Pouco depois de se casar, Ethan foi nomeado diretor da empresa Kingsman, uma das empresas mais influentes e importantes do país.
Seu objetivo já havia sido alcançado.
Ela odiava quando tinha que se casar com alguém que não amava, mas chegar ao topo significava fazer um sacrifício.
O novo executivo se gabou de seu lugar e a mídia cobriu as notícias, esquecendo todos os escândalos que o espirraram.
Sentia-se imparável, num pedestal.
Reinando no topo.
Isso não significava que sair para clubes ou se enroscar nas pernas de alguma mulher tinha acabado; embora isso o tornasse mais cauteloso, para não desencadear um escândalo.
E naqueles dias, eu estava longe de casa constantemente. Passar a noite em algum hotel, na casa de alguma aventura.
O CEO digitou a senha e teve acesso ao andar. Ele ainda balançava para frente e para trás devido aos efeitos do álcool.
As luzes se acenderam de repente, mostrando Luna com os braços cruzados.
- Onde você estava? - ela se aproximou de Ethan e percebeu um cheiro forte de perfume de mulher -. Responda-me, onde você esteve, Ethan?
Ele perguntou sabendo a resposta de cor.
Ethan exalou alto, antes de cair no sofá.
- Acabou? - ele rugiu ao vê-la ferozmente.
- Ela é uma menina de novo? Você vai a esse tipo de lugar para estar com outra pessoa! você fez isso de novo?
Ele quebrou.
Ethan ficou de pé, odiando pensar que tinha o direito de censurá-lo com alguma coisa.
- Por que você teria que me reivindicar?! - ele a empurrou e a bateu contra a parede.
Os olhos de Luna se encheram de lágrimas.
Ele levava uma facada, toda vez que cuspia aquelas palavras.
- Sou sua esposa... - ele emitiu entre soluços -. Porque somos casados! Você tem ideia de quantas vezes eu esperei por você? !! Há muitos dias que você está ausente.
Luna estava cansada de Ethan não voltar para casa e muitas vezes ficar do lado de fora.
- Agora devo voltar para casa só porque você me pediu? Você deve saber onde é o seu lugar! ele rugiu Se aproximando dela e a encurralou novamente. Você é alguém graças a mim, eu te dou tudo. Olha você, Luna! Suas roupas, os brincos que você usa e cada maldito segundo curtindo meu dinheiro, você não é ninguém, então não pense que tem o direito de discutir comigo.
A garota sentiu que seu coração se partiu naquele exato momento, que não havia como voltar atrás. Seus olhos a queimavam, ele dedicava ódio a ela.
Como ele poderia ter sido capaz de pensar por um mísero segundo que ele poderia notá-la?!!
- Eu sei que você não me ama, então... por que estávamos juntos? Você disse que nunca iria me tocar E......
- É disso que se trata? - ele zombou, soltando uma gargalhada e ela ouviu o rangido de seu órgão vital novamente, diante de tamanha rejeição—. Eu nem estava no meu perfeito juízo naquele dia! Eu não estava pensando direito quando estava com você, só isso. Você acha que é por isso que eu te amo? Pare com as ilusões absurdas.
—Não Continue, você está partindo meu coração", sussurrou ela se sentindo uma idiota por rastejar até ele.
- E eu devo me importar? "De jeito nenhum", ele expulsou o ar com raiva. Não controle minha vida como se ela realmente pertencesse a você.
Ferida, com o batimento cardíaco à beira do colapso, saiu para o quarto, trancando a porta.
Ethan a seguiu e começou a bater violentamente na porta.
A moça do outro lado, permaneceu no chão, abraçando as pernas. Evocando todos aqueles momentos infernais quando seu pai estava batendo na porta; então as ações de Ethan o lembraram disso.
- Você acha que pode se trancar assim?! Abre a maldita porta ou eu derrubo! - ela exclamou furiosa, e se agarrou mais perto de si mesma.
Não era justo ter que lidar com alguém que não a amava, continuar em todo aquele relacionamento falso; um casamento com o qual ela concordou sem ter escolha.
Ela não abriu.
Ethan desistiu quando seu celular tocou.
Então os gritos de seu pai quase o ensurdeceram.
Ele foi até a sala tratar das reclamações do Pai.
Enquanto Luna ficou no quarto, ainda chorando os olhos.
Ele ficou no meio de uma discussão acalorada.
Depois de um tempo, Luna tentou adormecer. Ela girava sem parar na enorme cama, esmagada pelo mal-estar que a devorava, mas determinada a terminar tudo sozinha, não teria mais medo.
Naqueles dois anos ela foi submissa, dominada por aquele homem, mas ela balançou o limite; agora que seu coração e emoções estavam envolvidos, ela não suportava estar mais perto dele, enjaulada.
Muito menos lidar com a ideia de que ele habituava aqueles lugares em busca de casos amorosos, e ainda por cima não voltava para casa.
Ela estava com medo, mas se continuasse ao lado desse homem que nunca iria retribuir, ela só teria um final fatídico.
