Capítulo 2

Capítulo 2

Clay dirigiu até a cidade, sua atenção dividida entre a estrada e a sedutora sentada

ao seu lado. Ela tentou duramente ignorar ele e Rio. Se Jake não o tivesse avisado de sua falta de emoção, ele teria ficado preocupado. Mas ele estava à procura das rachaduras em sua

armadura e sua pequena querida não o tinha desapontado.

Ficou surpreso com o olhar genuíno de surpresa quando ela reagiu a eles. A aparente

confusão em seu rosto lhe disse o quão desconhecido tinha sido para ela.

Isso fazia sua resposta a eles muito mais doce.

Ele não esperava ficar atraído pela mulher que Jake havia descrito para eles. Sabia pela expressão de Rio que ele se sentia do mesmo jeito. Não podia deixá-la escapar, pelo

menos não até que pudessem examinar essa atração que sentiam por ela.

Talvez ela fosse apenas uma diversão temporária para eles, mas o furioso tesão que

ele estava desde o momento em que colocou os olhos nela lhe dizia que era algo mais. E se o jeito como Rio estava se mexendo em sua cadeira era alguma indicação, ele tinha a mesma

reação a ela.

“Você está gostando de nossa cidade?” Ele tentou começar uma conversa.

“É adorável.” Ela desviou o olhar para a janela lateral.

“Você já passou algum tempo vagando pela cidade?” Ele trocou um olhar com Rio. Não queria nem pensar quem mais ela já poderia ter conhecido. Quando Rio fez uma

carranca, soube que ele tinha tido o mesmo pensamento inquietante.

“Não, passamos todo o dia de ontem em casa, então saímos esta manhã para fazer

compras,” ela respondeu, ainda olhando pela janela.

Clay tinha tido o suficiente dela tentando ignorá-los. Ele agarrou sua mão, e quando

ela tentou puxá-la de volta, apertou ainda mais, tendo cuidado para não machucá-la. “Nossa cidade pode ser um pouco diferente do que você está acostumada.”

Acariciando sua mão com o polegar, sentiu o arrepio que ela tentou esconder. E

sorriu.

Jesse torceu a mão da sua. “A cidade onde moro é pequena. Elas são todas quase a mesma coisa.” Ela tentou esconder o tremor em sua voz e temeu que tivesse falhado quando olhou para ele. Ele sorriu conscientemente para ela, e ela franziu a testa para ele, perguntando-se o que diabo estava acontecendo. Sentimentos que não tinha tido em anos a

bombardeando, e ela desejou poder ficar longe desses dois até que descobrisse.

“Nossa cidade é muito diferente.” Rio se inclinou para frente em seu assento, sua respiração abanando sua orelha. “Em Desire,” sua voz foi baixa, “nós absolutamente

valorizamos nossas mulheres. E temos prazer em castigá-las com igual entusiasmo.”

Jesse não conseguiu evitar o suspiro quando se virou para Rio. “O que você quer

dizer com castigá-las? Vocês batem em suas mulheres?” Ela perguntou incrédula.

“Bater em nossas mulheres?” Clay puxou para o estacionamento na garagem e parou

o carro. E se inclinou em direção a ela, aglomerando-a quando Rio abriu a porta, inclinando-

se do outro lado. “Não da maneira que você está pensando.”

“Que outra maneira existe?” Ela tentou evitar seu toque.

Ela estremeceu quando Clay pegou uma mecha rebelde de seu cabelo e a girou em

torno do dedo enquanto olhava para ela. “Por exemplo,” ele começou, “se você nos pertence e é uma menina má, você pode esperar ser despida,” quando seus olhos se arregalaram, ele

continuou, “virada em um de nossos colos com sua bunda nua no ar, e apanhar.”

Ela ofegou e sabia que seus mamilos podiam ser vistos cutucando através da blusa e

moveu os braços para se cobrir. Clay ficou olhando para eles e sorrindo. Quando ele tocou

seu braço, ela recuou automaticamente e o viu franzir a testa antes de continuar.

“Você seria espancada até que seu pequeno traseiro ficasse um belo cor-de-rosa, suas

coxas molhadas com seus doces sucos e você nos implorando para fodê-la.”

Jesse olhou para Clay em absoluto choque. Seu coração batia quase fora de seu peito,

e se ela não estava enganada, sua calcinha estava molhada! Era ele de verdade?

Ela virou seu olhar para Rio para ver que ele a olhava com o mesmo olhar quente de

seu irmão. Enquanto o observava, ele se moveu para mais perto, “Se você fosse muito ruim,” ele lhe disse com a voz crua de emoção, “seus apelos por liberação não te levariam a nada. Pelo menos até que você se desculpasse muito lindamente e prometesse se comportar. E

teríamos que estar certos de que seu pedido de desculpas era sincero.”

Escondendo o pânico pela resposta selvagem de seu corpo, ela passou por Rio e saiu

do carro, vagamente consciente de que fez só porque ele permitiu. Tinha a sensação que, tão grande e forte quanto estes homens eram, eles pareciam perfeitamente capazes de segurá-la

contanto que quisessem. Por que esse pensamento deixou sua calcinha ainda mais molhada?

“Tudo isso não significa nada para mim já que não estou interessada em ter um relacionamento com ninguém.” Ela esperava que eles chegassem ao ponto e recuassem.

“Estou curiosa sobre uma coisa, porém.”

Até aí Clay já tinha saído do carro e andado ao redor para se juntar a eles. “Sobre o

que você está curiosa, doce?”

“Se os homens desta cidade são como vocês, por que há algumas mulheres aqui ainda? Elas já teriam partido até agora. Por que qualquer mulher ia querer ficar com um

homem que a espanca?”

Clay e Rio começaram a rir. “Por que você não pergunta a sua irmã, Natalie?” Clay

perguntou a ela. “Você sabe que Jake é um Dom, não é?”

“Um Dom?” Jesse olhou de um lado para outro entre os dois. “Você quer dizer

chicotes e correntes?”

