindo minhas pernas tremularem. Eu segui para a zona de Descanso da tripulação e tentei me acalmar. Eu chorei até dormir.
Acordei com a voz da Lucy me chamando.
_Scarlett, tudo bem? Acorde. Você está tendo pesadelos com ele novamente....
_Obrigada por me acordar. Aquele cretino do Miguel não me deixa em paz, nem nos sonhos. _Respondo, ainda atordoada, sentindo o suor descer nas minhas costas.
_Você estava chorando, amiga. E tentando gritar...
_Eu sonhei que eu pegava na cama com a Lena, volto sempre naquela maldita cena de traição. Eu sinto muito se eu te assustei, amiga.
_Tudo bem, Scarlett. Eu estou na minha hora de pausa e vim controlar como você está. Eu fiquei sabendo o que aconteceu. Aliás, toda a tripulação do voo, sabe.
_A Mili falou algo. _Pergunto, surpresa.
_Na verdade, não. Ficamos sabendo que o comandante Matteo estava extremamente irritado por ela não ter ajudado você. Ele deu uma advertência para ela. Pelo que eu entendi, ela terá problemas...
_Nossa, ela vai me odiar. Eu não deveria ter falado nada para ele....
_Pare com isto. Era obrigação dela, como sua supervisora, te ajudar.
_Eu preciso voltar ao trabalho. Ao menos isto...
_Tudo bem. Eu terminei a minha pausa. Vamos, eu vou servir onde aquele cretino está sentado e você fique longe dele.
_Tudo bem. Obrigada, Lucy.
***
Tudo ocorreu razoavelmente bem no restante da viagem. Eu evitei olhar para a direção em que o passageiro estava sentado. Mili, por sua vez, evitou falar comigo. E eu obviamente não vi, mas o comandante Matteo. Mas com toda a certeza o veria depois da aterrissagem.
_Finalmente, este voo acabou. Vamos para a esteira, até que enfim fomos liberadas. _Lucy diz, com seu olhar cansado.
_Sim, vamos. Não vejo a hora de chegar no hotel.
Estávamos na esteira, esperando as malas. Esta era a primeira vez que eu viajava com uma mala mais do que o normal. Geralmente usávamos apenas a mala de mão, mas a companhia tinha liberado uma mala a mais para este voo, visto que ficaríamos três dias na cidade.
_Sinceramente, eu ainda acho que você deveria ter aceitado a proposta do comandante Matteo para denunciar aquele imbecil. _Lucy, me repreende.
_Eu perderia mais tempo indo denunciar aquele idiota. E seria muito mais constrangedor.
Antes que Lucy pudesse insistir na história, somos interrompidas por Henrique:
_Ei, vocês sabem que a companhia exige que andemos todos juntos, não é?
Quando olhamos para trás, vemos Matteo e Henrique bem ali, esperando as suas malas. Os olhos de Matteo vão para os meus.
Eu desvio meu olhar para a esteira, esperando a minha mala. Mas ainda posso sentir o seu olhar sobre mim.
_Henrique, você é um comediante, deveria ser assim em todos os voos. Quanto à sua afirmação, devo te informar que esta regra deixou de existir na companhia faz muito tempo. _Lucy, fala divertida.
_De qualquer forma, acho interessante que possamos ir juntos para o hotel, estaremos no mesmo afinal, lembra? _Henrique sorri amplamente.
Eles estavam se provocando e flertando.
_Claro que sim. Já que você pegou a sua mala, vamos. Deixe os 2, aí podemos esperar por eles lá fora. _Lucy fala para Henrique.
_Claro. Ótima ideia, Lucy. Mas antes preciso comprar algo, coisa rápida, venha comigo.
Henrique fala algo para o Mateus, mas eu não consigo ouvir do que ele falava. Lucy se aproximou e beijou a minha bochecha. Me provocando em seguida:
_Ele parece bem interessado em falar com você. Esperamos por vocês lá fora.
Ela nem me dá o tempo de uma resposta. Henrique ajuda com a mala e eles caminham em direção à saída.
Era madrugada e tinha pouca gente na esteira onde estávamos. Matteo se aproximou.
_Você está bem?
_Sim, eu estou melhor. Mais uma vez, obrigada.
_Não precisa agradecer. _Ele sorri gentilmente. Mas seu rosto muda para irritação, e ele continua: _se isto tivesse acontecido fora do voo, eu juro que teria feito pior com aquele idiota.
Eu fico sem saber o que dizer, mas ele não parece esperar por uma resposta minha. Ele pega sua mala em silêncio e me espera. Assim que eu vejo a minha mala, eu me apresso para pegá-la e quase caio no chão, sendo imediatamente amparada por ele. O seu toque provoca todo o meu corpo. O meu coração acelera por ter seus lábios tão perto dos meus.
_Te peguei. Agora eu preciso pegar a sua mala. _Ele sussurra.
Ele me ajuda a ficar em pé e corre um pouco para alcançar a minha mala da outra parte da esteira. Ele volta encaixando a minha mala na sua e puxa as duas enquanto sorri para mim.