Ele estava bem a tempo de correr para um lugar seguro, longe de seu eu frio e arrogante!
Na manhã seguinte, quando não havia ninguém, arrumou suas coisas e saiu do apartamento sem olhar para trás. Evadiu-se da segurança, de tudo, puxando uma única mala na qual colocava algumas coisas.
(...)
Sua assistente, Dina, estava atrás dele, mas ela se adiantou para apertar o botão e logo as portas do elevador se abriram e correram. Mesmo quando o CEO estava sem as mãos e podia fazer isso sozinho.
No entanto, eles fizeram de tudo com ele.
Tinha os funcionários a seus pés, atenciosos e sempre submissos.
Com apenas sua chegada, todo o prédio espalhou a notícia e eles ficaram chateados, quando esporadicamente ele apareceu.
Tal era o terror de errar, que
eles começavam a comentar um sobre o outro, certificando-se de fazer seu trabalho perfeitamente.
E sempre lhe davam lisonjas.
Ele entrou em seu escritório sinalizando ao Assistente para pegar um café carregado para ele.
- Sim, Senhor.
Ele ficou estressado ao ver que ainda não conseguiu seu itinerário. E explodiu ao perceber que a nova campanha era um caos. A sessão de fotos para a revista, era tão antiquada. Nada a ver com o trabalho que estavam fazendo.
Ele pegou o rosto nas mãos, cheio de tanta frustração que o fez perder a paciência.
- Somos uma das melhores empresas de publicidade! Não acredito que isso tenha acontecido-reclamou à Creative Design, que alegou ter contratado um fotógrafo experiente, após a saída do anterior.
- Sr. Kingsman, a campanha foi aprovada por todos. Também mandei e - mails para ele antes de combinar o dia do lançamento-afirmou, deixando claro que fez um aviso prévio.
- De qualquer forma, não recebi nada! Cancele tudo imediatamente ou você é demitido-avisou sem brincadeira, e o cara esfriou.
Demitido? !!
- Senhor, vou resolver, prometo que vou-saiu dali apavorado.
O CEO recostou-se em sua confortável cadeira, o trono que lhe dava poder e também o tornava uma fera completa com seus funcionários.
Seu punho cerrado bateu na mesa, devorado pela raiva.
"Incompetentes -" ele sibilou.
Seu mau humor também se devia ao que aconteceu com Luna, a discussão que havia entre os dois continuava reverberando.
Ele atendeu o telefone de repente.
- Sim?
"Senhor, sua esposa fugiu", informou o homem deixando-o descrente.
- Fugir para onde, Liam?! - ele engasgou.
- Desculpe, ele se foi, antes que pudéssemos detê-lo.
- Está brincando?! Não acredito que ele se foi. É uma loucura - " bufou. Comece a procurá-la, droga!
- Sim, Senhor.
Seu assistente apareceu, para deixar o café em sua mesa. E viu com mais fúria.
- É só deixar aí, tem que fazer alguma coisa, cuidar de congelar a conta da Luna.
- Uh? - ele arregalou os olhos. Conta bancária da sua esposa, Senhor?
—Foi o que eu disse—" ele berrou, esfregando o queixo.
Dina obedeceu, perplexa.
Sendo esse o caso, a referida, se viu recebendo o verso do cartão, recebendo o gesto de lábios tortos da recepcionista.
- Sinto muito, senhorita, o cartão está bloqueado. Tem mais algum?
- Bloqueado?
- Sim. Você está trazendo dinheiro?
- Eu...
Luna percebeu que estava com problemas. À deriva, sem dinheiro... Fugindo de seu marido cruel, mas sem qualquer direção.
A garota sentiu o inverno rigoroso dentro dela.
Eu não tinha dinheiro.
Seu coração parou só de saber que ele iria gastar trabalho, não sendo capaz de encontrar onde ficar.
Ele já imaginava todos os tipos de cenários horripilantes quando a noite caía, era terrível se ver vagando pelas ruas e com o passar do tempo, a inquietação crescia colossal.
Ela perdeu a conta de todos os dias em que esteve sob o mesmo teto que Ethan, pois só saía com ele, para certos lugares que a alta sociedade frequentava, alheia ao seu ser.
Luna expirou puxando aquela mala, sob o olhar atento das pessoas, ela, mais uma transeunte, ainda estava em marcha.
Parou em frente a um café, desejando comer apenas um croissant, um pedaço de pão que ajudasse a acalmar o apetite voraz que sentia; fez beicinho.
- Sra. Kingsman! - exclamou aquela voz familiar, deixando-a completamente fria.
Assim que virou a cabeça, sentiu sua alma congelar. Eram homens Do Ethan! Ela sabia que tinha que correr, que não podia ficar presa ao chão. Se ela não reagisse imediatamente, seria pega. Ele correu puxando a mala, passando por entre a multidão.
"Não pode ser", murmurou com o coração na mão.
Se ele não largou a mala, é porque estava carregando algumas coisas de valor emocional, as que ainda estavam enraizadas lá dentro.