“Entre outras coisas.” Clay assentiu. “Rio e eu não somos Doms como Jake, mas

sabemos como fazer nossa mulher se comportar. A surra ia deixá-la saber que você cruzou a linha,” ele a estudou, “mas com você, estaríamos dispostos a experimentar.” Ele olhou para Rio. “Nunca tive interesse em usar brinquedos em nossas mulheres, mas isso me faz sentir

um aventureiro. Temos algumas compras para fazer, Rio.”

Rio ajustou seu jeans mais uma vez. “Aparentemente,” ele murmurou.

Clay continuou a olhá-la e ela lutou contra o impulso de se inquietar. “Sua irmã está ficando com a bunda espancada agora enquanto falamos, e quem sabe mais o quê por aquele

pequeno atrevimento de antes.”

“Como se atreve? Ela não fez nada de errado!” Jesse não entendia por que sua irmã estava sendo castigada e se preocupava. Brevemente imaginou a gargantilha que Nat sempre usava e se perguntou se era mais do que apenas um belo colar. Poderia ser uma coleira que Jake tinha colocado nela?

“Promessas, promessas,” Rio a imitou. “Tenho sido tão negligenciada ultimamente.”

Clay sorriu e adicionou, “Não se preocupe com Nat. Ela está tendo exatamente o que queria. Ela sabia como seu marido ia reagir. Quando um homem é desafiado por sua mulher, é sua responsabilidade e privilégio enfrentar esse desafio. Ela queria a atenção de seu

marido, e conseguiu. Confie em mim, ela vai amar!”

Clay tocou o braço de Jesse, franzido a testa quando ela recuou. “O que você precisa entender é que as pessoas que vivem nessa cidade o fazem por uma razão. Ela foi fundada por pessoas que desejavam viver suas vidas de um jeito que é diferente do que a maioria considera ‘normal’. Eles queriam viver onde poderiam ser aceitos, não julgados pelos

padrões das outras pessoas.”

“Não entendo.” Jesse sacudiu a cabeça em confusão. “Você quer dizer que um monte

de Doms vive aqui?”

Clay assentiu. “Sim, e há um monte de homens que são como eu e Rio. Queremos uma vida onde temos uma mulher que ame a nós dois e que ambos a amamos. Nossos pais viveram assim. Crescemos nesta cidade. Sempre soubemos que queríamos viver nossas vidas

desse jeito.”

“Nós dois fomos casados antes,” Rio acrescentou. “Casamos com duas mulheres diferentes e odiamos. Nós dois nos divorciamos há algum tempo, e agora estamos prontos para continuar com nossas vidas. Mas dessa vez, vamos viver do jeito que a gente sempre

quis.”

Clay assentiu e continuou, “O ponto é que as pessoas aqui vivem suas vidas da maneira que lhes convém e ninguém é julgado. Temos mulheres que são subs quem vem para cá à procura do Dom certo. Há também homens e mulheres que vivem nesta cidade como casais, por que simplesmente gostam da cidade. É tão normal ver um casal nesta cidade como é ver uma mulher de coleira com seu Dom ou uma mulher com mais de um

marido.”

Jesse não pôde deixar de ficar intrigada. “Mas, ter mais de um marido é ilegal,” ela

argumentou.

“Aos olhos da lei, sim,” Rio lhe disse. “Em Desire, uma mulher é legalmente casada

com o mais velho, se eles são irmãos ou apenas amigos, mas uma cerimônia que inclui todas as partes envolvidas é realizada. Temos uma mulher na cidade chamada Isabel, que é casada com três irmãos. Ela é legalmente casada com Ben, que é o primogênito, mas se alguém se atrever a insinuar que os outros dois não são seus maridos, não haveria inferno para pagar. Ela ama os três e eles adoram o chão que ela pisa. É assim que é aqui.”

“Funciona bem para nós,” Clay acrescentou, “porque nós fazemos funcionar. Há uma

série de regras não escritas aqui que os novatos aprendem rapidinho, e respeitam, ou então

são colocados para fora da cidade.”

“Regras não escrita?” Jesse não conseguiu deixar de perguntar. “Tais como?”

“Primeira regra,” Clay lhe disse “é que as mulheres nunca são prejudicadas. Qualquer um que machucar uma mulher recebe a merda batida fora dele e se torna um

párea. Somos todos muito próximos aqui e um párea nunca poderia sobreviver.”

“Gostei dessa regra.” Ela assentiu. “O que mais?”

Clay parecia feliz que ela tivesse demostrado interesse em seu estilo de vida e continuou. “Outra regra é que você tem que ouvir os homens ao seu redor, ou seus maridos

serão informados que você desobedeceu e você será castigada.”

“Isto não é justo.” Ela sacudiu a cabeça. “Por que uma mulher teria que obedecer a cada homem na cidade? Isso é ridículo!” Ela se virou, mas parou quando Clay segurou seu cotovelo.

Ela se virou para estalar, mas parou quando viu o olhar de súplica em seu rosto.

“Tente imaginar esta cidade mais de cem anos atrás, Jesse. Doms e homens como nós, homens que queriam compartilhar uma mulher fundaram esta cidade. Você sabe como era difícil para as mulheres antes? Elas não tinham direito ou escolha, a não ser obedecer a seus

maridos. Elas podiam até mesmo ser espancadas!”

Jesse viu a careta de Rio e foi encorajada por isso. “Então as mulheres que vinham para Desire antes, não podiam ser espancadas?” Ela encontrou-se intrigada com o pensamento de pessoas se movendo para cá em um momento que as escolhas de estilo de

vida teriam sido vistas com maus olhos pela sociedade.

Clay sacudiu a cabeça. “Se um homem batesse em sua esposa, ele se tornaria um

párea e seria forçado a partir. A cidade permitia que sua esposa ficasse onde ela estaria segura e protegida. Você tem que entender, Jesse. As mulheres tinham mais liberdade aqui do que a maior parte das mulheres no país. Como uma cidade poderia crescer se as mulheres não viessem para cá, sabendo que seriam maltratadas por Doms ou maridos múltiplos? Estas

regras protegem nossas mulheres. Elas ainda fazem até hoje.”

“Pense sobre isso do outro lado, Jesse.” Rio sorriu para ela. “As regras mantêm os

homens na linha. Você tem alguma ideia do quão difícil às pessoas nesta cidade desceria em

um homem por bater ou até mesmo enganar sua esposa?”