_Obrigada. _É o máximo que consigo expressar sem fazer tremer minha voz.
_Nada demais. Vamos?
Caminhamos em direção à saída do aeroporto. Enquanto uma conversa fluía entre nós. E mesmo que o nosso assunto estava sendo sobre o trabalho, eu não podia deixar de sentir uma afinidade, uma ligação entre nós. Eu estava puxando a minha mala menor, e ele estava com as nossas malas maiores. Não existia um contato físico entre mim e ele. Mas eu podia senti-lo como se ele estivesse tocando a minha pele em cada olhar que ele me dava. Quando finalmente chegamos do lado de fora do aeroporto. O micro-ônibus da companhia já estava à nossa espera. Enquanto ele acomodava as malas? Eu entrei e me sentei ao lado da Lucy.
_Desculpe, mas este lugar já está ocupado, amiga._ela me provoca.
_Deixe de ser abusada. Pare de brincadeira....
_Ah! Tudo bem, eu estava aguardando o lugar para o Henrique, como ele tinha me pedido. Mas você chegou primeiro... _ela bate os cílios para mim.
_Eu perdi algo?
_Sim, a caro do Matteo te devorando. Quando estávamos na esteira.
_Fala abaixo, Lucy. Se esta fofoca se espalhar, eu posso ter problemas.
Ela sorri e abaixa o tom de voz.
_Me desculpe. Mas realmente ele estava babando em você. Exatamente da mesma forma que ele está fazendo neste momento._Ela fala enquanto olha por cima do meu ombro.
_Pare. Isto está somente na sua cabeça. _Respondo, irritada.
_Bom, de qualquer maneira, teremos três dias para descobrir quem de nós duas está certa._Ela pisca para mim.
Reviro os olhos e tento mudar de assunto.
_Agora me diz o que está rolando entre você e o Henrique? Ele estava bem chato no voo de Nova Iorque. O que...
_Tudo bem, eu vou te contar tudo. Eu e ele já ficamos juntos algum tempo atrás. Eu não te contei na época, pois você ia me dar um sermão. Foi em Ibiza, fizemos um voo para lá. Eu estava Escalada para ficar lá alguns dias, e ele também e acabou acontecendo. Nos meses seguintes, eu o ignorei completamente. E nosso encontro foi exatamente naquele voo de Nova Iorque. Mas a irritação dele não era comigo.
_Meu Deus, Lucy. Quem é você, senhorita segredos?
_Não me julgue. Você estava em um período triste. A sua mudança, o seu ex. E eu não queria ficar te chateando com os meus casos aleatórios.
_Tudo bem, Lucy. Eu entendo o que você fez.
Ela sorri e me abraça. Henrique entrou e sorriu para nós, demorando um pouco o seu olhar sobre ela. Logo em seguida, ele se sentou ao lado de Matteo.
Eu não podia negar que os olhares de Matteo sobre mim me faziam esquentar e ter pensamentos lascivos. Mas eu tinha que parar com aquilo. Ele estava apenas sendo gentil, e talvez os seus olhares é porque ele é um homem naturalmente sedutor. O fato de ele me defender e cuidar de mim fazia parte da sua função de comandante, visto que tudo o que acontecesse era responsabilidade dele.
Eu tento parar de pensar naquele homem envolvente que estava a poucos metros de mim e voltei a minha atenção para as aventuras insanas que a Lucy me contava sobre o seu último encontro. E sobre a paquera dela com o Henrique.
Estávamos felizes e leve. Eu esperava que toda a viagem fosse assim e que os meus pesadelos não voltassem mais.
****
Quando chegamos ao hotel, o único contato que eu tive com o Matteo, foi ao pegar as minhas malas no micro-ônibus.
_Eu te ajudo, Scarlett.
Eu apenas concordei, e ele levou tudo para dentro. E Henrique ajudou a Lucy com as suas malas. Ela sorriu para ele, mas logo voltou a sua atenção enquanto se aproximava de mim.
_Acho que convidarei o Henrique para passear comigo por Paris. Afinal, eu tenho certeza de que você estará ocupada demais com aquela delícia de comandante.
_Lucy!!!
_Fui ousada, desculpe. Mas não seja ciumenta. Eu respeito. Entendo, amor. E além do mais, ele só tem olhos para você.
Eu tentei ignorar as suas provocações enquanto adentrávamos no hotel. Matteo e Henrique pararam na nossa frente. Eles gentilmente fizeram o sinal para irmos na recepção primeiro que eles. Diante de nós estavam alguns dos outros membros da nossa tripulação. Eu me sentia agitada por imaginar que talvez a luz estivesse certa. Naquele momento, ele estava atrás de mim. Eu sentia o seu perfume e tentava disfarçar o meu nervosismo. Falando com a Lucy das coisas mais amenas possível. Quando finalmente pegamos as chaves do quarto, eu passei por Matteo, que apenas sorriu para mim dizendo:
_Boa noite, bom Descanso.
