Capa do Romance Sedução do Véu Imortal

Sedução do Véu Imortal

9.5 / 10.0
Deby é uma jovem atraída pelos enigmas da vizinhança, mas um encontro assustador com um homem sombrio muda sua vida. Ela descobre a lenda dos Oxford e seu herdeiro, Thomas, tido como imortal. Uma conexão profunda nasce entre eles, desafiando o tempo e a própria morte. Para viver esse amor, Deby precisa enfrentar uma maldição familiar e mergulhar em uma investigação perigosa. Entre segredos e reviravoltas, ela busca a verdade para proteger quem ama e selar seu destino.

Sedução do Véu Imortal Capítulo 1

Eu me sentia perdida, vulnerável, aqueles olhos negros brilhavam com uma frieza que dava calafrios. Minha coluna se enrijeceu e minhas pernas perderam a força. Não conseguia respirar. Ele estava lá, diante de mim, naquela penumbra que apenas permitia a luz da lua entrar por uma pequena brecha da janela do sótão. De repente, em uma fração de segundo, aquele momento que parecia durar uma eternidade se transformou em dois segundos, e os passos grandes dele me alcançaram. Com aquelas duas mãos enormes, ele me segurou, chacoalhando toda a minha estrutura óssea. 

"Quem é você?!" vociferou aquele gigante furioso. Meus olhos ficaram estáticos, minha voz não saía, apenas gaguejava: "E-eu... e-u...".

Vendo meu pânico, ele me liberou, dando dois passos para trás, mas a ameaça ainda pairava no ar. "Sou sua vizinha," eu consegui responder, a voz tremendo.

Ele sorriu de maneira perturbadora, como se estivesse se divertindo com meu medo. "Vizinha? A essa hora?" Seu olhar era penetrante, frio e avaliativo, como se estivesse decidindo o que fazer comigo. "Você não deveria estar aqui. Este lugar não é seguro."

"Eu... eu só ouvi barulhos estranhos," consegui explicar, tentando me manter calma. Mas a verdade era que a presença dele me deixava completamente apavorada.

"Barulhos estranhos?" Ele se inclinou para frente, a expressão se tornando mais ameaçadora. "Você não faz ideia do que mora aqui, não é? Eu sou o dono desta casa. E eu não gosto de visitantes inesperados."

O ar ficou pesado, e eu me senti como se estivesse presa em sua teia de intimidação. "Desculpe, eu não queria incomodar," eu disse rapidamente, o desespero começando a se instalar em mim. "Eu só queria entender."

"Entender?" Ele riu, mas não havia humor em sua risada. "Você realmente acha que pode entender o que acontece aqui? Você não passa de uma intrusa."

A sensação de pânico começou a crescer em mim novamente. "O que você quer de mim?" eu perguntei, a voz falhando.

"Quer saber se deve chamar a polícia?" Ele interrompeu, o tom ameaçador retornando. "Isso só tornaria as coisas mais complicadas. Eu sou um homem que prefere resolver problemas de forma mais direta." 

A tensão entre nós aumentava, e a escuridão do sótão parecia se fechar ao nosso redor. Eu sabia que precisava encontrar uma saída, mas cada movimento meu poderia ser mal interpretado. A única coisa que eu podia fazer era tentar manter a calma e descobrir até onde aquela conversa me levaria.

O ar ficou denso, como se a própria escuridão do sótão se fechasse ao nosso redor, sufocando qualquer resquício de esperança. Aqueles olhos negros, brilhando com uma crueldade gélida, me encaravam com uma intensidade que enviava calafrios pela minha espinha.

"Então, você acha que pode simplesmente invadir o meu domínio e sair ilesa?" Sua voz grave ressoou pelas paredes, carregada de uma ameaça latente. "Você não faz ideia do que se esconde neste lugar, do que eu sou capaz."

Involuntariamente, recebi um passo, sentindo minhas pernas tremerem. Estava completamente à mercê daquele homem, e a sensação de vulnerabilidade era esmagadora. "Eu... eu não queria causar problemas," gaguejei, tentando inútilmente apaziguar sua fúria.

Ele deu um passo à frente, e a luz da lua revelou traços que pareciam esculpidos em pedra, sombrios e implacáveis. "Problemas?" Ele riu, mas não havia nada de humor em seu tom. "Você já causou problemas apenas por estar aqui."

Meu coração batia descompassado, e a adrenalina corria em minhas veias, preparando-me para a fuga. Mas para onde poderia ir? Estava completamente cercada, aprisionada naquele sótão com um homem que claramente não hesitaria em me fazer mal.