Clay assentiu. “Olha, ninguém além de seus maridos lhe diriam o que fazer, mas se você se encontrar em uma posição que é perigosa ou poderia lhe prejudicar de qualquer maneira, outro homem se moveria para protegê-la. Todos nós protegemos todas as nossas mulheres o tempo todo. Se você o desobedecesse, ele a tiraria do perigo e a levaria para seus

maridos.”

“Então,” Rio acrescentou, “você seria severamente punida por seus maridos por não

ver sua própria segurança.”

“Bem, desde que nenhuma dessas regras se aplica a mim, não estou preocupada com

isso.” Ela se moveu em direção à garagem. “É melhor irmos lá dentro e falar sobre o carro.”

“Oh, mas estas regras se aplicam a você, querida,” Clay lhe disse.

Jesse parou abruptamente e se virou. “Desde que não tenho marido, não vejo como

isso se aplica a mim.”

“Você está ficando na casa de Jake, não é?”

“Sim, e daí? O que isso tem a ver com qualquer coisa?”

“Bem, enquanto você estiver sob seu teto, ele é responsável por sua segurança.”

“O quê?” Jesse lançou as mãos. “Isso é ridículo!”

“Quando em Roma, querida.” Rio riu.

“Vou te dizer outra coisa que você não sabe.” Clay franziu o cenho. “Jake tem todo o

direito de virá-la sobre os joelhos por tentar trocar o pneu. Você poderia ter se machucado.”

Em seu ofego, ele acrescentou, “Como você acha que Nat teria feito? Aposto que ela

tentou pra caramba para que você parasse de tentar trocar aquele pneu, não foi?”

Jesse corou com culpa. “Então, Rio e eu teríamos ficado muito chateados que alguém além de nós dois espancasse sua bunda. Considere-se sortuda que chegamos lá antes que

você pudesse se machucar, e o fato de que Nat o distraiu.”

Jesse se virou e seguiu à frente dos homens enquanto se dirigia ao compartimento da garagem aberta, as palavras ainda ressoando em seus ouvidos. Para alguém que teve problemas não sentindo nada, seu sistema se sentia bombardeado de tantos ângulos

diferentes que ela mal podia processar tudo.

Entrando na garagem, ela parou à vista de um rabo apertado e coxas musculosas amorosamente encaixados em um par de jeans desbotados bem vestidos debruçados sobre a frente de um carro. Ela assistiu como aqueles músculos se deslocaram enquanto o homem

que os possuía se endireitava quando ouviu sua abordagem.

Jesus; era cada homem nesta cidade alto e magnífico?

Ele sorriu maliciosamente enquanto segurava suas calças soltas e ajustava a camiseta

enorme, seu olhar deixando-a ciente do fato de que ele sabia o que ela tentava esconder em

suas roupas tão mal ajustadas.

Ela não sentia nenhum desejo de se vestir de forma reveladora, e atrair atenção

masculina indesejada. Certamente parecia não fazer nenhuma diferença para estes homens.

Clay se moveu para ficar na frente dela, suas costas grandes como uma parede

bloqueando sua visão do mecânico e a dele dela.

Jesse não podia mais ver o mecânico, mas quando ela o ouviu perguntar “Quem é a

moça bonita?” Ela conseguiu cutucar Clay de lado.

Qual era o problema com ele?

“Oi, eu sou Jessica Tyler, Irmã de Natalie Langley.”

Quando ela alcançou para apertar sua mão, sentiu Rio passar por ela e oferecer ao

mecânico sua própria mão, eficazmente mantendo o homem de tocá-la.

“Ei, Ryder. Trouxemos o carro de Nat. Ela teve um pneu furado, portanto colocamos

o estepe, mas ela precisa de um novo.”

Apetando a mão de seu amigo, Ryder assentiu. “Sem problema.” Ele se virou para

ela e sorriu. “Então, você é irmã de Nat? Como é que nunca te vi antes?”

“Eu nunca visitei aqui antes.” Ela cuidadosamente colocou espaço entre ela e os

homens. O nível de testosterona subiu e ela se tornou absurdamente consciente da resposta

de seu corpo. Isso estava ficando fora de controle.

“Gostaria de saber se você poderia verificar a correia da ventoinha enquanto o carro

estiver aqui. Parecia estar fazendo algum barulho,” Jesse disse. Nos olhares surpresos dos homens, ela continuou, “Não sei muito sobre carros, mas quando o meu fez um barulho

como esse, o mecânico me disse que parecia a correia da ventoinha.”

“Ela está certa.” Clay franziu a testa. “Eu ia mesmo te pedir para olhar isso.”

“Farei.” Ryder assentiu. “Diga a Jake que ligo pra ele amanhã. Vocês precisam de

uma carona?”

“Não, obrigado.” Clay sacudiu a cabeça, ainda olhando para ela. “Meu caminhão

está estacionado em frente ao mercado. Era lá que todos nós estávamos quando Jake recebeu

a chamada de Nat.” Ele agarrou sua mão. “Vamos, doce, vamos buscar aqueles bifes.”

Jesse se virou para dizer adeus a Ryder, surpresa ao encontrá-lo sorrindo provocante

para ela. “Foi muito bom conhecê-la, Jesse. Espero que você volte para me ver antes de partir.

Eu sei que Dillon adoraria conhecê-la, também.”

“Quem é Dillon?” Ela perguntou.

“Dillon é meu parceiro,” Ryder lhe disse com uma piscada.

“Oh, isso é bom,” Jesse sorriu. Havia assumido que Dillon e Ryder era um casal gay e

ficou satisfeita que eles podiam ser felizes nesta cidade. Ela ficou surpresa quando Clay e Rio

desataram a rir.

Ryder riu, sacudindo a cabeça, e se aproximou de Jesse, ignorando totalmente seus

clarões. “Não esse tipo de parceiro, querida.” Sua voz era baixa. “Dillon e eu somos parceiros

na garagem, mas também quando levamos uma mulher para a cama.”

Jesse o olhou com surpresa. Lembrando o que os homens lhe disseram lá fora antes, ela não pôde resistir olhar para eles, surpresa ao ver o medo em seus olhos enquanto a olhavam continuamente. Será que eles estavam pensando que ela cairia nos braços de Ryder?

