Capítulo 2

O silêncio no 50º andar era mais pesado que o ruído do trânsito quarenta e nove andares abaixo. Eram oito da noite. O resto dos funcionários tinha ido embora há horas, as luzes dos cubículos tinham se apagado uma a uma, deixando Sofia sozinha na penumbra da recepção, com a única luz vinda de seu monitor e da fresta sob a porta do escritório de Gabriel.

Não tinha recebido ordens para ir embora. E depois de seu aviso sobre a "disponibilidade total", não se atrevia a se mover.

O interfone zumbiu, um som seco que a fez pular na cadeira.

- Entre - disse a voz de Gabriel. Não era uma pergunta.

Sofia levantou-se; suas pernas ainda sentiam o eco fantasma do tremor da manhã. Ao abrir a porta, encontrou-o sentado não atrás da mesa, mas na borda da mesma, com as pernas esticadas e cruzadas nos tornozelos, afrouxando a gravata de seda preta.

O escritório estava na penumbra, iluminado apenas pelo resplendor da cidade noturna através da imensa janela. Gabriel a olhou, seus olhos cinzentos brilhando com uma intenção sombria.

- Tranque a porta - ordenou.

Sofia obedeceu; o clique da tranca soou como uma sentença.

- Aproxime-se.

Ela caminhou até ficar a um metro dele, entre as pernas abertas dele. Podia sentir seu cheiro: sândalo, café caro e aquele feromônio masculino e acre que revirava seu estômago de desejo.

Gabriel não a tocou. Simplesmente a escaneou de cima a baixo.

- Você disse que era uma profissional - murmurou, sua voz rouca baixando o tom. - Vamos ver o quão comprometida você está com seu cargo. Tire a roupa.

O ar congelou nos pulmões de Sofia.

- Sr. Thorne, eu...

- Obediência absoluta, Sofia. Lembra-se? - interrompeu-a, seu tom endurecendo. - Não vou repetir. Tire essa roupa ridícula. Quero ver se as marcas que deixei continuam aí.

Sofia engoliu em seco, suas mãos tremendo enquanto iam aos botões de sua blusa. Um a um, caíram. A saia deslizou para o chão. O sutiã e a calcinha seguiram. Em menos de um minuto, estava completamente nua no meio do escritório do CEO, exposta ao ar condicionado e ao olhar voraz dele.

Gabriel soltou um suspiro áspero. Seus olhos percorreram o corpo dela como mãos físicas. Deteve-se em seus seios, redondos e pálidos, com os mamilos endurecidos e escuros pelo frio e pela excitação. Desceu por sua barriga plana até o triângulo de pelos castanho-claros e as partes internas das coxas, onde as marcas violáceas dos dedos dele da noite anterior se destacavam contra a pele branca como pinturas de guerra.

- Linda - grunhiu ele. - Vire-se.

Ela girou lentamente. Gabriel estendeu a mão e traçou com um dedo quente a curva de suas nádegas, fazendo com que ela arqueasse as costas involuntariamente.

- De joelhos - ordenou ele, dando um tapinha no chão acarpetado.

Sofia ajoelhou-se entre as pernas dele, sentindo-se pequena, vulnerável e terrivelmente excitada. Gabriel não perdeu tempo. Desabotoou o cinto e baixou o zíper. Quando liberó sua ereção, Sofia prendeu a respiração.

Estava duro como uma rocha, grosso e palpitante, com veias azuis marcadas que percorriam o tronco até uma glande larga e avermelhada que já brilhava com uma gota de fluido pré-seminal. O cheiro de sexo, almíscar e homem encheu as narinas de Sofia, embriagando-a.

- Chupe-me - disse ele, colocando uma mão na nuca dela. - Sirva-me.

Sofia não precisou de mais convites. Abriu a boca e envolveu a cabeça do pau dele com os lábios, provando o sabor salgado e metálico de seu desejo. Gabriel sibilou, seus dedos apertando o cabelo dela. Ela começou a mover a cabeça, sua língua traçando o frênulo sensível, chupando com força enquanto tentava acomodar a grossura dele em sua garganta.

Ele se moveu, empurrando os quadris para a frente, forçando-a a aceitá-lo mais fundo, controlando o ritmo com a mão na cabeça dela. Sofia gemia ao redor dele, a fricção da dureza dele contra seu céu da boca e língua enviando descargas elétricas à sua própria virilha, que já estava encharcada.

- Isso... boa menina - ofegou Gabriel, olhando para baixo enquanto ela o devorava. - Você é minha.

Antes que pudesse chegar ao limite, ele a deteve. Agarrou-a pelos braços e a levantou como se não pesasse nada, sentando-a sobre a mesa de madeira fria, afastando papéis e canetas com um gesto do braço.