"Então, o que você vai fazer?" ele perguntou, a voz baixa e ameaçadora. "Vai chamar a polícia e me denunciar? Acha que eles podem me deter?" Um sorriso sinistro se formou em seus lábios. "Eu tenho meus próprios métodos de lidar com intrusos."

Engoli em seco, sentindo a garganta seca. Minha voz parecia ter desaparecido, engolida pelo medo que me dominava. Tudo o que eu podia fazer era esperar, rezando para que algum milagre me tirasse daquela situação.

O silêncio que se seguiu era ensurdecedor, e a tensão palpável. Eu podia sentir o peso do seu olhar sobre mim, avaliando, calculando. O que ele planejava fazer comigo?

Eu não sabia mais o que fazer, então decidi chorar. muitas mulheres choram quando não sabem o que fazer. Todavia aquele homem não sentiu nada 

As lágrimas começaram a brotar em meus olhos, escorrendo lentamente por meu rosto. Eu não sabia mais o que fazer, o medo e a incerteza me dominavam completamente. Muitas mulheres choram quando se encontram em situações desesperadoras, buscando despertar alguma compaixão em seus algozes.

Porém, aquele homem cruel não demonstrou qualquer reação diante do meu choro. Seus olhos negros me encaravam com uma frieza implacável, como se minha dor fosse apenas um espetáculo insignificante.

"Choro não vai te ajudar aqui," ele disse, a voz desprovida de emoção. "Você acha que lágrimas vão comover um homem como eu?"

Eu me encolhi, me sentindo ainda mais impotente diante daquela indiferença. Minhas súplicas silenciosas pareciam se perder no vazio daquele sótão sombrio.

"Você deveria ter pensado nisso antes de invadir o meu território," ele continuou, dando um passo em minha direção. "Agora vai ter que lidar com as consequências."

As lágrimas escorriam mais rápido, e eu sentia a esperança se esvair. Não havia compaixão naquele homem, apenas uma sede de poder e controle que me deixava completamente à sua mercê.

Eu tentei implorar, suplicar por piedade, mas as palavras ficaram presas em minha garganta, sufocadas pelo medo. Tudo o que conseguia produzir eram soluços desesperados, ecoando pelas paredes daquele lugar sombrio.

Porém, ele permanecia inabalável, observando meu desespero com uma tranquilidade perturbadora. Não havia nada que eu pudesse fazer para sensibilizá-lo, nada que pudesse me salvar daquela situação.

Eu me sentia cada vez mais perdida, afogada em um mar de lágrimas e impotência, enquanto aquele homem cruel me encarava, indiferente a meu sofrimento.

Conforme as lágrimas rolavam pelo meu rosto, percebi que aquele homem cruel não sentia qualquer empatia por mim. Ao contrário, parecia até que ele estava começando a se divertir com o meu desespero.

Um sorriso sinistro se formou em seus lábios, e seus olhos negros brilhavam com uma satisfação perturbadora. Era como se ele estivesse apreciando cada segundo da minha agonia, saboreando o poder que exercia sobre mim.

"Olhe para você," ele disse, a voz carregada de escárnio. "Tão frágil, tão vulnerável. Isso é tudo o que você tem a oferecer?"

Eu me encolhi ainda mais, tentando inútilmente me proteger de sua zombaria. Mas ele parecia sugar cada gota de medo e angústia que emanava de mim, alimentando-se disso como um predador faminto.

"Você realmente achou que suas lágrimas iriam me comover?" Ele soltou uma risada seca, a crueldade evidente em cada palavra. "Você não passa de uma presa indefesa, e eu sou o caçador."

Suas palavras me atingiram como punhaladas, perfurando minha alma e me deixando ainda mais desesperada. Eu me sentia como um animal acuado, sem saída, à mercê daquele homem que claramente se deleitava com o meu sofrimento.

A tensão no ar era quase palpável, e eu podia sentir o peso de seu olhar sobre mim, como se ele estivesse me despindo, expondo cada uma das minhas fraquezas. Era uma sensação angustiante, que me fazia desejar que a terra se abrisse e me engolisse.

Mas ele permanecia ali, impassível, observando meu desespero com uma satisfação quase sádica. Era como se ele estivesse se divertindo com a minha agonia, como se o meu sofrimento fosse o seu próprio entretenimento.

Eu me sentia cada vez mais perdida, sem saber o que fazer, enquanto aquele homem cruel me mantinha sob seu domínio, deleitando-se com o meu pânico.

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