Se ela pudesse rir, ela teria.

“Pronto, doce?” Clay perguntou, estendendo a mão novamente.

Sem pensar, apenas sabendo que queria limpar aquele olhar de seus olhos, ela colocou a mão na dele. Murmurando adeus a Ryder, ela se virou e permitiu que Rio tomasse

sua outra mão enquanto eles deixavam a garagem.

Andando os dois quarteirões para o mercado, Clay e Rio segurando suas mãos, ela

lutou para fazer sentido de tudo isso. Olhando à sua volta, viu outras mulheres com mais de um homem. Lembrando-se da conversa anterior, procurou e viu que várias delas usavam coleiras, algumas com um homem, outras não. Ela verificou cuidadosamente as pessoas que

via; surpresa que quase todas as mulheres pareciam delirantemente felizes.

Também se surpreendeu que os olhares que os homens davam a suas mulheres pareciam amorosamente indulgentes. Os homens seguravam as portas abertas para as mulheres, as ajudavam a atravessar a rua com uma mão em seu braço ou em suas costas,

carregava seus pacotes. Cada homem agia como um cavalheiro.

Ela percebeu que já fazia um longo tempo desde que tinha visto pessoas agindo

dessa forma e nunca tinha percebido isso.

Sem que percebesse, eles chegaram ao mercado. Ela puxou as mãos das deles, e automaticamente segurou a maçaneta da porta. De repente, lembrando-se das palavras de

Rio, ela parou.

“Boa menina,” ele sussurrou, fazendo-a estremecer. “Você se lembrou.”

Quando ele abriu a porta, ela lhe lançou um olhar cauteloso e passou por ele. Clay,

com uma mão em suas costas, a guiou para dentro.

Compras com eles foi uma experiência estressante. Eles a tocavam a cada oportunidade. Clay a aglomerou quando alcançou acima de sua cabeça para pegar o suco de maçã que ela queria. Rio a firmou com um braço ao redor de sua cintura enquanto ela

agarrava o produto. Ela nem sequer notou quando parou de vacilar em seus toques.

* * * * *

Clay quis gritar de alegria quando pouco a pouco ela permitiu seu toque. Logo sua

pequena querida começou a ficar excitada e ele quis beijar sua pequena carranca quando ela

pareceu finalmente perceber isso.

Sempre se metendo em seu caminho logo ela tinha os olhos brilhando faíscas de ouro. Ela poderia colocar uma frente fria, mas ele apostava o rancho que dentro dela um

inferno se enfurecia, só esperando para ser explorado.

Mas embora ela lentamente tenha se acostumado a seu toque, ainda não falava. Ela

habilmente evitava todas as perguntas pessoais sobre ela, e isso fez Clay querer colocá-la sobre o joelho. O tesão que estava ostentando desde que tinha colocado os olhos nela saltou para a atenção nesse pensamento. Ótimo! Nesse ritmo, ele teria que se desculpar e masturbar

antes que pudesse se sentar à mesa com ela.

Ele só a tinha conhecido há algumas horas e já estava pronto pra explodir. Viu os traços tensos de seu irmão sempre que tocava Jesse, e assumiu que a mesma tensão se mostrava em seu rosto. Se não fizessem esta mulher deles logo, ambos poderiam

simplesmente explodir.

Ele já não tinha dúvidas de que esta era a mulher que ele e Rio estavam esperando. Mal podia acreditar que ela finalmente tinha chegado, e mal podia esperar para começar suas

vidas juntos. Mas, a tristeza e a distância em seus olhos teriam que ser tratadas.

O mais rápido possível.

Capítulo 3

Quando pararam na casa de sua irmã, Jesse pôde ver a fumaça e soube que Jake já

tinha começado a grelhar.

Quando entraram pela porta, Nat lhe entregou uma margarita.

“Jake nunca mais fez estas para mim, mas quando eu lhe disse o quanto você as ama,

ele nos fez um jarro.”

Jesse pegou o copo de sua irmã e a seguiu para a cozinha. Sorvendo a bebida, ela

ajudou Nat com os preparativos do jantar.

Vários minutos depois, de pé na pia lavando os legumes para a salada, Jesse viu

quando Nat atravessou o quintal com um prato cheio de bifes. Clay lhe disse algo enquanto ela entregava o prato para o marido. O que fosse que ela respondeu fez com que Clay e Rio fizessem uma carranca. Eles olharam para a janela onde Jesse estava; Seus olhos quentes,

mesmo nessa distância.

Nat parecia frágil e delicada enquanto estava ao lado dos três homens. Todos

pareciam tão grandes, especialmente Clay e Rio que eram ainda mais altos do que Jake. Ela se encontrou observando suas mãos, lá no supermercado, imaginando qual seria a sensação delas em seu corpo. Os dois a tocaram e se esfregaram contra ela repetidas vezes, e seus mamilos ainda doíam realmente com a necessidade de serem tocados por aquelas mãos grandes. Seus braços, tão musculosos, provavelmente de anos passados trabalhando num

rancho, segurariam uma mulher com firmeza, fazendo-a se sentir segura e quente.

Agora, de onde vinha tudo isso?

Sacudindo-se de seu pensamento fantasioso, Jesse continuou lavando os legumes e vendo enquanto Nat conversava com os homens. Jake sacudiu a cabeça em diversão há algo

que ela tinha dito; Seu amor por Nat evidente no olhar que ele lhe deu.

Aparentemente terminado, Nat se afastou dos homens, saltando de surpresa quando um sorridente Jake bateu nitidamente em sua bunda. Nat se virou, e com a mão no quadril mostrou a língua para ele. Jake lhe disse algo, sua expressão sisuda enquanto apontava para

ela. Aparentemente imperturbável Nat riu e voltou para a casa.

Durante o jantar, e depois de duas margaritas, Jesse começou a relaxar e se divertir.

Enquanto a comida progredia ficou mais fácil deixar Clay e Rio se agitar sobre ela enquanto Jake exagerava sobre Nat. A conversa fluiu enquanto comiam. Jesse ficou quieta enquanto assistia e ouvia, notando o quão íntimos todos pareciam ser. A camaradagem se mostrava

claramente quando eles falaram de outros que viviam em Desire com carinho e alegria.