Empurrou os joelhos dela para abri-los de par em par, expondo sua intimidade à luz da cidade.

- Agora é a minha vez - sussurrou, ajoelhando-se diante dela.

Gabriel agarrou os quadris dela e afundou o rosto diretamente em sua virilha.

O primeiro contato de sua língua larga e áspera contra o clitóris dela fez Sofia gritar, jogando a cabeça para trás. Gabriel não teve piedade. Separou os lábios vaginais com os polegares, expondo a carne rosada e úmida, e lambeu da entrada vaginal até o botão sensível com uma pressão perita.

Sua língua era implacável. Adentrava nela, imitava o ato sexual, e depois voltava a torturar seu clitóris com movimentos rápidos e circulares. Sofia se contorcia sobre a mesa, suas mãos agarrando o cabelo preto dele, seus calcanhares batendo na madeira cara.

- Por favor... Gabriel... - gemeu ela, esquecendo o "Sr. Thorne".

O som do nome dele nos lábios dela pareceu excitá-lo mais. Sugou seu clitóris com força, enquanto introduzia dois dedos dentro dela, curvando-os para cima, procurando aquele ponto que a faria explodir.

A combinação de sua língua e seus dedos foi devastadora. A tensão se acumulou no ventre de Sofia como uma mola prestes a se romper.

- Goze para mim - ordenou ele contra a pele molhada dela, a vibração de sua voz enviando-a ao abismo.

O orgasmo a atingiu com uma violência cegante. Sofia gritou, seu corpo convulsionando, suas paredes internas apertando os dedos de Gabriel enquanto os fluidos dela empapavam o queixo e a boca do homem mais poderoso da cidade.

Gabriel não parou até que ela ficasse completamente relaxada, ofegante, com a pele brilhando de suor.

Ele se levantou lentamente, limpando a boca com as costas da mão, com um olhar de satisfação selvagem. Subiu o zíper, escondendo sua própria ereção dolorosa. Não tinha terminado, mas o jogo de controle era mais importante que o alívio imediato.

- Vista-se - disse, sua voz voltando a ser fria, embora seus olhos continuassem ardendo. - Amanhã você tem muito trabalho.

Virou-se para a janela, dando-lhe as costas enquanto ela descia da mesa com as pernas trêmulas, procurando sua roupa espalhada pelo chão.

Sofia vestiu-se apressadamente, sentindo a umidade em sua roupa íntima como um segredo sujo e delicioso. Quando chegou à porta, parou.

- Boa noite, Sr. Thorne.

Gabriel não se virou.

- Descanse, Sofia. O verdadeiro trabalho mal começou.

Quando a porta se fechou, Sofia soube que estava perdida. Não apenas sua carreira estava em jogo. Seu corpo, sua vontade e talvez sua sanidade, agora pertenciam a ele.

Capítulo 3

A sala de reuniões principal da Thorne Enterprises cheirava a café forte, medo e testosterona corporativa.

Doze homens em ternos escuros estavam sentados ao redor da imensa mesa de mogno, mas apenas uma voz importava. Gabriel caminhava de um lado para o outro em frente à tela de projeção, desmantelando a proposta de fusão da empresa rival com uma precisão cirúrgica e impiedosa.

Sofia estava sentada à direita dele, com as costas retas, o bloco de notas aberto e uma caneta na mão. Seu trabalho era tomar notas. Sua realidade era tentar não se contorcer na cadeira.

Usava um vestido azul-marinho, conservador na frente, mas com uma fenda na perna que agora lhe parecia um erro tático. Gabriel não olhara para ela durante toda a manhã. Nem uma palavra sobre o que acontecera em sua mesa na noite anterior. Apenas um "Traga os relatórios para a sala 1" latido pelo interfone.

- Suas projeções são otimistas, Sr. Valdés - disse Gabriel, parando logo atrás da cadeira de Sofia. Sua voz ressoou no peito dela. - Mas neste edifício não trabalhamos com otimismo. Trabalhamos com fatos.

Sofia sentiu o calor do corpo dele a centímetros de seu ombro. O aroma de sua colônia a envolveu, disparando um reflexo condicionado em seu corpo: seu coração acelerou e suas coxas se apertaram instintivamente.

Gabriel apoiou uma mão no encosto da cadeira dela, inclinando-se em direção à mesa para se dirigir aos diretores.

- Sofia, passe-me o detalhamento financeiro do terceiro trimestre - ordenou, sem olhar para ela.

