Capa do Romance Perseguições amorosas

Perseguições amorosas

8.3 / 10.0
Focada em crescer na carreira, Laura vê sua trajetória mudar ao cruzar com Ethan, um herdeiro irresponsável que esbanja a riqueza familiar. O envolvimento entre os dois gera um caos profundo, transformando o que seria uma paixão intensa em um desfecho repleto de tragédia. Tentando reconstruir sua vida, Laura enfrenta um processo de autodescoberta e superação, enquanto um novo e inesperado sentimento surge de onde ela jamais poderia imaginar anteriormente.

Perseguições amorosas Capítulo 1

Apressadamente, Laura, deu os últimos retoques no documento sobre o novo projeto que estava desenvolvendo, o expediente estava prestes a se encerrar, seu estômago reclamava avidamente, pedindo por comida, já que ela havia pulado seu horário de almoço.

No dia seguinte revisaria os últimos detalhes, naquele momento apenas ansiava por um prato de comida quente, nesse momento nem importava mais o que iria comer, qualquer coisa servia.

Já faziam uns dias que essa luta perdurava, Laura terá a grande chance de conseguir uma promoção e finalmente o salário que tanto almeja, nada mais de trabalhos extras ou dividir a sala com mais onze pessoas.

— Quase acabando? — Andréia se inclinou levemente para o lado.

Uma das poucas colegas de trabalho com quem Laura conversava, Andréia já estava na empresa muito antes dela chegar, apesar de ser bem mais velha que a maioria dos funcionários, sua competência no trabalho era inquestionável, mas sempre a apoiou em sua luta por uma promoção, mesmo diante dos avisos.

Era um fato, poucas mulheres conseguiram um cargo de destaque na Bennet’s, umas por serem de família ica e outras por oferecerem alguns “serviços” fora de expediente.

— Só preciso revisar amanhã cedo, assim que chegar. — sorriu, com o olhar cansado.

— Está trabalhando demais ultimamente, espero mesmo que consiga essa promoção.

— Não tenho dúvidas, meu maior rival é Eduardo, mas convenhamos, ele não é muito… esforçado, para não dizer coisa pior. — soltou uma gargalhada de leve.

— Laura, Laura, eu já te avisei como as coisas funcionam aqui, menina…

— Relaxa, Andréia.

O relógio de pulso de Laura apitou, informando o fim do expediente.

— Bem, preciso ir ou vou acabar desmaiando de fome. — fez uma careta — Quer jantar fora hoje?

— Tentador… — Andréia a encarou de lado — Mas minha mãe está mal de novo, agora que somos só nós duas eu não posso nem pensar em ficar fora até mais tarde.

— Sinto muito pelo seu marido…

— Já faz mais de seis meses e ainda estou tendo dificuldade para aceitar.

— Eu entendo como se sente, não esquecemos a dor da perda, apenas aprendemos a conviver com ela. — Laura se voltou para a tela — Melhor nos apressarmos então.

Enquanto desligava o computador, ela aproveitou para olhar suas redes sociais para ver se não tinham mensagens não lidas.

— Abriu um novo restaurante aqui perto, caro e chique, do jeito que você gosta. — Andreia brincou.

— Sério? Onde?

— Duas ruas abaixo, perto daquela academia que nos matriculamos e nunca fomos.

As duas se entreolharam antes de rir, não era a primeira vez que faziam algo do tipo, sempre colocavam na cabeça que seria diferente, mas nunca se dedicavam a nenhum tipo de exercício.

Quando se levantou, a porta da sala se abriu revelando seu chefe, Marcos Bennet, o qual parecia nada feliz.

— Laura, preciso que analise uns documentos para mim e me entregue uma resposta até amanhã de manhã. — disse sem rodeios — Já dei algumas tarefas a Eduardo também, estou certo que um de vocês será promovido na próxima semana.

Ela apenas o encarou, não sabia com qual expressão, mas estava furiosa por dentro, resultado de semanas de alimentação ruim.

— Não tem problema fazer isso em casa, mas preciso que me dê a resposta amanhã, enviei para o seu e-mail. — voltou-se a porta — E como anda seu projeto? Quase pronto, eu espero…

Laura balançou a cabeça mecanicamente.