Quando todos terminaram de comer, Nat e Jesse foram cuidar dos pratos, recusando

as ofertas dos homens para ajudar.

“Querido,” Jesse sorriu quando Nat se aconchegou mais perto de Jake, “você, por

favor, nos faria outro jarro de margaritas?”

“Acho que já tive o suficiente,” Jesse disse a Nat com um sorriso. “Não acho que Jake

gostaria de ter que lidar com uma cunhada bêbada.”

“Bobagem,” Nat lhe disse. “Além disso, você e eu não sentamos e conversamos

sozinhas há anos. Os rapazes vão estar aqui fora lidando com a grelha e se ficarmos caindo de bêbadas, eles vão cuidar de nós. Jake não vai fazer outro jarro, porém, a menos que você o

compartilhe comigo. Ele conhece minha fraqueza por margaritas.”

Uma vez que quaisquer objeções iria desapontar sua irmã, Jesse cedeu. Com a máquina de lavar pratos funcionando, as mulheres se sentaram sozinhas à mesa, bebidas frescas à sua frente. Os homens podiam ser ouvidos lá fora, suas vozes baixas através da

janela aberta.

Nat manteve Jesse falando sobre o negócio que ela e uma amiga começaram em Maryland, conseguindo deixar sua irmã bebê mais do que um pouco tonta. Ela sabia que Jesse não bebia muito, e logo se soltaria o suficiente para falar. Sentiu-se um pouco culpada por seu método desonesto para descobrir o que estava errado com Jesse, mas ela tinha que se apressar. Só tinha duas semanas com sua irmã, e nos últimos dois dias ela tinha sido incapaz de tirar uma única coisa dela. Queria ajudá-la, tentar corrigir o estava errado e trazer de volta a Jesse com quem tinha crescido, e o silêncio não cooperativo de sua irmã estava dificultando

seriamente seus esforços. Tomar o assunto em suas próprias mãos parecia o único jeito.

Clay e Rio se opuseram no início, mas quando eles perceberam o quanto ela queria ajudar Jesse, cederam, desde que pudessem escutar na esperança de encontrar um caminho

de chegar mais perto dela.

Jesse tomou um gole da bebida enquanto dizia a Nat sobre seu negócio em casa.

“Kelly trabalha principalmente com as fórmulas, enquanto eu lido com as vendas e

projetos de pacotes,” disse a Nat. “Fazemos tudo nós mesmos; usando todos os ingredientes naturais. Começamos fazendo creme para as mãos, mas agora também fazemos xampu,

condicionador e óleos de banho.”

“É esse o material que você está usado que a faz cheirar tão bem?” Nat perguntou entusiasticamente. “Você sempre cheira como pêssegos. Acho que Clay e Rio adorariam te

dar uma mordida!”

Jesse fez careta. “Isso não pode acontecer, Nat.” Ela terminou a bebida, colocando cuidadosamente o copo de volta na mesa, seus movimentos cada vez mais deliberados

enquanto o álcool entrava em vigor.

“Eu trouxe algumas coisas comigo para você. Eu deveria ir buscá-las.” Antes que ela

pudesse se levantar, Nat a deteve.

“Mais tarde, agora vamos apenas sentar e conversar.”

“Faz sua pele beeem suave,” Jesse respirou. “E temos o pó mais incrível.” Ela tomou

um gole da bebida, e então franziu a testa.

Nat viu o sorriso de Jesse e se perguntou se sua irmã tinha percebido que ela encheu

seu copo.

“Este novo pó tem gosto e ele cheira. Eu uso os pêssegos e creme.” Ouvindo uns

gemidos, ela piscou em confusão. “O que foi isso?”

“Só a máquina de lavar louças dando piti, Jake me prometeu verificar isso,” Nat respondeu, levantando a voz para que os homens pudessem ouvir. Se eles queriam espiar, o mínimo que podiam fazer era ficar quietos.

“Eu adoraria tentar o pó. Aposto que Jake vai adorar!”

“Também faz sua pele parecer toda refrescada, é refrescante,” Jesse se corrigiu. “Eu

te trouxe a especiaria de canela. Pensei que atiraria em você, é, combinaria com você.”

Percebendo que Jesse já teve o suficiente, Nat levou todo o meio jarro de margarita

para a pia e despejou pelo ralo. Ela não queria que sua irmã ficasse doente, apenas mais solta. Olhando para fora, ela viu que os três homens estavam sentados à mesa abaixo da janela,

aparentemente escutando cada palavra.

Voltando para a mesa, ela se sentou e olhou para sua irmã, que tinha a cabeça descansando no braço dobrado deitado sobre a mesa. “O que fez você e Kelly decidirem

começar um negócio?”

“Cansei de usar calcinha com buracos,” Jesse respondeu cansadamente.

“Desculpe-me?” Jesse tinha tomado margaritas demais?

“Você já percebeu o quão sexy soa quando um homem diz a palavra calcinha?” Jesse

refletiu. “Brian chamava cueca. Os homens usam cueca. As mulheres usam calcinha!”

Nat conhecia sua irmã bem o suficiente para seguir e concordou. “Sim, você está

certa. Quando Jake diz algo com a palavra ”calcinha”, eu fico toda irritada.”

“Lá vai você.” Jesse assentiu, e então continuou, enunciando com cuidado, “Enfim, Brian sempre tinha um esquema de enriquecer rápido. Eles nunca funcionavam. Nem ele.” Ela se endireitou e olhou em volta, franzindo a testa para o copo de água que estava à sua

frente.

“Então, você começou um negócio,” Nat cutucou.

“Não, limpava quartos de hotel. Minhas mãos ficavam muito secas e rachavam, mas eu não tinha dinheiro para gastar com cremes para as mãos, não com a compra de roupas novas para um menino em constante crescimento.” Ela se sentou quieta por um momento, aparentemente se lembrando desse tempo, seu rosto parecendo tão desamparado que Nat queria abraçá-la. Ela viu como Jesse parecia encolher os ombros. “Kelly me fez alguns.

