Capa do Romance Salva pelo CEO

Salva pelo CEO

9.0 / 10.0
Dividida entre o dever e o coração, uma policial dedicada vive um dilema perigoso ao se casar com o criminoso mais temido de Atlanta. Acreditando que o amor poderia redimi-lo, ela se apaixonou pela face oculta do marido, ignorando os riscos de sua vida dupla. No entanto, a tentativa de resgatá-lo do submundo revela-se um erro fatal. Agora, o conflito entre a lei e a lealdade ao submundo ameaça destruir tudo o que ela construiu em sua carreira e vida pessoal.

Salva pelo CEO Capítulo 1

“Não.” “Por favor, não me mate.”

“Tenho filhos.” “Por favor… NÃO…”

Silêncio.

Silêncio.

Silêncio.

O que dizer quando você mata alguém? Suponho que não tem muito o que falar quando acaba de matar, não é a primeira e não será a última vez que farei isso. Taylor Moore, foi a vítima da vez. Casado e pai de dois filhos. No auge dos quarenta anos. Taylor é diretor-executivo de uma empresa e aproveitador de menores de idade, fora que deve dinheiro para muita gente. Resumindo mais um serviço feito.

Mais um de muitos.

Tiro o silenciador da minha arma o guardando dentro da minha bolsa, tirei a peruca loira e as luvas colocando em uma sacola plástica. Todo um disfarce para ter o mesmo fim. Respiro fundo, dando uma última olhada no corpo. Peguei minha bolsa e a sacola saindo do quarto, saí pela porta dos fundos que dava em um beco. Finalmente saindo daquele nojento bordel. Joguei a sacola plástica na caçamba de lixo e saí do beco.

Virei a esquina com os passos apressados, preciso ficar o mais longe daqui. Passei a mão pelo cabelo e pisquei várias vezes tentando esquecer a imagem do homem que acabei de matar, mas não vou esquecer. Para falar a verdade nunca esquecerei nenhum deles. Por mais que eu tente, eles vão me assombrar para sempre.

Não tenho que reclamar, não tenho porque reclamar… Estou certa em fazer isso. Estou livrando o mundo de pessoas como ele. Evitando que realizem novas vítimas.

Andei mais rápido pela calçada. Sentindo o vento frio, eu apertei a jaqueta em meu corpo. Até então a rua estava vazia, apenas os prédios sendo testemunhas da minha presença ali. A noite está fria e bem iluminada. Eu segui pela rua principal. Quando viro a esquina, eu acabei esbarrando em alguém. Dou um passo para trás, recuperando equilíbrio e vendo quem era. Um homem. Parece que não estou tão sozinha assim. Principais características: alto, 1,90 de altura. Branco, careca e um sorriso nada acolhedor.

— Oi! gracinha. — O homem falou.

Não vale minha atenção. Escolho não responder ele e continuo andando, mas o homem não tinha as mesmas intenções que eu. Ele segurou no meu braço e me puxou fazendo eu parar na sua frente. Ele aperta meu braço com força.

— Já vai embora? Por quê?

Porque você fede e é um idiota, apenas a fim de pega a primeira mulher que passasse na sua frente e infelizmente fui a sortuda para não falar ao contrário. Mais uma categoria de homem que deveria ser eliminado na face da terra. Porém, fiquei em silêncio não respondendo sua pergunta.

É melhor eu pensar em como me livrar dessa situação.

— Fala algo! — O careca exigiu, impaciente, mas continuei calada. — Ah, não quer falar? Tudo bem! Vou fazer você falar, ou melhor, gritar de prazer.

O careca soltou meu braço e me empurrou, cair no chão. Lutar com ele levaria muito tempo, ele tem uma vantagem que é sua força. Encaro ele. Ele começou a tirar o cinto e eu coloquei a mão na bolsa pronta para pegar minha arma e atirar nele. 

Infelizmente fará barulho por esta sem o silenciador, mas seria rápido e logo eu estaria longe dali. A rua está vazia. Sem testemunha. Será menos um. E pensando pelo lado bom, ele não fará outras vítimas.

O homem agora está com as mãos nos botões da calça, ele dá alguns passos em minha direção sorrindo. Devolvi o sorriso. Só mais uns passos e sua morte será rápida, eu sinto a adrenalina passando pelo meu corpo… Eu solto a arma na bolsa e segurei minha bolsa contra o meu corpo vendo uma Ferrari branca parar.

Um homem moreno sai do carro vindo em minha direção. Ele tem um olhar determinado e furioso. Perco alguns segundos no seu olhar, o verde é hipnotizante. O moreno empurrou o homem careca com força para o lado e se agachou na minha frente me olhando preocupado. 

Prendo o ar por alguns segundos.

— Você está bem? — Sua voz rouca combinou perfeitamente com ele.

Ele olhou meu rosto com atenção e desceu seu olhar pelo meu corpo em busca de machucados. Quem é ele? Faço um gesto de cabeça concordando, assim que ele me olha em busca de respostas, mas ele me olha de novo de modo a tirar sua própria conclusão. 

Ele passou seu braço em volta da minha cintura e com a mão livre segurou uma das minhas mão, me ajudando a levantar. O moreno me manteve perto do seu corpo. Sinto seu corpo rígido. Ele está com raiva, mesmo que seu rosto não demonstra isso. 

— Sai daqui “playboy”! Essa mina é minha. — O careca gritou de raiva, fechando novamente os botões da calça.

O moreno voltou a ficar sério e se posicionou na minha frente como se fosse para me proteger, ergui uma sobrancelha. Um estranho querendo me proteger? Nunca fizeram isso. Quer ser o herói? Sinto vontade de revirar os olhos, mas por fora finjo estar assustada. Faço o papel de vítima.

— Você não encostará um dedo nela. — Sua voz foi firme. — Então faz um favor para nós e vai embora.

Ele deu uma oportunidade para que o outro fosse embora e não fiquei surpresa quando aquele cara negou. O careca riu vindo em nossa direção, pronto para uma briga, mas o moreno estava preparado e pelo porte físico não fiquei surpresa quando em um movimento rápido que ele fez. O moreno acertou seu nariz em cheio.

O careca começou a gemer de dor enquanto o seu nariz sangrava. Moreno não se importou em bater mais no homem, aposto que julgou ser perda de tempo. Com um soco já chora como um bebê. Que patético! Um homem daquele tamanho só servia para fazer medo.

Ele só sabia usar sua força para amedrontar os mais fracos. Pensar nisso me deixa com mais raiva, imagino quantas vítimas ele deve ter feito. Imbecil!

O moreno veio até mim e segurou na minha mão me puxando em direção do seu carro, sem falar nada, apenas o seguir. Sentei no banco de carona e ele sentou no de motorista nos tirando dali. Não faço questão de olhar para o careca, ele teve sorte. Não foi aquele fim que imaginei para ele.

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