A frase não tinha nada demais. Mas o Sorriso em seus lábios me deixou ainda mais quente. Eu tentei mostrar indiferença e respondi.
_Obrigada, para você também.
Eu ignorei os olhares provocativos de Lucy para mim, como se estivesse dizendo “Eu tenho razão.”
_Nenhuma palavra. _Lancei um olhar fulminante para ela e continuei: _eu quero é saber o que nós duas faremos amanhã.
_Tudo bem. Quanto ao passeio, depende da hora em que acordarmos.
_Tudo bem. Me ligue quando você acordar, me combinaremos.
Entramos no elevador e cada uma apertou o seu andar.
_Scarlett, eu sei que não quer falar sobre isto. E eu juro que te entendo. Mas seria melhor você se deixar levar. Você me assustou no voo. Estes seus pesadelos têm a ver com o seu ex, com o seu passado. Ele ainda está te acorrentando lá com ele. É hora de se deixar viver, de se permitir.
_Eu sei de tudo isto, Lucy. Eu estou tentando, acredite.
_Transas casuais podem ajudar. Ao menos você se relacionará de alguma forma.
_A psicóloga me disse a mesma coisa. E eu já saí algumas vezes, você sabe. _Eu protesto.
_Sim, mas nenhum deles era realmente interessante o suficiente e você saiu frustrada. Você precisa de um caso mais intenso, mais passional.
_Lucy, eu não quero compromisso, você sabe.
_Amiga para ser intenso, não precisa ser para toda a vida. Pode ser intenso em poucas horas ou poucos dias... _ela sorri, me provocando.
_Eu sei quando eu encontrar o parceiro certo, vai acontecer. Mas obrigada, Lucy.
_De nada, docinho.
Ela me abraçou e saiu no seu andar. Quando o elevador parou no meu andar, eu saí empurrando as minhas malas e parei na porta do quarto 605. Eu abria portas já sabendo que não conseguiria dormir tão fácil, mas era necessário. Após um voo tão longo. Coloquei as malas perto do armário e dei uma olhada pelo quarto.
O quarto era bem aconchegante. Mas quando abriu o banheiro, fiquei ainda mais feliz. Pois tinha uma banheira enorme. Eu liguei a água e coloquei os olhos e sais de banho. Eu tirei a minha roupa, saltos e comecei a desfazer as malas. Quando a banheira estava cheia? Eu peguei o meu celular para ouvir um pouco de música enquanto eu relaxava, mas para o meu azar, ele estava descarregado. Então, deixei ele conectado na cabeceira da cama e segui para o banho.
O cheiro da água era incrível e a temperatura estava perfeita. Eu estava quase relaxando quando senti batidas na porta. Eu deveria ficar irritada, mas eu sorri, pois sabia que com certeza seria a Lucy que teria esquecido novamente o seu xampu ou qualquer outra coisa, vindo ao meu encontro em busca de socorro. Eu me enrolei na toalha e sem me preocupar abri a porta sem pensar. Um homem que estava à minha frente com um Sorriso nos lábios, me fez arrepender de ter aberto a porta de forma tão leviana.
_Você se lembra de mim, Scarlett?
Era o passageiro. O maldito passageiro do voo.
_Saia daqui.
Ele avançou para cima de mim. O cheiro forte de álcool e cigarro me fez querer vomitar.
_Eu errei, lindinha. Eu tinha que ter sido gentil. Olha, eu te trouxe até flores. E você veio me receber assim tão gostosa.
Cambaleante, ele segurava um buquê de rosas vermelhas. O meu pulso estava acelerado, eu tentei fechar a porta, mas ele enfiou o seu pé me impedindo. Eu tentei mais uma vez, mas ele magicamente caiu para trás. Quando levantei o meu olhar, vi que Matteo estava em cima dele esmurrando o seu rosto com fúria.
_Como você ousa? _Matteo esbravejou.
_Me solte, seu louco. Foi ela quem abriu a porta para mim, estava me esperando. _o bêbado disse entre gemidos de dor.
_Canalha mentiroso! _Gritei contra ele.
Alguns hóspedes saíram para o corredor assistindo aquela cena e logo funcionários do hotel chegaram e imobilizaram o bêbado agressor.
_Chamem a polícia imediatamente. Ele estava importunando-a.
Dizendo isto, Matteo se aproxima e tira sua camisa, entregando-a para mim. Só então eu percebo que estou de toalha chorando no corredor do hotel. Visto a camisa dele eliminando a toalha por baixo. Imediatamente ele me abraça e eu encosto a cabeça em sua grande tatuagem de águia. Que começa em seu ombro e termina em seu peito.
Os momentos seguintes aconteceram de forma rápida, que eu mal tive tempo para entender. Lucy e Henrique apareceram, enquanto Matteo explicava tudo o que tinha acontecido para eles.
Eu continuava entorpecida pelo que tinha acontecido e por estar nos braços de Matteo, sentindo o seu perfume inebriante, sentindo seu corpo duro e forte, me fazendo sentir ainda mais anestesiada.