Outras pessoas gostaram, então decidimos começar a fazer e vendê-los.”

“O que aconteceu com Brian?” Nat perguntou, sabendo que ele tinha algo a ver com

o jeito como Jesse tinha mudado. “Nunca gostei dele e Jake o odiou à primeira vista.”

“Eu sou frígida, sabia?” Jesse disse a questão a sua irmã com naturalidade. “Não

sinto mais muita coisa. Se machucada o suficiente, acho que isso te fecha.”

Nat olhou para sua irmã em estado de choque. “O que você está dizendo, Jesse?”

“Brian nunca me amou, Nat,” sua irmã disse estoicamente. “Ele nunca me abraçou. Nunca me tocou, a menos que quisesse algo de mim, geralmente sexo.” Ela se inclinou para

frente. “Vejo como Jake é com você.”

Jesse parecia estar apenas um pouco sóbria, mas as palavras continuaram a se

derramar dela.

“Jake está sempre te tocando, brincando com seu cabelo, mesmo quando você está

sentada lá assistindo televisão.” Jesse gesticulou freneticamente. “Jake te toca, porque ele te quer, e ele te ama. Brian me fazia sentir como o homem Nat; e eu não sei mais como ser uma

mulher.”

“Oh, querida!” Nat saltou e correu para se ajoelhar perto de Jesse. “É claro que você é

uma mulher! Como você pode pensar de outra forma?”

“Oh, Nat, você nunca vai entender! Não sendo casada com um homem como Jake.”

“Explique-me então, Jesse. Faça-me entender.”

“Oh, Nat, no início, costumava ser horrível. E só foi piorando até que um dia eu

percebi que finalmente tinha me acostumado a isso. Brian não gosta de trabalhar, então eu tinha que fazer. Durante toda a minha gravidez, eu trabalhei limpando quartos de hotel. Depois que tive Alex, levava-o comigo.” Sorrindo tristemente, ela continuou em voz baixa, “Ele estava sempre comigo, enquanto Brian corria ao redor com ternos de mil dólares

cobrados em meu cartão de crédito para se reunir com ‘investidores'.”

Esfregando a mão pelo rosto, Jesse continuou, “Ele era tão preguiçoso, Nat. Ele não

fazia nada a não ser se vestir em ternos sofisticados e joias caras e se encontrar com pessoas

que ele enganava por dinheiro.”

Jesse tomou um gole de água e debruçou-se contra Nat.

“Eu levava o lixo para fora. Eu trancava a casa à noite. Eu cortava a grama, empurrava a neve, aprendi como consertar o encanamento e todas as outras coisas que um

homem deveria fazer em casa.”

Sacudindo a cabeça tristemente, ela disse a Nat, “Eu não sou digna de ser amada.”

“Jesse, isso não é verdade!”

“Nem mesmo meu marido me amava.” Quando Jesse se virou para ela, Nat quis chorar. “Ele nunca iniciava o sexo porque não valia a pena à energia para tentar me despertar. Ele só começava se realmente significasse, às vezes, e eu pensava, ‘Quanto tempo se passou desde que tivemos a última relação sexual? ’ Quando eu percebia que tinha sido há semanas, eu tinha que lhe perguntar se ele queria fazer sexo. Era a única maneira de obter

paz na casa.”

Seus olhos permaneceram estáveis enquanto continuava, “Ele é claro, dizia que sim e

apenas se sentava lá. Eu tinha que jogar com seu pênis até que ficasse duro.” Engolindo em

seco, ela brincou com seu copo, não olhando para cima.

“Então eu tirava minha calcinha e me curvava. Graças a Deus não durava mais que

um minuto ou dois. Quando ele terminava, eu puxava minha calcinha e ia me limpar.”

Quando ela tentou se levantar para reabastecer seu copo com água, Nat a cutucou de

volta na cadeira para ir pegar para ela.

Colocando a água, Nat olhou pela janela nas expressões angustiadas no rosto dos

homens. Clay e Rio pareciam querer matar alguém e Jake não parecia muito melhor.

A voz triste de Jesse derivou pela janela. “Não sou beijada ou abraçada há tanto

tempo, Nat.”

Nat não aguentava mais. Com um último olhar em Clay e Rio, retornou a mesa,

determinação em seus passos.

“Querida, Clay e Rio adorariam te beijar, entre outras coisas. Quero que você dê a

eles uma chance.”

“Eu não posso Nat.”

“Por que não? Esses dois já estão loucos por você. Quero que você pelo menos passe

algum tempo com eles.”

“Qual seria o ponto? Você não entende? Não consigo rir. Não consigo chorar. Não

com ninguém, exceto Alex. Com qualquer outra pessoa, o resto está morto.”

“Está se você continuar a manter essas barreiras entre você e o resto do mundo,” Nat

argumentou.

“Você ainda não entende.” Jesse suspirou cansada e o coração de Nat quebrou. “Não

é uma escolha minha. Eu não sei como tirar essas barreiras. Elas têm sido uma parte de mim

por tanto tempo. Eu apenas não sei como sentir mais nada.”

“Besteira!” Nat colocou as mãos nos quadris e considerou sua irmã. “Você está

tentando me dizer que não sentiu nada por mim quando me abraçou no aeroporto?”

Jesse piscou surpresa.

“Você esquece o quão bem eu te conheço, Jesse. Uma pessoa não muda tanto. Você

não é Jessica Brian mais! Você é Jesse, porra!”

“Nat, você não entende.”

“Oh, eu entendo muito bem,” Nat lhe disse. “Eu vi o jeito como você os tem

observado. Você acha que não percebi a maneira como você reagiu a eles esta tarde? Eu te vi ficar toda nervosa. Você parecia mais viva do que esteve desde que chegou aqui! Você acha que não vi como corou cada vez que um deles olhava para você ou te tocava durante o jantar? Eu vi o jeito como você ficou olhando para seus lábios e lambendo o seu. E vi o jeito como você olhava para as mãos deles. Você as imaginou em você, não é? Posso ser mais velha que você, querida, mas não sou idosa. Eles te interessam e se você quer admitir ou não,

eles te despertam.”