- Vamos! - Liam gritou para o irmão, para se apressar.
Se ao menos a calçada estivesse mais clara, teria sido moleza alcançá-la, mas entre tantas pessoas e tropeços, o progresso foi atrofiado e consequentemente, o alvo: a jovem esposa do CEO.
A mencionada sentiu que seu coração explodiria de seu peito a qualquer momento, adrenalina correndo por seu sangue, deixando sua respiração fora de controle. Ele não achava que poderia escapar da perseguição, mas avançava com todas as suas forças, tão rápido quanto suas pernas permitiam.
- Me desculpe! - ele perguntou ao jogar coisas para uma jovem, mas não parou.
Ela estava ficando sem fôlego, quando pensou que a pausa viria, alguém puxou seu braço, deixando-a grudada em seu peito masculino. Assim mesmo, de repente.
Naquela rua estreita, quase como um beco sem saída.
—Você está segura, não precisa ter medo—aquele tom viril e estranhamente tranquilizador a convenceu.
Ainda pasma ela viu quando os homens do marido passaram por eles. Seus olhos encontraram aquele mar em seu olhar. Um cara maduro, de cabeça balançando, bonito e que cheirava bem.
Sua respiração ainda estava irregular, e ainda mais quando ele estava perto desse cara que ele não conhecia.
- Q-Quem é ele? - ele sussurrou separando-se do terno.
A julgar por sua aparência, ele era rico.
- Desculpe, meu nome é Warren Baxter, você está bem? - ele inspecionou novamente.
- Como você sabia que precisava de Ajuda-ele queria saber. O homem permaneceu em silêncio -. por que ele me ajudou?
- Eu sei, é um pouco estranho, não é? coçou a nuca, pensativo. Você não parece bem...
- Quem é você? ele continuou e depois balançou a cabeça. Sozinho... esqueça, muito obrigado pelo que fez.
"Aqui", entregou - lhe um maço de notas. Vá para um lugar seguro, certifique-se de que esses caras não te encontrem.
Ela franziu a testa. Ele era um anjo?
Era a única coisa que ele conseguia pensar.
Quando quis devolver o dinheiro, já havia sacado. Mas uma onda de seu perfume permaneceu esvoaçando ao seu redor.
Ela ficou em um hotel, com medo de ser encontrada a qualquer momento. No sexto dia de sua estadia no hotel, ele escreveu um e-mail endereçado a Ethan.
De: Luna
Para: Ethan
"Eu não vou voltar, Eu não vou voltar para a sua vida, pare de me procurar. Assim como você, mereço tomar minhas próprias decisões e não ficar preso a você para o resto da vida.
Não me interessa a aposta que seu pai e o meu fizeram, não sou um objeto, ou algo a ser ganho e perdido.
Apenas me deixe em paz, estou te implorando.
Vou pedir encarecidamente que nos divorciemos, Ethan.
Espero ser bem claro, vamos em direções diferentes, andar no mesmo caminho me machuca."
Envio Depois de pensar por um momento.
E ele esvaziou na cadeira.
(...)
Ethan leu em seu laptop, durante a noite. Já se passaram seis dias desde que ela partiu. Ele expirou discando sem sentido.
- Divorcia-te...
Não foi uma questão que o afetou, na verdade o casamento havia acontecido sem escolha. Ele era um homem inteligente e sabia que seu pai não tiraria seu lugar na empresa, sendo uma decisão como aquela inconsistente que daria uma imagem ruim.
Ela também não precisou contar ao pai sobre o divórcio. Para não agitar as águas, eu recorreria a uma mentira nesse meio tempo.
"Luna tirou alguns dias."Ele pensou em contar para eles.
Ela entrou em contato com seu advogado, informou-o da situação e pediu discrição fiel. Ele nem precisou dizer uma única palavra para a mãe.
- O processo em si está atrasado, mas vou fazer demorar alguns dias nada mais.
- Não te pago o suficiente? Dois dias, Alex! Nada mais disso — rugiu.
- Muito bem, Sr. Collinge.
E sem falta, dois dias depois, Luna recebeu no endereço que deu, aqueles papéis.
Acreditando que era um milagre o que seus olhos viam, porque no fundo ela achava que Ethan se oporia a lhe dar o divórcio, o que ela pediu era um fato e ela deveria se sentir aliviada...
Ela leu tudo, estupidamente desfeita.
A assinatura de Ethan já estava lá em tinta indelével. Brilhante e perfeito...
Seus dedos tremiam enquanto segurava aquela caneta. Havia mais tristeza do que alegria por finalmente ser libertado daqueles grilhões.
E foi lá que ela se perguntou, os elos a seguravam ou era um suporte em sua vida?
Ele assinou no final da folha e deixou cair a ponta. Luna também desabou no chão e o líquido salgado já escorregava em suas bochechas.
Era tão difícil ser frágil.
Do que se tratava tudo isso?
De repente e para sempre, tudo aconteceu.
O ruim, o bom. De que lado pertencia seu presente?
Indefinível estava se tornando, mas o pesadelo havia culminado.