— Quase tudo resolvido.

— Ótimo, até amanhã.

Andréia pousou a mão sobre o ombro dela.

— Parece que você vai ter que pedir pizza de novo.

— Nem pensar, eu vou ao restaurante novo, comer calmamente o quanto eu quiser, gastando o quanto eu quiser. — bufou — Ele sempre diz que quer para o outro dia bem cedo, mas nunca chega na empresa antes das 10 horas da manhã.

— Cuidado, um dia desses vai acabar caindo numa armadilha.

— Relaxa, Andréia, eu vou para cama mais cedo hoje e levanto mais cedo amanhã também. — lhe deu um rápido abraço — Amanhã te conto como foi meu jantar.

Eduardo trabalhava em outro setor da empresa, enquanto Laura fazia parte do setor financeiro, ele fazia parte da equipe de administração, mas a vaga a qual estavam disputando era a liderança do setor comercial, marketing, o que resultou em trabalhos extras para ambos, visando ter ciência se eles estão aptos para lidar com os clientes e possíveis investidores.

O fato é que eles não se dão muito bem e isso resulta em uma rivalidade extremamente hostil, ambos recebem muitos elogios de seus superiores sendo indicados a vaga pelo comprometimento em suas tarefas.

No elevador, ela encarou o teto por alguns instantes, tentando não ficar tonta, o fato de ele estar cheio e abafado não ajudava muito, despercebidamente ela apertava a alça de sua bolsa, como um apoio.

Olhou mais uma vez seu relógio, desejava do fundo da alma que o restaurante não estivesse cheio ou que precisasse fazer reserva, senão ela surtaria totalmente pelo tempo perdido.

Quando a porta se abriu, a primeira pessoa que ela viu foi Eduardo, o qual se encontrava com um sorriso debochado nos lábios e a arrogância de sempre.

— Laura, quanto tempo…

— Não tenho tempo para você agora! — revirou os olhos e continuou andando.

Rapidamente ele a puxou pelo braço, deixando todos passarem, os quais os encararam com certa desconfiança.

— Queria te chamar para jantar, abriu um restaurante novo aqui perto.

Ela o encarou desconfiada.

— Por mais que eu queira saber o que você quer aprontar dessa vez, minha resposta é não!

— Qual é, somos apenas dois colegas de trabalho saindo para jantar, como amigos. — sorriu de lado — Eu andei pensando e independente do resultado, eu quero que façamos as pazes, sabe, chega dessas briguinhas bobas.

— Briguinhas bobas que você provoca.

— Não vamos acusar ninguém, de quem é a culpa não importa. — deu de ombros.

— Eduardo, chega! — o empurrou — Eu preciso ir para casa.

— Pelo menos eu tentei, sua ingrata.

Laura parou no mesmo instante e se virou.

— Vai se ferrar, Eduardo, eu não estou com paciência hoje.

— Vai se arrepender de recusar uma gentileza minha, você nem é tudo isso…

— Sou mais areia do que a sua caçamba de brinquedo pode aguentar, isso eu garanto.

Sem esperar por uma resposta, ela se voltou para a porta e caminhou firmemente, teve a leve impressão de ouvi-lo xingá-la, mas deixou para lá, estava mais preocupada em comer algo do que se preocupar com as criancices de Eduardo.

Mal saiu do prédio e seus ouvidos foram atacados pelo intenso barulho de carros, buzinas e vozes, detestava sair naquele horário devido ao caos que encontrava todo santo dia, porém nem isso iria fazê-la desistir do seu jantar.

Se dirigiu ao estacionamento, o qual era ao ar livre por algum motivo que ela nunca soube explicar, e ligou o veículo, devido o tempo que perdeu escutando Eduardo e suas baboseiras o local já possuía menos carros do que o normal, o que seria mais fácil para ela sair, pelo menos algo de bom ele tinha feito.

Olhou-se pelo retrovisor e percebeu que seus cachos castanhos estavam bagunçados de um jeito estranho, rapidamente pegou alguns adereços de cabelo, fez um coque alto e firme, o enfeitando logo em seguida, e voltou a atenção ao volante, dirigiu para fora o mais rápido que pôde, almejando apenas comer, e não seria pouco como nos outros dias, gastaria com prazer.

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