Jesse podia sentir seu pânico se construindo. Eita, tome alguns drinques, abra a boca,

e olha o que acontece. Ela começava a suspeitar de que Nat tinha um motivo oculto para ter

Jake fazendo aquelas margaritas.

Irritada agora, ela se voltou para sua irmã. “Droga, Nat! O que devo fazer? Espalhar minhas pernas para eles? Ter uma aventura e seguir em frente? Você realmente acha que

homens assim ficam felizes fodendo uma mulher que não pode gozar?”

“Homens como o quê?” Nat perguntou.

“Como eles!” Ela apontou para o quintal. Esperando que eles não pudessem ouvi-las. Desde que não ouvia as vozes dos homens por um bom tempo, assumiu que deveriam ter ido para outro lugar. “Você já olhou para eles? Eu sei que você ama seu marido, mas não pode ser cega! Clay e Rio são belíssimos. Grandes, e fortes, e musculosos, com bundas que

você simplesmente quer dar uma mordida!”

Nat sorriu aquele sorriso sabedor, que ela usava sempre que ganhava um

argumento. “Bem-vindo de volta, Jesse, senti sua falta.”

Jesse piscou surpresa.

“Você é louca!” Jesse sorriu com indulgência para sua irmã, então rapidamente ficou

séria. “Isto é apenas as margaritas falando. Sou diferente agora. Nat. Se eu não conseguia agradar aquela desculpa preguiçosa de marido que eu tinha, o que a faz pensar que vou ser

capaz de satisfazer dois homens que podem ter qualquer mulher que quiserem?”

Nat sorriu e se inclinou para ela. “Clay e Rio são homens fortes com coração de ouro. Eles têm procurado a vida inteira por uma mulher que ambos pudessem amar e que amaria a ambos de volta.” Ela riu. “Eles não têm sido celibatários, nem de longe. Eu os vi com um monte de mulheres ao longo dos anos, e nunca os vi olhar para uma mulher do jeito que olham para você. Nem mesmo suas esposas. Talvez você seja essa para eles, e eles sejam

esses para você, talvez não. Mas, não acha que vocês três devem isso a si mesmo descobrir?”

“Em menos de duas semanas eu tenho que voltar para casa.”

“Talvez sim, talvez não.”

“Mas não posso deixar Kelly sozinha.” Não importa o que, ela não podia abandonar

Kelly.

“Vamos nos preocupar com isso mais tarde.” Nat a considerou de perto. “Agora, vou

fazer algo que pode deixá-la zangada, mas estou fazendo isso para seu próprio bem.”

Nat agarrou sua mão, puxou-a para fora da cozinha e se dirigiu para as escadas. Jesse foi puxada pelos degraus e para o quarto de hóspedes onde sua irmã começou a reembolsar

sua mala.

“Você está me expulsando?”

“Não é bem isso.” Nat foi até o banheiro adjacente para pegar os artigos de toalete de Jesse. “Onde está meu material de canela? Mal posso esperar para experimentá-lo em Jake.”

Perguntando-se o que sua irmã poderia estar tramando, Jesse foi até o armário para

pegar a bolsa púrpura. Olhando-a de perto, entregou-lhe a bolsa, vendo sua luta para fechar

a mala. Nat nunca tinha sido boa em fazer as malas.

Quando Nat finalmente conseguiu fechar a mala, ela abraçou Jesse, sussurrando em

seu ouvido, “Eu te amo, querida, lembre-se disso.”

Jesse considerou sua irmã suspeitosamente, começando a ficar realmente nervosa. Nat voltou a descer as escadas, entrou na cozinha e parou. Clay, Rio e Jake estavam sentados à mesa tomando café, como se tivessem estado lá o tempo todo. Olhando pela janela, ela viu que tinha sido fechada. Nat deve tê-la fechado quando foi pegar a água. Os homens não

poderiam ter ouvido a conversa, ela pensou aliviada.

Jesse olhou para Nat. “Não entendo Nat. O que você está fazendo?” Nunca confiava

em sua irmã mais velha quando ela tinha esse olhar em seu rosto.

“Clay, Rio, estou dando Jesse para vocês,” ela ouviu sua irmã dizer.

“O quê!” Jesse ofegou, olhando para Nat.

Nat a ignorou. Olhando severamente para os dois homens sorridentes, Jesse a ouviu dizer, “Estou confiando a vocês minha irmã. Confio em vocês para não machucá-la. Se tudo correr bem, vocês têm que trazê-la de volta para mim na véspera que ela supostamente teria que ir para casa. Quero algum tempo com ela. Desde que estou lhes dando a maior parte, espero que vocês respeitem minha vontade. Se as coisas não irem bem, traga-a de volta direto para mim.” Ela parecia um sargento enquanto compassava na frente dos homens. “Não para o aeroporto, não importa o que ela diga, mas direto aqui para mim.”

Jesse ficou lá, aparentemente chocada, enquanto assistia Clay e Rio se revezarem para abraçar Nat. Ela ouviu o murmúrio de Clay, “Eu te amo, Nat.” Rio teve sua vez para

abraçar sua irmã. “Obrigada, querida. Você não vai se arrepender.”

Jesse deu um passo atrás quando eles se aproximaram dela, olhando-a atentamente.

Ela nunca tinha estado tão assustada em sua vida!

Clay a segurou enquanto Rio pegava sua bagagem.

“Espere.” Jake avançou.

Graças a Deus. Jake seria a voz da razão e a tiraria dessa loucura. Partir com estes dois homens seria como uma fantasia em um dos livros que gostava de ler. Ela sempre lia sobre ménages e pensava que tinha que ser a maior fantasia na Terra, ter dois homens completamente dedicados à felicidade de sua mulher, mas até hoje, nunca tinha se dado conta de que as pessoas realmente viviam assim. Mas, ela não poderia ficar e viver essa

fantasia, e destruí-la seria pior do que não vivê-la em nada.

Esperando que Jake colocasse fim a tudo isso, ela se virou para ele e encontrou-se

abraçada em seus braços fortes. Então, ele a surpreendeu. Segurou seus braços, avaliou-a de

perto e ela se perguntou brevemente o que ele viu que o fez assentir.