Ela procurou o arquivo com mãos trêmulas e o deslizou para ele. Ao fazê-lo, seus dedos se roçaram. Foi elétrico. Gabriel pegou a pasta com uma mão, mas a outra não voltou para a lateral do corpo.

Desceu.

Sofia parou de respirar quando sentiu a mão grande e quente de Gabriel pousar sobre seu joelho, oculta sob a pesada mesa de madeira.

- Como podem ver na página quatro... - continuou Gabriel com um tom de voz perfeitamente estável, abrindo a pasta com uma mão enquanto a outra começava uma subida lenta e torturante pela coxa dela.

Sofia cravou o olhar em seu bloco de notas, fingindo escrever, mas sua caligrafia era um desastre trêmulo. Os dedos de Gabriel eram firmes, audazes. Acariciaram a pele sensível da parte interna de sua coxa, subindo centímetro a centímetro, empurrando o tecido do vestido para cima.

Ninguém podia vê-los. Todos os olhos estavam fixos em Gabriel ou nos documentos. Mas o risco era palpável. Se alguém deixasse cair uma caneta... se alguém se inclinasse...

- A liquidez é insuficiente - disse Gabriel, e seus dedos roçaram a borda da calcinha de Sofia.

Ela soltou um pequeno suspiro, que rapidamente disfarçou como uma tosse.

Gabriel apertou a coxa dela com força, um aviso silencioso: Controle-se. Depois, com uma destreza assustadora, deslizou a mão sob a renda de sua roupa íntima.

Estava molhada. Vergonhosamente encharcada. Gabriel deve ter sentido, porque seu polegar fez um movimento de aprovação contra a pele escorregadia dela antes de encontrar seu clitóris.

- Senhorita Miller - disse Gabriel de repente, dirigindo-se a ela em voz alta.

Sofia levantou a cabeça de supetão, com os olhos arregalados e as bochechas ardendo. Gabriel a olhava de cima, com uma sobrancelha arqueada e uma expressão de tédio profissional, enquanto seu dedo médio começava a esfregar o clitóris dela com um ritmo circular e lento sob a mesa.

- Sim... sim, senhor? - Sua voz saiu uma oitava mais aguda do que o normal.

- Anotou a objeção do Sr. Valdés?

Gabriel afundou o dedo dentro dela ao mesmo tempo em que fazia a pergunta.

Sofia teve que morder o interior da bochecha para não gemer na frente de toda a diretoria. Seus quadris se moveram imperceptivelmente em direção à mão dele, buscando mais pressão, traindo-a.

- S-sim, Sr. Thorne. Anotada.

- Ótimo. Leia para o grupo.

Era um sádico. Um maldito sádico. Queria vê-la quebrar. Queria ver se ela conseguia manter a fachada de secretária eficiente enquanto ele a tinha empalada em seu dedo.

Com as mãos tremendo violentamente sobre o papel, Sofia tentou decifrar seus próprios rabiscos. Enquanto lia a nota com voz entrecortada, Gabriel aumentou o ritmo. Seu polegar roçava o clitóris dela, seu dedo entrava e saía dela, criando um som úmido que para Sofia parecia ensurdecedor, embora o murmúrio da sala o encobrisse.

- O... o Sr. Valdés sugere que... que os ativos líquidos... - Sofia fechou os olhos por um segundo, sentindo uma onda de prazer percorrer sua coluna. Gabriel girou o dedo dentro dela, atingindo aquele ponto sensível. - Que os ativos são... suficientes.

- Incorreto - disse Gabriel, tirando a mão de supetão.

A perda repentina do contato a deixou vazia, palpitando e à beira do abismo.

Gabriel se endireitou, limpando discretamente os dedos no lenço de bolso, oculto pela mesa, antes de caminhar em direção à cabeceira.

- A reunião acabou. Valdés, sua oferta foi rejeitada. Saiam todos.

Os executivos começaram a recolher suas coisas, murmurando entre si. Sofia ficou paralisada em sua cadeira, incapaz de se levantar. Sentia as pernas como gelatina e a umidade esfriando em sua pele.

Esperou que o último homem saísse. Quando a porta se fechou, deixando Gabriel e ela sozinhos novamente, levantou o olhar.

Gabriel estava apoiado na porta fechada, olhando para ela. Seus olhos brilhavam com um triunfo sombrio.

- Quase gozou enquanto lia as atas, Sofia - disse suavemente. - Muito pouco profissional.

Ela abriu a boca para protestar, mas ele a cortou.

- Limpe-se e vá para o meu escritório em dez minutos. Você tem uma lição a aprender sobre manter a compostura sob pressão.

Virou as costas e saiu, deixando-a sozinha, excitada, frustrada e completamente à sua mercê.

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