“Sei que isso não é o que você deseja agora,” ele lhe disse, tirando sua esperança de um resgate. “Mas, acho que Nat está certa. Você vai está vendo muito eu e Nat enquanto

estiver com Clay e Rio. Eu insisto nisso.” Ele deu aos homens um olhar de advertência.

Voltando sua atenção para ela, ele sorriu. “Se, a qualquer momento, você quiser

voltar aqui, me diga. Quero que você tente, porém, querida, ok?”

Jesse podia ver por que Jake era um bom Dom. Ele podia convencer uma mulher em

tudo.

Saber que poderia partir sempre que quisesse lhe deu coragem. Ela ia fazer o seu

melhor para não destruir essa fantasia. Assentiu hesitante, “Ok.”

Olhou pelo canto do olho e viu o sorriso satisfeito no rosto de Clay e Rio, esperava

que estivesse fazendo a coisa certa.

“Boa menina.” Rio sorriu travessamente.

Jake se virou para seus amigos. “Agora, para você dois, estou confiando a vocês minha cunhada que está sob minha proteção. Vocês sabem que levo essa responsabilidade muito a sério. Os dois estão dispostos a assumir como seus protetores, enquanto ela

permanecer com vocês?”

“Absolutamente,” Clay respondeu. Alcançando para tocar seu cabelo, seus olhos

nunca deixando os dela, “Nada faria eu e Rio mais felizes como ser os protetores de Jesse.”

“Prometemos cuidar muito bem dela,” Rio adicionou, sorrindo para ela.

Nat sorriu enquanto observava os homens apressarem sua irmã para a porta. Ela

sabia que eles seriam bons para Jesse, se ela apenas lhes desse uma chance.

Jesse tinha crescido com o poder de iluminar uma sala com seu sorriso e sempre

tinha sido cheia de malícia. Casar com aquele idiota certamente a tinha mudado, e Nat queria

a velha Jesse de volta. Clay e Rio poderiam ser exatamente os homens para fazê-lo.

Vendo o caminhão de Clay se afastar, Nat se recostou satisfeita contra o peito forte

de seu marido. “Acho que eles são exatamente o que ela precisa, e ela é exatamente o que eles

precisam.”

Ela segurou seus braços quando as mãos dele se deslizavam sob seu top. Abrindo seu sutiã, as mãos se fecharam sobre seus seios, e ele sussurrou em seu ouvido. “Você é

exatamente o que eu preciso.”

Ela gemeu quando ele beliscou seus mamilos. Deus, ela já estava molhada. Espantava-a, às vezes, que depois de estar casada com este homem tantos anos, ele ainda conseguia deixá-la molhada com apenas um toque, um gesto, uma palavra falada com uma

voz que nunca falhava em excitá-la. Ele a usara agora.

“E,” ele sussurrou sombriamente, “Eu sei exatamente o que você precisa.”

“O quê?” Ela ofegou quando sua mão habilmente desabotoou seu jeans e deslizou

dentro.

“Você precisa ser espancada por mentir sobre as margaritas. Eu as faço para você

sempre que você pede e você disse a sua irmã que eu nunca fiz. Você foi uma menina má.” Nat ofegou novamente quando os dedos se empurraram em sua boceta ensopada. “Eu realmente sinto muito, mas eu queria soltá-la um pouco. Ela não teria aceitado se não

pensasse que você as havia feito para ela. Ela queria agradá-lo.”

“E você?” Ele puxou o top sobre sua cabeça e tirou seu sutiã. Pegando-a nos braços,

ele foi em direção ao quarto. “Você quer me agradar, também?”

“Oh, sim!” Nat fechou os braços ao redor do pescoço de seu marido e acariciou sua

mandíbula. “O que posso fazer para agradá-lo?”

Soltando-a na cama, ele rapidamente puxou seu jeans e calcinha. Virando-a de bruços, ele segurou-a quieta com uma grande mão em suas costas. “Você pode ficar quieta enquanto eu insiro o novo plug anal que comprei para você hoje.” Ela ofegou e ouviu sua risada. “Você estará com ele enquanto leva a surra que merece.” Ele acariciou seu pescoço. “É

maior do que o que tenho usado em você.”

Ela tentou saltar para cima e sentiu a mão firme em suas costas.

“Jake, não! Aquele já é grande o suficiente!”

Ela viu quando ele pegou o lubrificante e o sentiu apoiar-se em suas costas enquanto lubrificava os dedos. Ouviu o tubo bater na cabeceira da cama um segundo antes dele puxá-

la para ele, capotando ao seu redor e colocando-a em seus joelhos.

“Você vai tentar me dizer o tamanho do plug anal que você precisa para seu castigo,

agora?”

“Sinto muito,” Nat choramingou, ofegando novamente quando dois dedos

lubrificados entraram em seu ânus.

“Você vai sentir muito, amor,” Jake prometeu.

Nat se agitava com tanta excitação que sabia que a única coisa que a impedia de cair

do colo do marido era seu aperto forte nela. Ela pôde sentir os dedos escorregar dela, e então uma dureza fria contra sua abertura mais vulnerável. Ele sabia quão ligada ela ficava quando ele fazia alguma coisa em seu ânus, o sentimento de impotência, a qualquer intrusão em sua bunda fazendo-a se sentir pequena e vulnerável, enquanto ele facilmente a segurava no lugar. Ele tinha grande prazer em jogar com sua bunda, e ela sabia que a surra seria mais

intensa enquanto ele a enchia com o plug.

Ele moveria o plug dentro dela enquanto durasse seu castigo, e ela sabia que ver um plug em sua bunda enquanto a espancava, o estimulava a se tornar mais dominante do que o

normal. E isso era muito.

Sabendo que ele via enquanto empurrava o plug em seu ânus, estava certa de que estaria em apuros esta noite. Ele a espancaria por mais tempo do que o normal, e em momentos como este, quando ele a empurrava ainda mais, sabia que também estaria

conseguindo sua boceta espancada. Ela quase gozou com o pensamento.

“Você está pronta para seu castigo, minha querida pequena sub?” Sua voz soava crua

de emoção.

“Sempre meu amor, meu mestre.” Ela abriu mais as pernas para ele e sentiu a

queimadura quando o grande plug pressionou dentro dela.

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